quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lançamentos de imóveis sobem no ano, mas vendas ainda têm queda.

No acumulado até julho, lançamentos cresceram 13,8%, segundo Abrainc.
Já as vendas caíram 13% na comparação com o ano anterior.



O número de lançamentos no mercado imobiliário cresceu nos últimos meses, mas o setor continua pressionado pela queda das vendas, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
O número de unidades lançadas em julho foi de 2.345, o que representa uma alta de 92,5% na comparação com o mesmo período de 2015. No acumulado no ano, os lançamentos somaram 33.975 unidades, número 13,8% superior ao observado nos primeiros 7 meses de 2015.
As vendas, entretanto, recuaram 7,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até julho de 2016, as vendas somaram 57.798 unidades, o que corresponde a uma queda de 13% na comparação anual.
“Na medida em que a economia voltar a crescer, o setor deve se recuperar”, avalia o vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura.
No fim de julho, o mercado nacional disponibilizava 116.368 unidades para compra, segundo a Abrainc. A associação estima que a oferta seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 15 meses, mantido o atual ritmo de vendas de cerca de 8 mil unidades por mês.
Os Indicadores são elaborados a partir de informações de 20 das 35 associadas da Abrainc que atuam em todo o país.
Fonte: G1 Economia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Preços de imóveis atingem menor patamar dos últimos anos.

Saiba se é uma boa hora para comprar ou vender. O excesso de ofertas de imóveis é um dos resultados da profunda crise econômica que o país esteve mergulhado desde o ano passado. Basta qualquer pessoa passar por condomínios, prédios e casas, e observar a quantidade de placas de imobiliárias anunciando seus produtos. Porém, há sempre uma camada da sociedade que consegue tirar proveito de momentos de instabilidade e fechar bons negócios. O professor de economia de MBA executivo do Insper Otto Nogami lembra que as construtoras passaram a explorar esse nicho de mercado, que representa grupos de renda elevada e com dinheiro para fechar negócios. “O mercado se movimenta nesse extrato de renda mais alto que está à margem da crise. Aparentemente, os preços de imóveis de luxo estão mais justos e estão se mantendo em um patamar, mesmo que a queda dos valores ainda não seja substancial”, diz o economista. Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, diz que os imóveis que estão disponíveis hoje começaram a ser construídos há pelo menos três anos, quando o mercado estava com uma demanda muito alta. “O preço do metro quadrado está em seu menor patamar comparado aos últimos quatro anos. Acredito que alcançamos o valor mais baixo de um imóvel em São Paulo”, diz Prando. É hora de comprar um imóvel? Segundo o vice-presidente do Secovi, o mercado tende a crescer e a se recuperar. As empresas reduziram os números de lançamentos, quase em 50%, e mudanças na lei de zoneamento resultou em um custo adicional nos terrenos urbanos. “Essas unidades de antigos projetos vão acabar e os projetos novos já virão com preços corrigidos”, explica. Nogami diz que tudo ainda depende do cenário, mas a economia dá sinais de inversão. “O preço não deve cair mais e a própria construtora diante desse possível crescimento deve postergar a venda. Para quem tem dinheiro, é uma boa hora de investir, pois tem poder de negociação e consegue uma boa compra”, explica. Prando acredita que o segundo semestre é o momento certo para comprar um imóvel, pois, mesmo inseguras, as pessoas reconhecem que ouve uma parada no mercado imobiliário. “Quando a taxa de juro começar a cair, teremos uma avalanche de dinheiro indo para a compra de imóveis, que deve gerar a redução de ofertas em 2017”, diz o vice-presidente da Secovi. Impeachment e momento político do país O governo provisório tirou um pouco do aspecto depressivo das pessoas e elas se aventuram mais e começam a perder o medo de consumir. O professor do Insper diz que a população já se sente um pouco mais segura para gastar e voltar a pensar em um financiamento. “Eu acredito que o cenário tende a se firmar na medida em que o governo provisório fique”, avalia Nogami. Flávio Prando diz que a permanência do presidente em exercício, Michel Temer, no governo dará mais tranquilidade aos empresários para que eles voltem a investir. “O impeachment tira da frente o fantasma do retorno da presidente Dilma. Isso resulta no retorno na confiança e é muito favorável para o mercado imobiliário”, finaliza. Fonte:Globo.com