Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC
Os investidores do mercado imobiliário que compraram apartamentos para alugar tiveram a menor taxa de retorno dos últimos quatro anos na Capital. O percentual médio foi 0,53%. Esse é o retorno que o investidor tem sobre o valor de mercado do imóvel. E desta maneira, o mercado financeiro se saiu mais rentável para quem investiu.
O resultado foi divulgado hoje pelo índice de preços imobiliário da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Fipezap. A série histórica do indicador teve início em janeiro de 2008.
Os apartamentos de alto padrão, com três ou quatro dormitórios, registraram os menores percentuais, ambos com acréscimo de 0,49%.
As unidades mais demandas na Grande São Paulo, os dois dormitórios, geraram rendimento médio mensal para os investidores de 0,53%. E os alugueis dos menores, com um quarto, garantiram 0,58%.
Com o resultado, os investidores que procurarem o mercado financeiro terão melhores oportunidades investindo o mesmo valor do imóvel para garantir o rendimento mensal.
O professor finanças pessoas da Fundação Getulio Vargas Fábio Gallo Garcia destacou que a Caderneta de Poupança, mais conservadora do mercado financeiro, apresenta em média retorno de 0,6% ao mês, acima do resultado do setor imobiliário. "No ano passado, no ano, deu 6,9%", completou.
"Se você considerar, de modo geral, que com imóveis você terá que pagar várias taxinhas, e pode arcar com aluguel não pago, ou alguma coisa que estava por conta do inquilino e sobrou para você, no fim das contas o retorno do imóvel fica mais diluído", avaliou Garcia.
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sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Imóvel comercial tem boa rentabilidade
Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC
Os imóveis comerciais tiveram no primeiro trimestre a menor taxa de retorno sobre o investimento dos últimos 18 meses. O rendimento médio aos proprietários atingiu 5%, aponta o IGMI-C (Índice Geral do Mercado Imobiliário-Comercial). "Mesmo com menor resultado em 18 meses, a rentabilidade ainda é alta", destacou o pesquisador do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Paulo Picchetti.
Considerando o período de 12 meses encerrados no fim de março, os ganhos médios atingiram 23,7%. O resultado está acima de outros tipos de investimentos. A caderneta de poupança apresenta retorno médio anual de 6%. O os títulos do Tesouro Nacional garantem, em média, 15% de lucro em 12 meses.
Na ponta do lápis, se um investidor comprou sala comercial por R$ 300 mil há um ano, ele teria lucrado R$ 71,1 mil. Com o mesmo valor aplicado na poupança, os ganhos atingiriam, aproximadamente, R$ 18 mil.
Até em relação ao mercado de ações, que normalmente apresenta a maior rentabilidade no longo prazo, o mercado imobiliário está mais atrativo. Em um ano encerrado no fim de abril, o Ibovespa caiu 2,71%. "Hoje a Bolsa de Valores não está tão atrativa pela repatriação do capital estrangeiro", explicou o corretor de investimentos Heitor Esplugues.
BOLSA DE VALORES - Para resgatar o montante investido nas empresas nacionais, os investidores estrangeiros vendem suas ações a preços que o mercado aceite. Como eles mantêm grandes quantidades de papéis, acabam vendendo mais barato e puxam para baixo os demais títulos das empresas que são sócios, contribuindo para a queda verificada neste início de ano.
Esplugues alertou que, apesar do mercado imobiliário ter uma das melhores rentabilidades entre os investimentos, sua liquidez é baixa, ou seja, há dificuldade para vender ou alugar um imóvel.
CÁLCULO - A lucratividade dos imóveis comerciais considera o retorno de capital, que é a valorização da unidade, de 1,8%, e a rentabilidade da renda, como a de aluguéis, que atingiu 3,2%.
A explicação para a queda na rentabilidade desta modalidade de investimento é o ciclo natural do mercado imobiliário. Segundo o pesquisador do Ibre/FGV, os retornos chegaram ao pico em 2009. E é comum que haja oscilações nos percentuais considerando a série histórica. Antes de despencar no primeiro trimestre, o resultado mais baixo tinha sido verificado no terceiro trimestre de 2009, quando atingiu 4,9%.
Para chegar ao retorno médio, a pesquisa capta variações de imóveis como salas comerciais, lajes, galpões, shoppings, hotéis. O percentual indica o quanto um proprietário está lucrando quando loca sua propriedade.
Do Diário do Grande ABC
Os imóveis comerciais tiveram no primeiro trimestre a menor taxa de retorno sobre o investimento dos últimos 18 meses. O rendimento médio aos proprietários atingiu 5%, aponta o IGMI-C (Índice Geral do Mercado Imobiliário-Comercial). "Mesmo com menor resultado em 18 meses, a rentabilidade ainda é alta", destacou o pesquisador do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Paulo Picchetti.
Considerando o período de 12 meses encerrados no fim de março, os ganhos médios atingiram 23,7%. O resultado está acima de outros tipos de investimentos. A caderneta de poupança apresenta retorno médio anual de 6%. O os títulos do Tesouro Nacional garantem, em média, 15% de lucro em 12 meses.
Na ponta do lápis, se um investidor comprou sala comercial por R$ 300 mil há um ano, ele teria lucrado R$ 71,1 mil. Com o mesmo valor aplicado na poupança, os ganhos atingiriam, aproximadamente, R$ 18 mil.
Até em relação ao mercado de ações, que normalmente apresenta a maior rentabilidade no longo prazo, o mercado imobiliário está mais atrativo. Em um ano encerrado no fim de abril, o Ibovespa caiu 2,71%. "Hoje a Bolsa de Valores não está tão atrativa pela repatriação do capital estrangeiro", explicou o corretor de investimentos Heitor Esplugues.
BOLSA DE VALORES - Para resgatar o montante investido nas empresas nacionais, os investidores estrangeiros vendem suas ações a preços que o mercado aceite. Como eles mantêm grandes quantidades de papéis, acabam vendendo mais barato e puxam para baixo os demais títulos das empresas que são sócios, contribuindo para a queda verificada neste início de ano.
Esplugues alertou que, apesar do mercado imobiliário ter uma das melhores rentabilidades entre os investimentos, sua liquidez é baixa, ou seja, há dificuldade para vender ou alugar um imóvel.
CÁLCULO - A lucratividade dos imóveis comerciais considera o retorno de capital, que é a valorização da unidade, de 1,8%, e a rentabilidade da renda, como a de aluguéis, que atingiu 3,2%.
A explicação para a queda na rentabilidade desta modalidade de investimento é o ciclo natural do mercado imobiliário. Segundo o pesquisador do Ibre/FGV, os retornos chegaram ao pico em 2009. E é comum que haja oscilações nos percentuais considerando a série histórica. Antes de despencar no primeiro trimestre, o resultado mais baixo tinha sido verificado no terceiro trimestre de 2009, quando atingiu 4,9%.
Para chegar ao retorno médio, a pesquisa capta variações de imóveis como salas comerciais, lajes, galpões, shoppings, hotéis. O percentual indica o quanto um proprietário está lucrando quando loca sua propriedade.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Lançamento de imóveis cai 27% no Grande ABC
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário na região começou o ano com retração. O número de empreendimentos lançados no Grande ABC caiu 27,4% no primeiro trimestre em comparação com os três primeiros meses de 2010. O balanço do mercado imobiliário realizado pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) mostra que foram lançadas 1.589 unidades, contra 2.189, na mesma base de comparação.
O presidente da associação, Milton Bigucci, considera que o resultado já era previsto. "Como a nossa base do ano passado foi alta, o volume de lançamentos não ocorrerá na mesma proporção. Estamos crescendo, mas de forma sustentável e menor. O mercado está aquecido há cinco anos."
Ele destaca que em 2010 as construtoras colocaram no mercado imóveis que estavam previstos para anos anteriores (2008 e 2009), o que não ocorreu devido à crise financeira. "Quando a economia mundial se estabilizou os empresários lançaram todos os empreendimentos que estavam, até então, na gaveta. Por isso essa diferença."
PERFIL
Das 1.589 unidades colocadas no mercado entre janeiro e março, que somaram R$ 418,9 milhões, 66% têm dois dormitórios e 25% têm três quartos, representando 91% do total. O foco são imóveis na faixa de R$ 170 mil, pertencentes à faixa econômica. "A classe C é a fatia que deve ser abastecida nos próximos anos, já que concentra a maior parcela da população", explica o empresário.
No primeiro trimestre, o destaque foram as cidades de Diadema e São Caetano, com 435 unidades lançadas e 426, respectivamente. Diadema, assim como no ano passado, continua na mira das construtoras, uma vez que está bem localizada geograficamente e tem disponibilidade de terrenos. Bigucci conta que o município está em pleno desenvolvimento e isso atrai, principalmente, moradores da Capital.
Além da localização, outro atrativo que a região oferece é o preço do metro quadrado, de R$ 3.834 - valor 30% menor em relação à Capital (R$ 5.177). "Isso se reflete diretamente no valor do imóvel", completa o presidente da Acigabc.
O levantamento da associação é realizado em cinco cidades: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Diadema. A justificativa é a concentração do mercado imobiliário nesses municípios, que representam 80% do mercado
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário na região começou o ano com retração. O número de empreendimentos lançados no Grande ABC caiu 27,4% no primeiro trimestre em comparação com os três primeiros meses de 2010. O balanço do mercado imobiliário realizado pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) mostra que foram lançadas 1.589 unidades, contra 2.189, na mesma base de comparação.
O presidente da associação, Milton Bigucci, considera que o resultado já era previsto. "Como a nossa base do ano passado foi alta, o volume de lançamentos não ocorrerá na mesma proporção. Estamos crescendo, mas de forma sustentável e menor. O mercado está aquecido há cinco anos."
Ele destaca que em 2010 as construtoras colocaram no mercado imóveis que estavam previstos para anos anteriores (2008 e 2009), o que não ocorreu devido à crise financeira. "Quando a economia mundial se estabilizou os empresários lançaram todos os empreendimentos que estavam, até então, na gaveta. Por isso essa diferença."
PERFIL
Das 1.589 unidades colocadas no mercado entre janeiro e março, que somaram R$ 418,9 milhões, 66% têm dois dormitórios e 25% têm três quartos, representando 91% do total. O foco são imóveis na faixa de R$ 170 mil, pertencentes à faixa econômica. "A classe C é a fatia que deve ser abastecida nos próximos anos, já que concentra a maior parcela da população", explica o empresário.
No primeiro trimestre, o destaque foram as cidades de Diadema e São Caetano, com 435 unidades lançadas e 426, respectivamente. Diadema, assim como no ano passado, continua na mira das construtoras, uma vez que está bem localizada geograficamente e tem disponibilidade de terrenos. Bigucci conta que o município está em pleno desenvolvimento e isso atrai, principalmente, moradores da Capital.
Além da localização, outro atrativo que a região oferece é o preço do metro quadrado, de R$ 3.834 - valor 30% menor em relação à Capital (R$ 5.177). "Isso se reflete diretamente no valor do imóvel", completa o presidente da Acigabc.
O levantamento da associação é realizado em cinco cidades: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Diadema. A justificativa é a concentração do mercado imobiliário nesses municípios, que representam 80% do mercado
terça-feira, 17 de maio de 2011
Caixa supera R$ 400 milhões em crédito imobiliário na região
Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário no Grande ABC resiste ao impacto da restrição ao crédito. O volume liberado pela Caixa Econômica Federal neste ano, até ontem, superava os R$ 400 milhões, afirmou o gerente regional de negócios da construção civil, Rafael Arcanjo. Ele não informou, com exatidão, o montante. Em 2010, de janeiro até 14 de maio, o banco emprestou R$ 426 milhões no segmento.
Desta maneira a região apresenta resultados emparelhados ao registro nacional. Em entrevista coletiva na sexta-feira, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse que o banco atingia R$ 21 bilhões em crédito habitacional no País, valor próximo ao ano anterior, o que representa estabilidade.
"Enquanto muitos falam em restrição de crédito e estagnação da construção civil, nós (Caixa) esperamos ter crescimento de até 25% neste ano, em relação a 2010, no que diz respeito a crédito contratado. O setor mantém expansão sustentável e ascendente", avaliou Hereda.
Para superar a casa dos R$ 400 milhões, o banco contou com o resultado do 7º Feirão Caixa da Casa Própria de São Paulo, realizado no Centro de Exposição Imigrantes. No primeiro quadrimestre, a instituição fechou 6.790 contratos cujo montante atingiu R$ 361,8 milhões. Arcanjo afirmou que o feirão contribuiu para que esse valor saltasse à próxima centena de milhões, no acumulado do ano até o 15º dia deste mês.
FEIRÃO - Arcanjo não tinha os resultados referentes ao Grande ABC do Feirão. "É difícil ter esses números. Dependemos dos parceiros (construtoras, incorporadoras e imobiliárias) e eles não conseguem distinguir, de pronto, se os imóveis que venderam são, ou não, da região", disse.
O porta-voz calcula que os resultados acompanharam os números estaduais. "Foi proporcional. No ano passado foi R$ 1,8 bilhão. Neste ano atingimos R$ 2 bilhões", pontuou. Em 2010, a região representou 6,5% do volume monetário total do evento, cerca de R$ 122 milhões. A expectativa é que neste ano os valores aproximaram-se de R$ 130 milhões.
DIRETO AO ASSUNTO - O número de visitantes no evento caiu de 19 mil para cerca de 15 mil na comparação anual. Neste ano, o feirão durou três dias, enquanto que em 2010 foram quatro dias. Arcanjo afirmou que o público está mais qualificado a cada edição. "Nas primeiras, muitos passavam no feirão para conhecer. Desta vez o público foi com o objetivo de comprar imóvel", disse.
QUADRIMESTRE - A Caixa emprestou R$ 361,8 milhões entre janeiro e abril na região. Para imóveis de até R$ 170 mil, o banco financiou R$ 261,3 milhões, montante em que o programa de subsídio Minha Casa, Minha Vida está inserido. Foram 5.670 contratos de imóveis novos e usados.
Para imóveis acima de R$ 170 mil, a instituição liberou R$ 45,2 milhões. E pelo Construcard, para a compra de materiais de construção e móveis planejados, R$ 55,2 milhões
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário no Grande ABC resiste ao impacto da restrição ao crédito. O volume liberado pela Caixa Econômica Federal neste ano, até ontem, superava os R$ 400 milhões, afirmou o gerente regional de negócios da construção civil, Rafael Arcanjo. Ele não informou, com exatidão, o montante. Em 2010, de janeiro até 14 de maio, o banco emprestou R$ 426 milhões no segmento.
Desta maneira a região apresenta resultados emparelhados ao registro nacional. Em entrevista coletiva na sexta-feira, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, disse que o banco atingia R$ 21 bilhões em crédito habitacional no País, valor próximo ao ano anterior, o que representa estabilidade.
"Enquanto muitos falam em restrição de crédito e estagnação da construção civil, nós (Caixa) esperamos ter crescimento de até 25% neste ano, em relação a 2010, no que diz respeito a crédito contratado. O setor mantém expansão sustentável e ascendente", avaliou Hereda.
Para superar a casa dos R$ 400 milhões, o banco contou com o resultado do 7º Feirão Caixa da Casa Própria de São Paulo, realizado no Centro de Exposição Imigrantes. No primeiro quadrimestre, a instituição fechou 6.790 contratos cujo montante atingiu R$ 361,8 milhões. Arcanjo afirmou que o feirão contribuiu para que esse valor saltasse à próxima centena de milhões, no acumulado do ano até o 15º dia deste mês.
FEIRÃO - Arcanjo não tinha os resultados referentes ao Grande ABC do Feirão. "É difícil ter esses números. Dependemos dos parceiros (construtoras, incorporadoras e imobiliárias) e eles não conseguem distinguir, de pronto, se os imóveis que venderam são, ou não, da região", disse.
O porta-voz calcula que os resultados acompanharam os números estaduais. "Foi proporcional. No ano passado foi R$ 1,8 bilhão. Neste ano atingimos R$ 2 bilhões", pontuou. Em 2010, a região representou 6,5% do volume monetário total do evento, cerca de R$ 122 milhões. A expectativa é que neste ano os valores aproximaram-se de R$ 130 milhões.
DIRETO AO ASSUNTO - O número de visitantes no evento caiu de 19 mil para cerca de 15 mil na comparação anual. Neste ano, o feirão durou três dias, enquanto que em 2010 foram quatro dias. Arcanjo afirmou que o público está mais qualificado a cada edição. "Nas primeiras, muitos passavam no feirão para conhecer. Desta vez o público foi com o objetivo de comprar imóvel", disse.
QUADRIMESTRE - A Caixa emprestou R$ 361,8 milhões entre janeiro e abril na região. Para imóveis de até R$ 170 mil, o banco financiou R$ 261,3 milhões, montante em que o programa de subsídio Minha Casa, Minha Vida está inserido. Foram 5.670 contratos de imóveis novos e usados.
Para imóveis acima de R$ 170 mil, a instituição liberou R$ 45,2 milhões. E pelo Construcard, para a compra de materiais de construção e móveis planejados, R$ 55,2 milhões
MONOTRILHO DO ABC NÃO TEM NEM AINDA EMPRESA QUE VAI ELABORAR O PROJETO, MAS A PROPAGANDA JÁ ESTÁ FEITA!
Projeto do Monotrilho que passa por São Bernardo do Campo nem está pronto, só em junho a empresa que vai elaborar estes estudos será escolhida, as obras devem ter a primeira fase concluída só em 2012 e não serão inauguradas por completo, o Governo do Estado de São Paulo não sabe quantos imóveis devem ser desapropriados, mas a propaganda está pronto e até um desenho feito em computador foi divulgado no site da Prefeitura de São Bernardo do Campo.
Monotrilho do ABC vai custar mais de R$ 3 bilhões
E as obras só vão sair do papel no final de 2012
ADAMO BAZANI – CBN
Uma das grandes propagandas para a mobilidade urbana na região do ABC Paulista, o monotrilho previsto para ligar o Alvarenga, bairro de São Bernardo do Campo, até a Estação Tamanduateí, do Metrô, na Capital Paulista, só deve sair do papel no final de 2012 e ao custo de R$ 3,6 bilhões, isso se não houver atrasos por conta do tamanho da obra e aditivos financeiros.
O edital para a empresa que ainda vai elaborar o projeto, alardeado pelo Governo do Estado de São Paulo e pelas prefeituras do ABC, só deve ser publicado em junho.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo confirmou a necessidade de várias desapropriações, mas ainda não tem a noção de quantos imóveis serão demolidos para a construção da estrutura do monotrilho.
O Governo Federal liberou R$ 27,6 milhões só para o projeto básico ser elaborado. Só estudos e papelada, devido ao grande impacto ambiental e urbanístico que um monotrilho provoca, necessitando de mais aprofundamentos para as análises do que pode ou não ser feito.
Como é de costume, a obra não irá ser entregue por completo, segundo admite o próprio Governo do Estado de São Paulo.
No final de 2012, não havendo nenhum problema na execução das obras, só ficará pronto o trecho entre o Metrô Tamanduateí e o centro de São Bernardo do Campo. Do centro da cidade do ABC Paulista ao bairro do Alvarenga ainda não há previsão concreta.
O Monotrilho deve atender inicialmente 200 mil pessoas por dia, um número considerado baixo para o que vai ser investido.
O traçado em São Bernardo do Campo também levantou algumas discussões. Ao sair da estação do Metrô, a estrutura do monotrilho passará pela Avenida Presidente Wilson, Avenida Guido Aliberti, Lauro Gomes e depois vai fazer exatamente o mesmo itinerário dos ônibus e trolebus da Metra, no corredor ABD.
Haverá, portanto, uma sobreposição de itinerários, com oferta de serviços nesta região. Parte dessa sobreposição se explica pelo fato de, considerando suas características técnicas, o monotrilho não pode servir outras áreas com carência nos transportes.
O Monotrilho ABC deve ter 19 estações no seu trajeto.
Adamo Bazani, jornalista da CBN, setorista de transportes
Monotrilho do ABC vai custar mais de R$ 3 bilhões
E as obras só vão sair do papel no final de 2012
ADAMO BAZANI – CBN
Uma das grandes propagandas para a mobilidade urbana na região do ABC Paulista, o monotrilho previsto para ligar o Alvarenga, bairro de São Bernardo do Campo, até a Estação Tamanduateí, do Metrô, na Capital Paulista, só deve sair do papel no final de 2012 e ao custo de R$ 3,6 bilhões, isso se não houver atrasos por conta do tamanho da obra e aditivos financeiros.
O edital para a empresa que ainda vai elaborar o projeto, alardeado pelo Governo do Estado de São Paulo e pelas prefeituras do ABC, só deve ser publicado em junho.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo confirmou a necessidade de várias desapropriações, mas ainda não tem a noção de quantos imóveis serão demolidos para a construção da estrutura do monotrilho.
O Governo Federal liberou R$ 27,6 milhões só para o projeto básico ser elaborado. Só estudos e papelada, devido ao grande impacto ambiental e urbanístico que um monotrilho provoca, necessitando de mais aprofundamentos para as análises do que pode ou não ser feito.
Como é de costume, a obra não irá ser entregue por completo, segundo admite o próprio Governo do Estado de São Paulo.
No final de 2012, não havendo nenhum problema na execução das obras, só ficará pronto o trecho entre o Metrô Tamanduateí e o centro de São Bernardo do Campo. Do centro da cidade do ABC Paulista ao bairro do Alvarenga ainda não há previsão concreta.
O Monotrilho deve atender inicialmente 200 mil pessoas por dia, um número considerado baixo para o que vai ser investido.
O traçado em São Bernardo do Campo também levantou algumas discussões. Ao sair da estação do Metrô, a estrutura do monotrilho passará pela Avenida Presidente Wilson, Avenida Guido Aliberti, Lauro Gomes e depois vai fazer exatamente o mesmo itinerário dos ônibus e trolebus da Metra, no corredor ABD.
Haverá, portanto, uma sobreposição de itinerários, com oferta de serviços nesta região. Parte dessa sobreposição se explica pelo fato de, considerando suas características técnicas, o monotrilho não pode servir outras áreas com carência nos transportes.
O Monotrilho ABC deve ter 19 estações no seu trajeto.
Adamo Bazani, jornalista da CBN, setorista de transportes
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Forasteiros compram 15% dos imóveis novos da região
quinta-feira, 12 de maio de 2011 7:20
Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC
A possibilidade de comprar apartamentos de luxo mais baratos do que na Capital fez com muitos paulistanos optassem pelo Grande ABC. Construtores afirmam que 15% das vendas de imóveis novos na região são feitas para moradores de São Paulo. Isso porque paga-se aqui até 50% menos para se adquirir imóvel em bairro com a mesma infraestrutura que na Capital.
"Hoje, o carro-chefe está nos condomínios-clubes, onde o morador faz tudo no mesmo lugar. Quem mora na Capital consegue um up grade em sua categoria de vida gastando muito menos do que desembolsaria por lá", explica Tiago
Henrique Lopes, dirigente de uma empresa imobiliária paulistana, que desembarcou na região.
São Caetano e São Bernardo são os municípios que registram o maior interesse desse público. A ideia é usar a proximidade com a Capital e o fácil acesso para atrair clientes.
Aparecido Viana, presidente de uma imobiliária em São Caetano, avisa que no município a falta de terrenos é o que mais dificulta o segmento. "Aqui a atração é ainda maior. Cerca de 30% das vendas de imóveis na cidade são fechadas com pessoas que vivem em São Paulo.
Isso acontece porque o município tem boa infraestrutura e é referência nacional", avalia.
Já São Bernardo sai na frente pela ampla oferta de espaços perto do centro e também pela proximidade com a Rodovia Anchieta. O município possui 2.421 unidades em construção de apartamentos com três quartos para atender a classe B, público com rendimento médio de R$ 3.670, conforme metodologia da Universidade Municipal de São Caetano. "O Grande ABC é um grande canteiro de obras e, apesar de não termos pesquisa sobre isso, sabemos que São Bernardo tem tomado a dianteira na oferta de espaços para esse tipo de público", explica Milton Bigucci Júnior, diretor técnico de uma empresa na cidade.
CUSTO-BENEFÍCIO - Robson Tuneto, diretor de vendas de uma construtora de São Bernardo, considera que a procura por espaços na região seguirá aquecida.
O comerciante Spartacus Rodrigo Soares da Silva, 23 anos, que hoje vive na Mooca, é um dos exemplos de forasteiros que preferiram trocar a Capital pelo Grande ABC. Ele não esconde que o preço teve peso final na decisão. "O apartamento no Baeta Neves saiu por R$ 220 mil. Em São Paulo, espaço parecido custaria R$ 300 mil", conta ele, que procurou por empreendimentos nos bairros do Morumbi e da Saúde.
"O custo-benefício também me pareceu viável. Existe transporte público para o centro e vou estar próximo para me locomover de carro."
Construtoras encontram nicho para sair da estagnação
Com o aumento de forasteiros buscando empreendimentos regionais, as construtoras encontraram nicho para sair da estagnação das vendas locais, uma vez que a região aproveitou o boom dos últimos três anos para abastecer principalmente o mercado interno.
Entre as sete cidades, calcula-se que o deficit esteja entre 80 mil e 100 mil habitações.
A procura ocorre, principalmente, em cidades como Mauá e Diadema, para as classes média (que tem salário médio de R$ 2.094) e DE (com ganhos em torno de R$ 1.105), que passaram a integrar o mercado com o Minha Casa, Minha Vida.
A falta de terrenos com preços baixos nas regiões centrais também contribui para que boa parte dos empreendimentos seja focada para o público de fora, uma vez que o metro quadrado não sai por menos de R$ 3.243.
Mesmo com alta de 37% nos preços, Grande ABC é atrativo
A maior procura por empreendimentos de três e quartos dormitórios fez com que o valor do metro quadrado tivesse alta de até 37% no Grande ABC nos últimos três anos.
Mesmo assim, ainda é mais rentável buscar espaços aqui do que em São Paulo. "Temos requinte e sofisticação que na Capital são inatingíveis para a classe B.
Além disso, temos espaços planejados que agregam lazer e compras com valores muito menores", diz Aparecido Viana.
Para se ter ideia, o custo médio dos imóveis na região se assemelha ao cobrado no Ipiranga, que possui, em sua maioria, imóveis com até 80 m². "O que percebemos é que o Grande ABC está passando por valorização porque a qualidade de vida é melhor do que a da Capital. Além disso, oferece a mesma infraestrutura, melhor segurança e outros termos fundamentais na hora de escolher o produto", destaca Luiz Paulo Pompeia, diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio).
Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC
A possibilidade de comprar apartamentos de luxo mais baratos do que na Capital fez com muitos paulistanos optassem pelo Grande ABC. Construtores afirmam que 15% das vendas de imóveis novos na região são feitas para moradores de São Paulo. Isso porque paga-se aqui até 50% menos para se adquirir imóvel em bairro com a mesma infraestrutura que na Capital.
"Hoje, o carro-chefe está nos condomínios-clubes, onde o morador faz tudo no mesmo lugar. Quem mora na Capital consegue um up grade em sua categoria de vida gastando muito menos do que desembolsaria por lá", explica Tiago
Henrique Lopes, dirigente de uma empresa imobiliária paulistana, que desembarcou na região.
São Caetano e São Bernardo são os municípios que registram o maior interesse desse público. A ideia é usar a proximidade com a Capital e o fácil acesso para atrair clientes.
Aparecido Viana, presidente de uma imobiliária em São Caetano, avisa que no município a falta de terrenos é o que mais dificulta o segmento. "Aqui a atração é ainda maior. Cerca de 30% das vendas de imóveis na cidade são fechadas com pessoas que vivem em São Paulo.
Isso acontece porque o município tem boa infraestrutura e é referência nacional", avalia.
Já São Bernardo sai na frente pela ampla oferta de espaços perto do centro e também pela proximidade com a Rodovia Anchieta. O município possui 2.421 unidades em construção de apartamentos com três quartos para atender a classe B, público com rendimento médio de R$ 3.670, conforme metodologia da Universidade Municipal de São Caetano. "O Grande ABC é um grande canteiro de obras e, apesar de não termos pesquisa sobre isso, sabemos que São Bernardo tem tomado a dianteira na oferta de espaços para esse tipo de público", explica Milton Bigucci Júnior, diretor técnico de uma empresa na cidade.
CUSTO-BENEFÍCIO - Robson Tuneto, diretor de vendas de uma construtora de São Bernardo, considera que a procura por espaços na região seguirá aquecida.
O comerciante Spartacus Rodrigo Soares da Silva, 23 anos, que hoje vive na Mooca, é um dos exemplos de forasteiros que preferiram trocar a Capital pelo Grande ABC. Ele não esconde que o preço teve peso final na decisão. "O apartamento no Baeta Neves saiu por R$ 220 mil. Em São Paulo, espaço parecido custaria R$ 300 mil", conta ele, que procurou por empreendimentos nos bairros do Morumbi e da Saúde.
"O custo-benefício também me pareceu viável. Existe transporte público para o centro e vou estar próximo para me locomover de carro."
Construtoras encontram nicho para sair da estagnação
Com o aumento de forasteiros buscando empreendimentos regionais, as construtoras encontraram nicho para sair da estagnação das vendas locais, uma vez que a região aproveitou o boom dos últimos três anos para abastecer principalmente o mercado interno.
Entre as sete cidades, calcula-se que o deficit esteja entre 80 mil e 100 mil habitações.
A procura ocorre, principalmente, em cidades como Mauá e Diadema, para as classes média (que tem salário médio de R$ 2.094) e DE (com ganhos em torno de R$ 1.105), que passaram a integrar o mercado com o Minha Casa, Minha Vida.
A falta de terrenos com preços baixos nas regiões centrais também contribui para que boa parte dos empreendimentos seja focada para o público de fora, uma vez que o metro quadrado não sai por menos de R$ 3.243.
Mesmo com alta de 37% nos preços, Grande ABC é atrativo
A maior procura por empreendimentos de três e quartos dormitórios fez com que o valor do metro quadrado tivesse alta de até 37% no Grande ABC nos últimos três anos.
Mesmo assim, ainda é mais rentável buscar espaços aqui do que em São Paulo. "Temos requinte e sofisticação que na Capital são inatingíveis para a classe B.
Além disso, temos espaços planejados que agregam lazer e compras com valores muito menores", diz Aparecido Viana.
Para se ter ideia, o custo médio dos imóveis na região se assemelha ao cobrado no Ipiranga, que possui, em sua maioria, imóveis com até 80 m². "O que percebemos é que o Grande ABC está passando por valorização porque a qualidade de vida é melhor do que a da Capital. Além disso, oferece a mesma infraestrutura, melhor segurança e outros termos fundamentais na hora de escolher o produto", destaca Luiz Paulo Pompeia, diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio).
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Mercado imobiliário prevê expansão longe dos centros
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC
Bairros periféricos no Grande ABC são foco de expansão da construção civil. Com falta de terrenos nos centros das cidades, a tendência é lançar empreendimentos com dois dormitórios, de até R$ 170 mil, nas periferias de Diadema e Mauá, por exemplo.
No entanto, os imóveis de até 50 m² e pertencentes à faixa econômica terão um diferencial, pois devem seguir o conceito condomínio-clube - geralmente com piscina, quadra esportiva, academia, churrasqueira e áreas comuns.
A estimativa foi feita pelo empresário do setor Milton Bigucci, e também presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).
Segundo ele, é preciso abastecer essa nova classe média, a faixa C, que se enquadra no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. "Esse mercado está em plena expansão."
Ao completar 50 anos de atuação no segmento dia 19, Bigucci defende que, apesar de muitas pessoas já terem adquirido a casa própria, entre as sete cidades calcula-se que o deficit habitacional esteja entre 80 mil a 100 mil.
"Além do grande volume de pessoas que ainda vivem em imóveis alugados, a região atrai pessoas de outras cidades, principalmente pelos empreendimentos que oferece e as vias de acesso à Capital e ao Litoral. O Grande ABC se torna estratégico para os investidores", diz.
Para este ano, a expectativa é de que o setor cresça no mesmo ritmo do ano passado. Em 2010, foram lançadas 8.887 unidades - 80,67% a mais do que em 2009.
Quanto às vendas, foram comercializadas 6.730 unidades, o que corresponde a um crescimento de 31,29% em relação ao ano anterior. "Neste ano, não digo que o setor na região ficará estagnado, mas acomodado. Crescerá em um bom ritmo", aponta Bigucci.
BUROCRACIA - O principal entrave para uma expansão maior é a burocracia excessiva para conseguir aprovar os projetos nos órgãos públicos, na visão do empresário. "Isso emperra o desenvolvimento do País. Precisamos de leis que ajudem a reduzir esses prazos, pois quem paga o alto custo dessa demora é o comprador final do imóvel. Esses entraves também estão nos custos com documentos e papeladas, registros em cartórios e certidões", explica o presidente da Acigabc.
Momento também favorece novos negócios na Capital
Com experiência no setor de construção civil, Milton Bigucci já alcança novos horizontes. "Não é de hoje que lanço imóveis na Capital paulista. Isso não significa que o Grande ABC não ofereça oportunidades, muito pelo contrário. Essa é apenas uma forma de expandir nossos negócios."
No momento, a construtora que leva seu nome acaba de lançar dois empreendimentos, um no bairro Morumbi e outro no Ipiranga - neste caso, um condomínio comercial/empresarial. "Será composto por lojas e escritórios. Aí está uma tendência de mercado", cita.
Bigucci explica que, mesmo com as construções residenciais correspondendo a 90% do total na região, muitas empresas têm visto nos condomínios uma forma de investimento e segurança. Por aqui, um exemplo desse novo conceito é o Espaço Pirelli, em Santo André, onde serão construídos prédios comerciais e residenciais pela Brookfield Incorporações.
Em São Caetano, 72% já foram comercializados para incorporadoras, administradoras de shopping center, varejistas e instituição de saúde. Entre lotes comerciais e residenciais restam apenas 55 mil m².
A construtora MBigucci, fundada há 28 anos, já construiu 281 edifícios, 5.000 unidades e um total de área construída que passa 500 mil m².
Do Diário do Grande ABC
Bairros periféricos no Grande ABC são foco de expansão da construção civil. Com falta de terrenos nos centros das cidades, a tendência é lançar empreendimentos com dois dormitórios, de até R$ 170 mil, nas periferias de Diadema e Mauá, por exemplo.
No entanto, os imóveis de até 50 m² e pertencentes à faixa econômica terão um diferencial, pois devem seguir o conceito condomínio-clube - geralmente com piscina, quadra esportiva, academia, churrasqueira e áreas comuns.
A estimativa foi feita pelo empresário do setor Milton Bigucci, e também presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC).
Segundo ele, é preciso abastecer essa nova classe média, a faixa C, que se enquadra no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. "Esse mercado está em plena expansão."
Ao completar 50 anos de atuação no segmento dia 19, Bigucci defende que, apesar de muitas pessoas já terem adquirido a casa própria, entre as sete cidades calcula-se que o deficit habitacional esteja entre 80 mil a 100 mil.
"Além do grande volume de pessoas que ainda vivem em imóveis alugados, a região atrai pessoas de outras cidades, principalmente pelos empreendimentos que oferece e as vias de acesso à Capital e ao Litoral. O Grande ABC se torna estratégico para os investidores", diz.
Para este ano, a expectativa é de que o setor cresça no mesmo ritmo do ano passado. Em 2010, foram lançadas 8.887 unidades - 80,67% a mais do que em 2009.
Quanto às vendas, foram comercializadas 6.730 unidades, o que corresponde a um crescimento de 31,29% em relação ao ano anterior. "Neste ano, não digo que o setor na região ficará estagnado, mas acomodado. Crescerá em um bom ritmo", aponta Bigucci.
BUROCRACIA - O principal entrave para uma expansão maior é a burocracia excessiva para conseguir aprovar os projetos nos órgãos públicos, na visão do empresário. "Isso emperra o desenvolvimento do País. Precisamos de leis que ajudem a reduzir esses prazos, pois quem paga o alto custo dessa demora é o comprador final do imóvel. Esses entraves também estão nos custos com documentos e papeladas, registros em cartórios e certidões", explica o presidente da Acigabc.
Momento também favorece novos negócios na Capital
Com experiência no setor de construção civil, Milton Bigucci já alcança novos horizontes. "Não é de hoje que lanço imóveis na Capital paulista. Isso não significa que o Grande ABC não ofereça oportunidades, muito pelo contrário. Essa é apenas uma forma de expandir nossos negócios."
No momento, a construtora que leva seu nome acaba de lançar dois empreendimentos, um no bairro Morumbi e outro no Ipiranga - neste caso, um condomínio comercial/empresarial. "Será composto por lojas e escritórios. Aí está uma tendência de mercado", cita.
Bigucci explica que, mesmo com as construções residenciais correspondendo a 90% do total na região, muitas empresas têm visto nos condomínios uma forma de investimento e segurança. Por aqui, um exemplo desse novo conceito é o Espaço Pirelli, em Santo André, onde serão construídos prédios comerciais e residenciais pela Brookfield Incorporações.
Em São Caetano, 72% já foram comercializados para incorporadoras, administradoras de shopping center, varejistas e instituição de saúde. Entre lotes comerciais e residenciais restam apenas 55 mil m².
A construtora MBigucci, fundada há 28 anos, já construiu 281 edifícios, 5.000 unidades e um total de área construída que passa 500 mil m².
Construção de galpões sobe na região do ABCD
DCI, 09/mai
A região paulista do ABCD está retomando sua importância na economia estadual depois da desindustrialização. A construção do trecho sul do Rodoanel trouxe uma explosão da demanda por terrenos e galpões na região e aumento de trabalho no setor imobiliário. Com isso, empresários do ramo de imóveis residenciais, como a MBigucci, voltaram-se para construção de lucrativos condomínios comerciais: ela está construindo 26 galpões com um investimento de R$ 63 milhões.
O novo condomínio ficará entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, em Diadema, e tem previsão de entrega em junho de 2012. E já há um segundo empreendimento do grupo a caminho: em Santo André, com cerca de 80 galpões. Outra que aproveitou a oportunidade para abrir escritório imobiliário na região foi a Fernandez Mera, que projeta uma fatia de 10% dos negócios só no ABC, o que deve atingir R$ 220 milhões em valor geral de vendas (VGV). A consultoria imobiliária Herzog estima que áreas para uso industrial, cujo custo era de R$ 100 a R$ 250 o metro quadrado há dois anos, agora só são encontradas por R$ 200 a R$ 500 na região. Um estudo da CB Richard Ellis, com dados de deste ano, mostra que o ABC não tem taxa de vacância no setor de galpões industriais. Em lugares como Barueri e Alphaville, que são tradicionalmente conhecidos por ofertar galpões, a taxa de vacância é de 5% a 10%, e no ABC, hoje, este número é zero.
"Nos últimos anos as indústrias tinham perdido interesse em implantar melhorias em logística", explica o professor de Economia em Negócios Imobiliários da Universidade Metodista, Rubens Floriano.
A região paulista do ABCD está retomando sua importância na economia estadual depois da desindustrialização. A construção do trecho sul do Rodoanel trouxe uma explosão da demanda por terrenos e galpões na região e aumento de trabalho no setor imobiliário. Com isso, empresários do ramo de imóveis residenciais, como a MBigucci, voltaram-se para construção de lucrativos condomínios comerciais: ela está construindo 26 galpões com um investimento de R$ 63 milhões.
O novo condomínio ficará entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, em Diadema, e tem previsão de entrega em junho de 2012. E já há um segundo empreendimento do grupo a caminho: em Santo André, com cerca de 80 galpões. Outra que aproveitou a oportunidade para abrir escritório imobiliário na região foi a Fernandez Mera, que projeta uma fatia de 10% dos negócios só no ABC, o que deve atingir R$ 220 milhões em valor geral de vendas (VGV). A consultoria imobiliária Herzog estima que áreas para uso industrial, cujo custo era de R$ 100 a R$ 250 o metro quadrado há dois anos, agora só são encontradas por R$ 200 a R$ 500 na região. Um estudo da CB Richard Ellis, com dados de deste ano, mostra que o ABC não tem taxa de vacância no setor de galpões industriais. Em lugares como Barueri e Alphaville, que são tradicionalmente conhecidos por ofertar galpões, a taxa de vacância é de 5% a 10%, e no ABC, hoje, este número é zero.
"Nos últimos anos as indústrias tinham perdido interesse em implantar melhorias em logística", explica o professor de Economia em Negócios Imobiliários da Universidade Metodista, Rubens Floriano.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Mercado imobiliário começa 2011 em baixa
Vinicius Gorczeski
Especial para o Diário
O mercado imobiliário registrou queda nas vendas em janeiro na Capital. Estudo do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) aponta que foram comercializadas 180 unidades no mês, o que significa recuo de 28,56% contra dezembro. As locações também viraram 2011 em queda. No mês, 870 novos contratos foram formalizados - queda de 5,77% ante o mês anterior. A pesquisa da entidade ouviu 501 imobiliárias.
O resultado é um contraponto ao obtido em dezembro: alta de 29,26% nas comercializações e 5,77% nos aluguéis.
No comparativo de janeiro com o mesmo mês de 2010, as vendas tiveram desempenho ainda pior, baixa de 1,56%. Em contrapartida, a procura por aluguéis cresceu 7,68% no mês em relação a janeiro do ano passado.
O segmento no Grande ABC também iniciou o ano de forma contida, segundo o delegado regional do Creci, Alvarino Lemes. Porém, os resultados são considerados normais por conta do período de férias escolares.
A mudança na gestão da Presidência da República foi outro fator que contribuiu para esfriar o mercado. Segundo Lemes, o setor teria deixado de fazer negociações devido a supostas incertezas na economia, gerando instabilidades. "Mas mudou apenas o presidente. O País continua no rumo certo. A economia deve ficar estável com o mercado tendo mais confiança a partir de agora, com o fim do Carnaval."
ALERTA - Proprietários de imobiliárias da região atestam o balanço mais frio de início de ano, que deve retomar o ritmo de vendas neste mês. Porém, o proprietário de uma delas em Santo André, Miguel Colicchio, disse que o novo fôlego das construtoras pode tornar os valores das unidades impraticáveis até o fim do ano.
O empresário contou que os preços elevados em Santo André já podem ser sentidos desde o ano passado. Ele conta que uma sala comercial de 50 m² (metros quadrados) - no bairro Jardim - custa hoje entre R$ 350 mil e R$ 400 mil. "Está um absurdo. As construtoras repassam para as unidades e fica difícil comercializar. Não sei até onde o mercado absorve tudo isso". Colicchio ressaltou que essa trajetória prejudicará investidores - sem possibilidade de lucrarem frente à incapacidade de vendas.
O proprietário de uma imobiliária de São Caetano, Aparecido Viana, reforça que deverá haver uma manutenção nos custos dos imóveis por conta de reajustes na construção civil. Além disso, a falta de lançamentos, como ocorre em janeiro, por conta das férias, é outro fator que encarece as unidades. Esse problema já atrapalha a região para locações há dois anos, segundo Lemes.
Viana, por sua vez, minimiza bolhas imobiliárias ao afirmar que os valores não estão agressivos. "Não é nada que ponha em risco o mercado", disse, ao descartar a escassez de unidades na região até o fim do ano.
METRO QUADRADO - A pesquisa do Creci-SP aponta que o preço médio do metro quadrado em janeiro era de R$ 1.650,57, valor 31,63% menor do que em dezembro, quando o patamar alcançou R$ 2.414,29.
Nas locações, os apartamentos também eram opção mais popular no mês, com 54,25% das unidades em negociação. Mais da metade de imóveis nesses contratos (58,25%) ficou na faixa de R$ 1.000 ao mês
Os apartamentos representaram a maior fatia de aquisições para o período, 67,78%. As casas ficaram com 32,22% dos contratos. A média de custos das unidades negociadas caiu 1,4% em janeiro ante dezembro.
Os imóveis com valor acima de R$ 200 mil foram os mais requisitados. Conquistando 67,61% as negociações. Financiamentos eram a modalidade preferida para quitar os imóveis - 50% optaram pelos empréstimos, frente aos 48,89% que pagaram à vista, 0,56% em financiamento de proprietários, além de 0,56% por consórcios imobiliários.
O empresário Colicchio, de Santo André, ressalta que, na região, unidades com valor de até R$ 300 mil foram as mais requisitadas. Em São Paulo, a preferência foi por unidades a partir de R$ 200 mil
Fonte Diário do Grande ABC
Especial para o Diário
O mercado imobiliário registrou queda nas vendas em janeiro na Capital. Estudo do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) aponta que foram comercializadas 180 unidades no mês, o que significa recuo de 28,56% contra dezembro. As locações também viraram 2011 em queda. No mês, 870 novos contratos foram formalizados - queda de 5,77% ante o mês anterior. A pesquisa da entidade ouviu 501 imobiliárias.
O resultado é um contraponto ao obtido em dezembro: alta de 29,26% nas comercializações e 5,77% nos aluguéis.
No comparativo de janeiro com o mesmo mês de 2010, as vendas tiveram desempenho ainda pior, baixa de 1,56%. Em contrapartida, a procura por aluguéis cresceu 7,68% no mês em relação a janeiro do ano passado.
O segmento no Grande ABC também iniciou o ano de forma contida, segundo o delegado regional do Creci, Alvarino Lemes. Porém, os resultados são considerados normais por conta do período de férias escolares.
A mudança na gestão da Presidência da República foi outro fator que contribuiu para esfriar o mercado. Segundo Lemes, o setor teria deixado de fazer negociações devido a supostas incertezas na economia, gerando instabilidades. "Mas mudou apenas o presidente. O País continua no rumo certo. A economia deve ficar estável com o mercado tendo mais confiança a partir de agora, com o fim do Carnaval."
ALERTA - Proprietários de imobiliárias da região atestam o balanço mais frio de início de ano, que deve retomar o ritmo de vendas neste mês. Porém, o proprietário de uma delas em Santo André, Miguel Colicchio, disse que o novo fôlego das construtoras pode tornar os valores das unidades impraticáveis até o fim do ano.
O empresário contou que os preços elevados em Santo André já podem ser sentidos desde o ano passado. Ele conta que uma sala comercial de 50 m² (metros quadrados) - no bairro Jardim - custa hoje entre R$ 350 mil e R$ 400 mil. "Está um absurdo. As construtoras repassam para as unidades e fica difícil comercializar. Não sei até onde o mercado absorve tudo isso". Colicchio ressaltou que essa trajetória prejudicará investidores - sem possibilidade de lucrarem frente à incapacidade de vendas.
O proprietário de uma imobiliária de São Caetano, Aparecido Viana, reforça que deverá haver uma manutenção nos custos dos imóveis por conta de reajustes na construção civil. Além disso, a falta de lançamentos, como ocorre em janeiro, por conta das férias, é outro fator que encarece as unidades. Esse problema já atrapalha a região para locações há dois anos, segundo Lemes.
Viana, por sua vez, minimiza bolhas imobiliárias ao afirmar que os valores não estão agressivos. "Não é nada que ponha em risco o mercado", disse, ao descartar a escassez de unidades na região até o fim do ano.
METRO QUADRADO - A pesquisa do Creci-SP aponta que o preço médio do metro quadrado em janeiro era de R$ 1.650,57, valor 31,63% menor do que em dezembro, quando o patamar alcançou R$ 2.414,29.
Nas locações, os apartamentos também eram opção mais popular no mês, com 54,25% das unidades em negociação. Mais da metade de imóveis nesses contratos (58,25%) ficou na faixa de R$ 1.000 ao mês
Os apartamentos representaram a maior fatia de aquisições para o período, 67,78%. As casas ficaram com 32,22% dos contratos. A média de custos das unidades negociadas caiu 1,4% em janeiro ante dezembro.
Os imóveis com valor acima de R$ 200 mil foram os mais requisitados. Conquistando 67,61% as negociações. Financiamentos eram a modalidade preferida para quitar os imóveis - 50% optaram pelos empréstimos, frente aos 48,89% que pagaram à vista, 0,56% em financiamento de proprietários, além de 0,56% por consórcios imobiliários.
O empresário Colicchio, de Santo André, ressalta que, na região, unidades com valor de até R$ 300 mil foram as mais requisitadas. Em São Paulo, a preferência foi por unidades a partir de R$ 200 mil
Fonte Diário do Grande ABC
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Imóveis podem ficar até 67%
sábado, 19 de fevereiro de 2011 7:10
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC
A variação nos preços dos imóveis no Grande ABC segue forte, mas ainda abaixo da média na Capital. Enquanto em São Paulo é maior a procura por unidades com um dormitório, cujo preço subiu 53,12% entre 2008 e 2010, na região o maior aumento é notado nos lançamentos com quatro dormitórios, que estão 67,15% mais caros.
Dados da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC) mostram o valor médio do imóvel de alto padrão saltou de R$ 481 mil para R$ 804 mil em dois anos. Em seguida, vem o de dois dormitórios, vendido antes por R$ 125 mil e que agora não sai por menos de R$ 171 mil, variação de 36,80%.
Na Capital, índice calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelo Zap Imóveis identificou que a variação no preço das unidades com dois dormitórios chegou a 50,97% no valor. Para o diretor do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), João Batista Bonadio, a tendência é que os valores fiquem mais altos.
"A demanda por imóveis na região está grande, mas os preços ainda são melhores quando comparados aos praticados na Capital. Enquanto os valores dos apartamentos sobem, a metragem deles está cada vez menor. A procura por imóveis novos e usados cresce."
SÃO CAETANO
Pesquisa de uma imobiliária são-caetanense indica que a maior variação nos preços no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2011 ocorreu nas unidades com um dormitório. O valor inflacinou em 80%, encerrando o primeiro mês do ano com média de R$ 180 mil.
O município que ostenta o metro quadrado mais caro do Grande ABC também responde pelo maior número de lançamentos de imóveis com quatro dormitórios ou mais. Ainda segundo a empresa, as unidades com três dormitórios encareceram 50% no período, custando em janeiro cerca de R$ 450 mil.
Santo André e Diadema concentram novos imóveis entre dois e três quartos. Em São Bernardo, a predominância é de unidades com dois dormitórios. No ano passsado, a venda de apartamentos com três quartos representou 25,11% do total comercializado. Para unidades com dois, foi de 61,2%. Quatro dormitórios ou mais somaram 13,7%.
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC
A variação nos preços dos imóveis no Grande ABC segue forte, mas ainda abaixo da média na Capital. Enquanto em São Paulo é maior a procura por unidades com um dormitório, cujo preço subiu 53,12% entre 2008 e 2010, na região o maior aumento é notado nos lançamentos com quatro dormitórios, que estão 67,15% mais caros.
Dados da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradores do Grande ABC) mostram o valor médio do imóvel de alto padrão saltou de R$ 481 mil para R$ 804 mil em dois anos. Em seguida, vem o de dois dormitórios, vendido antes por R$ 125 mil e que agora não sai por menos de R$ 171 mil, variação de 36,80%.
Na Capital, índice calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelo Zap Imóveis identificou que a variação no preço das unidades com dois dormitórios chegou a 50,97% no valor. Para o diretor do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), João Batista Bonadio, a tendência é que os valores fiquem mais altos.
"A demanda por imóveis na região está grande, mas os preços ainda são melhores quando comparados aos praticados na Capital. Enquanto os valores dos apartamentos sobem, a metragem deles está cada vez menor. A procura por imóveis novos e usados cresce."
SÃO CAETANO
Pesquisa de uma imobiliária são-caetanense indica que a maior variação nos preços no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2011 ocorreu nas unidades com um dormitório. O valor inflacinou em 80%, encerrando o primeiro mês do ano com média de R$ 180 mil.
O município que ostenta o metro quadrado mais caro do Grande ABC também responde pelo maior número de lançamentos de imóveis com quatro dormitórios ou mais. Ainda segundo a empresa, as unidades com três dormitórios encareceram 50% no período, custando em janeiro cerca de R$ 450 mil.
Santo André e Diadema concentram novos imóveis entre dois e três quartos. Em São Bernardo, a predominância é de unidades com dois dormitórios. No ano passsado, a venda de apartamentos com três quartos representou 25,11% do total comercializado. Para unidades com dois, foi de 61,2%. Quatro dormitórios ou mais somaram 13,7%.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Jovens são atraídos
Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC
O boom imobiliário trouxe um novo perfil de consumidor para o segmento. Segundo empresários, o número de jovens entre 25 e 35 anos que buscam a compra do primeiro imóvel no Grande ABC já ultrapassou os 50% do percentual de interessados. Para eles, a facilidade no acesso ao crédito dos últimos anos e programas como o Minha Casa, Minha Vida que concedem benefícios e descontos, são os principais fatores para a mudança.
Com o aumento da procura pelo crédito, cresceram também os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 29% de janeiro a abril de 2010, frente ao mesmo período de 2009. O benefício pode ser utilizado na compra de imóveis.
Casais em busca do primeiro imóvel e sem filhos também são o foco de vendas dos empreendimentos do Grande ABC, segundo o empresário Milton Casari. "Temos de ter em mente que há mercado para todas as faixas de renda na região, mas os jovens são a maioria absoluta na busca por apartamentos menores, de 42 m² a 70 m² e com preços de até R$ 150 mil."
Cortejando esses consumidores, as empresas já modificam projetos e focam os novos empreendimentos do setor nesse público que prefere apartamentos menores. "Antes eles tinham muita dificuldade em conseguir crédito de R$ 50 mil até R$ 70 mil e hoje conseguem até R$ 200 mil. Eles foram trazidos para esse mercado e perceberam que têm poder de consumo para adquirir o sonho da casa própria", explica Aparecido Viana, outro empresário do segmento.
Para atingir mais consumidores, uma empresa do setor lançou em Diadema empreendimentos que custam cerca de R$ 155 mil, sem vagas de garagem. A ideia é trazer preços menores para atingir, principalmente, os solteiros em busca da independência. "Queremos sentir como será a recepção desses conjuntos. Eles saem, em média, R$ 10 mil mais baratos do que os que possuem garagem e têm 46 metros quadrados. Sabemos que é nessa faixa de preço que há déficit habitacional e temos uma demanda enorme para receber esses imóveis", explica Mauro Silva, sócio do empreendimento que será lançado neste mês.
Apesar do nicho de mercado, a escassez de terrenos na região já começa a mostrar as garras. É cada vez mais difícil para incorporadoras conseguir espaços para construir torres que entrem no valor do Minha Casa, Minha Vida - que contemplam preços de até R$ 130 mil. "Esperamos que neste ano o valor de subsídio possa chegar para imóveis de até R$ 150 mil."
Com o casamento a caminho, Rafael Mônico é um dos muitos jovens que se apoiaram no programa federal para realizar o sonho da casa própria. Ele e a namorada, moradores de Santo André, compraram em Mauá um apartamento de 52 m² por R$ 115 mil. "Meu financiamento é diferente porque não tenho comprovação de renda por holerite e tive de fazer por comprovação bancária. Apresentei a documentação ao banco, que percebeu que minha renda ficava dentro do valor de subsídio. Por isso, no apartamento que valeria R$ 111 mil, ainda consegui R$ 14 mil pela Caixa. Vou pagar em 25 anos. A primeira parcela é de R$ 581 e a última, de R$ 300."
No entanto, Mônico deixa claro que a perspectiva da família é migrar para um espaço maior em breve. "Sempre morei em apartamento pequeno, e se tiver só um filho dá para morar no apartamento, mas meu sonho ainda é morar em uma casa."
Do Diário do Grande ABC
O boom imobiliário trouxe um novo perfil de consumidor para o segmento. Segundo empresários, o número de jovens entre 25 e 35 anos que buscam a compra do primeiro imóvel no Grande ABC já ultrapassou os 50% do percentual de interessados. Para eles, a facilidade no acesso ao crédito dos últimos anos e programas como o Minha Casa, Minha Vida que concedem benefícios e descontos, são os principais fatores para a mudança.
Com o aumento da procura pelo crédito, cresceram também os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 29% de janeiro a abril de 2010, frente ao mesmo período de 2009. O benefício pode ser utilizado na compra de imóveis.
Casais em busca do primeiro imóvel e sem filhos também são o foco de vendas dos empreendimentos do Grande ABC, segundo o empresário Milton Casari. "Temos de ter em mente que há mercado para todas as faixas de renda na região, mas os jovens são a maioria absoluta na busca por apartamentos menores, de 42 m² a 70 m² e com preços de até R$ 150 mil."
Cortejando esses consumidores, as empresas já modificam projetos e focam os novos empreendimentos do setor nesse público que prefere apartamentos menores. "Antes eles tinham muita dificuldade em conseguir crédito de R$ 50 mil até R$ 70 mil e hoje conseguem até R$ 200 mil. Eles foram trazidos para esse mercado e perceberam que têm poder de consumo para adquirir o sonho da casa própria", explica Aparecido Viana, outro empresário do segmento.
Para atingir mais consumidores, uma empresa do setor lançou em Diadema empreendimentos que custam cerca de R$ 155 mil, sem vagas de garagem. A ideia é trazer preços menores para atingir, principalmente, os solteiros em busca da independência. "Queremos sentir como será a recepção desses conjuntos. Eles saem, em média, R$ 10 mil mais baratos do que os que possuem garagem e têm 46 metros quadrados. Sabemos que é nessa faixa de preço que há déficit habitacional e temos uma demanda enorme para receber esses imóveis", explica Mauro Silva, sócio do empreendimento que será lançado neste mês.
Apesar do nicho de mercado, a escassez de terrenos na região já começa a mostrar as garras. É cada vez mais difícil para incorporadoras conseguir espaços para construir torres que entrem no valor do Minha Casa, Minha Vida - que contemplam preços de até R$ 130 mil. "Esperamos que neste ano o valor de subsídio possa chegar para imóveis de até R$ 150 mil."
Com o casamento a caminho, Rafael Mônico é um dos muitos jovens que se apoiaram no programa federal para realizar o sonho da casa própria. Ele e a namorada, moradores de Santo André, compraram em Mauá um apartamento de 52 m² por R$ 115 mil. "Meu financiamento é diferente porque não tenho comprovação de renda por holerite e tive de fazer por comprovação bancária. Apresentei a documentação ao banco, que percebeu que minha renda ficava dentro do valor de subsídio. Por isso, no apartamento que valeria R$ 111 mil, ainda consegui R$ 14 mil pela Caixa. Vou pagar em 25 anos. A primeira parcela é de R$ 581 e a última, de R$ 300."
No entanto, Mônico deixa claro que a perspectiva da família é migrar para um espaço maior em breve. "Sempre morei em apartamento pequeno, e se tiver só um filho dá para morar no apartamento, mas meu sonho ainda é morar em uma casa."
Megaprojeto desafia tradição no ABC
Valor Econômico, Daniela D'Ambrosio e Marti Olmos, 04/jan
A cena se repete há anos e já envolveu algumas gerações. Se a ideia é comprar roupa da moda, jantar em um bom restaurante ou assistir aos últimos lançamentos do cinema, um inexplicável impulso leva o sulsancaetanense a pegar o carro e percorrer de 15 a 20 quilômetros, ou mais, em direção à capital paulista. Há quem não abra mão da viagem até para cortar o cabelo ou simplesmente tomar uma cerveja com amigos.
Cruzar a "fronteira" para consumir e divertir-se é algo natural e incorporou-se à vida de boa parte dos moradores de classes média e alta, jovens ou não, dessa que é a mais rica e aparentemente contraditória cidade do ABC, dona de invejáveis índices de desenvolvimento humano e qualidade de vida.
É por isso que o maior lançamento da cidade, encravado em um espaço de 300 mil metros quadrados, vai muito além da ousadia de um mega empreendimento imobiliário. Significa quebrar paradigmas. Concebido pela Sobloco, o Espaço Cerâmica - que ganhou este nome por abrigar uma antiga fábrica de cerâmica da Magnesita - chama a atenção pelo tamanho em uma cidade de apenas 15 quilômetros quadrados. Mas, apesar de toda a pompa e dos novos conceitos que procura imprimir, seu maior desafio será conseguir mudar hábitos incorporados há anos por diferentes gerações.
Em um único e novo espaço, a cidade passará a ter algo corriqueiro para os habitantes de São Paulo e até outras cidades do ABC, mas que ainda não faz parte da vida de quem mora em São Caetano. O novo bairro planejado terá o primeiro shopping da cidade, com lojas, restaurantes e seis salas de cinema. A Rede D'0r está levando um hospital São Luizpara lá. Além dos espaços para vários prédios comerciais e residenciais de alto padrão. Os apartamentos começam em 164 m2e chegam a até 300 m2. O preço de uma unidade das maiores encosta em R$ 2 milhões.
O morador de São Caetano tem escolas públicas melhores que as do resto do país, inclusive escolas de inglês e música e bolsa de estudos para a faculdade. Por outro lado, por mais díspar que possa parecer, em São Caetano, os cinemas disponíveis no passado acabaram por fechar, o que se chamava de shopping em um apertado espaço no centro da cidade virou prédio comercial e as poucas lojas que restaram estão em uma galeria sem graça e, pior ainda: a rede hospitalar particular empobreceu - o tradicional Hospital São Caetano fechou as portas recentemente - levando a população a buscar serviços de saúde em outras cidades.
A primeira fase foi vendida em cerca de dez dias e a segunda foi 70% negociada no primeiro mês
Não faltam motivos para deixar essa cidade encravada na maior região metropolitana do país com jeitão provinciano. A proximidade com São Paulo acabou fazendo de toda a região do ABC uma área com menos atrativos de entretenimento, consumo e moradia. Isso foi mudando, com o tempo e com a substituição de antigas fábricas pelo setor de serviços. Mas no caso de São Caetano essa transformação não avançou muito. Cercado por bairros de São Paulo, de diferentes regiões, e pelas vizinhas Santo André e São Bernardo do Campo, o município acabou crescendo sem opções que agradem às classes A e B.
Boa parte dos habitantes guarda um disfarçado preconceito contra a cidade e se sente meio desconfortável quando alguém aparece para almoçar fora. As sugestões de restaurante do sulsancaetanense estão, em geral, fora dos limites da cidade. Por isso, quem desconhece o hábito local estranha quando, ao entrar no carro, o morador amigo segue direto para as vias que os conduzirá para fora da cidade.
A peregrinação pela gastronomia dos vizinhos é mais forte em almoços de negócios. É igualmente comum deslocar para hotéis de São Paulo os visitantes que precisam trabalhar em empresas importantes da cidade. É o que faz a GM, que tem a sede e a maior fábrica no coração da principal via da de São Caetano, a avenida Goiás.
Isso deve mudar. Pelo menos é o que esperam os idealizadores do empreendimento, as empresas que abraçaram o projeto e investidores. "Fizemos um geomapeamento e vários estudos até chegar no modelo atual", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco, dona de metade do espaço, junto com a Magnesita, que originalmente era dona do terreno e agora possui 50% do projeto.
A Multiplan, dona do Morumbi Shopping e do Barra Shopping, estima investimentos da ordem de R$ 260 milhões no local. Entre os restaurantes já confirmados estão Cristallo e Aplebee's e das lojas há desde âncoras como Etna, Rennere Riachuelo até Le Lis Blanc, Richard's e Victor Hugo - um mix diferente do que existe na região. Falta cerca de um ano para ser inaugurado e o shopping está 70% locado. Curiosamente, a cidade sede de uma das maiores e mais tradicionais varejista de eletroeletrônicos do Brasil, a Casas Bahia, terá no shopping um concorrente direto: o Ponto Frio. "Nossa intenção é atrair os moradores de toda a região, inclusive da região de São Paulo mais próxima a São Caetano", afirma Pedro Côrtes, superintendente de incorporação imobiliária da Multiplan.
Há dois anos, o bairro planejado atraiu um consórcio de peso para a área residencial: PDG Realty, Lindenberge Rossi. Apostaram em apartamentos de altíssimo padrão, em uma cidade com apenas dois prédios com apartamentos de mais de 300 m2e o chamado Jardim São Caetano, o bairro de casas mais luxuoso da cidade. O sucesso de vendas até agora dá indícios de que as incorporadoras não exageraram - como se poderia supor, a princípio. A primeira fase foi totalmente vendida em cerca de dez dias e a segunda, com os apartamentos maiores, foi 70% negociada nos primeiros 30 dias.
Um único investidor comprou 42 apartamentos e 26 lotes de casas - o projeto tem 120 lotes para construção de casas (abriu 55% para venda e negociou tudo). O investimento total foi de R$ 42 milhões. "São muitos gigantes juntos e se eles apostam eu também posso arriscar nesse negócio", diz o comerciário de 63 anos, que mora no Jardim São Caetano.
Guardadas as exageradas proporções, como esse morador, São Caetano é uma exceção. Uma cidade fora da curva. Uma simples análise dos indicadores sócio-econômicos do município mostra que o projeto - vencidas as barreiras culturais - é adequado aos padrões da cidade.
A renda média familiar per capital está em R$ 1.399 (2010), segundo o Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (INPES). É quase o dobro da média nacional. O valor apurado na PNDA, do IBGE, para a renda per capita por domicílio em 2009 foi de R$ 776.
É certo que parte dos altos índices que medem qualidade de vida na cidade se deve a um resultado matemático: o número baixo de pessoas morando numa área pequena, eleva as médias de extensão de rede de água e esgoto e de pavimentação, por exemplo. Mas não é só isso que faz de São Caetano uma região atrativa para empreendedores.
Outros números que impressionam na pesquisa do INPES, um dos mais renomados no ABC, referem-se à divisão de classes. A classe A abrange 17% da população de São Caetano e a B outros 51%. Para efeito de comparação, quando se somam os habitantes de toda a região do ABC, formada por sete municípios, com total de 2,354 milhões de pessoas, a classe A representa 4,8%.
O baixo número de habitantes no município - 140,1 mil -, traz mais um desafio para os empreendedores do Espaço Cerâmica, segundo análise de Maria do Carmo Romeiro, diretora do INPES. "Para dar certo, um empreendimento desse porte não pode contar apenas com a população local. Precisa conseguir atrair os habitantes de outros municípios do ABC. Se tiver sucesso, até as pessoas que moram na Baixada Santista vão querer frequentar o espaço", destaca. O trânsito cada vez mais complicado em São Paulo pode até ajudar.
Maria do Carmo alerta, ainda, para o desafio de o novo empreendimento conseguir atrair uma população altamente conectada. A participação de famílias que acessam internet a partir de computador instalado no domicílio chega a 80,4% em São Caetano. No Brasil, a média é de 27%, segundo o INPES.
Segundo a pesquisadora, o INPES tem sido procurado por empresas que buscam dados para sustentar projetos voltados para o alto poder aquisitivo da região. As estatísticas de hoje indicam como certo que um centro de consumo sofisticado poderá segurar em São Caetano o dinheiro que hoje viaja até templos de consumo da vizinhança, como o Morumbi Shopping . Mas só o tempo dirá se a novidade mudará hábitos peculiares, que somente quem é da cidade entende, apesar de não saber explicar.
De uma ruína industrial a ousado empreendimento
A Cerâmica São Caetano foi mais uma entre as várias fábricas do ABC desativadas nas últimas décadas e engolidas pela cidade. Esqueleto de empresas que faliram ou simplesmente trocaram de endereço, tornaram-se enormes e valiosos vazios que conviveram - e ainda convivem - com o cenário urbano e, aos poucos, mudam completamente a cara da cidade.
Fundada em 1913, a Cerâmica São Caetano ficou famosa pelos ladrilhos, telhas e tijolos refratários produzidos ali. O Bairro Cerâmica, no entorno da então fábrica, desenvolveu-se ao longo do século passado em função da empresa - que foi desativada em 2003, sob comando da Magnesita. Foi quando os moradores começaram a questionar o futuro do respeitável espaço de 360 mil m2
"São Caetano sofreu com a desindustrialização e faltavam espaços para empresas de tecnologia", afirma Aparecido Viana, corretor de imóveis que atua há 47 anos na região. "Aquele espaço estava lá, precisava de um projeto arrojado."
Viana conseguiu exclusividade de venda da área em 1997 e logo em seguida Magnesita e Sobloco - empresa que planeja, realiza e administra grandes bairros, como a Riviera de São Lourenço e Parque Faber, em São Carlos - fecharam parceria para conceber o novo projeto. Cada um detém participação de 50% no negócio.
Até o momento, a Sobloco já investiu R$ 25 milhões no empreendimento. "É o maior projeto de revitalização urbana do país", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco.
Da entrada do projeto até a aprovação foram 10 anos. A Sobloco teve de fazer três alterações importantes. Uma delas foi o plano de obras e sistema de galerias pluviais. As enchentes no entorno do terreno sempre foram um problema grave da região. Segundo a Sobloco, as obras incluíram a construção de uma galeria e piscinões capazes de absorver 235 mil m3, em convênio com o governo do Estado. A segunda foi o prolongamento de uma avenida e duplicação de outras duas, incluindo a ligação de uma delas (Guido Aliberti) com a avenida do Estado. A terceira alteração consistiu na execução de quatro novas linhas de transmissão de alta tensão, cada uma com 1,1 km de extensão, por conta da remoção da antiga linha de energia que passava pelo meio do terreno.
Depois da doação de uma parte do terreno para vias e dois parques públicos, o espaço útil para empreendimentos ficou com 300 mil m2- 70% será destinado a comércio e serviços e 30% para residencial. O shopping da Multiplan ocupará quase 20% do terreno, mas a empresa também adquiriu quatro torres comerciais, onde, a princípio, deve construir salas comerciais. A empresa pagou R$ 81 milhões pelo terreno.
O empreendimento está em fase de licitação de cerca de 15 mil m2de prédios comerciais. "Tivemos mais de 50 interessados", diz Viana. Terá ainda uma Cobasi, um Hospital São Luis e uma concessionária de veículos. A área residencial foi a primeira a ser licitada e ficou com consórcio entre Lindenberg, PDGe Rossi, que pagaram, conforme comunicado em abril de 2008, cerca de R$ 90 milhões.
A cena se repete há anos e já envolveu algumas gerações. Se a ideia é comprar roupa da moda, jantar em um bom restaurante ou assistir aos últimos lançamentos do cinema, um inexplicável impulso leva o sulsancaetanense a pegar o carro e percorrer de 15 a 20 quilômetros, ou mais, em direção à capital paulista. Há quem não abra mão da viagem até para cortar o cabelo ou simplesmente tomar uma cerveja com amigos.
Cruzar a "fronteira" para consumir e divertir-se é algo natural e incorporou-se à vida de boa parte dos moradores de classes média e alta, jovens ou não, dessa que é a mais rica e aparentemente contraditória cidade do ABC, dona de invejáveis índices de desenvolvimento humano e qualidade de vida.
É por isso que o maior lançamento da cidade, encravado em um espaço de 300 mil metros quadrados, vai muito além da ousadia de um mega empreendimento imobiliário. Significa quebrar paradigmas. Concebido pela Sobloco, o Espaço Cerâmica - que ganhou este nome por abrigar uma antiga fábrica de cerâmica da Magnesita - chama a atenção pelo tamanho em uma cidade de apenas 15 quilômetros quadrados. Mas, apesar de toda a pompa e dos novos conceitos que procura imprimir, seu maior desafio será conseguir mudar hábitos incorporados há anos por diferentes gerações.
Em um único e novo espaço, a cidade passará a ter algo corriqueiro para os habitantes de São Paulo e até outras cidades do ABC, mas que ainda não faz parte da vida de quem mora em São Caetano. O novo bairro planejado terá o primeiro shopping da cidade, com lojas, restaurantes e seis salas de cinema. A Rede D'0r está levando um hospital São Luizpara lá. Além dos espaços para vários prédios comerciais e residenciais de alto padrão. Os apartamentos começam em 164 m2e chegam a até 300 m2. O preço de uma unidade das maiores encosta em R$ 2 milhões.
O morador de São Caetano tem escolas públicas melhores que as do resto do país, inclusive escolas de inglês e música e bolsa de estudos para a faculdade. Por outro lado, por mais díspar que possa parecer, em São Caetano, os cinemas disponíveis no passado acabaram por fechar, o que se chamava de shopping em um apertado espaço no centro da cidade virou prédio comercial e as poucas lojas que restaram estão em uma galeria sem graça e, pior ainda: a rede hospitalar particular empobreceu - o tradicional Hospital São Caetano fechou as portas recentemente - levando a população a buscar serviços de saúde em outras cidades.
A primeira fase foi vendida em cerca de dez dias e a segunda foi 70% negociada no primeiro mês
Não faltam motivos para deixar essa cidade encravada na maior região metropolitana do país com jeitão provinciano. A proximidade com São Paulo acabou fazendo de toda a região do ABC uma área com menos atrativos de entretenimento, consumo e moradia. Isso foi mudando, com o tempo e com a substituição de antigas fábricas pelo setor de serviços. Mas no caso de São Caetano essa transformação não avançou muito. Cercado por bairros de São Paulo, de diferentes regiões, e pelas vizinhas Santo André e São Bernardo do Campo, o município acabou crescendo sem opções que agradem às classes A e B.
Boa parte dos habitantes guarda um disfarçado preconceito contra a cidade e se sente meio desconfortável quando alguém aparece para almoçar fora. As sugestões de restaurante do sulsancaetanense estão, em geral, fora dos limites da cidade. Por isso, quem desconhece o hábito local estranha quando, ao entrar no carro, o morador amigo segue direto para as vias que os conduzirá para fora da cidade.
A peregrinação pela gastronomia dos vizinhos é mais forte em almoços de negócios. É igualmente comum deslocar para hotéis de São Paulo os visitantes que precisam trabalhar em empresas importantes da cidade. É o que faz a GM, que tem a sede e a maior fábrica no coração da principal via da de São Caetano, a avenida Goiás.
Isso deve mudar. Pelo menos é o que esperam os idealizadores do empreendimento, as empresas que abraçaram o projeto e investidores. "Fizemos um geomapeamento e vários estudos até chegar no modelo atual", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco, dona de metade do espaço, junto com a Magnesita, que originalmente era dona do terreno e agora possui 50% do projeto.
A Multiplan, dona do Morumbi Shopping e do Barra Shopping, estima investimentos da ordem de R$ 260 milhões no local. Entre os restaurantes já confirmados estão Cristallo e Aplebee's e das lojas há desde âncoras como Etna, Rennere Riachuelo até Le Lis Blanc, Richard's e Victor Hugo - um mix diferente do que existe na região. Falta cerca de um ano para ser inaugurado e o shopping está 70% locado. Curiosamente, a cidade sede de uma das maiores e mais tradicionais varejista de eletroeletrônicos do Brasil, a Casas Bahia, terá no shopping um concorrente direto: o Ponto Frio. "Nossa intenção é atrair os moradores de toda a região, inclusive da região de São Paulo mais próxima a São Caetano", afirma Pedro Côrtes, superintendente de incorporação imobiliária da Multiplan.
Há dois anos, o bairro planejado atraiu um consórcio de peso para a área residencial: PDG Realty, Lindenberge Rossi. Apostaram em apartamentos de altíssimo padrão, em uma cidade com apenas dois prédios com apartamentos de mais de 300 m2e o chamado Jardim São Caetano, o bairro de casas mais luxuoso da cidade. O sucesso de vendas até agora dá indícios de que as incorporadoras não exageraram - como se poderia supor, a princípio. A primeira fase foi totalmente vendida em cerca de dez dias e a segunda, com os apartamentos maiores, foi 70% negociada nos primeiros 30 dias.
Um único investidor comprou 42 apartamentos e 26 lotes de casas - o projeto tem 120 lotes para construção de casas (abriu 55% para venda e negociou tudo). O investimento total foi de R$ 42 milhões. "São muitos gigantes juntos e se eles apostam eu também posso arriscar nesse negócio", diz o comerciário de 63 anos, que mora no Jardim São Caetano.
Guardadas as exageradas proporções, como esse morador, São Caetano é uma exceção. Uma cidade fora da curva. Uma simples análise dos indicadores sócio-econômicos do município mostra que o projeto - vencidas as barreiras culturais - é adequado aos padrões da cidade.
A renda média familiar per capital está em R$ 1.399 (2010), segundo o Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (INPES). É quase o dobro da média nacional. O valor apurado na PNDA, do IBGE, para a renda per capita por domicílio em 2009 foi de R$ 776.
É certo que parte dos altos índices que medem qualidade de vida na cidade se deve a um resultado matemático: o número baixo de pessoas morando numa área pequena, eleva as médias de extensão de rede de água e esgoto e de pavimentação, por exemplo. Mas não é só isso que faz de São Caetano uma região atrativa para empreendedores.
Outros números que impressionam na pesquisa do INPES, um dos mais renomados no ABC, referem-se à divisão de classes. A classe A abrange 17% da população de São Caetano e a B outros 51%. Para efeito de comparação, quando se somam os habitantes de toda a região do ABC, formada por sete municípios, com total de 2,354 milhões de pessoas, a classe A representa 4,8%.
O baixo número de habitantes no município - 140,1 mil -, traz mais um desafio para os empreendedores do Espaço Cerâmica, segundo análise de Maria do Carmo Romeiro, diretora do INPES. "Para dar certo, um empreendimento desse porte não pode contar apenas com a população local. Precisa conseguir atrair os habitantes de outros municípios do ABC. Se tiver sucesso, até as pessoas que moram na Baixada Santista vão querer frequentar o espaço", destaca. O trânsito cada vez mais complicado em São Paulo pode até ajudar.
Maria do Carmo alerta, ainda, para o desafio de o novo empreendimento conseguir atrair uma população altamente conectada. A participação de famílias que acessam internet a partir de computador instalado no domicílio chega a 80,4% em São Caetano. No Brasil, a média é de 27%, segundo o INPES.
Segundo a pesquisadora, o INPES tem sido procurado por empresas que buscam dados para sustentar projetos voltados para o alto poder aquisitivo da região. As estatísticas de hoje indicam como certo que um centro de consumo sofisticado poderá segurar em São Caetano o dinheiro que hoje viaja até templos de consumo da vizinhança, como o Morumbi Shopping . Mas só o tempo dirá se a novidade mudará hábitos peculiares, que somente quem é da cidade entende, apesar de não saber explicar.
De uma ruína industrial a ousado empreendimento
A Cerâmica São Caetano foi mais uma entre as várias fábricas do ABC desativadas nas últimas décadas e engolidas pela cidade. Esqueleto de empresas que faliram ou simplesmente trocaram de endereço, tornaram-se enormes e valiosos vazios que conviveram - e ainda convivem - com o cenário urbano e, aos poucos, mudam completamente a cara da cidade.
Fundada em 1913, a Cerâmica São Caetano ficou famosa pelos ladrilhos, telhas e tijolos refratários produzidos ali. O Bairro Cerâmica, no entorno da então fábrica, desenvolveu-se ao longo do século passado em função da empresa - que foi desativada em 2003, sob comando da Magnesita. Foi quando os moradores começaram a questionar o futuro do respeitável espaço de 360 mil m2
"São Caetano sofreu com a desindustrialização e faltavam espaços para empresas de tecnologia", afirma Aparecido Viana, corretor de imóveis que atua há 47 anos na região. "Aquele espaço estava lá, precisava de um projeto arrojado."
Viana conseguiu exclusividade de venda da área em 1997 e logo em seguida Magnesita e Sobloco - empresa que planeja, realiza e administra grandes bairros, como a Riviera de São Lourenço e Parque Faber, em São Carlos - fecharam parceria para conceber o novo projeto. Cada um detém participação de 50% no negócio.
Até o momento, a Sobloco já investiu R$ 25 milhões no empreendimento. "É o maior projeto de revitalização urbana do país", afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Sobloco.
Da entrada do projeto até a aprovação foram 10 anos. A Sobloco teve de fazer três alterações importantes. Uma delas foi o plano de obras e sistema de galerias pluviais. As enchentes no entorno do terreno sempre foram um problema grave da região. Segundo a Sobloco, as obras incluíram a construção de uma galeria e piscinões capazes de absorver 235 mil m3, em convênio com o governo do Estado. A segunda foi o prolongamento de uma avenida e duplicação de outras duas, incluindo a ligação de uma delas (Guido Aliberti) com a avenida do Estado. A terceira alteração consistiu na execução de quatro novas linhas de transmissão de alta tensão, cada uma com 1,1 km de extensão, por conta da remoção da antiga linha de energia que passava pelo meio do terreno.
Depois da doação de uma parte do terreno para vias e dois parques públicos, o espaço útil para empreendimentos ficou com 300 mil m2- 70% será destinado a comércio e serviços e 30% para residencial. O shopping da Multiplan ocupará quase 20% do terreno, mas a empresa também adquiriu quatro torres comerciais, onde, a princípio, deve construir salas comerciais. A empresa pagou R$ 81 milhões pelo terreno.
O empreendimento está em fase de licitação de cerca de 15 mil m2de prédios comerciais. "Tivemos mais de 50 interessados", diz Viana. Terá ainda uma Cobasi, um Hospital São Luis e uma concessionária de veículos. A área residencial foi a primeira a ser licitada e ficou com consórcio entre Lindenberg, PDGe Rossi, que pagaram, conforme comunicado em abril de 2008, cerca de R$ 90 milhões.
Venda de imóvel cresce no Estado
Diário do Grande ABC
Mesmo com as festividades e gastos tradicionais de fim de ano, a procura e compra de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceu 7,45% em novembro, ante outubro, pondo fim a dois meses seguidos de baixa. Na região formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco a alta foi de 6,44% - o que contribuiu para que o índice estadual de vendas aumentasse.
A pesquisa, realizada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), mostra que as vendas em novembro totalizaram 1.079 casas e apartamentos usados.
Corretores de imobiliárias instaladas no Grande ABC ouvidos pelo Diário confirmam que o fim de ano foi bom para os negócios. A média de crescimento nas vendas nos últimos meses de 2010 foi de 12%, segundo Aparecido Viana, proprietário de uma imobiliária da região. "Este fim de ano foi bastante aquecido. Pessoas que pertencem a faixa econômica (que procuram imóveis entre R$ 250 mil até R$ 350 mil) aproveitam benefícios como 13º salário, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), por exemplo, para completarem a entrada no momento da compra", esclarece o empresário.
A gerente de outra imobiliária também do Grande ABC apresentada como Shirley, afirma que o fim de 2010 propiciou inúmeras comercializações. "A procura foi grande. Isso reflete, principalmente, que o aumento da renda do trabalhador atrelado às facilidades de financiamento tem dado certo."
O delegado do Creci-SP da região, Alvarino Lemes, enfatiza que, de uma forma geral, as imobiliárias das sete cidades tiveram aumento de vendas entre 3% e 7%, em média, entre novembro e dezembro de 2010, em relação aos demais meses. "Conseguimos manter crescimento sustentável até o fim do ano. Isso porque, além da economia aquecida, temos ofertas bastante atrativas, que contemplam as diversas faixas salariais familiares."
A reação das vendas - e da locação de imóveis residenciais - se refletiu também no índice estadual de preços de imóveis usados para morar. O índice de novembro cresceu 11,41% em comparação com outubro, quando havia registrado queda de 3,04%. Em setembro, quando foi lançado, ficara negativo em 2,12%.
Em novembro, o número de novas locações aumentou na Capital (+ 1,85%), no Litoral (+ 36,26%) e na região, Guarulhos e Osasco (+1,21%). Só no Interior houve queda de 1,15%. Imóveis com aluguel mensal de até R$ 600 foram os mais alugados no Interior (51,37% do total) e na Grande São Paulo. Na Capital e no Litoral predominaram os com aluguel de até R$ 800 - eles somaram 50,23% e 57,55% do total, respectivamente.
PREFERÊNCIA
A pesquisa aponta ainda que os apartamentos ganharam das casas na preferência dos compradores. Eles representaram 50,05% do total de negócios formalizados. Casas e apartamentos usados de valor até R$ 140 mil foram os mais vendidos no Interior (52,41% do total) e no Litoral (52,28%). No Grande ABC, Guarulhos e Osasco, essa faixa subiu para até R$ 180 mil (60,47%).
Na Capital, prevaleceram os imóveis com preço final superior a R$ 200 mil, que totalizaram 66% das vendas.
Financiamentos lideraram modalidade de compra
A venda feita por meio de financiamento bancário superou as realizadas à vista em três das quatro regiões em que se divide a pesquisa do Creci-SP.
Os bancos financiaram 65,78% dos imóveis vendidos no Grande ABC, Guarulhos e Osasco - as comercializações à vista responderam por 31,05% do total, as financiadas pelos proprietários por 1,58% e as efetivadas por meio de consórcios, também por 1,58%.
No Interior, as instituições financeiras bancaram 54,14% do total vendido e, na Capital, 53,11%. Em todas essas regiões, a Caixa Econômica Federal ocupa papel de destaque.
O Litoral foi a exceção nesse quadro de domínio do crédito bancário. Casas e apartamentos usados vendidos por financiamento da estatal e de outros bancos somaram 35,22% dos negócios efetivados pelas 1.653 imobiliárias pesquisadas.
A venda à vista somou 57,31%, a feita a prazo pelos proprietários ficou em 7,16% e os consórcios tiveram participação restrita, de apenas 0,30%.da Redação
Mesmo com as festividades e gastos tradicionais de fim de ano, a procura e compra de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceu 7,45% em novembro, ante outubro, pondo fim a dois meses seguidos de baixa. Na região formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco a alta foi de 6,44% - o que contribuiu para que o índice estadual de vendas aumentasse.
A pesquisa, realizada pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), mostra que as vendas em novembro totalizaram 1.079 casas e apartamentos usados.
Corretores de imobiliárias instaladas no Grande ABC ouvidos pelo Diário confirmam que o fim de ano foi bom para os negócios. A média de crescimento nas vendas nos últimos meses de 2010 foi de 12%, segundo Aparecido Viana, proprietário de uma imobiliária da região. "Este fim de ano foi bastante aquecido. Pessoas que pertencem a faixa econômica (que procuram imóveis entre R$ 250 mil até R$ 350 mil) aproveitam benefícios como 13º salário, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), por exemplo, para completarem a entrada no momento da compra", esclarece o empresário.
A gerente de outra imobiliária também do Grande ABC apresentada como Shirley, afirma que o fim de 2010 propiciou inúmeras comercializações. "A procura foi grande. Isso reflete, principalmente, que o aumento da renda do trabalhador atrelado às facilidades de financiamento tem dado certo."
O delegado do Creci-SP da região, Alvarino Lemes, enfatiza que, de uma forma geral, as imobiliárias das sete cidades tiveram aumento de vendas entre 3% e 7%, em média, entre novembro e dezembro de 2010, em relação aos demais meses. "Conseguimos manter crescimento sustentável até o fim do ano. Isso porque, além da economia aquecida, temos ofertas bastante atrativas, que contemplam as diversas faixas salariais familiares."
A reação das vendas - e da locação de imóveis residenciais - se refletiu também no índice estadual de preços de imóveis usados para morar. O índice de novembro cresceu 11,41% em comparação com outubro, quando havia registrado queda de 3,04%. Em setembro, quando foi lançado, ficara negativo em 2,12%.
Em novembro, o número de novas locações aumentou na Capital (+ 1,85%), no Litoral (+ 36,26%) e na região, Guarulhos e Osasco (+1,21%). Só no Interior houve queda de 1,15%. Imóveis com aluguel mensal de até R$ 600 foram os mais alugados no Interior (51,37% do total) e na Grande São Paulo. Na Capital e no Litoral predominaram os com aluguel de até R$ 800 - eles somaram 50,23% e 57,55% do total, respectivamente.
PREFERÊNCIA
A pesquisa aponta ainda que os apartamentos ganharam das casas na preferência dos compradores. Eles representaram 50,05% do total de negócios formalizados. Casas e apartamentos usados de valor até R$ 140 mil foram os mais vendidos no Interior (52,41% do total) e no Litoral (52,28%). No Grande ABC, Guarulhos e Osasco, essa faixa subiu para até R$ 180 mil (60,47%).
Na Capital, prevaleceram os imóveis com preço final superior a R$ 200 mil, que totalizaram 66% das vendas.
Financiamentos lideraram modalidade de compra
A venda feita por meio de financiamento bancário superou as realizadas à vista em três das quatro regiões em que se divide a pesquisa do Creci-SP.
Os bancos financiaram 65,78% dos imóveis vendidos no Grande ABC, Guarulhos e Osasco - as comercializações à vista responderam por 31,05% do total, as financiadas pelos proprietários por 1,58% e as efetivadas por meio de consórcios, também por 1,58%.
No Interior, as instituições financeiras bancaram 54,14% do total vendido e, na Capital, 53,11%. Em todas essas regiões, a Caixa Econômica Federal ocupa papel de destaque.
O Litoral foi a exceção nesse quadro de domínio do crédito bancário. Casas e apartamentos usados vendidos por financiamento da estatal e de outros bancos somaram 35,22% dos negócios efetivados pelas 1.653 imobiliárias pesquisadas.
A venda à vista somou 57,31%, a feita a prazo pelos proprietários ficou em 7,16% e os consórcios tiveram participação restrita, de apenas 0,30%.da Redação
domingo, 7 de novembro de 2010
População do Grande ABC cresce 4,32% em dez anos
A população do Grande ABC cresceu 4,32% entre 2000 e 2010. Dados preliminares do Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que a região tem hoje 2.456.515 habitantes. O aumento foi menor do que no Estado de São Paulo (7,8%) e no Brasil (9%).
A cidade que mais cresceu no Grande ABC foi Rio Grande da Serra, que tem 11,27% mais moradores do que em 2000. Na sequência vêm Mauá (8,61%), São Bernardo (6,19%), São Caetano (4,55%), Diadema (3,67%) e Santo André (0,77%). A única cidade da região que teve redução populacional foi Ribeirão Pires, com decréscimo de 1,69%.
O crescimento no Grande ABC, abaixo das médias nacional e estadual, pode ser explicado pelo nível de desenvolvimento econômico e social dos municípios. A avaliação é do coordenador do Inpes (Instituto de Pesquisa) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Leandro Campi Prearo.
"É tendência das localidades mais desenvolvidas a manutenção e a queda do número de habitantes. O Grande ABC segue esse caminho."
Investimentos públicos em Saúde e Educação contribuíram, a médio prazo, para desacelerar o crescimento. "Os programas sociais têm impacto direto na diminuição da taxa de natalidade, o que inverte a pirâmide etária, com menos crianças e mais adultos."
Para Prearo, o aumento no número de habitantes foi influenciado pela industrialização na última década.
Segundo dados do Inpes, Rio Grande das Serra ganhou duas grandes indústrias no período. As oportunidades de emprego e as obras básicas de revitalização urbana atraíram mais moradores.
Mesmo fenômeno ocorreu em Mauá, que viu o número de indústrias saltar de 400 para 747 em dez anos - crescimento de 87%. Em São Bernardo, o índice foi de 24% - a cidade registrou 317 novos empreendimentos.
"Observamos a consolidação dos bairros de periferia, com centros comerciais em ascensão. Moradias a baixo custo foram construídas, além de investimentos em saneamento e pavimentação. Isso inibe a migração e atrai habitantes", sustentou.
Em São Caetano, o boom imobiliário justifica o aumento populacional, após longo período de estabilidade e até diminuição. Cidades que não registraram crescimento industrial significativo ou estão no limite da ocupação territorial tiveram aumento populacional discreto - como Diadema e Santo André - ou viram o número de habitantes diminuir - como em Ribeirão Pires.
Número de habitantes aumenta 15 milhões no Brasil
O Brasil tem 185.712.713 habitantes, segundo resultado preliminar do Censo 2010, divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número oficial será conhecido no dia 29, após análise de eventuais contestações apresentadas por municípios insatisfeitos com a contagem.
Estimativa divulgada em agosto do ano passado pelo instituto apontou número maior da população, de 191,5 milhões de pessoas - 5,8 milhões a mais.
"Essa discrepância é normal. Agora temos o dado real, contado", disse a pesquisadora Ana Amélia Camarano, coordenadora de População e Cidadania do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). "No dia em que a estimativa acertar na mosca, a gente não precisa mais gastar R$ 1,5 bilhão com o Censo", acrescentou Ana Amélia.
Ela lembrou que o dado divulgado ainda é parcial, e avalia que provavelmente o resultado final será um pouco maior, perto de 188 milhões, com eventual acréscimo de domicílios não incluídos na contagem.
Para Ana Amélia, o resultado mostra que a taxa de fecundidade caiu mais do que se previa no Brasil e que a população vai começar a diminuir mais cedo do que se pensava, antes das estimativas que são entre 2030 e 2035. Como a população oficial contada pelo IBGE determina a participação no fundo de municípios, a "gritaria é normal", diz a pesquisadora. As prefeituras têm até dia 24 para apresentar suas avaliações e eventuais contestações sobre os números divulgados pelo IBGE. (da AE)
A cidade que mais cresceu no Grande ABC foi Rio Grande da Serra, que tem 11,27% mais moradores do que em 2000. Na sequência vêm Mauá (8,61%), São Bernardo (6,19%), São Caetano (4,55%), Diadema (3,67%) e Santo André (0,77%). A única cidade da região que teve redução populacional foi Ribeirão Pires, com decréscimo de 1,69%.
O crescimento no Grande ABC, abaixo das médias nacional e estadual, pode ser explicado pelo nível de desenvolvimento econômico e social dos municípios. A avaliação é do coordenador do Inpes (Instituto de Pesquisa) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Leandro Campi Prearo.
"É tendência das localidades mais desenvolvidas a manutenção e a queda do número de habitantes. O Grande ABC segue esse caminho."
Investimentos públicos em Saúde e Educação contribuíram, a médio prazo, para desacelerar o crescimento. "Os programas sociais têm impacto direto na diminuição da taxa de natalidade, o que inverte a pirâmide etária, com menos crianças e mais adultos."
Para Prearo, o aumento no número de habitantes foi influenciado pela industrialização na última década.
Segundo dados do Inpes, Rio Grande das Serra ganhou duas grandes indústrias no período. As oportunidades de emprego e as obras básicas de revitalização urbana atraíram mais moradores.
Mesmo fenômeno ocorreu em Mauá, que viu o número de indústrias saltar de 400 para 747 em dez anos - crescimento de 87%. Em São Bernardo, o índice foi de 24% - a cidade registrou 317 novos empreendimentos.
"Observamos a consolidação dos bairros de periferia, com centros comerciais em ascensão. Moradias a baixo custo foram construídas, além de investimentos em saneamento e pavimentação. Isso inibe a migração e atrai habitantes", sustentou.
Em São Caetano, o boom imobiliário justifica o aumento populacional, após longo período de estabilidade e até diminuição. Cidades que não registraram crescimento industrial significativo ou estão no limite da ocupação territorial tiveram aumento populacional discreto - como Diadema e Santo André - ou viram o número de habitantes diminuir - como em Ribeirão Pires.
Número de habitantes aumenta 15 milhões no Brasil
O Brasil tem 185.712.713 habitantes, segundo resultado preliminar do Censo 2010, divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número oficial será conhecido no dia 29, após análise de eventuais contestações apresentadas por municípios insatisfeitos com a contagem.
Estimativa divulgada em agosto do ano passado pelo instituto apontou número maior da população, de 191,5 milhões de pessoas - 5,8 milhões a mais.
"Essa discrepância é normal. Agora temos o dado real, contado", disse a pesquisadora Ana Amélia Camarano, coordenadora de População e Cidadania do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). "No dia em que a estimativa acertar na mosca, a gente não precisa mais gastar R$ 1,5 bilhão com o Censo", acrescentou Ana Amélia.
Ela lembrou que o dado divulgado ainda é parcial, e avalia que provavelmente o resultado final será um pouco maior, perto de 188 milhões, com eventual acréscimo de domicílios não incluídos na contagem.
Para Ana Amélia, o resultado mostra que a taxa de fecundidade caiu mais do que se previa no Brasil e que a população vai começar a diminuir mais cedo do que se pensava, antes das estimativas que são entre 2030 e 2035. Como a população oficial contada pelo IBGE determina a participação no fundo de municípios, a "gritaria é normal", diz a pesquisadora. As prefeituras têm até dia 24 para apresentar suas avaliações e eventuais contestações sobre os números divulgados pelo IBGE. (da AE)
domingo, 10 de outubro de 2010
Imóveis luxuosos se mantêm na região
Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário luxuoso - de apartamentos amplos, com valores acima de R$ 500 mil e infraestrutura diferenciada - se sustenta mesmo em meio a lançamentos de imóveis voltados a classe média. Os novos prazos de financiamento (de até 30 anos), a queda dos juros e o crescimento da renda tem aberto um vasto leque de oportunidades para aqueles que desejam comprar uma casa de maior valor agregado.
"A classe A é dinâmica. Sempre há demanda de imóveis a esse público, mas acaba sendo menor", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo). Para ele, é natural que haja um maior volume no número de empreendimentos lançados voltados as classes C e D, já que essas pessoas são maioria, estão na base da pirâmide.
"O pico da pirâmide abrange poucas pessoas que sempre compram, principalmente, em tempo de boa atividade econômica, mas são poucas famílias. Existem empresas especializadas nesse nicho, mas as vendas não são volumosas."
O delegado do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo) regional, Alvarino Lemes, acredita que, atualmente, os investimentos imobiliários têm como foco principal a população de baixa renda, mesmo assim, conta que os imóveis de alto padrão ocupam parcela significativa dentro do mercado da região.
"Não se trata de estagnação, mas os bens entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão abrange um público menor", explica.
Segundo Milton Bigucci presidente da Aciagabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) e representante do Secovi-SP na região, muitos lançamentos foram feitos nos últimos anos voltados para a classe A. Hoje, inclusive, há um volume de oferta bem acima da demanda regional.
"Nessa faixa está sobrando imóveis. Residências de alto padrão são visadas pelos investidores. Além disso, podemos dizer que não há déficit habitacional nesse nicho. O que existe é uma melhora de padrão dos que representam essa classe passando sempre para um apartamento melhor."
Para Milton Casari, proprietário da Casari Imóveis, de São Bernardo, o que a falta ao Grande ABC é absorver as unidades dos condomínios luxuosos.
"Temos unidades com três quartos, três vagas na garagem, uma unidade por andar, cujo valor do metro quadrado é de até R$ 4.000, em média. O interessante é que há mercado, porém menor do que de outros imóveis."
Segundo o profissional do setor imobiliário, com o crescimento da economia muitos comerciantes, pequenos empresários e prestadores de serviços estão se desenvolvendo e partindo para uma classe social de maior renda, e, provavelmente, partirão em busca de imóveis ‘classe A''.
Aparecido Viana, dono da Aparecido Viana Imóveis, de São Caetano, cita o Espaço Cerâmica - projeto de bairro totalmente planejado e que abrigará empreendimentos de alto padrão, que estão em fase de lançamento - como exemplo de que ainda há espaço para esse tipo de projeto no Grande ABC.
"Há público para essa nova demanda. São apartamentos com itens de acabamento diferenciados e uma grande infraestrutura. Com o aumento da renda do brasileiro, grande parte da população subiu de classe social. A antiga classe média está a procura de um imóvel com maior valor agregado. Algumas unidades chegam a custar R$ 900 mil. São de 162m 2 a 290 m2."
Ele acrescenta que em São Bernardo e Santo André, principalmente, ainda há espaço, terrenos amplos, que vão de encontro com o conceito alto padrão. (Colaborou Paula Cabrera)
Do Diário do Grande ABC
O mercado imobiliário luxuoso - de apartamentos amplos, com valores acima de R$ 500 mil e infraestrutura diferenciada - se sustenta mesmo em meio a lançamentos de imóveis voltados a classe média. Os novos prazos de financiamento (de até 30 anos), a queda dos juros e o crescimento da renda tem aberto um vasto leque de oportunidades para aqueles que desejam comprar uma casa de maior valor agregado.
"A classe A é dinâmica. Sempre há demanda de imóveis a esse público, mas acaba sendo menor", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo). Para ele, é natural que haja um maior volume no número de empreendimentos lançados voltados as classes C e D, já que essas pessoas são maioria, estão na base da pirâmide.
"O pico da pirâmide abrange poucas pessoas que sempre compram, principalmente, em tempo de boa atividade econômica, mas são poucas famílias. Existem empresas especializadas nesse nicho, mas as vendas não são volumosas."
O delegado do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo) regional, Alvarino Lemes, acredita que, atualmente, os investimentos imobiliários têm como foco principal a população de baixa renda, mesmo assim, conta que os imóveis de alto padrão ocupam parcela significativa dentro do mercado da região.
"Não se trata de estagnação, mas os bens entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão abrange um público menor", explica.
Segundo Milton Bigucci presidente da Aciagabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) e representante do Secovi-SP na região, muitos lançamentos foram feitos nos últimos anos voltados para a classe A. Hoje, inclusive, há um volume de oferta bem acima da demanda regional.
"Nessa faixa está sobrando imóveis. Residências de alto padrão são visadas pelos investidores. Além disso, podemos dizer que não há déficit habitacional nesse nicho. O que existe é uma melhora de padrão dos que representam essa classe passando sempre para um apartamento melhor."
Para Milton Casari, proprietário da Casari Imóveis, de São Bernardo, o que a falta ao Grande ABC é absorver as unidades dos condomínios luxuosos.
"Temos unidades com três quartos, três vagas na garagem, uma unidade por andar, cujo valor do metro quadrado é de até R$ 4.000, em média. O interessante é que há mercado, porém menor do que de outros imóveis."
Segundo o profissional do setor imobiliário, com o crescimento da economia muitos comerciantes, pequenos empresários e prestadores de serviços estão se desenvolvendo e partindo para uma classe social de maior renda, e, provavelmente, partirão em busca de imóveis ‘classe A''.
Aparecido Viana, dono da Aparecido Viana Imóveis, de São Caetano, cita o Espaço Cerâmica - projeto de bairro totalmente planejado e que abrigará empreendimentos de alto padrão, que estão em fase de lançamento - como exemplo de que ainda há espaço para esse tipo de projeto no Grande ABC.
"Há público para essa nova demanda. São apartamentos com itens de acabamento diferenciados e uma grande infraestrutura. Com o aumento da renda do brasileiro, grande parte da população subiu de classe social. A antiga classe média está a procura de um imóvel com maior valor agregado. Algumas unidades chegam a custar R$ 900 mil. São de 162m 2 a 290 m2."
Ele acrescenta que em São Bernardo e Santo André, principalmente, ainda há espaço, terrenos amplos, que vão de encontro com o conceito alto padrão. (Colaborou Paula Cabrera)
Construtoras miram nova classe média da região
Gilmara Santos
Do Diário do Grande ABC
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A nova classe média do Grande ABC desponta como a menina dos olhos das construtoras. Não é para menos. Esse público já representa mais da metade da população brasileira e ainda sofre com o déficit habitacional. Diante disso, empresas que tradicionalmente construíam para o alto padrão descobriram nesta fatia da sociedade novo nicho de mercado e estão apostando nela para alavancar suas vendas. O preço desses imóveis varia entre R$ 130 mil e R$ 300 mil e são destinados para famílias com renda mensal de até 10 salários-mínimos, que estão comprando o primeiro imóvel.
"Esse mercado representa 80% do segmento total que é o que vai na faixa de R$ 130 mil até R$ 400 mil. É a faixa com maior ascensão no ABC. Existe muita procura por dois e três dormitórios. Isso praticamente em todos os municípios", diz o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci.
Diadema é a cidade da região com maior interesse das construtoras, por ter mais opções de terrenos. Mas já há previsão de lançamentos, ainda neste ano, de imóveis econômicos também em Santo André e São Bernardo.
Apesar de estarem entrando neste mercado só agora, empreendimentos voltados para a classe já têm grande importância dentro do faturamento das empresas. Na Tecnisa, por exemplo, esse setor representa 40% do faturamento. "Projetamos que atinja 50% do faturamento nos próximos anos", diz o diretor executivo da empresa, Newman Brito.
A GMK, também reconhecida por atuar com o alto padrão, já foca investimentos para esse novo consumidor. Em março, a incorporadora lançou empreendimento com imóveis que custavam R$ 135 mil e, das 650 unidades disponíveis, 648 foram vendidas em menos de cinco meses.
"Há um déficit grande de moradia e esse público intermediário está disposto a comprar imóveis", diz o diretor de negócios da empresa, André Kovari.
FINANCIAMENTO
A facilidade de financiamento é um dos motivos que levou a essa expansão de venda de imóveis econômicos. Mesmo assim, empréstimos para a compra de moradia representam apenas 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Em países mais desenvolvidos, esse percentual ultrapassa 20% do PIB.
Do Diário do Grande ABC
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A nova classe média do Grande ABC desponta como a menina dos olhos das construtoras. Não é para menos. Esse público já representa mais da metade da população brasileira e ainda sofre com o déficit habitacional. Diante disso, empresas que tradicionalmente construíam para o alto padrão descobriram nesta fatia da sociedade novo nicho de mercado e estão apostando nela para alavancar suas vendas. O preço desses imóveis varia entre R$ 130 mil e R$ 300 mil e são destinados para famílias com renda mensal de até 10 salários-mínimos, que estão comprando o primeiro imóvel.
"Esse mercado representa 80% do segmento total que é o que vai na faixa de R$ 130 mil até R$ 400 mil. É a faixa com maior ascensão no ABC. Existe muita procura por dois e três dormitórios. Isso praticamente em todos os municípios", diz o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci.
Diadema é a cidade da região com maior interesse das construtoras, por ter mais opções de terrenos. Mas já há previsão de lançamentos, ainda neste ano, de imóveis econômicos também em Santo André e São Bernardo.
Apesar de estarem entrando neste mercado só agora, empreendimentos voltados para a classe já têm grande importância dentro do faturamento das empresas. Na Tecnisa, por exemplo, esse setor representa 40% do faturamento. "Projetamos que atinja 50% do faturamento nos próximos anos", diz o diretor executivo da empresa, Newman Brito.
A GMK, também reconhecida por atuar com o alto padrão, já foca investimentos para esse novo consumidor. Em março, a incorporadora lançou empreendimento com imóveis que custavam R$ 135 mil e, das 650 unidades disponíveis, 648 foram vendidas em menos de cinco meses.
"Há um déficit grande de moradia e esse público intermediário está disposto a comprar imóveis", diz o diretor de negócios da empresa, André Kovari.
FINANCIAMENTO
A facilidade de financiamento é um dos motivos que levou a essa expansão de venda de imóveis econômicos. Mesmo assim, empréstimos para a compra de moradia representam apenas 4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Em países mais desenvolvidos, esse percentual ultrapassa 20% do PIB.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Multinacionais de olho no Grande ABC
Leone Farias
Do Diário do Grande ABC
Grandes multinacionais de TI (tecnologia de informação) olham com especial interesse o Grande ABC, pelo potencial de negócios que a região desperta.É o caso da IBM Brasil, que escolheu neste ano Santo André para fazer parte do projeto de expansão regional da companhia.
A líder de expansão regional da empresa, Priscilla Beseggio, explica que há dois anos o grupo mundial resolveu dividir suas operações em países maduros e a dos emergentes. Nesse segundo bloco, cuja sede fica em Xangai (na China), se detectou que havia potencial fora dos grandes centros.
E neste ano, foram escolhidas 20 cidades no País, para estimular a oferta de produtos e serviços e fomentar as economias locais. Em São Paulo, além da cidade da região, outra escolhida foi Guarulhos. Priscilla cita que o projeto significa ter equipes focadas em desenvolver parcerias com o "ecossistema" local, ou seja com universidades da região, ou associações de TI (tecnologia de informação), por exemplo
Parque tecnológico - Questionada se o plano incluir a participação no parque tecnológico em gestação pela Prefeitura de Santo André, a executiva diz que oportunidades de negócios como essa devem ser aproveitadas pela companhia. "Buscamos conhecer melhor as peculiaridades da região para levar soluções que o mercado tenha carência", afirma.
Por enquanto, a empresa não cogita abrir escritório em Santo André, por causa da proximidade com São Paulo, onde a IBM Brasil tem sede. "Mas essa é a tendência, quando crescer o volume (de atendimentos)", observa.
Intel - Maior fabricante mundial de chips de computador, a Intel também considera o Grande ABC importante em sua estratégia de crescimento. Dentro de seu programa de canais (revendedores ou integradores) associados, a região representa 11% dos resultados da empresa no Brasil.
A gerente de marketing da companhia, Vanessa Martins, cita ainda que dentro desse programa, o crescimento de vendas, neste ano é de 30% em relação a 2009. Além disso, pesquisa recente encomendada pela Intel apontou otimismo no setor: 86% dos revendedores da marca apostam no aumento das vendas e da lucratividade de suas empresas.
Dispositivos de rastreamento de carros têm vendas em alta
Uma área da tecnologia de informação que vem em ascensão no País são os equipamentos e softwares para rastreamento e monitoramento de veículos. Esse mercado deve ganhar ainda mais impulso a partir de dezembro, quando entrará em vigor a norma do Contran (Conselho Nacional do Trânsito) que exige que os carros saiam de fábrica com rastreadores instalados.
Alexandre Cifarelli, gerente de marketing da Zatix (que detém as marcas Graber e Omni Link), afirma que a previsão da companhia neste ano é crescer em vendas cerca de 20% em relação a 2009, para alcançar R$ 250 milhões de faturamento anual.
A empresa já é uma das líderes do mercado no País, com atuação tanto para serviços para pessoa física (por meio da Graber) quanto para o transporte de carga (com a Omni), e oferece sistemas que permitem, por exemplo, visualizar a posição do veículo pela internet ou pelo Iphone.
No entanto, o mercado de rastreamento ainda é novo no Brasil. "Vem crescendo 20% ao ano, mas, de uma frota de 50 milhões de veículos no País, a participação do setor é de apenas 3%", diz Cifarelli.
Região - Por meio dos sistemas Omni, a Zatix tem grandes clientes no Grande ABC, entre os quais as transportadoras Ajofer, Grecco e Transultra.Além disso, tem parceria com a MAN (detentora da marca Volkswagen Caminhões), que produz o modelo Constellation com rastreador de fábrica, que faz a telemetria (medição à distância) do desempenho do veículo.
A nova legislação, que determina a obrigatoriedade do dispositivo antifurto nos carros, também traz perspectivas promissoras de negócios na região. "Temos trabalhado em projetos em parceria com a maioria das montadoras", diz o executivo.
Do Diário do Grande ABC
Grandes multinacionais de TI (tecnologia de informação) olham com especial interesse o Grande ABC, pelo potencial de negócios que a região desperta.É o caso da IBM Brasil, que escolheu neste ano Santo André para fazer parte do projeto de expansão regional da companhia.
A líder de expansão regional da empresa, Priscilla Beseggio, explica que há dois anos o grupo mundial resolveu dividir suas operações em países maduros e a dos emergentes. Nesse segundo bloco, cuja sede fica em Xangai (na China), se detectou que havia potencial fora dos grandes centros.
E neste ano, foram escolhidas 20 cidades no País, para estimular a oferta de produtos e serviços e fomentar as economias locais. Em São Paulo, além da cidade da região, outra escolhida foi Guarulhos. Priscilla cita que o projeto significa ter equipes focadas em desenvolver parcerias com o "ecossistema" local, ou seja com universidades da região, ou associações de TI (tecnologia de informação), por exemplo
Parque tecnológico - Questionada se o plano incluir a participação no parque tecnológico em gestação pela Prefeitura de Santo André, a executiva diz que oportunidades de negócios como essa devem ser aproveitadas pela companhia. "Buscamos conhecer melhor as peculiaridades da região para levar soluções que o mercado tenha carência", afirma.
Por enquanto, a empresa não cogita abrir escritório em Santo André, por causa da proximidade com São Paulo, onde a IBM Brasil tem sede. "Mas essa é a tendência, quando crescer o volume (de atendimentos)", observa.
Intel - Maior fabricante mundial de chips de computador, a Intel também considera o Grande ABC importante em sua estratégia de crescimento. Dentro de seu programa de canais (revendedores ou integradores) associados, a região representa 11% dos resultados da empresa no Brasil.
A gerente de marketing da companhia, Vanessa Martins, cita ainda que dentro desse programa, o crescimento de vendas, neste ano é de 30% em relação a 2009. Além disso, pesquisa recente encomendada pela Intel apontou otimismo no setor: 86% dos revendedores da marca apostam no aumento das vendas e da lucratividade de suas empresas.
Dispositivos de rastreamento de carros têm vendas em alta
Uma área da tecnologia de informação que vem em ascensão no País são os equipamentos e softwares para rastreamento e monitoramento de veículos. Esse mercado deve ganhar ainda mais impulso a partir de dezembro, quando entrará em vigor a norma do Contran (Conselho Nacional do Trânsito) que exige que os carros saiam de fábrica com rastreadores instalados.
Alexandre Cifarelli, gerente de marketing da Zatix (que detém as marcas Graber e Omni Link), afirma que a previsão da companhia neste ano é crescer em vendas cerca de 20% em relação a 2009, para alcançar R$ 250 milhões de faturamento anual.
A empresa já é uma das líderes do mercado no País, com atuação tanto para serviços para pessoa física (por meio da Graber) quanto para o transporte de carga (com a Omni), e oferece sistemas que permitem, por exemplo, visualizar a posição do veículo pela internet ou pelo Iphone.
No entanto, o mercado de rastreamento ainda é novo no Brasil. "Vem crescendo 20% ao ano, mas, de uma frota de 50 milhões de veículos no País, a participação do setor é de apenas 3%", diz Cifarelli.
Região - Por meio dos sistemas Omni, a Zatix tem grandes clientes no Grande ABC, entre os quais as transportadoras Ajofer, Grecco e Transultra.Além disso, tem parceria com a MAN (detentora da marca Volkswagen Caminhões), que produz o modelo Constellation com rastreador de fábrica, que faz a telemetria (medição à distância) do desempenho do veículo.
A nova legislação, que determina a obrigatoriedade do dispositivo antifurto nos carros, também traz perspectivas promissoras de negócios na região. "Temos trabalhado em projetos em parceria com a maioria das montadoras", diz o executivo.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Multinacional compra dois terrenos na Cidade Pirelli
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC
Dois dos cinco terrenos que formariam a Cidade Pirelli, colocados à venda pela fabricante italiana de pneus, foram arrematados pela multinacional Brookfield Incorporações por R$ 40 milhões. As áreas, que somam mais de 46,7 mil metros quadrados, localizadas na Vila Homero Thon, vão abrigar empreendimentos comerciais e residenciais.
As negociações entre as empresas duraram cerca de quatro mes es e o contrato de venda foi assinado há pouco mais de 40 dias. Ou seja, quando a Pirelli realizou, na Capital paulista, evento para apresentar os terrenos a investidores, a conversa com a incorporadora já havia começado.
"Não poderíamos ficar de fora deste mercado, por isso decidimos concentrar esforços para ampliar nossos negócios no Grande ABC. Santo André receberá a maior parte dos investimentos", afirma o diretor executivo da unidade São Paulo da Brookfield, Alessandro Olzon Vedrossi.
De acordo com o secretário de gabinete da Prefeitura Municipal de Santo André, Nilson Bonome, haverá integração entre os terrenos comprados da Pirelli e o parque tecnológico. O projeto encontra-se em análise na administração andreense e a previsão é que nos próximos seis meses ele seja aprovado.
"Com este projeto e os demais que a Prefeitura está planejando, a cidade deverá se transformar num canteiro de obras no ano que vem", destaca Bonome. A previsão é que o novo complexo e o parque tecnológico gerem entre 10 mil e 15 mil empregos nos próximos anos.
POTENCIAL
Mesmo iniciando a atuação há pouco tempo no Grande ABC, a Brookfield, considerada uma das maiores incorporadoras do País, tem potencial de vendas em Santo André de R$ 700 milhões. Segundo o diretor executivo, esse potencial de vendas contempla não só o complexo a ser erguido na Cidade Pirelli.
A incorporadora planeja em parceria com a construtora São José um empreendimento no terreno que pertencia à General Tintas, na Avenida Industrial. Outro projeto, do Vista Valparaíso, na Rua Xingú, está na reta final das vendas.
Procurada pela equipe do Diário, a Pirelli Pneus, dona dos terrenos, disse que "não comentará o assunto neste momento.
Do Diário do Grande ABC
Dois dos cinco terrenos que formariam a Cidade Pirelli, colocados à venda pela fabricante italiana de pneus, foram arrematados pela multinacional Brookfield Incorporações por R$ 40 milhões. As áreas, que somam mais de 46,7 mil metros quadrados, localizadas na Vila Homero Thon, vão abrigar empreendimentos comerciais e residenciais.
As negociações entre as empresas duraram cerca de quatro mes es e o contrato de venda foi assinado há pouco mais de 40 dias. Ou seja, quando a Pirelli realizou, na Capital paulista, evento para apresentar os terrenos a investidores, a conversa com a incorporadora já havia começado.
"Não poderíamos ficar de fora deste mercado, por isso decidimos concentrar esforços para ampliar nossos negócios no Grande ABC. Santo André receberá a maior parte dos investimentos", afirma o diretor executivo da unidade São Paulo da Brookfield, Alessandro Olzon Vedrossi.
De acordo com o secretário de gabinete da Prefeitura Municipal de Santo André, Nilson Bonome, haverá integração entre os terrenos comprados da Pirelli e o parque tecnológico. O projeto encontra-se em análise na administração andreense e a previsão é que nos próximos seis meses ele seja aprovado.
"Com este projeto e os demais que a Prefeitura está planejando, a cidade deverá se transformar num canteiro de obras no ano que vem", destaca Bonome. A previsão é que o novo complexo e o parque tecnológico gerem entre 10 mil e 15 mil empregos nos próximos anos.
POTENCIAL
Mesmo iniciando a atuação há pouco tempo no Grande ABC, a Brookfield, considerada uma das maiores incorporadoras do País, tem potencial de vendas em Santo André de R$ 700 milhões. Segundo o diretor executivo, esse potencial de vendas contempla não só o complexo a ser erguido na Cidade Pirelli.
A incorporadora planeja em parceria com a construtora São José um empreendimento no terreno que pertencia à General Tintas, na Avenida Industrial. Outro projeto, do Vista Valparaíso, na Rua Xingú, está na reta final das vendas.
Procurada pela equipe do Diário, a Pirelli Pneus, dona dos terrenos, disse que "não comentará o assunto neste momento.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
LANÇAMENTO DE IMÓVEIS NO ABC PAULISTA TEM ALTA DE 106%.
27.8.2010
SANTO ANDRÉ SÃO PAULO – Atraídos pela infraestrutura, pela comodidade e pela proximidade de vias importantes como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário de vendas e lançamentos na região do ABC Paulista deve continuar expressivo este ano. No semestre passado houve aumento de 106% se comparado com o mesmo período de 2009: mais de 3 mil unidades foram lançadas. A comercialização dos imóveis também apresentou crescimento de 18,7%, o que corresponde a mais de 2.773 unidades.
Para o restante do ano, a Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC) espera um crescimento ainda forte em relação ao semestre passado. “A expectativa é excepcional, principalmente a de lançamentos de unidades com 2 e 3 dormitórios”, disse o presidente da ACIGABC, Milton Bigucci, dono da empresa que leva eu nome.
Segundo a entidade, no semestre passado São Bernardo do Campo foi destaque no valor de mercado ao somar R$ 400.330.444,00 e superar as cidades de Santo André e de São Caetano do Sul somadas, que detêm respectivamente R$ 171.205.006,00 e R$ 138.102.652,00. São Bernardo superou, portanto, em mais de 100% estas duas cidades.
“A boa localização e qualidade de vida da região e os preços menores em comparação com os da capital paulista, além da grande oferta e variedade de imóveis, são alguns dos atrativos”, comentou o diretor de Vendas da MBigucci, Robson Toneto, que acredita que o cliente fica seguro para comprar imóveis na região do ABC Paulista.
O rápido desempenho de vendas é resposta também das opções de financiamento. “Nos plantões temos percebido aumento da procura devido a facilidades de financiamento, com mais prazos e menos juros”, disse o presidente da entidade.
A construtora MBigucci também possui grande expectativa para 2010. No primeiro semestre a MBigucci comercializou mais de 400 unidades, o que representou um crescimento de 63,27% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a MBigucci prevê aumentar o volume de lançamentos de 2010 em 80%. “Em 2009 foram lançados R$ 100 milhões, e em 2010 serão R$ 180 milhões”, disse Milton Bigucci.
Segundo o empresário, estão em andamento oito empreendimentos (1.020 imóveis) a serem lançados entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2011. Vale destacar que 40% destes lançamentos são destinados ao “Minha Casa, Minha Vida”.
Em relação às vendas, em 2009 foram vendidos R$ 102 milhões; em 2010, o previsto é de R$ 164 milhões. O ABC representa 65% dos negócios da MBigucci; a cidade de São Paulo, 30%; Guarulhos e interior do estado, 5%.
“Para o segundo semestre de 2010 nossa expectativa é aumentar ainda mais a velocidade de vendas. Temos cerca de mil unidades em estoque e esperamos comercializar mais 650 apartamentos até o final deste ano. Temos o lançamento de oito empreendimentos residenciais e mais um galpão industrial. Este ano se configura como o melhor ano em vendas”, crê Toneto.
Ultrapassar meta
A Plazza Brasil Imóveis, especializada em comercialização de lançamentos, acredita que deva ultrapassar a meta 40% de crescimento, sendo que 80% dos novos empreendimentos estarão no Grande ABC. Com 24 lançamentos programados para o restante do ano, a empresa estima que o VGV (valor geral de vendas) chegue a R$ 1,7 bilhão este semestre. Para a presidente da empresa, Valéria Corrêa, o objetivo é continuar sua expansão de forma segura e responsável.
“A Plazza Brasil Imóveis fez trabalho sério que levou ao crescimento sustentado e que atraiu parceiros fortes. Isto movimentou o mercado regional e aguçou a entrada de novas empresas de comercialização imobiliária. O momento é de consolidar ainda mais a marca da Plazza Brasil Imóveis.” A empresa também está otimista para os próximos seis meses.
“Temos grandes negócios por acontecer ainda em 2010 em relação a parcerias. Isto deve incrementar de forma significativa o portfólio de lançamentos a serem contabilizados ainda este ano”, finalizou Valéria.
Guarulhos
A incorporadora Atua, braço da Yuny Incorporadora, liquidou 76% das unidades de um empreendimento localizado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A empresa está obtendo bons resultados com estratégias de pré-venda que garantem a reserva do imóvel antes do lançamento e aumentam as chances de venda na abertura do estande. “Quando há sinalização de aprovação do imóvel na prefeitura, já começamos a trabalhar com ações de captação de clientes, um processo que geralmente leva dois meses até a venda”, afirma Carolina Zupirolli, coordenadora de Marketing da Atua.
Sem força de vendas própria e investindo forte em campanhas na internet, em mídia especializada, anúncios de jornal e material gráfico, a empresa reforça a estratégia de impactar o cliente antes do lançamento. Em Guarulhos, o trabalho de pré-venda foi realizado pela corretora Habitcasa, braço da Lopes no segmento popular. “Uma das ferramentas mais eficazes é o envio de mala-direta à base de clientes em potencial. Em geral, os clientes levam em conta a localização, os diferenciais da planta, tecnologia, modernidade e novidades”, ressalta Mirella Parpinelle, diretora de Atendimento da Lopes.
Com essa ação, a incorporadora registra venda de 90% dos imóveis em estoque até junho e a compra de seis novos terrenos para lançamentos este ano.
Atraído pela comodidade e proximidade de vias como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário dispara em vendas e lançamentos na região do ABC Paulista.
Jornal
Fonte: DCI
SANTO ANDRÉ SÃO PAULO – Atraídos pela infraestrutura, pela comodidade e pela proximidade de vias importantes como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário de vendas e lançamentos na região do ABC Paulista deve continuar expressivo este ano. No semestre passado houve aumento de 106% se comparado com o mesmo período de 2009: mais de 3 mil unidades foram lançadas. A comercialização dos imóveis também apresentou crescimento de 18,7%, o que corresponde a mais de 2.773 unidades.
Para o restante do ano, a Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (ACIGABC) espera um crescimento ainda forte em relação ao semestre passado. “A expectativa é excepcional, principalmente a de lançamentos de unidades com 2 e 3 dormitórios”, disse o presidente da ACIGABC, Milton Bigucci, dono da empresa que leva eu nome.
Segundo a entidade, no semestre passado São Bernardo do Campo foi destaque no valor de mercado ao somar R$ 400.330.444,00 e superar as cidades de Santo André e de São Caetano do Sul somadas, que detêm respectivamente R$ 171.205.006,00 e R$ 138.102.652,00. São Bernardo superou, portanto, em mais de 100% estas duas cidades.
“A boa localização e qualidade de vida da região e os preços menores em comparação com os da capital paulista, além da grande oferta e variedade de imóveis, são alguns dos atrativos”, comentou o diretor de Vendas da MBigucci, Robson Toneto, que acredita que o cliente fica seguro para comprar imóveis na região do ABC Paulista.
O rápido desempenho de vendas é resposta também das opções de financiamento. “Nos plantões temos percebido aumento da procura devido a facilidades de financiamento, com mais prazos e menos juros”, disse o presidente da entidade.
A construtora MBigucci também possui grande expectativa para 2010. No primeiro semestre a MBigucci comercializou mais de 400 unidades, o que representou um crescimento de 63,27% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a MBigucci prevê aumentar o volume de lançamentos de 2010 em 80%. “Em 2009 foram lançados R$ 100 milhões, e em 2010 serão R$ 180 milhões”, disse Milton Bigucci.
Segundo o empresário, estão em andamento oito empreendimentos (1.020 imóveis) a serem lançados entre o final deste ano e o primeiro trimestre de 2011. Vale destacar que 40% destes lançamentos são destinados ao “Minha Casa, Minha Vida”.
Em relação às vendas, em 2009 foram vendidos R$ 102 milhões; em 2010, o previsto é de R$ 164 milhões. O ABC representa 65% dos negócios da MBigucci; a cidade de São Paulo, 30%; Guarulhos e interior do estado, 5%.
“Para o segundo semestre de 2010 nossa expectativa é aumentar ainda mais a velocidade de vendas. Temos cerca de mil unidades em estoque e esperamos comercializar mais 650 apartamentos até o final deste ano. Temos o lançamento de oito empreendimentos residenciais e mais um galpão industrial. Este ano se configura como o melhor ano em vendas”, crê Toneto.
Ultrapassar meta
A Plazza Brasil Imóveis, especializada em comercialização de lançamentos, acredita que deva ultrapassar a meta 40% de crescimento, sendo que 80% dos novos empreendimentos estarão no Grande ABC. Com 24 lançamentos programados para o restante do ano, a empresa estima que o VGV (valor geral de vendas) chegue a R$ 1,7 bilhão este semestre. Para a presidente da empresa, Valéria Corrêa, o objetivo é continuar sua expansão de forma segura e responsável.
“A Plazza Brasil Imóveis fez trabalho sério que levou ao crescimento sustentado e que atraiu parceiros fortes. Isto movimentou o mercado regional e aguçou a entrada de novas empresas de comercialização imobiliária. O momento é de consolidar ainda mais a marca da Plazza Brasil Imóveis.” A empresa também está otimista para os próximos seis meses.
“Temos grandes negócios por acontecer ainda em 2010 em relação a parcerias. Isto deve incrementar de forma significativa o portfólio de lançamentos a serem contabilizados ainda este ano”, finalizou Valéria.
Guarulhos
A incorporadora Atua, braço da Yuny Incorporadora, liquidou 76% das unidades de um empreendimento localizado em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. A empresa está obtendo bons resultados com estratégias de pré-venda que garantem a reserva do imóvel antes do lançamento e aumentam as chances de venda na abertura do estande. “Quando há sinalização de aprovação do imóvel na prefeitura, já começamos a trabalhar com ações de captação de clientes, um processo que geralmente leva dois meses até a venda”, afirma Carolina Zupirolli, coordenadora de Marketing da Atua.
Sem força de vendas própria e investindo forte em campanhas na internet, em mídia especializada, anúncios de jornal e material gráfico, a empresa reforça a estratégia de impactar o cliente antes do lançamento. Em Guarulhos, o trabalho de pré-venda foi realizado pela corretora Habitcasa, braço da Lopes no segmento popular. “Uma das ferramentas mais eficazes é o envio de mala-direta à base de clientes em potencial. Em geral, os clientes levam em conta a localização, os diferenciais da planta, tecnologia, modernidade e novidades”, ressalta Mirella Parpinelle, diretora de Atendimento da Lopes.
Com essa ação, a incorporadora registra venda de 90% dos imóveis em estoque até junho e a compra de seis novos terrenos para lançamentos este ano.
Atraído pela comodidade e proximidade de vias como o sistema Anchieta-Imigrantes e o Rodoanel, o setor imobiliário dispara em vendas e lançamentos na região do ABC Paulista.
Jornal
Fonte: DCI
sábado, 21 de agosto de 2010
São Bernardo, 457 anos, lidera empregos e imóveis no ABCD.
Cidade apresentou maior saldo positivo no primeiro semestre e recuperou vagas perdidas durante a crise
anuncie!
Cinthia Isabel
Agência BOM DIA
São Bernardo, que nesta sexta-feira completa 457 anos, foi a cidade do ABCD que apresentou o maior saldo positivo na geração de postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, com 8.327 novas vagas. No mesmo período do ano passado, o município registrou o fechamento de 4,9 mil postos. A justificativa dos empresários para tantas demissões era a crise financeira internacional. No entanto, os dados apresentados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) demonstraram que o município superou a perda dos empregos, chegando próximo dos 9.832 postos criados nos primeiros seis meses de 2008.
De acordo com o diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo, Mauro Miaguti, em 2009 o emprego se recuperou aos poucos e, neste ano, as expectativas são as melhores, já que o segundo semestre do ano costuma ser ainda melhor que o primeiro, em número de contratação. Conforme explicou, a região e a cidade são muito influenciadas pela indústria automotiva, levando em consideração toda a cadeia, como o setor de autopeças, eletroeletrônico e petroquímico, dentre outros.
O setor de vestuário e moveleiro são outros que utilizam mão-de-obra mais intensa no município. Segundo Miaguti, o segmento automotivo pode puxar mais uma vez a alta de empregos para o segundo semestre do ano. “A desburocratização na hora de contratar, assim como um melhor diálogo entre empregador e empregado, podem facilitar maior geração de postos de trabalho em São Bernardo”, avaliou o diretor do Ciesp.
Líder em lançamentos
A grande disponibilidade de terrenos de um lado - acima da média das demais cidades do ABCD -, associada ao elevado número de escolas, faculdades, shoppings, hospitais e áreas de lazer, que garantem boa infraestrutura, de outro, são os fundamentos básicos que explicam o boom imobiliário que São Bernardo vem atravessando nos últimos anos, aponta o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci.
Em recente balanço do mercado imobiliário da região, relativo ao 1º semestre, a Acigabc identificou volume de novos lançamentos de 3.174 unidades habitacionais na região, das quais, São Bernardo concentrou 47,35% do total, o equivalente a 1.503 unidades habitacionais. Santo André vem em seguida, com 1.228 unidades e São Caetano, apenas 443 unidades.
O investimento gerado pelas construtoras nesses lançamentos totalizou a soma de R$ 709,6 milhões, dos quais São Bernardo abocanhou 56,41% do total, da ordem de R$ 400,3 milhões.
“Esse montante de investimentos em São Bernardo supera a soma dos investimentos feitos em novos lançamentos em Santo André (R$ 171,2 milhões) e São Caetano (R$ 138,1 milhões)”, aponta o presidente da Acigabc.
Para o empresário Aparecido Viana, presidente do Grupo Viana (Aparecido Viana Imóveis e Viana Negócios Imobiliários), São Bernardo é hoje o grande polo de desenvolvimento do mercado imobiliário da região, embora São Caetano, em termos de metro quadrado, seja a bola da vez.
Para Viana, as torres de edifícios no Espaço Domus, assim como a construção programada de um novo shopping - a BR Malls, dona do Shopping ABC, traça plano para construir um centro comercial em São Bernardo -, além da revitalização do Golden Square, na avenida Kennedy, mostram que o mercado imobiliário da cidade é viável. “Nenhuma empresa investe tanto em projetos dessa magnitude se não acreditar no retorno, e São Bernardo garante isso hoje.” (com Fernando Bortolin)
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Cinthia Isabel
Agência BOM DIA
São Bernardo, que nesta sexta-feira completa 457 anos, foi a cidade do ABCD que apresentou o maior saldo positivo na geração de postos de trabalho no primeiro semestre deste ano, com 8.327 novas vagas. No mesmo período do ano passado, o município registrou o fechamento de 4,9 mil postos. A justificativa dos empresários para tantas demissões era a crise financeira internacional. No entanto, os dados apresentados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) demonstraram que o município superou a perda dos empregos, chegando próximo dos 9.832 postos criados nos primeiros seis meses de 2008.
De acordo com o diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo, Mauro Miaguti, em 2009 o emprego se recuperou aos poucos e, neste ano, as expectativas são as melhores, já que o segundo semestre do ano costuma ser ainda melhor que o primeiro, em número de contratação. Conforme explicou, a região e a cidade são muito influenciadas pela indústria automotiva, levando em consideração toda a cadeia, como o setor de autopeças, eletroeletrônico e petroquímico, dentre outros.
O setor de vestuário e moveleiro são outros que utilizam mão-de-obra mais intensa no município. Segundo Miaguti, o segmento automotivo pode puxar mais uma vez a alta de empregos para o segundo semestre do ano. “A desburocratização na hora de contratar, assim como um melhor diálogo entre empregador e empregado, podem facilitar maior geração de postos de trabalho em São Bernardo”, avaliou o diretor do Ciesp.
Líder em lançamentos
A grande disponibilidade de terrenos de um lado - acima da média das demais cidades do ABCD -, associada ao elevado número de escolas, faculdades, shoppings, hospitais e áreas de lazer, que garantem boa infraestrutura, de outro, são os fundamentos básicos que explicam o boom imobiliário que São Bernardo vem atravessando nos últimos anos, aponta o presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci.
Em recente balanço do mercado imobiliário da região, relativo ao 1º semestre, a Acigabc identificou volume de novos lançamentos de 3.174 unidades habitacionais na região, das quais, São Bernardo concentrou 47,35% do total, o equivalente a 1.503 unidades habitacionais. Santo André vem em seguida, com 1.228 unidades e São Caetano, apenas 443 unidades.
O investimento gerado pelas construtoras nesses lançamentos totalizou a soma de R$ 709,6 milhões, dos quais São Bernardo abocanhou 56,41% do total, da ordem de R$ 400,3 milhões.
“Esse montante de investimentos em São Bernardo supera a soma dos investimentos feitos em novos lançamentos em Santo André (R$ 171,2 milhões) e São Caetano (R$ 138,1 milhões)”, aponta o presidente da Acigabc.
Para o empresário Aparecido Viana, presidente do Grupo Viana (Aparecido Viana Imóveis e Viana Negócios Imobiliários), São Bernardo é hoje o grande polo de desenvolvimento do mercado imobiliário da região, embora São Caetano, em termos de metro quadrado, seja a bola da vez.
Para Viana, as torres de edifícios no Espaço Domus, assim como a construção programada de um novo shopping - a BR Malls, dona do Shopping ABC, traça plano para construir um centro comercial em São Bernardo -, além da revitalização do Golden Square, na avenida Kennedy, mostram que o mercado imobiliário da cidade é viável. “Nenhuma empresa investe tanto em projetos dessa magnitude se não acreditar no retorno, e São Bernardo garante isso hoje.” (com Fernando Bortolin)
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