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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Valorização de imóveis chega a 80% em 2 anos

Entre 2009 e 2011, os preços subiram em Belo Horizonte acima da média nacional, que foi de 60%


Nenhum investimento foi tão rentável, nos últimos dois anos, quanto a compra de imóveis. A falta de terrenos na capital mineira fez a valorização imobiliária dos empreendimentos erguidos na cidade chegar a patamares surpreendentes. Entre 2009 e 2011, segundo levantamento feito com informações das construtoras, a valorização dos imóveis em Belo Horizonte superou a média nacional de 60%.

No caso dos imóveis populares, a valorização na capital passou de 80%. No mesmo período, a poupança apresentou rendimento médio acumulado de apenas 20,19% e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), de 27,17%.

Quem comprou imóveis na planta em 2009 quase dobrou o patrimônio em apenas dois anos. “O mercado de imóveis voltados para a classe média vive seu melhor momento nos últimos 20 anos”, diz o diretor de Marketing e Vendas da MRV, Rodrigo Resende. Segundo ele, no segmento econômico, a valorização dos imóveis que estão sendo entregues em 2011 chegou a 87%.

Na avaliação das construtoras, a tendência ainda será de alta na valorização dos imóveis na cidade pelos próximos anos. Diretor comercial da Habitare, Hélio Souza lembra que há uma grande demanda reprimida para ser atendida na cidade, das famílias que querem adquirir a primeira moradia própria e também das famílias que, graças à oferta de crédito, estão podendo se mudar uma casa maior ou mais confortável.

A dificuldade para encontrar terrenos na cidade fez a valorização imobiliária crescer também nas cidades vizinhas, como Contagem e Betim. Em Contagem, a valorização dos imóveis entregues em 2011 foi de 73%. Em Betim, de 71%.

Na avaliação das contrutoras, a tendência é de que a maior parde dos municípios da região metropolitana de Belo Horizonte passem por um ciclo de grande alta na valorização dos imóveis.

Fonte:Do Metro BH noticias@band.com.br

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Valores dos imóveis no Grande Recife estão perto do limite, dizem especialistas


Embora preços não estejam convidativos, adquirir imóvel novo está cada vez mais difícil
Foto: JC Imagem Mariana Dantas
Do NE10
Quanto você está disposto a pagar por um apartamento novo com menos de 91m²? Se for no Recife, em um bairro concorrido, você precisará desembolsar até R$ 400 mil. Os últimos lançamentos, por exemplo, oferecem unidades de 90,85 m² na Madalena por R$ 360 mil; de 52,70 m² em Boa Viagem por R$ 258 mil; e de 81,20 m² em Casa Amarela por R$ 285 mil. Esses valores eram no mínimo 40% mais baixos há três anos, antes do aquecimento do mercado imobiliário.

Embora os preços não estejam nada convidativos, adquirir um imóvel novo no Grande Recife está cada vez mais difícil. Dependendo da localização e das características do empreendimento, as unidades de um lançamento se esgotam em menos de um mês. Se o apartamento possuir de 50 a 70 metros quadrados, uma ou duas vagas na garagem e estiver localizado em um bairro concorrido, as unidades são reservadas nos primeiros dias de venda.  Apartamentos com essas características são procurados por mais de 70% do mercado consumidor.

Além da estabilidade econômica do país, da disponibilidade de crédito e financiamentos oferecidos pelos bancos e do desenvolvimento do Estado incentivado por Suape, a oferta de novos apartamentos na Região Metropolitana é a menor dos últimos dez anos. Já a demanda continua a mesma, contribuindo com o aumento do preço dos imóveis. De acordo com os Indicadores de Velocidade de Vendas (IVV), a média de apartamentos novos ofertados no Estado neste ano (até maio) é de 3 mil unidades, enquanto em 2010 a média foi de 5,3 mil imóveis por mês.

A redução na oferta foi provocada pelo crescimento das vendas nos anos de 2009 e 2010 (confira no gráfico), período em que o Governo Federal incentivou a aquisição da casa própria, lançando o programa Minha Casa Minha Vida. Antes do "boom" nas vendas, o preço médio do metro quadrado no Grande Recife era de R$ 2.200. Hoje, o valor gira em torno de R$ 3.200, sem incluir os bairros mais concorridos como Boa Viagem, Casa Forte e Espinheiro, onde o valor do metro quadrado pode atingir até R$ 5.500.

Ilustração: Erika Simona/Do NE10


Para o presidente do conselho da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PE), Marcello Gomes, a tendência é de que o mercado se estabilize. "Estamos em um momento de transição. A oferta está baixa e a procura é grande. Não existe bolha. Vamos chegar a um preço de equilíbrio. Sabemos também que a demanda tem um limite de renda e capacidade de compra. Estamos próximo desse limite", afirmou.

Segundo Marcello Gomes, antes de 2008 não existia financiamento para produção e nem para compra do imóveis. O mercado era restrito às pessoas que podiam pagar o apartamento durante a construção. "Como o mercado de Pernambuco é bastante concorrido, com várias empresas boas e competitivas, o preço do metro quadrado no Recife acabou caindo em relação ao dos outros estados. Os imóveis eram vendidos em até 40 prestações. Hoje é possível pagar em até 360 parcelas. Com essa facilidade, as construtoras puderam recuperar essa defasagem, que atingiu cerca de 40%. E vale ressaltar que, mesmo com o reajuste dos últimos dois anos, ainda temos preços mais baixos do que em Fortaleza, Salvador, Natal e de outras capitais do Nordeste", disse.

O representante da Ademi-PE argumentou ainda que os custos da construção civil aumentaram. "O lucro das construtoras é bem menor que especulam. O gasto com aquisição de terreno passou de 15% para 25% do valor total da obra, sem falar no aumento do preço dos materias, como o cimento. Por conta do grande número de obras em Suape e para a Copa de 2014, a mão de obra também está mais cara".

Foto: Mariana Dantas/NE10

Para Marcello Gomes não existe bolha, e sim uma readequação dos preços

A especialista em mercado imobiliário e professora de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Suely Leal também acredita que a estabilidade econômica e a melhoria da renda do pernambucano são fatores que contribuem para reduzir o temor de uma crise no setor. No entanto ela destaca que o mercado deve estar atento a outros cenários menos otimistas. "Não há dúvida que estamos vivenciando um ótimo momento econômico em Pernambuco. Mas precisamos ficar em alerta. Os Estados Unidos enfrentam uma crise que já está refletindo em vários países. O Brasil está se protegendo e reduzindo gastos. Se o Governo decidir reduzir o crédito, o mercado imobiliário será diretamente afetado", disse. Ela lembrou também que muitos europeus estão adquirindo imóveis no Litoral Sul do Estado para passar as férias. "Se a crise atingir a Europa, Pernambuco perde esse mercado".

LEIA MAIS:
» Aluguéis acompanham alta de preços dos imóveis novos
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Outra questão apontada pela professora está relacionada com o perfil dos compradores dos imóveis. "Muitos clientes das construtoras são investidores, que compram as unidades com o objetivo de repassá-las por um preço maior. Isso pode acarretar em especulação imobiliária. Além disso, por mais que a renda da população tenha melhorado, o percentual não acompanhou o aumento dos preços dos imóveis", afirmou, ressaltando que a classe média sente dificuldade para adquirir a casa própria. "Basta observar os prédios à noite para perceber que a maioria das luzes está apagada. Ou seja, não tem ninguém morando porque pertence a um investidor".

A engenheira civil Niara Farias, de 31 anos, desistiu de "trocar" de apartamento. Ela e o marido são proprietários de um imóvel de 48m² na Cidade Universitária. O casal planeja ter filhos no próximo ano e, por isso,  planejava comprar um imóvel maior. Mas, depois de pesquisar bastante, a ideia foi deixada de lado. "Tomei um susto quando comecei a pesquisar. Os valores estão muito acima do que imaginamos. Sabemos que os preços não vão cair. A única solução será juntar mais dinheiro e aguardar um pouco", disse.

O médico recém-formado Fernando Cerqueira Noberto, de 25 anos, pretende comprar um imóvel para investir. "Os preços sobem numa proporção absurda, mas sei que esse processo não tem volta. Como ainda estou solteiro, poderei destinar meu dinheiro para aquisição de um imóvel, que considero a melhor opção de investimento".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Média do imóvel de R$ 210 mil

O mercado imobiliário cearense tem animado os investidores e assustado alguns consumidores. O motivo é o valor médio dos imóveis na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF): R$ 210 mil, segundo informações do presidente da Rede Imobiliária Cearense (RIC), Sílvio Oliveira. "Isso é a demanda maior que a oferta, não tem jeito. Se há muita gente procurando moradia, o preço vai subir. Existem áreas, como o Meireles, onde não tem mais como construir".

E o crescimento é mesmo alto. Oliveira diz que, entre os anos de 2009 e 2010, o incremento no número de unidades vendidas em Fortaleza foi de 44,5%, sendo que o salto no montante chegou a cerca de 70% no mesmo período. A expectativa para 2011 continua positiva. "Vamos crescer não menos que 30%", aposta.

Um dos motivos para que isso se realize é a mudança no perfil do cliente da Capital. Agora, os mutuários têm mais poder de barganha, alto conhecimento da realidade do mercado e são munidos de facilidades, como os financiamentos. A hora é de apostar mais na compra, e menos no aluguel. "É possível adquirir um imóvel a partir de R$ 200,00 mensais", ressalta o presidente da RIC.

Alinhamento

Além do aumento do lucro evidente, outra razão para o empresariado comemorar é alinhamento do mercado cearense com o nacional. "Nós crescemos, comparativamente, no mesmo patamar que o País. Já representamos 2% do faturamento brasileiro", confirma. Contudo, ele diz também que para garantir o sucesso dessas vendas as empresas precisam se profissionalizar e ter mais sensibilidade da dinâmica desse negócio que deve ser de concorrência sustentável. "Nós trabalhamos numa espécie de aliança de negócios, propondo uma força de vendas compartilhada, muito mais abrangente e agressiva, do que a venda individualizada. Esse é o caminho, o futuro", diz.

Para Oliveira, foi a adoção de práticas como essa, que permitiram que hoje a RIC tivesse 20% de participação no mercado imobiliário local.

Outras ações foram discutidas ontem durante o Encontro das Maiores e Melhores Redes de Imóveis do Brasil, que aconteceu no Hotel Gran Marquise.

O evento contou com a participação de 13 imobiliárias cearenses associadas e mais 15 associações de outros estados, que agrupam outras empresas. Ao todo, a Rede conta com mais de 100 empresas em todo o País.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Moradia de aluguel tem alta de 139% em uma década no Amazonas

Os domicílios próprios continuam sendo a maioria no Estado. Segundo a pesquisa do ano passado, 78,77% das famílias moram em residências próprias.

[ i ] Crescimento mercado de aluguel é resultado do vertiginoso aumento do número de pessoas que vieram morar em Manaus. Foto: Danilo Mello Manaus - De acordo com dados do Censo de 2010, o número de famílias que passou a morar de aluguel no Amazonas cresceu 139%, desde a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000. Há dez anos, o volume de residências alugadas não passava de 9% do total de domicílios do Estado e no ano passado, a taxa subiu para 14,66%.

“Podemos ver que a porcentagem de pessoas que mora em casa própria não teve grande mudança, mas se considerarmos os números absolutos de quem passou a alugar, o crescimento foi enorme”, observa o Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE do Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques.

Os domicílios próprios continuam sendo a maioria no Estado. Segundo a pesquisa do ano passado, 78,77% das famílias moram em residências próprias. Em números absolutos, a quantidade de casas compradas por moradores cresceu 32% desde o último censo, mas em representatividade, este número caiu quase 5 pontos percentuais. Em 2000, os domicílios próprios representavam 83,43%.

Uma das explicações para o grande número de residências alugadas pode estar no novo perfil populacional do Amazonas. Nos últimos dez anos, Manaus foi o município brasileiro com mais de um milhão de habitantes que mais cresceu, com uma taxa de 2,51% ao ano, passando de nona para sétima cidade mais populosa do Brasil, de acordo com o último Censo. O Produto Interno Bruto do Estado (PIB),que mede a riqueza gerada, também cresceu e já é o quarto maior do País, acumulando, só nos últimos dois anos, crescimento de 13,8%.

“Nos últimos dez anos Manaus se tornou um polo de desenvolvimento econômico e quando acontece isso as pessoas tendem a migrar em busca de melhores condições de vida. Esse desenvolvimento demandou mão de obra que foi absorvida e passou a residir na cidade”, avalia Adjalma Jaques.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci/AM), Ricardo Benzecry, o crescimento de aluguéis deve-se à migração de trabalhadores. Segundo o empresário, 95% dos clientes de locação atendidos por sua empresa são de outros Estados.

“Este crescimento nos aluguéis é notadamente de uma população que está em trânsito. Esses trabalhadores vêm para ficar dois anos, em média, então preferem locar, a comprar. Tanto que hoje as condições de venda são quase iguais a de um aluguel, mesmo assim existe uma demanda muito grande de locação por conta desta população que esta experimentando a região”. Segundo Benzecry, só depois deste período é que parte dos trabalhadores que permanece no Estado passa a avaliar a compra de um imóvel.

De acordo com o vice-presidente do Creci/AM, investir na compra de um imóvel para locação é uma das aplicações mais rentáveis no momento, mas o avanço deste mercado ainda esbarra na pesada carga tributária que recai sobre o proprietário do imóvel. “Por incrível que pareça o maior inimigo do mercado é o governo, pois se não fosse a tributação tão pesada para ao investidor ele estaria muito mais abastecido e os preços mais baratos. O dono do imóvel chega a pagar 27% em impostos por mês sobre um imóvel alugado”, conta.

O Censo de 2010 do IBGE aponta ainda que 6,07% da população do Amazonas vive em casas cedidas ou emprestadas e que 0,5% habitam domicílios em outras situações, o que inclui casas invadidas ou sem proprietário reconhecido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Acelera a venda de imóveis em Fortaleza

Imóveis em Fortaleza são vendidos em tempo médio de seis meses. Há cinco anos, se demorava até 18 meses para vender um empreendimento todo

20.04.2011| 01:30

No ano passado, a média de tempo para venda de imóveis cresceu 78,44% (EDIMAR SOARES) Seis meses é o tempo médio que se leva para vender todo um empreendimento no mercado de imóveis em Fortaleza. E pensar que, há cinco anos, o corretor tinha que suar entre 16 meses e 18 meses para fechar as vendas de todos os apartamentos de um prédio. Hoje, há quem consiga vender tudo em três ou quatro dias, dependendo da localização e do preço, claro.




Em 2010, o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) cresceu 78,44% em relação a 2009, ficando em 13,46%. No ano anterior, o índice era de 7,55%, segundo dados do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi). O IVV se refere a quantidade de imóveis vendidos no mês a cada lote de cem ofertados.



“Entre outubro de 2010 e março de 2011 o setor viveu uma velocidade de vendas absurda”, avalia o tesoureiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Armando Cavalcante. Ele cita como exemplo o último lançamento de prédio comercial na Aldeota, da construtora Manhattan. “Em uma semana, a quase totalidade das salas comerciais do prédio foi vendida”, exemplifica. Armando calcula que o prédio tenha vinte andares e, no mínimo, dez salas por andar. O metro quadrado de sala comercial na Aldeota custa em média R$ 5 mil.



Esse é o perfil que vende mais rápido em Fortaleza: unidades menores em áreas nobres, segundo o sócio diretor da imobiliária Viva Imóveis, Paulo Angelim. “Não é qualquer coisa que vende. Há que se considerar a qualidade, o preço, o tamanho e a localização”, ressalta Angelim.



Em se falando de imóveis residenciais, a Aldeota e o Meireles também concentram o ritmo mais intenso de vendas. Lá, se demora entre três e quatro meses para se vender um empreendimento. Os apartamentos que vendem mais rápido têm entre 85 metros quadrados e 115 metros quadrados.



Nas regiões mais periféricas, como Maraponga, Messejana e Parangaba, se vende mais rápido imóveis entre 50 metros quadrados e 60 metros quadrados. “Na Maraponga, no entanto, vendo em um semestre o mesmo imóvel que demoro até um ano para vender na Messejana”, exemplifica Paulo Angelim para explicar como varia a velocidade de vendas na cidade de Fortaleza. “Não dá para generalizar”, diz.



Arrefecida

Para o presidente do Conselho de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Apollo Scherer, a procura e a venda de imóveis no primeiro trimestre de 2011 desacelerou em relação ao final de 2010, por causa da sequência de feriadões. “Sentimos que a demanda recuou, mas deve ser retomada a procura e a venda maior por imóveis logo após a Semana Santa”, acredita.



O tesoureiro do Conselho Federal de Corretores, Armando Cavalcante, não acredita que o ritmo acelerado das vendas irá se manter nos próximos anos.



“O volume e a velocidade de vendas continuará crescente até a Copa de 2014, mas em ritmo mais moderado. Seremos um mercado equilibrado”, afirma.



O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O boom do mercado imobiliário de Fortaleza é comum a outras capitais brasileiras sub-sedes da Copa. O aumento da demanda foi estimulada pelo aumento do crédito, da renda e programa como Minha Casa Minha Vida.




Luar Maria Brandão
luar@opovo.com.br

Novos empreendimentos, Condomínios-Club chegam a Teresina

Os espaços são compostos com piscinas, academias, lounges, quadras recreativas


Ganhando espaço no mercado imobiliário do país, os chamados Condomínios-Club vêm atraindo um grande público que procura morar com conforto e segurança. Os espaços são compostos com piscinas, academias, lounges, quadras recreativas e salão de jogos que proporcionam, ante de tudo, qualidade de vida. Tudo com a segurança de um condomínio fechado.

Essa nova tendência de mercado também já chegou ao Piauí com investimentos da Patrimônio Incorporadora que lançou, com sucesso, o Smille Horto empreendimento que está sendo construído na avenida Homero Castelo Branco e que foi o primeiro nesse segmento a ser lançado no Estado. Com uma enorme área de lazer, o local contempla beach soccer/beach volley, cinema, quadra poliesportiva, academia, spa e muitas outras opções que visam garantir qualidade de vida aos futuros moradores. Devido a excelente aceitação por parte das famílias, a Patrimônio lança agora o Smile Club Morada do Sol, localizado no bairro Morada do Sol, priorizando novamente o conceito de viver bem.

Para Henrique Manzari, gerente de marketing da empresa, a correria do dia a dia faz com que cada vez mais famílias busquem espaços como os Condominios-Club que proporcionam comodidade e segurança. “É comum em uma família, em que pai e mãe trabalham fora, reduzir o tempo disponível para atividades de lazer com os filhos e também individuais como ir a uma academia, por exemplo. Pensando nisso, o conceito de condomínio-clube tem ganhado cada vez mais adeptos, pois coloca em destaque a comodidade no acesso a esses serviços”, explica Manzari.

Além das estruturas de lazer e valor acessível, a segurança se mostra como mais um fator preponderante na escolha dos consumidores, já que com a opção de usufruir de tantos serviços dentro do próprio condomínio as pessoas ficam menos expostas à violência das ruas. Deste modo, a infraestrutura de lazer se consolida cada dia mais como requisito para a comercialização de imóveis movimentando o setor de construção civil, que é um dos que mais emprega e gera renda no país.

Preço dos imóveis em Pernambuco ainda vai crescer

Salão Imobiliário reúne construtoras, bancos e cartórios para incetivar o comprador a fechar negócio
Da Redação do pe360graus.com

010203AmpliarFoto: Reprodução / TV Globo
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Vídeo | Preço dos imóveis em Pernambuco ainda vai crescer
Os economistas prevêem que os imóveis devem ficar ainda mais valorizados nos próximos meses, em Pernambuco. Os preços dos apartamentos vendidos na planta ou
recém-construídos revelam essa tendência. Quem pensa em comprar para investir, pode conhecer as oportunidades que o mercado oferece no Salão Imobiliário, realizado no Centro de Convenções, em Olinda.

A operadora de máquinas Maricélia Cabral foi com a filha, que será a proprietária do imóvel. "Queremos um apartamento com três quartos, em Barra de Jangada ou em Piedade, mas que tenha uma área boa", detalha.

O salão tem 4 mil imóveis em oferta - do popular ao alto luxo. A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PE) reuniu no local 32 empreendedores. E ainda bancos e cartórios. A intenção é facilitar a vida do comprador. E, claro, incentivá-lo a fazer negócio.

"É uma ótima oportunidade de fazer negócio, porque você pode ir ao sistema financeiro, há representantes de três bancos no local. Sair com a carta de crédito aprovada na hora, assinar contrato de compra e venda e registrar no cartório. Tudo isso dentro do Salão", destaca o presidente da Ademi-PE, Alexandre Mirinda (foto 2).

Este é o quarto ano do Salão Imobiliário. E tempo de mercado aquecido. De acordo com a Ademi, há dois anos, o metro quadrado ficava em torno de R$ 3 mil nas áreas mais valorizadas da Região Metropolitana. Hoje está em R$ 4 mil.

Quem entende do assunto diz que o momento é muito bom para quem quer investir em imóvel porque é provável que ele se valorize ainda mais. Mas, e quem precisa comprar para morar? "O mercado está em aquecimento, com tendência de crescimento dos preços. O crescimento não deve ser tão significativo como nos dois últimos anos, mas ainda tende a crescer, dado o aquecimento da economia de Pernambuco", afirma o economista Alexandre Jatobá (foto 3).

Venda de imóveis salta 233% em quatro anos

De 2006 até o ano passado, mercado imobiliário passou por "boom" e incentivos governamentais

Até quem presta bastante atenção nas mudanças da paisagem urbana vai se impressionar com a velocidade do crescimento do mercado imobiliário da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), nos últimos cinco anos. Em 2010, o volume de negócios envolvendo imóveis superou a casa de R$ 2 bilhões. Uma elevação de 33% sobre o ano imediatamente anterior (R$ 1,5 bilhão), e de 233% sobre 2006, quando teve início a curva ascendente do setor na RMF, com total movimentado de R$ 600 milhões. O salto foi de quase 3,5 vezes o valor inicial da comparação. Os dados são do presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi-CE), Sérgio Porto, que atualmente também preside a Federação Nacional dos Secovis.

Ele antecipou as informações do balanço geral do segmento no ano passado, que será divulgado, oficialmente, na segunda semana deste mês. "Esse resultado é realmente inédito. Um recorde histórico. Estamos muito satisfeitos com as vendas de imóveis na RMF", comentou, acrescentando que parte desse desempenho se deve às facilidades nos financiamentos.

Prazos elásticos e renda

Além da Caixa Econômica Federal, que é o principal agente de financiamento do mercado imobiliário, vários bancos privados estão ampliando suas participações neste negócio.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Apollo Scherer, além da elasticidade dos prazos para pagamento há um conjunto de fatores, que juntos propiciaram o boom do setor não só em Fortaleza, mas no restante do Brasil. "Houve, é verdade, um aumento nos financiamentos que eram de 15 e 20 anos para 25 e até 30 anos. Mas, são muitos os motivos. A evolução do mercado de trabalho, os avanços no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o ganho de renda com ampliação da classe média brasileira também contribuíram bastante para esse desempenho", contou. Apollo afirmou que esse novo cenário serviu de base para que um maior número de pessoas pudesse comprar um imóvel próprio. Para ele, esse quadro poderá continuar por mais algum tempo. "Há uma tendência não nessa mesma velocidade ou nesse volume, mas o crescimento vai ser constante. Temos uma carência muito grande de imóveis. Alta demanda reprimida. Há milhões de pessoas sem residência no País", completou.

Novos compradores lá fora

Para o presidente do Creci-CE, a Copa do Mundo de 2014 e, também, as Olimpíadas de 2016, já estão chamando a atenção de investidores do exterior, interessados nesse mercado. "Muitos pensam em segunda moradia mesmo. Mas, na maioria, está sendo despertado o desejo de investir em imóveis para negócios. São shoppings, centros comerciais, resorts e hotéis, por exemplo", exemplificou.

Conforme Apollo, é um outro tipo de venda que corretores de imóveis já estão observando se desenvolver no Brasil, sobretudo, no Ceará. "O Estado está na rota turística. Com a realização da Copa, fica muito mais forte essa movimentação do mercado percebida por conta do interesse dos estrangeiros".

MERCADO IMOBILIÁRIO
Copa será atrativo para estrangeiro

Investidores dos Estados Unidos, Europa e Qatar apostam em novos segmentos imobiliários no Brasil

Estabilidade econômica e crescimento da renda populacional, não são mais os únicos atrativos que puxam os investimentos estrangeiros para o mercado imobiliário brasileiro. A Copa do Mundo 2014 no País é, atualmente, o fator que tem decidido o destino do capital estrangeiro voltado para o setor. Foi o que disse o presidente da Adit Brasil, Luiz Henrique Lessa, durante almoço ontem com agentes do setor em Fortaleza.

Na oportunidade ele anunciou a sexta edição do Adit Invest 2011. Com o objetivo de aproveitar o momento e assegurar bons negócios, o evento, que é itinerante, ocorrerá este ano, de 10 a 12 de maio, em Fortaleza. A ideia é reunir empresários do mercado imobiliário do Brasil, Estados Unidos e Europa para dialogarem acerca das novas oportunidades do segmento. Investidores do Qatar virão pela primeira vez ao evento dispostos a apostar em novos empreendimentos.

Novo perfil

E o perfil dos investimentos tem mesmo mudado. Se antes os grupos empresariais buscavam principalmente por empreendimentos ligados ao turismo, hoje já existe uma procura por outros perfis imobiliários, como projetos hoteleiros urbanos, segunda residência, mercados corporativos, que também fazem parte da estrutura que será demandada para o cenário da Copa do Mundo.

De acordo com Lessa, em 2010 foram gerados mais de R$ 1,8 bilhão em negócios prospectados durante o Adit Invest. Para este ano, espera-se, pelo menos, um incremento de 20%, chegando aos R$ 2,16 bilhões.

Além das conferências, a programação contará com uma rodada de negócios e um salão imobiliário turístico.

ILO SANTIAGO JR.
REPÓRTER

domingo, 3 de abril de 2011

Exposição de imóveis incrementa vendas

Até domingo, Iguatemi expõe empreendimentos. O Imóvel Show Fortaleza reúne mais de dez empresas em abril

Em um Estado onde foi investido R$ 1,6 bilhão em habitação ao longo de 2010 somente pela Caixa Econômica Federal, no Ceará, são cada vez mais frequentes as pequenas feiras e exposições de empreendimentos do mercado imobiliário.

Esses eventos vem se evidenciando em espaços de fácil acesso às novidades do setor.

Para gerar negócios

"Nós estamos em outra geração de negócios", ressalta o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Apollo Scherer.

Ele cita esta estratégia como uma das principais vitrines imobiliárias da atualidade, tornando-se "um bom espaço para exposição de produtos e captação de clientes". E, apesar do recuo das vendas nas corretoras sentido pelo Creci neste começo de 2011 e sempre recorrente no primeiro trimestre do ano, segundo seu presidente, as construtoras também aumentam o número de investidores das feiras, que ocorrem no período para conquistar o público e aquecer os negócios na Capital. É o caso da parceria entre a Diagonal Engenharia e a Rossi, que participam do 2º Feirão Mundo do Imóvel Lopes, que acontece até domingo (27), no shopping center Iguatemi.

Durante o evento, as empresas apresentam empreendimentos que contemplam três públicos distintos: Beach Village Residence, que oferece oito opções de plantas com vista para o mar; o VG Fun Residence, um residencial com serviços hoteleiros oferecidos pelo grupo Vila Galé; e o Navegantes Residencial, o qual possui unidades inseridas no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Destaque para o MCMV

Contabilizando os dados do programa federal de habitação no ano passado, a Caixa divulgou 3.801 contratações, chegando a um valor de R$ 280,1 milhões em financiamento.

Na opinião de Apollo Scherer, "a entrada do Minha Casa Minha Vida foi um marco do mercado imobiliário local, pois possibilitou a entrada de um contingente muito grande de pessoas que não tinham acesso a financiamento".

Ainda sobre o programa, ele ressaltou o aquecimento do setor que trouxe aumento nas vendas não só para os contemplados com os financiamentos do MCMV, mas "para todos os subsetores envolvidos no mercado imobiliário".

No patamar nacional, o número de habitações financiadas chegaram a mais de um milhão, de acordo com dados da Caixa.

Mais eventos

Reunindo diversos públicos e subsetores do universo imobiliário, além de reforçar a recorrência da estratégia das feiras na Capital - mas concebendo-a em um porte maior -, ocorre, entre os dias 30 e 3 de abril, o Imóvel Show Fortaleza. O envento acontecerá no Centro de Negócios do Sebrae, onde serão apresentadas as novidades do setor, além de palestras e buscará aquecer as vendas aliando investidores, corretores e o público em geral.

De acordo com a organização do evento, é esperada a movimentação de R$ 150 milhões durante os cinco dias com a visita de 10 mil pessoas.

Estão confirmadas no Imóvel Show Fortaleza as empresas A. Predial, Caixa Econômica Federal, CRD Engenharia, Dias de Sousa, Diagonal Rossi, Magis, Moura Dubeux, Reali, BSPAR Incorporações, SM Incorporações, Rodobens Negócios Imobiliários, Embracon, Viva Imóveis, entre outras.

Financiamento

1,6 bi de reais foi financiado pela Caixa Econômica Federal, no Ceará, para negócios da habitação, em 2010. Já o Minha Casa, Minha Vida contabiliza R$ 280,1 milhões em 3.801 operações.

ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
REPÓRTER
24 DE MARÇO
Diário do Nordeste

quarta-feira, 23 de março de 2011

Construtoras rumam ao Norte e ao Nordeste

DCI, 11/mar


Tidas como líderes em construção civil até os próximos cinco anos, com destaque para o período de eventos como a Copa do Mundo como agente impulsionador do setor, as regiões Norte e Nordeste se destacaram com quase duas mil obras na área da construção civil brasileira e a movimentação de U$ 58 bilhões, apenas no ano passado.

Para a consultoria ITCnet, as regiões são a bola da vez no setor e, para 2011, a expectativa é um crescimento na casa dos 14% em números de obras, que elevaria as regiões a 2.276 novas construções este ano. O otimismo vem na onda do ano passado, que pode ser considerado de ouro para o setor de construção civil, com um movimento estimado de US$ 325,5 bilhões em todo território nacional entre obras comerciais, industriais e residenciais.

A aposta em construção civil para os próximos anos também foi passada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que prevê investimentos de R$ 607 bilhões no Brasil até 2014, fatia superior aos outros investimentos do banco para o Brasil. "Obras como construção ou revitalização de estádios, melhoria e ampliação de rodovias, construção de shopping e hotéis são parte fundamental desse boom de construção civil que vive o norte e nordeste", afirmou Sheila Schavarria, professora de Engenharia Civil da FEI.

"Boa parte dos investimentos anunciados pelo BNDS serão no Norte e Nordeste", disse a acadêmica, que completou, "mesmo sem dados oficiais, as tendências de mercado é que muitos investimentos públicos quanto iniciativas privadas migrem com mais força e mais dinheiro para essa regiões", disse.

Para acompanhar o bom momento de investimentos nas regiões, a construtora e incorporadora Rossi Residencial anunciou recentemente uma parceria com a construtora Norcon para atuação na Região do Nordeste, de acordo com a empresa, o negócio tem potencial para valor geral de vendas (VGV) de R$ 300 milhões.

Por meio da parceria, a Rossi atuará em Sergipe, Pernambuco, Alagoas e na Bahia com empreendimentos econômicos.

Do VGV previsto para este ano, R$ 194 milhões caberão à Rossi, sendo o restante destinado aos parceiros no desenvolvimento dos projetos imobiliários.

Joint venture

E esta não foi a primeira intervenção do grupo Rossi para investimentos no nordeste. No final de 2010, a construtora lançou uma joint venture em Goiás para atuar, principalmente, no segmento econômico de imóveis de até R$ 250 mil. A nova empresa, com controle e lucro divididos meio a meio entre a Rossi e a goiana Toctao Engenharia, entrou em operação em janeiro e espera lançar R$ 4,1 bilhões em imóveis, sendo R$ 1,6 bilhão em cinco anos. A Rossi - que pretende aumentar a participação de mercado em Goiás de 5% para de 20% a 30% - será responsável por toda a governança corporativa da Toctao Rossi e vai coordenar o sistema de construção, as finanças e os recursos humanos.

A Toctao entra com conhecimento da demanda regional, mão de obra já contratada e terrenos em "locais estratégicos" no estado. "A maior parte dos terrenos da nova empresa vem da Toctao", diz Cássio Audi, diretor Financeiro da Rossi. Mas, de acordo com o executivo, o estoque total de terrenos já neste início de operações da joint venture é suficiente para abrigar 19.360 apartamentos ou casas. "De 80% a 90% dos empreendimentos devem ser para o segmento econômico. Temos terrenos grandes para esse projeto", disse o executivo.

Estados em destaque

Com 1.997 obras em 2010, e a expectativa de crescer 14% em 2011 os estados que se destacaram em 2010 na construção civil foram: Bahia, líder nos estados no segmento alimentício, com 13 novas fábricas; Ceará, que obteve 18 novas instalações para o segmento de energia e telefonia; e Pernambuco, que abriu ano passado 17 novas fábricas só de consumo.

"Temos percebido um crescimento muito maior da Região Nordeste em relação à evolução média nacional. Nos últimos dois anos, Ceará está se destacando, com crescimento dos índices bem próximos aos de Pernambuco e Bahia, que historicamente sempre foram maiores", diz Viviane Guirão, diretora de Pesquisas do ITCNet.

"Com a crescente importância desses estados, que se tornaram mais atraentes aos investidores nos últimos cinco anos, a tendência é manter essa crescente, já que é uma área que ainda tem muito potencial para crescer", completa Viviane .

De acordo com a especialista, exemplos como o Ceará, que recebeu o maior número de obras em energia e telefonia dos estados, exemplifica este dado. "há uma necessidade crescente de aumento de tecnologia nessa região, dada a importância dela para o Brasil, por isso esse número alto de investimento", concluiu.

De olho nesse bom momento, a Eternit Multiprodutos, especializada no segmento de coberturas, painéis e placas, anunciou a construção de uma nova fábrica , localizado no Distrito Industrial do Porto de Pecem, Município de Caucaia (CE). "A Eternit iniciou prospecção e estudos para instalação da nova fábrica em 2010, e concluiu que a Região Nordeste seria ideal para abrigar a nova unidade que atenderá também às demandas de outras regiões do País", afirma Élio A. Martins, presidente do Grupo Eternit.

Ainda sem divulgar os números oficiais de investimentos para a construção da nova unidade, Martins afirmou apenas que a escolha da Região Nordeste também resulta do bom prospecto de crescimento dessa região na construção civil nos próximos anos. "Nosso trabalho é voltado também para atender crescimento de demanda da construção civil, achando soluções para as incorporadoras nos diferentes estados do País. Hoje oferecemos ao mercado linhas de telhas de fibrocimento, placas cimentícias para sistemas construtivos, telhas de concreto, telhas metálicas, louças sanitárias e sistemas de aquecimento solar, dentre outros produtos que serão muito mais usados no nordeste e norte nos próximos anos", diz Martins.

Imóveis no Rio estão ficando menores

Empresários, estudantes e famílias menores influenciam no perfil das novas construções

Sérgio Vieira, do R7 | 15/03/2011

...A procura crescente por imóveis na cidade do Rio de Janeiro está criando um fenômeno já verificado no mercado imobiliário de São Paulo há alguns anos: os grandes e amplos apartamentos estão se tornando “peça de museu” e estão dando espaços a lançamentos com unidades cada vez menores, de acordo com pesquisa inédita divulgada pelo Secovi-Rio nesta terça-feira (15).

Segundo Maria Tereza Mendonça Dias, vice-presidente de finanças e desenvolvimento da instituição, a mudança no perfil da famílias e a chegada de públicos diferentes para viver na capital fluminense contribui para que as incorporadoras e construtoras privilegiem lançamentos de imóveis menores.

- Com mais renda e crédito para a população, os filhos estão deixando as casas mais cedo e comprando imóveis, os estudantes estão se deslocando entre as cidades, as famílias estão ficando menores e o principal, o que é até um orgulho para o Brasil: os empresários estrangeiros estão vindo com multinacionais e outras empresas para a cidade. Essa demanda é sempre maior para imóveis de um quarto e de dois quartos.

Em média, os apartamentos de um quarto que tinham 50,13 metros quadrados em 2009, dois anos depois ficaram ainda menores. As novas unidades estão sendo comercializados, em média, com 46,48 metros quadrados. Já os imóveis novos de dois quartos, que em 2008 tinham 61,68 metros quadrados deram lugar para novas unidades de, em média, 82,25 metros quadrados em 2010.

Quando os dados são analisados por bairros, os menores apartamentos estão no centro da cidade, onde estão localizadas 40% dos imóveis com um quarto, mas que em média têm apenas 42 metros quadrados. As maiores unidades de quarto e sala se encontram, em Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, ambos na zona oeste, com 63 e 62 metros quadrados, respectivamente.

Ainda segundo a vice-presidente de finanças e desenvolvimento, a tendência para os próximos anos é que os novos lançamentos no mercado carioca priorizem os imóveis de um quarto e dois quartos, já que as perspectivas mostram que a nova classe C continuará a crescer por mais algum tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Alma do negócio

O Globo, Negócios & Cia, 18/mar


Parceiras no residencial America Condomínio Clube, PDG CHL e RJZ Cyrela investirão mais de R$ 2 milhões no lançamento. A campanha, que estreia dia 22, será estrelada por Ana Maria Braga e Luciano Huck. neste fim de semana, a PDG apresenta a primeira campanha com a nova identidade visual Vai comunicar o uso do nome PDG antes das outras marcas.

sábado, 19 de março de 2011

Rio de Janeiro: o boom imobiliário na periferia

Não é novidade para ninguém que o mercado imobiliário no Rio de Janeiro está aquecido. Hoje, em alguns dos endereços mais valorizados da cidade, como a orla da praia de Ipanema ou o entorno da lagoa Rodrigo de Freitas, o metro quadrado chega a valer 50 000 reais. No centro da cidade, os preços por metro quadrado dos aluguéis de escritórios superam os dos pontos mais caros de São Paulo. A novidade, agora, é que o boom imobiliário também se estende a áreas da periferia e inclui os terrenos de indústrias.

Nesta quinta-feira (17), durante um almoço em São Paulo com empresários do setor de equipamentos industriais – entre eles um carioca –, uma parte da conversa foi sobre a atual fase de crescimento do Rio de Janeiro, que gerou uma bolha de preços imobiliários. Ele citou como exemplo a área que hoje abriga os estaleiros Enavi e Renave, em Niterói, do outro lado da Baía de Guanabara, que lhe foi oferecida há pouco tempo. Segundo ele, o complexo, com três diques flutuantes, dois diques secos, um alojamento para 250 pessoas e saída para o mar, estaria à venda por incríveis 300 milhões de euros – o equivalente a 700 milhões de reais. “Há alguns anos, ninguém pagaria nem cinco milhões de reais por essas instalações”, disse o empresário.

A rápida valorização é justificada pela escassez de bons terrenos na cidade. O crescimento vertiginoso da indústria ligada ao petróleo e as obras de infraestrutura para a Copa têm agravado a situação. Há ainda uma alta nos imóveis de favelas pacificadas e nos de sua vizinhança. E quando se trata de áreas próximas ao mar, como mostra o exemplo, não são apenas aquelas de frente para as belas praias de Ipanema e do Leblon que estão com preços estratosféricos…

Fonte Revista Exame.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Norte e nordeste terão o maior número de obras em cinco anos

são paulo - Em 5 anos, as empresas de construção civil estarão com os holofotes para o norte e nordeste, e a consultoria ITCnet prevê crescimento na casa dos 14% em número de obras na região este ano, estima Viviane Guirão, diretora do ITCNet. Com meta de vender R$ 300 milhões nessas regiões, a construtora Rossi Residencial fechou parceria com a nordestina Norcon, disse Cássio Audi, diretor Financeiro da Rossi. As indústrias seguem o crescimento habitacional e a Eternit anuncia a construção de nova fábrica em Caucaia (CE).

segunda-feira, 7 de março de 2011

Morar no Recife virou um problema

AGNALDO BRITO
DO ENVIADO ESPECIAL A SUAPE (PE)

As ofertas de novas unidades habitacionais na RMR (Região Metropolitana do Recife) caíram em 2010 na comparação com o ano de 2008, revela levantamento do departamento de pesquisas econômicas da Fiepe (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco).

Em 2008, a oferta havia alcançado 66,9 mil unidades. A falta de novos projetos e a forte migração de pessoas após o crescimento da oferta de emprego na região fizeram essa oferta cair para 55,4 mil imóveis no ano passado.

Como consequência, o descasamento entre oferta e demanda provocou a elevação dos preços das unidades habitacionais. Mas essa avaliação é empírica, não baseia-se em pesquisas.

"Esse é uma grande deficiência na avaliação do mercado imobiliário local. Não existe uma pesquisa que meça evolução de preços do metro quadrado no Recife. Já tentamos, mas as construtoras não revelam esses valores", diz José André Freitas, coordenador da Unidade de pesquisa da Fiepe.

Além de criar dificuldades para quem está chegando, essa expansão imobiliária obrigou a Prefeitura do Recife a congelar oito bairros. São regiões onde o governo local decidiu frear o adensamento populacional. A medida foi aprovada na Câmara de Vereadores local.

Com isso, novos bairros foram abertos no Recife e nas cidades da região Metropolitana, sobretudo nos municípios de Jaboatão dos Gararapes, Cabo de Santo Agsotinho e Ipojuca, cidades ao sul da Capital no caminho para Suape.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Imóveis de luxo no norte e no nordeste são a aposta do ano

DCI, 04/jan


O valor chama a atenção: R$ 15 milhões. Este montante é referente a apenas uma residência, que hoje é possível encontrar no norte e nordeste do Brasil. Imóveis de luxo em empreendimentos milionários são a aposta para este ano, o que comprova que o mercado imobiliário de todo o País por enquanto vai bem. Exemplo de cidade em ascensão e que tem recebido condomínios cinco-estrelas é Porto Velho, em Rondônia, tida como uma das capitais que mais crescem no Brasil. Este desenvolvimento acelerado está sendo acompanhado de perto pelo setor imobiliário, que movimenta cerca de US$ 5 bilhões ao ano no País.

Em dezembro, o setor imobiliário de Porto Velho bateu recordes de vendas com o residencial Alphaville Porto Velho. No lançamento, em menos de seis horas todos os 591 lotes foram vendidos, tendo a imobiliária Social Imóveis se destacado como a campeã de vendas do empreendimento.

Rondonienses de diversas cidades do estado chegaram a pegar senhas e enfrentar fila para garantir seu terreno em um condomínio de luxo que já está consolidado em 40 cidades de 20 estados do Brasil.

De acordo com o diretor da Social Imóveis, Ailton Arthur, o mercado deve crescer ainda mais. "Hoje, Porto Velho está em um momento próspero em todas as áreas, e com o mercado imobiliário não poderia ser diferente. A construção das usinas do Madeira - que estão trazendo em média 300 pessoas por dia à capital -, o bom momento econômico do estado e a possibilidade da saída para o Pacífico explicam esse crescimento e mostram que ele não é tão passageiro assim", diz Ailton Arthur.

O Ceará também tem sido palco de investimentos da categoria premium para imóveis e incorporações de alto padrão. Com atuação no estado e, ainda, no Maranhão, no Piauí e também no Pará, a IN's Brasil foi eleita pela Christie's Great Estates - braço imobiliário da conceituada casa de leilões Christie's -, representante exclusiva para comercialização de imóveis de alto luxo nessas localidades.

De acordo com Francisco Próspero, diretor Executivo da IN's Brasil, a expectativa é que o mercado cearense cresça de forma significativa "porque realmente existem ali produtos imobiliários premium, sobretudo apartamentos e casas", disse ele.

Para o executivo, o investimento em acabamento e o crescimento exponencial da economia nesses estados resultam em investimentos altos das construtoras e imobiliárias.

"O Ceará está bem servido de incorporadoras de alto padrão, empresas de gabarito internacional, bem preparadas. Um dos diferenciais no quesito premium ficará no âmbito da qualidade dos acabamentos. Será, em muitos casos, mais importante que a própria dimensão de um imóvel", afirma Próspero.

Para ele, produtos como casas de praia de alto padrão com frente para o mar têm procura alta, e muitas vezes o que se encontra são condomínios com muitos imóveis em um mesmo local. "Atualmente, os clientes querem um pouco mais de tranquilidade e conforto", argumenta o executivo. No escopo de ofertas da IN's Brasil no estado, está um sítio localizado em Flecheiras, no Município de Trairi, com 7.028 metros quadrados de área total, orçado em R$ 1,8 milhão.

Novos palcos em São Paulo

O mercado imobiliário de alto padrão também começa a chegar a municípios conhecidos por abrigarem classes mais baixas, sem uma conhecida demanda por imóveis de luxo. Um exemplo é a cidade de Diadema, no Grande ABC, que receberá o Condomínio Vitta Parque, lançado pelas incorporadoras Helbor e Setin este ano. "Vendemos, no fim de semana de lançamento, 70% do empreendimento", explica Antônio Settin, presidente do grupo.

De acordo com o executivo, a cidade de Diadema, com mais de 300 mil habitantes, não tinha empreendimentos do porte do Vitta Parque, que tem mais de 15 mil metros quadrados e apartamentos de 3 e 4 dormitórios que podem chegar a 113 metros quadrados. "Não vejo isso como um crescimento, mas como o suprimento de uma demanda reprimida", explica.

O empreendimento fica localizado a 300 metros do Shopping Praça da Moça, a cinco minutos da Rodovia dos Imigrantes e a cerca de 15 minutos do Metrô Jabaquara, tornando-se acessível mesmo para quem trabalha em São Paulo.

A aposta da Setin em Diadema faz parte das novidades do grupo, que espera crescer 18% em 2011, e prevê um valor geral de vendas (VGV) de R$ 1 bilhão, distribuído em dez empreendimentos residenciais e comerciais.

O residencial cinco-estrelas Alphaville Porto Velho, em Rondônia, viu todos os 591 lotes lançados em dezembro serem comercializados em menos de seis horas. A imobiliária Social Imóveis foi a campeã de vendas do empreendimento, e afirma que imóveis de luxo têm sido o alvo de novos parques milionários. Para o diretor da Social Imóveis, Ailton Arthur, o destaque no caso deve-se às usinas do Madeira que têm tido forte apelo na região.