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domingo, 27 de julho de 2014
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
Mercado de lançamentos imobiliários em São Paulo tem pior janeiro desde 2009.
USTAVO COLTRI
A cautela dominou o mercado de lançamentos na região metropolitana de São Paulo no início deste ano. Sob o impacto da enxurrada de empreendimentos novos apresentados aos consumidores nos estandes no último trimestre de 2013 e das incertezas dos próximos meses no País, o tradicionalmente tímido mês de janeiro foi, em 2014, ainda mais discreto.
De acordo com dados coletados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), 413 unidades na planta foram colocadas à venda na capital paulista durante o mês, o que representa queda de 37,42% em relação ao mesmo período de 2013. Esse também é o mais baixo número verificado pelo levantamento em cinco anos e o terceiro pior resultado da última década, à frente somente de 2006 e de 2009.
Considerando a quantidade de empreendimentos, a cidade recebeu 12 projetos em janeiro, seis a menos do que o apurado no mesmo mês do ano passado. O desempenho supera, no entanto, 2012, quando dez condomínios foram colocados à venda – o ano foi considerado pelo mercado como de ajustes ao avassalador desempenho de 2011. Naquele ano, aliás, 21 residenciais foram lançados.
Ainda é cedo para se deduzir qualquer rumo para o mercado imobiliário neste ano, de acordo com representantes do setor, mas os números já colocam pimenta no rol de indefinições que permeavam as previsões sobre 2014. “É difícil saber como será a feição deste ano. Temos muitas situações atípicas: primeiro o carnaval em março, depois Copa do Mundo de futebol, depois as eleições”, ressalta o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes.
Somam-se a esse cenário, dois outros fatores que podem interferir na curva da oferta, de acordo com ele. O Plano Diretor da cidade ainda está em discussão na Câmara Municipal, deixando em aberto as regras para o desenvolvimento dos projetos imobiliários. o que prejudica as estratégias de investimento das incorporadoras. Por outro lado, o desempenho econômico é motivo de atenção dos empresários.
“Eu diria que talvez o pessimismo esteja maior do que deveria, e esse é o risco. Mas temos bons indicadores, como emprego e crédito.” Na quinta-feira, Bernardes reuniu-se com executivos de grandes empresas para discutir os rumos do setor. “O tom do encontro foi realista”, diz o representante.
De qualquer forma, Bernardes acredita em recuperação dos lançamentos depois do carnaval. Muitos incorporadores estariam se movimentando para colocar projetos no mercado. “Em abril, acredito que teremos um resultado acumulado parecido com 2013.”
Padrão. Janeiro costuma ser um mês fraco para o mercado imobiliário de lançamentos para dar vazão aos produtos já colocados em comercialização. Neste ano, essa condição pode ter se acentuado, na opinião do professor do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Rocha Leal, pelo grande volume de novos empreendimentos do último trimestre. Cerca de 12 mil unidades na planta foram postas no mercado no período, enquanto as vendas de imóveis novos atingiram por volta de 7 mil residenciais.
“Antes de lançar o produto, temos de esquentá-lo com divulgação. Para vender em janeiro, é preciso fazer isso em dezembro. E, em dezembro, as empresas querem comercializar o que já foi lançado. Por isso, pouco se lança no primeiro mês do ano”, explica o especialista.
A dinâmica do mercado financeiro também incentivaria a antecipação de lançamentos, na medida em que os grandes incorporadores com capital aberto em bolsa de valores têm metas a cumprir para os investidores. “Eles fazem de tudo para alcançar os objetivos no próprio ano fiscal. E isso faz com que janeiro tenha um número pequeno de represamento.”
Rocha Leal ainda aguarda a divulgação de resultados das companhias para saber o nível dos estoques de imóveis, que regulam a quantidade de novos edifícios e as promoções para o escoamento dos produtos em obras. “Em número de lançamentos, parece que talvez tenhamos uma pequena redução na comparação anual. E as vendas serão semelhantes a 2013”.
O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, que a atuação das empresas se dará fundamentalmente para garantir um ajustes de preços do metro quadrado de área útil na cidade, pressionado para cima pelo aumento das unidades menores – em janeiro, ele foi de R$ 9.360. “Deve haver a estabilização, com talvez uma tendência de queda.”
Com relação aos resultados de janeiro, ele prefere relativizar os indícios. Pompéia lembra que 2013 foi um ano com resultados inflados em função da dificuldade de aprovações de projetos em 2012. Os números do ano passado não seriam, portanto, um reflexo perfeito da realidade do mercado.
Por outro lado, o período de férias e o excesso de gastos no período de festas de fim de ano desestimulariam a demanda nos primeiros meses do ano. “Historicamente, a produção costuma ser baixa em janeiro, com uma ou outra exceção, como 2007 (ano do primeiro boom imobiliário).”
Fonte:http://blogs.estadao.com.br/radar-imobiliario/lancamentos-imobiliarios-em-sao-paulo-tem-pior-janeiro-desde-2009/
Projetos de metrô e trem impulsionam lançamentos de imóveis na Grande SP
23/02/2014 - 01h30 | DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO
Com o alto preço dos imóveis em São Paulo, as cidades da região metropolitana procuram ganhar terreno.
A estratégia é oferecer unidades mais baratas em um cenário de perspectiva de melhorias na infraestrutura – sobretudo de acesso facilitado à capital.
Raquel Cunha/Folhapress
Vista de São Bernardo do Campo, cidade que concentra grande volume de lançamentos
São Bernardo do Campo concentra muitos lançamentos
Segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), depois de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André oferecem o maior número de oportunidades.
As três cidades juntas responderam por metade das unidades lançadas nos 38 municípios da região no ano passado–sem considerar a capital paulista.
Com apartamentos que vão do perfil econômico ao alto padrão, o valor do metro quadrado nesses três municípios se situa, em média, em torno de R$ 5.000 –contra R$ 8.700 na capital.
"Essas cidades tiveram valorização, mas não tanto quanto ocorreu em São Paulo. Ainda há espaço para se valorizarem", afirma Belmiro Quintaes, diretor da imobiliária Lopes.
ATRATIVOS
O preço mais baixo dos imóveis nas cidades da Grande São Paulo, aliado à perspectiva de melhorias em transporte e ao acesso mais fácil à capital paulista, é o principal apelo dos lançamentos na região.
Com a expectativa de resolver ou atenuar um importante gargalo, que é a falta de metrô, os projetos tornaram-se chamariz de vendas no ABC e em Guarulhos. As regiões atraem compradores que buscam uma moradia ou um investimento.
Considerando os lançamentos em Santo André e São Bernardo do Campo, por exemplo, houve alta de 32% no número de unidades lançadas em 2013 na comparação com 2012, segundo a Acigabc (associação de construtoras e imobiliárias).
Para a região, está prevista a linha de monotrilho 18-bronze, a ser operada pelo Metrô, com 13 estações e interligando os municípios de São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo.
As obras devem ser concluídas em 2018, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
Em Santo André, os lançamentos de padrão mais elevado ficam no bairro Jardim, com opções de apartamentos com mais de 150 m². O Parque Celso Daniel, um shopping e a movimentada rua das Figueiras, com muitos bares, são atrativos.
Como não há muitos terrenos disponíveis no Jardim, o bairro Campestre, ao lado, desponta com unidades menores e preço mais em conta.
Já em São Bernardo do Campo, a região central é a que mais atrai lançamentos, justamente por onde passará uma estação do monotrilho.
Com o avanço das incorporadoras na região, o estoque subiu.
ESTOQUE
"O estoque está em cerca de 4.000 unidades na região. O número é um pouco alto, já que o normal é de 2.500 a 3.000", afirma Milton Bigucci, presidente da Acigabc e da construtora MBiGucci.
Em Guarulhos, os locais mais desejados são Vila Augusta, onde fica o parque Parque Fracalanza, a região do Bosque Maia e a Vila Rosália.
As unidades acabam servindo moradores da cidade ou das zonas leste e norte de São Paulo, vizinhas a Guarulhos.
O gerente Pedro Luiz do Nascimento, 29, mudou da Vila Maria (zona norte de São Paulo) para a região central de Guarulhos e afirma ter feito ótimo negócio. Ele diz encontrar boas opções de lazer próximo da nova casa, como um parque e um shopping.
Segundo ele, pelo preço que pagou pelo apartamento de 105 m² em Guarulhos conseguiria um de pouco mais de 60 m² na Vila Maria.
Como no ABC, os investimentos em transporte pesam. A linha 2-verde deve chegar à região da rodovia Presidente Dutra e uma linha de trem deverá ligar o aeroporto à capital. Também há projeto para a linha 19-celeste ligar a zona sul de São Paulo à cidade.
Fonte:http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2014/02/1416165-guarulhos-sao-bernardo-do-campo-e-santo-andre-concentram-lancamentos.shtml
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
IPTU de imóvel com alta valorização terá reajuste por 3 anos
GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO
A Prefeitura de São Paulo admite que donos de imóveis com alta valorização terão aumentos seguidos do IPTU nos próximos três anos.
Segundo a gestão Fernando Haddad (PT), será uma maneira de compensar a trava de aumento (o reajuste máximo) fixada em 30% para imóveis residenciais e 45% para não residenciais (comércio e indústria) -índices que a Câmara quer reduzir.
Com isso, um imóvel com valorização de 90%, por exemplo, teria 30% de reajuste em 2014 e o mesmo aumento em 2015 e 2016, mantendo-se o limite máximo.
A trava foi criada para evitar reajustes excessivos devido à alta valorização imobiliária desde 2009, quando foi feita a última atualização da Planta Genérica de Valores (PGV).
Cálculos mostram, porém, que três em cada quatro contribuintes terão reajuste acima de 20% e até 45% -valor três vezes maior do que a inflação anual, de cerca de 6%. O aumento médio será de 24%.
A proposta de reajuste de IPTU enviada pelo prefeito à Câmara diz que as atualizações da PGV acontecerão a cada quatro anos e não a cada dois, como hoje.
A cobrança do resíduo acima do teto em anos posteriores também aconteceu na gestão Gilberto Kassab (PSD).
Após a repercussão negativa do aumento do imposto, a base aliada de Haddad na Câmara negocia uma redução dessas travas para 20% e 35%, respectivamente.
O prefeito deve recuar e aceitar a mudança.
Também negocia ampliar a isenção para aposentados. Hoje, são isentos aqueles que ganham até três salários mínimos que tenham um imóvel só. Os parlamentares pedem a extensão do benefício para os que ganham até cinco salários mínimos.
Ontem, a prefeita em exercício, Nádia Campeão (PC do B), disse que a redução terá que ser estudada para que se avalie seu impacto no Orçamento da cidade.
"Os compromissos que nós temos com a cidade são fundamentais: transporte público, moradia, saúde, educação. São muitas as exigências da cidade e não se pode discutir só o bônus, é preciso discutir o ônus."
NA PERIFERIA
O vereador José Police Neto (PSD) disse que o aumento atingirá bairros da periferia.
"Sapopemba [zona leste] teve valorização de 104% e os moradores terão que pagar resíduos nos anos posteriores."
Entre as regiões que devem ter os maiores aumentos de IPTU estão Perdizes, Campo Belo, Vila Leopoldina, Jardim Paulista, Vila Mariana e Lapa. A prefeitura diz que 33% dos contribuintes serão isentos e 8% terão redução do imposto.
Link da matéria:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1358430-iptu-de-imovel-com-alta-valorizacao-tera-reajuste-por-3-anos.shtml
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Crédito imobiliário passa a ser principal linha para pessoa física
Em agosto, valor total do crédito imobiliário ultrapassou crédito pessoal.
Na proporção do PIB, porém, valor de 7,8% é baixo frente a outros países.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
O crédito concedido pelos bancos para a compra da casa própria passou a ser, em agosto deste ano, a principal modalidade de financiamento para as pessoas físicas, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (27).
No mês passado, o volume total do crédito imobiliário em mercado (estoque) atingiu a marca de R$ 314,8 bilhões, ultrapassando, pela primeira vez na história, o crédito pessoal (para consumo, o que inclui também o crédito com desconto em folha de pagamento) - que somou R$ 311,5 bilhões.
"De fato, o crédito imobiliário é a principal modalide do crédito para pessoa física do país. Ultrapassou crédito pessoal, que abrange consignado e não consignado. O crédito imobiliário tem aspectos sociais positivos, dado o déficit habitacional existente no país e o fato de que as famílias estão constituindo patrimônio e saindo do aluguel", avaliou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC.
Embora tenha registrado desaceleração nos últimos anos, o crédito imobiliário, ainda segundo informações da autoridade monetária, continua crescendo bem acima das demais modalidades para pessoas físicas. Em 12 meses até agosto, avançou 35%, contra a expansão de 15% do crédito pessoal no mesmo período. No passdo, porém, os financiamentos imobiliários para pessoas físicas chegaram a crescer 59% em 12 meses.
"Isso [crédito imobiliário] tende gradualmente a mostrar alguma acomodação. Já cresceu 49% ao ano. Agora está em 35%. Na proporção do PIB, está em 7,8% em agosto. O padrão internacional é significativamente mais alto. Países desenvolvidos, por exemplo, no geral tem um crédito imobilárioa acima de 50% do PIB", observou Maciel, do Banco Central.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/credito-imobiliario-passa-ser-principal-linha-para-pessoa-fisica.html
Preço de imóveis pode subir e é preciso ter cautela, dizem analistas
Governo subiu valor do imóvel financiado pelo FGTS para R$ 750 mil.
Medida deve aquecer procura por imóveis, dizem representantes do setor.
Darlan Alvarenga
Do G1, em São Paulo
A decisão do governo de elevar o valor do teto de imóveis que podem ser financiados com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve aquecer a procura por residências, o que pode fazer com que o preço do metro quadrado volte a subir num ritmo maior, segundo analistas ouvidos pelo G1.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta segunda-feira (30) elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o teto em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Para os demais estados, o limite de financiamento será elevado para até R$ 650 mil.
“O mercado tem mantido um aquecimento razoável, mas menor do que antes. Então [o aumento de preços] é um risco, porque agora vai aumentar a procura”, avalia Ana Carolina Gomes, diretora jurídica da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências. “Temos que aguardar e ver qual será a reação do mercado, mas não vejo horizonte para uma queda de preços”, completa.
Recomendações para o consumidor
A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, destaca que o mercado imobiliário vinha numa tendência de queda estabilização e até queda de preços. “O consumidor deve ter muito cuidado porque pode ocorrer uma tendência de aumento de preço”, afirma.
Segundo ela, a principal recomendação neste momento é cautela. “Se o mercado perceber que o consumidor está cauteloso e barganhando, pode ser que os preços se mantenham”, acrescenta.
Ana Carolina também recomenda cuidado e que os consumidores procurem fazer uma compra consciente. "Adquirir um imóvel deste montante [acima de R$ 500 mil] a longo prazo exige muita cautela. Da mesma maneira que essa medida facilitou a compra, pode também comprometer uma fatia maior da renda. Então é preciso continuar pesquisando muito e tentar sempre uma redução e um preço que caiba no bolso", avalia.
O diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia, avaliou como positiva a elevação do teto para R$ 750 mil.
“Sempre que se amplia a faixa é bom para o mercado, porque atinge um público maior e aumenta a procura”, afirma. “Os preços eventualmente podem subir, mas eu diria que o impacto na valorização dos imóveis será muito pequeno, porque apenas uma fatia do mercado foi atingida e que estava fora e agora vai poder entrar”, completa.
Realidade de mercado
Para o advogado William Santos Ferreira, coordenador da pós-graduação da PUC de Direito Imobiliário, a elevação do teto é "positiva" e vem a viabilizar o que já era, segundo ele, uma realidade do mercado.
"Em algumas capitais, as pessoas não conseguem mais comprar imóveis com o teto de R$ 500 mil, até mesmo quem procura unidades com 2 dormitórios. O que é uma contradição, pois o uso do FGTS pressupõe uma finalidade de uso familiar", diz o especialista. "Não dá para só trabalhar com a perspectiva de retração dos preços, pois o recuo não daria na dimensão que permitisse aquisições para quem hoje está fora do mercado em razão do teto de R$ 500 mil", completa.
Ele acredita que a medida irá ajudar a movimentar o mercado novamente, elevando a procura.
Quanto aos preços, o advogado avalia que uma possível alta é um efeito a ser considerado, mas considera que a medida é positiva por permitir a inclusão de mais consumidores no mercado de crédito imobiliário.
"Uma coisa é ter opção de adquirir ou não um imóvel acima de R$ 500 mil com o FGTS. Outra, é não poder escolher", afrima.
Ferreira também recomenda que aqueles que estão procurando imóveis não se precipitem. "O importante é avaliar as várias oportunidades e usar o poder de barganha. Os que estão com imóveis sem vender também não podem de uma hora para outra querer subir de imediato os preços", diz.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/preco-de-imoveis-pode-subir-e-e-preciso-ter-cautela-dizem-analistas.html
Governo eleva para R$ 750 mil teto para comprar imóvel com FGTS
Limite vai subir de R$ 500 mil para R$ 750 mil em SP, RJ, MG e DF.
Para os demais estados, limite passou para até R$ 650 mil.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar nesta segunda-feira (30) o valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como o valor da casa própria que poder ser financiada dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – modalidade de crédito que conta com juros mais baratos.
O valor do imóvel subirá de R$ 500 mil para até R$ 750 mil para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal a partir desta terça-feira (1). Nas cidades desses estados, segundo o BC, os preços dos imóveis, assim como os custos, são maiores. Para os demais estados, o limite será elevado para até R$ 650 mil.
"O limite de R$ 500 mil estava vigente desde 2009. De lá para cá, a gente teve inflação. O IGP-M, por exemplo, subiu 27,84% e o IPC da Fipe avançou 23,72%. O setor de construção civil está pedindo isso há mais de dois anos, e as instituições financeiras também. Estavam falando que imóveis não se conseguem mais financiar com recursos da poupança", afirmou o chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC, Julio Carneiro. Segundo apurou o G1, o objetivo do governo com a medida é estimular a economia.
Valor do financiamento
Segundo as novas regras, para imóveis financiados dentro das regras do SFH, o limite do financiamento não poderá ser superior a 80% do valor de avaliação do imóvel. Para financiamentos que prevejam a utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC), esse percentual poderá atingir 90% do valor de avaliação, informou o Banco Central.
Pelas regras anteriores, segundo o Banco Central, o limite de financiamento era de 90% do valor de avaliação do imóvel tanto para a tabela Price quanto para o SAC. Com as mudanças, somente o SAC continuará com este limite. No caso da tabela Price, o limite cairá para 80%.
O chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC explicou que nos financiamentos efetuados por meio do SAC, as prestações começam maiores e depois vão caindo, enquanto que na tabela Price as prestações têm valor fixo. Por isso, disse ele, a amortização é mais rápida pelo sistema SAC.
Taxas de juros
De acordo com Julio Carneiro, da autoridade monetária, atualmente as taxas de mercado para imóveis acima de R$ 500 mil estão em cerca de 10% ao ano. "No SFH, tem gente fazendo [financiamentos] a 8% a 9% ao ano", declarou Carneiro, acrescentando que, por isso, ele não acredita que a medida vá gerar um "boom" no mercado imobiliário.
A decisão do CMN deve aquecer a procura por residências, o que pode fazer com que o preço do metro quadrado volte a subir num ritmo maior, segundo analistas ouvidos pelo G1.
Último reajuste
A última vez que o limite de imóvel que pode ser financiado dentro das regras do SFH subiu foi em abril de 2009, ou seja, há mais de quatro anos. Naquele momento, o valor subiu de R$ 350 mil para até R$ 500 mil.
No final do ano passado, o presidente em exercício do Conselho Curador do FGTS, o assessor especial do Ministério do Trabalho Luiz Fernando Emediato, já tinha afirmado que não via problema em um aumento no valor do imóvel a ser financiado dentro das regras do SFH de R$ 500 mil para R$ 750 mil. Na ocasião, entretanto, ele explicou que a decisão caberia ao CMN.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/governo-eleva-para-r-750-mil-teto-para-comprar-imovel-com-fgts.html
domingo, 15 de setembro de 2013
Rigor na vistoria de apartamento novo evita desgaste e gasto futuro
15/09/2013 - 01h30 | DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO
Ao fazer a vistoria do imóvel, é fácil se deixar levar pela emoção. É a hora de entrar pela primeira vez em um ambiente muito esperado que só era conhecido no papel ou durante a visita do apartamento modelo decorado.
Cliente tem 90 dias de garantia para reclamar de falhas no imóvel
Só que é preciso manter a calma, ficar muito atento e não esquecer que a função da vistoria é checar se o imóvel apresenta problemas.
Caso existam, o futuro morador deverá solicitar os reparos à construtora, que o chamará para uma nova vistoria, até os defeitos serem corrigidos.
A analista de contas, Maria Luiza Gonçalves, 53, conta que há cerca de um mês fez a vistoria do apartamento que comprou em Diadema (Grande São Paulo). Segundo ela, havia problemas no botão de uma descarga, na pintura de paredes e no trinco da porta.
Além disso, no dia da visita, faltava água no edifício, o que a impediu de testar o escoamento dos ralos e checar vazamentos. Agora aguarda uma nova vistoria, marcada para o próximo dia 21.
De acordo com a GMK, incorporadora responsável pela obra, a inspeção a que Gonçalves se refere foi apenas uma pré-vistoria, com o objetivo de antecipar a identificação de qualquer problema antes da vistoria de fato.
Para se preparar para a vistoria do imóvel que comprou, construído pela Brookfield, a engenheira química Carolina Grieco, pesquisou na internet sobre o assunto, assistiu a vídeos de orientação e, com seu noivo, os pais e um marceneiro, partiu para a ação.
Avener Prado/Folhapress
Carolina Grieco e Henrique Azevedo Bruno preparam arsenal para a vistoria da casa nova
Carolina Grieco e o noivo, Henrique Azevedo Bruno, preparam arsenal para a vistoria da casa nova
O resultado foi que a visita, prevista para durar até uma hora, levou quatro. Entre os problemas, um azulejo trincado, uma janela que não fechava, um interruptor com defeito e a varanda mal pintada. Grieco diz estar satisfeita com o desfecho, já que tudo foi resolvido na hora.
"Estava com a emoção aflorada. Por isso, é importante levar mais pessoas, para manter o foco", diz.
Segundo Fabio Diogo, diretor da incorporadora, uma auditoria técnica independente é contratada para vistoriar as unidades, mas "podem acontecer casos em que não conformidades sejam percebidas somente na vistoria final, com a presença do proprietário".
O advogado de direito imobiliário Marcelo Tapai diz que, se o imóvel apresentar problema, o cliente deverá solicitar que ele seja anotado no termo de vistoria, refutando promessa verbal da empresa.
Outras recomendações de especialistas são tirar fotos ou filmar os itens com defeito e levar uma trena para medir os cômodos e a garagem.
Ana Carolina Bernardes, diretora-jurídica da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), afirma que pode haver uma diferença de no máximo 5% no tamanho do imóvel. Se ultrapassar esse percentual, deverá haver algum tipo de compensação ao morador.
O empresário Ely Andrade, 54, conta que verificou falhas na pintura e no alinhamento do granito e gesso na primeira vistoria. Ao todo, foram três, sem solução. "Gastei em torno de R$ 1.500 para resolver. Você jogava a iluminação no imóvel e as imperfeições apareciam."
Editoria de Arte/Folhapress
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Nova regra puxará preço dos imóveis
As novas regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para imóveis residenciais entram em vigor amanhã. Elas darão mais conforto e segurança aos proprietários e moradores. Entre os benefícios, a redução de barulhos vindos do lado de fora e dos vizinhos - especialmente no caso dos apartamentos - e a entrega de um manual de manutenção da estrutura. Por outro lado, os custos extras das construtoras devem aumentar o preço dos imóveis.
A ABNT NBR 15575, nome oficial da norma, foi discutida durante mais de cinco anos e está dividida em seis partes com diversas regras e orientações. Todos os imóveis habitacionais protocolados nas prefeituras a partir de amanhã devem segui-las. Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Eduardo Moura, a maioria das construtoras não terá dificuldade de se adaptar, uma vez que muitas empresas já aplicavam boa parte das técnicas indicadas.
Em relação ao impacto nos preços, ele explica que vai variar não apenas de acordo com a empresa, mas também em relação ao tipo de empreendimento e ao local onde ele será feito, uma vez que as condições do solo e até climáticas são fatores a serem levados em conta. Moura esclarece que, por isso, não há uma estimativa de média de aumento de preços. No entanto, nos mercados do Sudeste, há construtoras avaliando o acréscimo no preço final entre 3% e 7%.
Uma das exigências prevê a entrega de um manual de manutenção ao proprietário. No documento, estarão orientações sobre serviços e materiais necessários para a durabililidade e o bom funcionamento do imóvel. Contudo, os demais benefícios só poderão ser sentidos pelo consumidor com o uso da residência, já que as mudanças ficarão "ocultas", fazendo parte da estrutura do prédio.
A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Maria Inês Dolci, orienta que proprietários e moradores lembrem-se sempre das novas normas quando problemas estruturais surgirem. Para ela, embora apenas imóveis a serem protocolados a partir de amanhã sejam obrigados a estar de acordo com as regras, elas podem servir de base também para reclamações de quem já tem um imóvel. "O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor já determina que os produtos sigam as normas técnicas vigentes", explica Maria Inês.
Fonte:http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=54498&recalcul=oui
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Veja opções para obter recursos para investir em imóvel
A aquisição de um imóvel para investimento, assim como para moradia, é um processo complexo cujo ponto de partida é o quanto se pode aplicar no negócio.
Há uma vasta gama de linhas oferecidas pelos grandes bancos de varejo e por empresas de menor porte, especializadas em financiamento imobiliário.
O investidor, antes de tudo, deve pesquisar e fazer contas, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
"As parcelas não devem comprometer mais do que 30% da renda da família", diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador de estudos econômicos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
É possível adquirir um imóvel com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) -nesse caso, porém, o bem precisa ser usado para moradia, e não para investimento, como aluguel.
Quem usar o dinheiro para adquirir um imóvel tem de ficar ao menos dois anos morando nele antes de decidir vendê-lo ou alugá-lo para obter uma renda.
Também é preciso que o bem custe até R$ 500 mil.
Há outras restrições. O comprador não pode ter outro financiamento imobiliário nem ter usado seu FGTS nos últimos dois anos (veja detalhes no quadro).
PREÇOS ALTOS
O FGTS pode não ser suficiente para a compra do imóvel em grandes cidades, como a capital paulista.
Isso porque os preços subiram muito nos últimos anos, ultrapassando o limite de R$ 500 mil em cada vez mais bairros do município.
O valor médio do metro quadrado na capital subiu 22% de janeiro a abril deste ano, comparando com o mesmo período de 2012, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio) para R$ 7.892.
Há bairros, como Vila Nova Conceição, na zona sul, em que o valor ultrapassa R$ 12 mil por metro quadrado.
A empresária Marina Milred, 34, mora em Moema, também na zona sul, onde é praticamente impossível achar hoje imóveis abaixo dos R$ 500 mil.
"Tive de usar recursos próprios. Quis investir em um imóvel na planta próximo de onde moro porque sei que vou vender muito rápido quando ficar pronto e posso acompanhar a construção de perto", afirma a investidora.
O apartamento, desde março, quando Marina fechou o negócio diretamente com a construtora, já valorizou mais de 15% e vale, hoje, em torno de R$ 2,5 milhões.
DISCUSSÃO
Casos como esse têm colocado em discussão a possibilidade de elevação do limite de R$ 500 mil para imóveis comprados com o FGTS.
Construtoras, bancos e consultores afirmam que R$ 750 mil poderia ser um novo teto mais adequado. O Ministério da Fazenda, que divulga por meio do CMN (Conselho Monetário Nacional) esse valor, porém, afirma que "ainda não existe decisão oficial" sobre o tema.
O FGTS tem rendimento baixo -3% ao ano mais TR (Taxa Referencial, atualmente zerada) sobre o valor depositado pelas empresas na conta individual que cada trabalhador tem direito ao ser registrado em carteira.
"Por render pouco, é difícil ter um saldo no FGTS que dê para ser utilizado em imóveis na capital paulista", diz o economista chefe do Secovi (sindicato da indústria da construção), Celso Petrucci.
No caso de Marina, como a finalidade da compra foi investimento, ela não poderia ter utilizado o FGTS, pelas regras do fundo.
FISCALIZAÇÃO
Segundo a Caixa, não há fiscalização específica nesses casos, "mas se for detectado que o imóvel não serve de residência, o comprador pode ser denunciado ao Ministério Público e à Polícia Federal, e terá de pagar o montante utilizado de forma indevida".
Para os imóveis acima da faixa de R$ 500 mil, o comprador pode tomar financiamentos em instituições financeiras, sem uso do FGTS.
Imóvel comercial atrai 'órfãos' da Bolsa e renda fixa
Com o baixo rendimento de outras aplicações -como Bolsa, com perda de cerca de 20% no ano, e renda fixa, que paga pouco no cenário atual de juros baixos-, imóveis comerciais são uma opção procurada por investidores.
A valorização dos imóveis fez com que o público se renovasse. Hoje, o investidor de pequenas salas comerciais (até 60 metros quadrados) tem, em média, 44 anos e renda média familiar de R$ 20 mil ao mês.
Há seis anos, a idade média para esses investidores ultrapassava os 50 anos e a renda familiar era de R$ 46 mil, segundo um estudo da imobiliária Lopes. Para João Henrique, diretor de atendimento da empresa, houve uma migração do investidor da Bolsa para o imóvel.
Em residencial, investidor prefere revenda
Os compradores também estão cada vez mais qualificados: 43% possuem pós-graduação e 47%, ensino superior. "Há muitos médicos, advogados, empresários e profissionais liberais investindo", afirma Henrique.
Antes, a maior parte dos investidores era de empresários bem-sucedidos.
Enquanto a maioria dos imóveis residenciais é adquirida para moradia (entre 80% e 90%, segundo o Secovi-SP, sindicato que representa as construtoras), 36% dos comerciais são comprados por investidores.
RENDA MENSAL
Na maioria dos casos, o investidor compra a sala e tem no aluguel uma garantia de retorno mensal.
Segundo Celso Petrucci, economista chefe do Secovi, a taxa de retorno média fica entre 0,5% e 0,6% ao mês em relação ao valor total do investimento. Se o investidor comprou um imóvel por R$ 500 mil, por exemplo, um aluguel de R$ 2.500 representa um retorno de 0,5%.
O empresário Anderson Willian Figueira, 35, espera ganhos mais altos. Figueira comprou uma sala comercial de cerca de 40 metros quadrados na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Gastou cerca de R$ 500 mil na compra. Na região, as salas são alugadas por aproximadamente R$ 3.000. O investidor quer construir um mezanino e aumentar o aluguel para em torno de R$ 5.000, com retorno de 1%.
"Não tem outro investimento que dê rentabilidade desse nível, com risco baixo."
Para Amir Makansi, diretor da consultoria imobiliária Anglo Americana, a localização do imóvel é essencial para o sucesso do investimento. "Você tem que estar em uma região que tenha demanda", diz. Por isso, a maior parte das compras para investimento ocorre em regiões já consolidadas, como as avenidas Faria Lima e Paulista.
A expansão ocorre a partir desses polos já consolidados, segundo Henrique, da imobiliária Lopes.
LAJES X SALAS
Aquele que investe em salas comerciais tem um perfil diferente do investidor que aposta em lajes corporativas (grandes escritórios -leia mais na pág. 4).
O comprador da laje é considerado um investidor de grande porte porque consegue alugar andares inteiros para empresas grandes, com contratos longos e baixo risco de inadimplência.
Mercado de capitais impulsiona financiamentos imobiliários
Folha de São Paulo, Especial, Toni Sciarretta, 26/jun
Bancado no Brasil por 65% dos recursos da poupança deixada nos bancos, os financiamentos imobiliários podem se tornar uma das melhores opções de investimento para o investidor pessoa física e para os fundos de pensão que cuidam do dinheiro de milhares de aposentados e pensionistas.
Em países como os EUA, o Japão e parte da Europa, aplicar em títulos imobiliários é uma das poucas alternativas de baixo risco para fazer o dinheiro render acima do que pagam os bancos.
Poupança cresce e financia expansão imobiliária
A dívida imobiliária (prestações, aluguéis etc.) é "empacotada", convertendo-se em uma aplicação financeira que rende juros conforme as prestações são pagas pelos mutuários e os aluguéis pelos locatários -a chamada securitização.
RISCOS
O risco da transação é o de o mutuário não pagar a prestação ou o inquilino deixar o imóvel, como aconteceu no Shopping West Plaza (zona oeste de São Paulo), quando perdeu locatários para o vizinho Bourbon.
Vale lembrar que, no primeiro caso, há a garantia do imóvel financiado, que serve para cobrir eventuais perdas com inadimplência.
A diferença básica é que, com o dinheiro da poupança, a dívida pertence ao banco.
No caso da securitização, as dívidas pertencem ao conjunto de agentes do mercado de capitais: fundo de investimento, de pensão e aplicadores pessoa física.
IMPULSO
No Brasil, a aplicação em dívida ligada ao crédito imobiliário ganhou impulso após a queda dos juros no ano passado. Agora que as taxas de juros do governo voltaram a subir, diminuiu a diferença a favor dos títulos imobiliários.
"Mesmo com o aumento dos juros, não vejo desaquecimento do mercado de securitização, que se tornou uma fonte importante de financiamento para imóveis comerciais, prédios de escritório e shoppings", disse Onivaldo Scaldo, presidente da Cibrasec, uma das maiores empresas securitizadoras do país.
"A securitização cresce e tem o seu mercado cativo nos shoppings, prédios de escritórios, hotéis e hospitais", disse Osmar Roncolato, vice-presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário).
VANTAGENS
Além de pagar uma taxa melhor do que as demais aplicações de renda fixa, os papéis que ajudam a financiar imóveis dão ao investidor pessoa física isenção de Imposto de Renda.
Entre as opções, está a LCI (Letra de Crédito Imobiliário), uma espécie de CDB (Certificado de Depósito Bancário) em que o banco capta dinheiro para financiar construção e compra de imóveis.
Outro papel disponível é o CRI (Certificado de Recebível Imobiliário), que representa uma fração do conjunto de prestações da casa própria ou de aluguéis que serão pagos.
Ambos os papéis podem ser comprados individualmente ou por meio de fundos de investimentos.
Essa é a melhor opção no caso do CRI, que custa a partir de R$ 300 mil
Fonte:http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=54159&recalcul=oui
Investimento em imóvel implica em renúncia
A alta de preços observada no mercado imobiliário brasileiro nos últimos anos chamou a atenção dos investidores para essa classe de ativos havia muito desprezada.
Segundo os índices de preços de imóveis, a variação de janeiro de 2008 a dezembro de 2012 foi acima de 100%.
Melhorias econômicas observadas no Brasil desde o início da década de 2000 atuaram como ferramentas de impulsão do desenvolvimento do mercado imobiliário nos últimos anos e da valorização dos preços.
No campo das melhorias macroeconômicas, podemos citar o crescimento do país, a expansão do crédito habitacional e a redução do juro.
Segundo dados do IBGE, a economia brasileira cresceu 40% nos últimos dez anos (entre 2002 e 2012) e a taxa de desemprego caiu à marca histórica de 4,6% em dezembro do ano passado. A taxa básica de juros brasileira caiu de 12,25% ao ano, em junho de 2011, para o patamar historicamente baixo de 7,25% ao ano em outubro de 2012.
Esses fatores, conjugados com um deficit habitacional historicamente elevado e uma maior oferta de crédito dos bancos, fizeram o crédito habitacional em relação ao Produto Interno Bruto triplicar no período, atingindo 6% do PIB em 2012.
A alta demanda de compradores aliada às condições econômicas favoráveis promoveram a valorização.
Apesar de a demanda de indivíduos desejando ter a casa própria permanecer elevada, as condições econômicas observadas no passado não devem se repetir no futuro próximo. Ou seja, a taxa básica de juros agora está em trajetória ascendente, o crescimento do país vem desapontando e a taxa de desemprego começa a subir.
Esses fatores levam o investidor a se perguntar "os preços dos imóveis vão continuar subindo?" Considerando um horizonte longo de investimento, por exemplo, 20 anos, é muito provável que a resposta seja sim.
Portanto, se deseja comprar um imóvel para moradia, o adiamento da compra não deve ser muito produtivo se você já encontrou o imóvel que atende a seus anseios.
Entretanto, como qualquer investimento, é no mínimo ingênuo imaginar que comprar um imóvel não envolve riscos de perda do capital aplicado.
Se não implicar em uma perda absoluta, pelo menos envolverá uma perda relativa a alternativas de aplicação de risco similar. Assim, se a intenção é comprar um imóvel como investimento, é preciso estar atento às alternativas de aplicações financeiras e comparar os rendimentos.
No caso de comprar para investir, o aplicador deve considerar alternativas que proporcionem maior liquidez [possibilidade de resgate rápido] e benefícios fiscais.
O fundo imobiliário atendem a esses quesitos, pois o investidor consegue negociá-lo facilmente na Bolsa. Além disso, os rendimentos dos fundos imobiliários são isentos de tributação.
O surpreendente retorno obtido pelos imóveis nos remete à frase que praticamente todos já ouvimos de nosso pai, avô, ou de algum amigo: "compre um imóvel e você não vai perder dinheiro".
Conselhos como esses remontam à antiguidade. O Talmud, livro sagrado do judaísmo, já aconselhava o investimento de um terço do patrimônio do investidor em imóveis. Segundo as escritas, os outros dois terços deveriam ser divididos igualmente em ativos de liquidez imediata e ativos de risco (ações).
Isso não quer dizer que deva dividir seu patrimônio dessa forma, mas que deva sempre diversificar seu portfólio.
Michael Viriato é professor de finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa)
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/06/1301021-investimento-em-imovel-implica-em-renuncia.shtml
terça-feira, 18 de junho de 2013
ANÁLISE-Imóvel de alto padrão volta a seduzir construtoras
Por Juliana Schincariol e Marcela Ayres
RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - Passada a fase de grandes investimentos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas entrantes no mercado.
De um lado, as empresas demonstram otimismo com o aumento da renda média dos brasileiros. De outro, readequam estratégias após lidarem com grandes estoques de imóveis para vender no segmento de baixa renda, frutos do cancelamento de contratos.
Os lançamentos dos imóveis de alto padrão --que chegam a superar 10 mil reais por metro quadrado em alguns municípios-- se concentram nas duas maiores cidades do país, onde a disputa por espaços é cada vez mais acirrada em bairros como Ipanema e Leblon, no Rio, e Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo.
"A demanda por empreendimento de alto padrão ainda tem muito a crescer, devido ao visível aumento da renda no Brasil e ao crescimento desta fatia da população", disse o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florêncio, sem mencionar números. Nos últimos cinco anos, o segmento representou, em média, 33 por cento dos lançamentos da empresa.
A PDG Realty, que tradicionalmente tem nesses imóveis cerca de 15 por cento de seus lançamentos, avalia inclusive expandir sua atuação, ingressando em Belo Horizonte e em Brasília com os imóveis de alta renda.
"Existe plano para isso, sim (...) para o ano que vem", afirmou o vice-presidente de incorporações da PDG, Antonio Guedes, explicando que a empresa ainda terá que adquirir terrenos para os projetos.
"Ele (segmento de alta renda) é importante para agregar valor à marca, dá margens boas", disse o executivo, sem revelar os números.
A margem bruta do setor de alta renda é de 30 a 35 por cento enquanto que os empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida é de 20 a 25 por cento, de acordo com um analista que preferiu não ser identificado.
O otimismo de construtoras e incorporadoras com o setor contrasta com o ambiente econômico --o PIB brasileiro ruma em 2013 para o terceiro ano seguido de crescimento abaixo de 3 por cento. Para as companhias, o ânimo se apoia no movimento de crescimento da renda das famílias e em números recentes do setor.
Segundo o Secovi-SP, o mercado de imóveis residenciais novos na capital paulista teve a maior alta de vendas e lançamentos para o mês de abril desde 2004, de 73,8 por cento em relação a abril de 2012. Não há dados específicos gerais sobre o desempenho por segmento.
A incorporadora norte-americana Related Brasil, que chegou ao país em fevereiro de 2012, quando o boom imobiliário já dava sinais de estafa, lançará este ano dois empreendimentos residenciais em São Paulo com Valor Geral de Vendas (VGV) de 1,4 bilhão de reais, cobrando entre 9 mil e 18 mil reais pelo metro quadrado.
"São Paulo é uma metrópole como qualquer outra do mundo, com número crescente de milionários, helicópteros e bancos de investimento", disse o presidente da incorporadora, Daniel Citron.
A Related fechou uma parceria com a RealtOn, especializada em venda de estoques de terrenos, que formará uma equipe exclusiva para vender os empreendimentos da incorporadora, contratando 40 corretores até julho. Esses profissionais custam cerca de três vezes mais do que a média do mercado, segundo o presidente da RealtOn, Rogério Santos.
Há pouco mais de uma semana, a Gafisa vendeu 70 por cento da Alphaville, sua empresa de loteamentos urbanos de alto padrão, por cerca de 3 vezes e meia o seu valor patrimonial, numa demonstração do interesse crescente dos investidores por esse segmento. Ao mesmo tempo, de acordo com analistas do Bank of America Merrill Lynch, o consenso de mercado precificava a Gafisa em 0,8 vez o seu valor patrimonial.
Fonte:http://noticias.r7.com/economia/noticias/analise-imovel-de-alto-padrao-volta-a-seduzir-construtoras-20130618.html
Entre 2007 e 2012, os lançamentos de Alphaville aumentaram mais de quatro vezes, para 1,3 bilhão de reais, informou a Gafisa, que controlou a companhia neste período. Os compradores do controle da Alphaville foram as companhias de investimento Blackstone Real State e Pátria Investimentos.
TERRENOS MAIS CAROS E ESCASSOS
Os terrenos para o segmento de alta renda costumam ser de quatro a dez vezes mais caros do que os voltados para a média renda, enquanto os custos das obras tendem a ser no mínimo o dobro, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.
Com a baixa disponibilidade de terrenos em áreas nobres, as empresas pagam mais caro pelas áreas, mas repassam os valores aos consumidores e ainda cobram a mais pelos lugares centrais.
"A gente precisa olhar 100 oportunidades (de terreno) para conseguir fazer um ou dois negócios", diz Citron, da Related. "Mas as pessoas querem morar nessas regiões que estão perto de tudo e elas pagam por isso", acrescentou.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
FHC constitui empresa de investimento imobiliário com ex-ministros
FHC no mercado O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 81 anos, constituiu uma empresa de investimento imobiliário com seus ex-ministros Pedro Parente e Celso Lafer, o historiador Boris Fausto e mais seis sócios. A Sarlat Empreendimentos e Participações Ltda. foi criada em maio, com capital de R$ 1,9 milhão. FHC disse à coluna que aplicou R$ 222,3 mil na empresa porque o rendimento no mercado financeiro é baixo. "É difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa."
Foco O objetivo da sociedade, segundo FHC, é investir o dinheiro do grupo na construção de um único empreendimento imobiliário, que ainda será escolhido.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2013/06/1289920-fhc-constitui-empresa-de-investimento-imobiliario-com-ex-ministros.shtml
Preço de imóveis sobe quase 5% no acumulado de 2013, mostra FipeZap
No mês de maio, preço do m² subiu 1% nas 16 cidades avaliadas.
Custo médio foi de R$ 6.748, valor que salta para R$ 9.160 no Rio.
Do G1, em São Paulo
Metro quadrado chegou a R$ 21.767 no Leblon,
zona sul do Rio.
O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros subiu para R$ 6.748 em maio, o que representa alta de 1% na comparação com abril, conforme indica o Índice FipeZap Ampliado, divulgado nesta quarta-feira (5). Com isso, o preço anunciado acumula alta de 4,9% nos cinco primeiros meses de 2013.
A variação do último mês é ligeiramente menor que a registrada em abril, quando a alta foi de 1,1%.
As maiores altas foram registradas em Curitiba (3,3%) e no Recife (2,9%). No Rio de Janeiro, que já tem o metro quadrado mais caro do país (R$ 9.160), a variação de preços chegou a 1,2% em maio. Em São Paulo, a alta foi de 1%.
Das 16 cidades cujos preços são monitorados, apenas duas registraram queda nos preços no período: Florianópolis (-0,2%) e Belo Horizonte (-0,1%).
As mais caras
Depois do Rio, Brasília desponta com o segundo metro quadrado mais caro do país, ao custo médio de R$ 8.346. São Paulo ocupa o terceiro lugar, com o metro quadrado anunciado valendo, em média, R$ 7.192. Entre as cidades pesquisadas, o preço mais barato foi encontrado em Vila Velha (R$ 3.542).
Segundo o levantamento, no bairro do Leblon, no Rio, o preço do metro quadrado no mês de maio chegou a R$ 21.767. Na mesma cidade, a Pavuna tem o metro quadrado mais barato (R$ 1.967). Em São Paulo, o preço mais caro segue sendo o do bairro Vila Nova Conceição (R$ 12.703 o m²), com Guaianazes na “lanterna” de custos (R$ 3.163 o m²).
Índice composto
O Índice FipeZap Composto – que acompanha a evolução média do preço nas sete cidades que originalmente faziam parte do indicador e que tem série histórica maior – subiu 0,9% em maio, ante abril.
Ao longo de 2013, o indicador composto tem alta acumulada de 4,7%. No período de 12 meses, o FipeZap Composto registrou aumento de 11,9%, mesma taxa observada em abril, mas quase a metade do que havia sido medido em maio de 2012, quando o aumento foi de 19,9%.
Segundo o estudo, os últimos dados do Índice FipeZap Composto "parecem apontar para uma interrupção, ao menos momentânea, na desaceleração da alta dos preços”.
O Índice FipeZap foi desenvolvido e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o portal ZAP Imóveis. O indicador acompanha o preço médio do metro quadrado de apartamentos prontos em 16 municípios brasileiros com base em anúncios da internet. Os municípios abrangidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Caetano do Sul, Florianópolis, Porto Alegre, Santo André, Salvador, São Bernardo do Campo, Vitória, Curitiba e Vila Velha.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/06/preco-de-imoveis-sobe-quase-5-no-acumulado-de-2013-mostra-fipezap.html
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Fundos se popularizam e atraem novos investidores
IstoÉ Dinheiro, Patricia Alves, 28/mai
Crescimento dos centros de compras atrai investidores de ações e de fundos imobiliários. Ainda há muito espaço para lucrar com eles
Shopping center é uma preferência nacional, e não apenas dos consumidores. Nos últimos dois anos, os investidores em ações e em títulos imobiliários também têm obtido bons resultados com o desempenho desse setor. Na média, os fundos imobiliários cujas cotas são negociadas em bolsa - e que, por isso mesmo, têm uma formação de preços mais transparente - renderam, em média, 14,5% nos 12 meses findos em abril. Uma segunda boa notícia é que ainda há muito espaço para crescimento. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas dos shoppings devem chegar a R$ 135 bilhões neste ano, um avanço de 13% em relação a 2012. A expansão também será física.
Deverão ser inaugurados 41 novos empreendimentos, o que aumentará a área bruta locável em 12%, de 11,4 milhões para 12,8 milhões de metros quadrados. Segundo Sergio Belleza, consultor de investimentos de São Paulo, os shopping centers reúnem características que o investidor adora: a renda fixa dos ativos imobiliários, com uma pitada de renda variável proveniente do percentual cobrado sobre a receita de vendas. "Um shopping bem projetado e que recebe investimentos regularmente nunca se desvaloriza, pois é um empreendimento que sempre se renova", diz Belleza. Essa qualidade se reflete na rentabilidade dos fundos.
Tantas vantagens não passaram despercebidas ao economista paulista Marco Antonio Martignoni, 72 anos, entusiasta do segmento, há mais de uma década, quando comprou as primeiras cotas do fundo Shopping Pátio Higienópolis, que tem como ativo o shopping homônimo, na capital paulista, e rendeu 15,89% até abril. Atualmente, quatro das dez carteiras imobiliárias de Martignoni dedicam-se principalmente a esses empreendimentos. "Investi em conjuntos comerciais durante muito tempo e, quando saía um inquilino, eu ficava a ver navios, até conseguir um novo locatário para o espaço", afirma. Segundo Martignoni, com os shoppings é diferente. A quantidade de locatários é bem diversificada e numerosa, o que reduz a possibilidade de perdas com vacância.
Além disso, o retorno vem de outras fontes, como o aluguel e a participação nas vendas das lojas, e as receitas com estacionamento, cinema e praça de alimentação. Em 2013, entre os fundos mais rentáveis estão o que possui 100% do Grand Plaza Shopping, em Santo André, com uma rentabilidade de 16,31% nos 12 meses até abril, e o fundo que detém 15% do capital do Parque Dom Pedro Shopping Center, em Campinas, cujos investidores receberam 33,1%. Esse fôlego não dá sinais de acabar. Segundo levantamento da Abrasce, o setor passa por uma mudança radical no que diz respeito à localização dos shoppings. Pela primeira vez, as cidades de menor porte sediarão, até o fim de 2013, mais shopping centers que as capitais brasileiras.
"Essa migração está sendo provocada pela melhoria das condições econômicas e sociais da população brasileira, pelo aumento da demanda e pelo custo menor em relação a um shopping localizado em uma capital", diz Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce. O deslocamento geográfico preserva as margens de lucro, mesmo em tempos de juros mais baixos. Um bom exemplo é o Platinum Outlet, que está sendo construído às margens da rodovia BR-116, no município de Novo Hamburgo, com a proposta de ser o maior shopping de descontos de grandes marcas do Rio Grande do Sul, a ser inaugurado no segundo semestre de 2013. Voltado para consumidores de alta renda, o Platinum Shopping faz parte da carteira do CSHG Brasil Shopping, administrado pela Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), que acumula uma rentabilidade de 19,59% nos 12 meses até abril.
O lugar é estratégico porque está a meio caminho entre Porto Alegre e a região Serrana gaúcha - um tradicional polo de atração turístico, com cidades como Gramado, Canela e Bento Gonçalves. Além disso, por ser o único empreendimento do gênero, na região, a procura de lojas pelos varejistas é alta e a taxa de vacância deve ser baixa. "Embora o shopping esteja ainda em fase de construção, o investimento é parte da nossa estratégia de diversificação geográfica", afirma André Freitas, responsável pela gestão de fundos imobiliários da CSHG. Com mais sete empreendimentos na carteira, o CSHG Brasil Shopping foi um dos destaques de rentabilidade em 2012, com ganho de 49,24%, considerando o valor da cota e as distribuições de rendimentos.
Diferentemente da maioria dos fundos, que investe em um único empreendimento, o Brasil Shopping diversifica, além da localização, o público-alvo e as administradoras de seus empreendimentos. "Quando não se tem um ativo único, o risco é mitigado", afirma Freitas. Segundo ele, no entanto, independentemente da diversidade dos ativos, o investidor deve estar atento à qualidade. "A saúde financeira da administradora, a vacância, o nível de aluguel, o potencial de crescimento e a posição geográfica são itens que o investidor deve avaliar, com a ajuda de um especialista", diz Freitas.
Além disso, é importante ficar atento à garantia de rentabilidade prometida pelo fundo, principalmente nos primeiros anos do fundo. "É necessário avaliar se o retorno oferecido condiz com o ativo e com o seu potencial", afirma. "Não adianta um produto oferecer uma certa renda mensal e não conseguir cumprir esse compromisso após o prazo de garantia." Além dos fundos imobiliários, uma forma de o investidor pessoa física aproveitar o bom momento dos shopping centers é por meio das ações. Atualmente, oito empresas do segmento estão listadas na BM&FBovespa.
Para Marcel Tau Carneiro, analista setorial da Lafis Consultoria, os shoppings são um negócio de renda recorrente e atraem o investidor. "Neste início de ano, as ações das companhias do setor estão em queda, mas é um segmento de boas oportunidades", diz Carneiro. "A baixa reflete mais um movimento da bolsa do que um problema com os papéis." Para Beatriz Nantes, analista da Empiricus Research, com forte geração de caixa, essas empresas podem se tornar, no futuro, boas pagadoras de dividendos. "Neste momento, faz muito mais sentido, para elas, reinvestirem do que distribuírem, mas vai chegar uma fase em que a distribuição de lucros será bem maior", afirma Beatriz.
Vamos ao shopping?
IstoÉ Dinheiro, Patricia Alves, 28/mai
Crescimento dos centros de compras atrai investidores de ações e de fundos imobiliários. Ainda há muito espaço para lucrar com eles
Shopping center é uma preferência nacional, e não apenas dos consumidores. Nos últimos dois anos, os investidores em ações e em títulos imobiliários também têm obtido bons resultados com o desempenho desse setor. Na média, os fundos imobiliários cujas cotas são negociadas em bolsa - e que, por isso mesmo, têm uma formação de preços mais transparente - renderam, em média, 14,5% nos 12 meses findos em abril. Uma segunda boa notícia é que ainda há muito espaço para crescimento. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas dos shoppings devem chegar a R$ 135 bilhões neste ano, um avanço de 13% em relação a 2012. A expansão também será física.
Deverão ser inaugurados 41 novos empreendimentos, o que aumentará a área bruta locável em 12%, de 11,4 milhões para 12,8 milhões de metros quadrados. Segundo Sergio Belleza, consultor de investimentos de São Paulo, os shopping centers reúnem características que o investidor adora: a renda fixa dos ativos imobiliários, com uma pitada de renda variável proveniente do percentual cobrado sobre a receita de vendas. "Um shopping bem projetado e que recebe investimentos regularmente nunca se desvaloriza, pois é um empreendimento que sempre se renova", diz Belleza. Essa qualidade se reflete na rentabilidade dos fundos.
Tantas vantagens não passaram despercebidas ao economista paulista Marco Antonio Martignoni, 72 anos, entusiasta do segmento, há mais de uma década, quando comprou as primeiras cotas do fundo Shopping Pátio Higienópolis, que tem como ativo o shopping homônimo, na capital paulista, e rendeu 15,89% até abril. Atualmente, quatro das dez carteiras imobiliárias de Martignoni dedicam-se principalmente a esses empreendimentos. "Investi em conjuntos comerciais durante muito tempo e, quando saía um inquilino, eu ficava a ver navios, até conseguir um novo locatário para o espaço", afirma. Segundo Martignoni, com os shoppings é diferente. A quantidade de locatários é bem diversificada e numerosa, o que reduz a possibilidade de perdas com vacância.
Além disso, o retorno vem de outras fontes, como o aluguel e a participação nas vendas das lojas, e as receitas com estacionamento, cinema e praça de alimentação. Em 2013, entre os fundos mais rentáveis estão o que possui 100% do Grand Plaza Shopping, em Santo André, com uma rentabilidade de 16,31% nos 12 meses até abril, e o fundo que detém 15% do capital do Parque Dom Pedro Shopping Center, em Campinas, cujos investidores receberam 33,1%. Esse fôlego não dá sinais de acabar. Segundo levantamento da Abrasce, o setor passa por uma mudança radical no que diz respeito à localização dos shoppings. Pela primeira vez, as cidades de menor porte sediarão, até o fim de 2013, mais shopping centers que as capitais brasileiras.
"Essa migração está sendo provocada pela melhoria das condições econômicas e sociais da população brasileira, pelo aumento da demanda e pelo custo menor em relação a um shopping localizado em uma capital", diz Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce. O deslocamento geográfico preserva as margens de lucro, mesmo em tempos de juros mais baixos. Um bom exemplo é o Platinum Outlet, que está sendo construído às margens da rodovia BR-116, no município de Novo Hamburgo, com a proposta de ser o maior shopping de descontos de grandes marcas do Rio Grande do Sul, a ser inaugurado no segundo semestre de 2013. Voltado para consumidores de alta renda, o Platinum Shopping faz parte da carteira do CSHG Brasil Shopping, administrado pela Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), que acumula uma rentabilidade de 19,59% nos 12 meses até abril.
O lugar é estratégico porque está a meio caminho entre Porto Alegre e a região Serrana gaúcha - um tradicional polo de atração turístico, com cidades como Gramado, Canela e Bento Gonçalves. Além disso, por ser o único empreendimento do gênero, na região, a procura de lojas pelos varejistas é alta e a taxa de vacância deve ser baixa. "Embora o shopping esteja ainda em fase de construção, o investimento é parte da nossa estratégia de diversificação geográfica", afirma André Freitas, responsável pela gestão de fundos imobiliários da CSHG. Com mais sete empreendimentos na carteira, o CSHG Brasil Shopping foi um dos destaques de rentabilidade em 2012, com ganho de 49,24%, considerando o valor da cota e as distribuições de rendimentos.
Diferentemente da maioria dos fundos, que investe em um único empreendimento, o Brasil Shopping diversifica, além da localização, o público-alvo e as administradoras de seus empreendimentos. "Quando não se tem um ativo único, o risco é mitigado", afirma Freitas. Segundo ele, no entanto, independentemente da diversidade dos ativos, o investidor deve estar atento à qualidade. "A saúde financeira da administradora, a vacância, o nível de aluguel, o potencial de crescimento e a posição geográfica são itens que o investidor deve avaliar, com a ajuda de um especialista", diz Freitas.
Além disso, é importante ficar atento à garantia de rentabilidade prometida pelo fundo, principalmente nos primeiros anos do fundo. "É necessário avaliar se o retorno oferecido condiz com o ativo e com o seu potencial", afirma. "Não adianta um produto oferecer uma certa renda mensal e não conseguir cumprir esse compromisso após o prazo de garantia." Além dos fundos imobiliários, uma forma de o investidor pessoa física aproveitar o bom momento dos shopping centers é por meio das ações. Atualmente, oito empresas do segmento estão listadas na BM&FBovespa.
Para Marcel Tau Carneiro, analista setorial da Lafis Consultoria, os shoppings são um negócio de renda recorrente e atraem o investidor. "Neste início de ano, as ações das companhias do setor estão em queda, mas é um segmento de boas oportunidades", diz Carneiro. "A baixa reflete mais um movimento da bolsa do que um problema com os papéis." Para Beatriz Nantes, analista da Empiricus Research, com forte geração de caixa, essas empresas podem se tornar, no futuro, boas pagadoras de dividendos. "Neste momento, faz muito mais sentido, para elas, reinvestirem do que distribuírem, mas vai chegar uma fase em que a distribuição de lucros será bem maior", afirma Beatriz.
Fonte:IstoÉ Dinheiro, Patricia Alves, 28/mai
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Mercado de imóveis novos encerra 1º trimestre com resultados positivos
mercado de imóveis novos residenciais em São Paulo apresentou resultados surpreendentes no mês de março de 2013, tanto em vendas quanto em lançamentos. De acordo com o departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, no terceiro mês do ano, foram comercializadas 4.087 unidades, um crescimento de 83,9% em relação aos 2.223 imóveis vendidos em março de 2012.
Os lançamentos, conforme dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), atingiram 2.845 unidades, com aumento equivalente a 80,35% em relação às 1.578 unidades de igual mês do ano passado.
Com esses resultados, o mercado imobiliário na cidade de São Paulo fechou o primeiro trimestre com 6.862 unidades vendidas e alta de 27,1%, comparado ao total comercializado entre janeiro e março de 2012 (5.400 imóveis).
Até março, as vendas movimentaram R$ 4,48 bilhões, atualizados pelo INCC-DI da Fundação Getúlio Vargas. O total representou variação positiva de 52,8% diante dos R$ 2,93 bilhões do mesmo período de 2012, motivado por maior volume de lançamentos e vendas de unidades de 4 dormitórios.
O indicador Vendas sobre Oferta (VSO) de 12 meses encerrou março em 59,9%, próximo ao índice do terceiro mês de 2012, de 60,1%.
De acordo com a Embraesp, o volume lançado entre janeiro a março (5.321 imóveis) foi 43,9% superior ao mesmo intervalo de meses de 2012 (3.697 unidades).
Já as vendas acumuladas no primeiro trimestre na Região Metropolitana de São Paulo somaram 11.496 unidades, com crescimento de 18,5% diante dos 9.703 imóveis residenciais apurados em igual período de 2012.
Por fim, a capital paulista participou com 59,7% do total vendido e com 67,0% do volume lançado na Grande São Paulo, de 7.938 imóveis no período de janeiro a março deste ano.
Link da matéria:http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/05/17/mercado-de-imoveis-novos-encerra-1o-trimestre-com-resultados-positivos/
sábado, 11 de maio de 2013
Foguete imobiliário
Brasil Econômico, Eliane Velloso, 08/mai
Em quatro anos, o registro de fundos na Comissão de Valores Mobiliários pulou de R$ 3,4 bilhões para R$ 14 bilhões. Agora o interesse pelo investimento se estabiliza, em movimento semelhante ao do mercado de imóveis.
O mercado imobiliário não para de se oferecer como uma opção de investimento mais seguro e rentável, lastreado na firmeza do cimento e do tijolo. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registra altas expressivas de ofertas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) de mais de 300%. Em 2009, o volume ofertado em 34 operações somou R$ 3,4 bilhões e no ano passado chegou a R$ 14 bilhões, com 49 ofertas.
Somente neste ano, a CVM já contabilizou 17 ofertas, no valor total de R$ 4,6 bilhões e analisa outras 20 operações de R$ 3,3 bilhões.Mas apesar de o volume de aplicações crescer tão fortemente, a liquidez ainda se mostra tímida e o volume de negócios em banho maria no mercado de índices da Bolsa de Valores. Além disso, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da BM&F Bovespa, criado ano passado com uma
carteira de carteira composta por cotas de fundos imobiliários negociados na Bolsa, que em 2012 valorizou 35%, agora está patinando. Desde o início do ano até o último dia de abril o IFIX já caiu 1,5% e somente em abril caiu 1,9%.Segundo analistas do mercado, os principais fatores que fizeram o mercado imobiliário disparar nos últimos anos foram a redução da taxa básica de juros, a melhoria das taxas de
emprego, o aumento real da renda e a maior oferta de crédito imobiliário.Segunda o gestor da assessoria financeira Taler, Paulo Colaferro, o mercado imobiliário se mostrou como uma opção confortável e mais segura de investimento. Ele observa, no entanto, que os indicadores negativos de negociação dos fundos mostram um ajuste do mercado, que se verifica principalmente nos imóveis residenciais.A animação com o mercado, no entanto, não ,é verificada apenas no mercado de fundos. Segundo a ISEC Securitizadora, o aumento dos estoques de Certificados de Recebíveis Imobiliários , assim como o de demais produtos financeiros lastreados em imóveis, registram alta média de 25% nos últimos doze meses, segundo dados da CETIP. Neste segmento, as Letras de Crédito Imobiliário apresentaram crescimento de 28% no período, seguidas pelos Certificados de Recebíveis Imobiliários (25%) e pelas Cédulas de Crédito Imobiliário (22,2%).Esses três produtos costumam formar a carteira de Fundos de Investimento Imobiliário que vêm chamando a atenção, principalmente, de pessoas físicas avessas aos riscos da aplicação em Bolsa de Valores ou decepcionadas com o retorno de aplicações tradicionais como os Certificados de Depósito Bancário , que sofreram queda de 12,5%, informa a Cetip.Na avaliação de Nelson Campos, diretor da ISEC Securitizadora - que estrutura produtos financeiros lastreados em crédito imobiliário - o maior interesse por essa classe de ativos ocorre pela necessidade de diversificação dos investimentos. "Além disso, a rentabilidade de alguns títulos com lastro em recebíveis imobiliários é isenta do Imposto de Renda, na fonte e na declaração, para as pessoas físicas", acrescenta.Para pessoas físicas interessadas nesse produto, é importante checar algumas informações antes de aportar seu capital. Recomenda-se, por exemplo, verificar se a instituição financeira que oferece os ativos lastreados em imóveis é registrada na CVM e se tem como rotina alertar, de forma clara e didática, quais são as características do produto e os riscos envolvidos na operação.Todas as operações de securitização devem contar ainda com uma boa estrutura de garantias e instrumentos transparentes de transferência de ativos, para aumentar a segurança aos investidores. Para controlar o fluxo dos ativos negociados, as securitizadoras precisam manter excelente estrutura de controle de carteiras e de fluxo financeiro.
Link sobre a matéria:http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=53434&recalcul=oui
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