Consumidores do País foram o que mais compraram, em 2011, empreendimentos na faixa entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões
29 de março de 2012 | 23h 03
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
Os brasileiros foram, entre os estrangeiros, os que mais compraram imóveis acima de US$ 1 milhão em Miami, nos Estados Unidos, no ano passado. Eles também ficaram na vice-liderança do ranking de compradores internacionais na região para todas as faixas de preço de imóveis, com 12% dos negócios, atrás somente dos venezuelanos (15%), revela uma pesquisa feita pelo sindicato dos corretores de Miami (Miami Realty Association).
Em números redondos, os brasileiros adquiriram em 2011 cerca de 150 imóveis avaliados entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões, em Miami e Fort Lauderdale. É exatamente atrás desses compradores que o diretor da filial da Flórida (EUA) da ONE Sotheby’s International Realty, Daniel de la Vega, está desde segunda-feira no País.
Ele busca compradores para um empreendimento residencial de alto padrão em Miami, chamado Bellini, que fica em Williams Island. São 70 apartamentos distribuídos por 24 andares. Com área que varia entre 208 metros quadrados e 406 metros quadrados, os preços dos apartamentos oscilam entre US$ 1,050 milhão e US$ 4,250 milhões, respectivamente.
O empreendimento começou a ser construído em outubro de 2011 e deve ser concluído em junho de 2013. O projeto tem área de lazer com 16 quadras de tênis, marina para ancoragem de barcos e elevador privativo para cada residência.
"Estamos muito contentes com o resultado de vendas obtido até agora", afirma Vega, sem revelar números. Os negócios fechados do empreendimento até o momento não incluem os brasileiros, segmento de mercado que começará a ser garimpado a partir de agora.
Vega conta que a estratégia da imobiliária é vir a cada três meses ao Brasil para vender o empreendimento. Nesta semana, ele se reuniu com os corretores brasileiros, mas houve encontros com clientes interessados no empreendimento. Segundo ele, o desempenho da economia do País, associado à preferência do brasileiro por Miami, é o motivo que o trouxe até aqui.
"Se tivéssemos vendendo um empreendimento no Alasca, não estaríamos aqui. O brasileiro está comprando é em Miami", diz Vega. Ele explica que, além de ser um destino internacional de fácil acesso, vários outros fatores atraem os brasileiros para lá: grandes shoppings, praias belíssimas e as pessoas falando espanhol e até português.
"Miami é uma cidade quase latina e muito familiar para os brasileiros." Ele observa que nem precisa fazer muito esforço para vender os imóveis. "Os brasileiros, quando vêm procurar um imóvel em Miami, já estão vendidos", brinca.
Preços. Vega observa que não é possível comparar os preços do metro quadrado em São Paulo com os de Miami por causa da localização dos imóveis, mas afirma que as cotações de lá estão mais em conta. No caso do empreendimento que ele está vendendo, o preço do metro quadrado de área total varia entre US$ 4,2 mil e US$ 7,4 mil, dependendo do tipo de apartamento.
Ele também ressalta que, depois da crise imobiliária que atingiu os Estados dos Unidos em setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers, a tendência dos preços é de alta. Em dólar, os preços dos imóveis em Miami estão 50% menores em relação ao pico, atingido em 2006. Também as cotações estão no mesmo nível de dez anos atrás.
No ano passado, Vega já esteve no País vendendo outros empreendimentos e obteve resultados positivos. De um total de 120 clientes atendidos, 60% fecharam negócios e os 40% restantes estão em fase de negociação. Ele explica que há uma fatia de compradores brasileiros que ainda tem uma certa insegurança de comprar um imóvel no exterior. "Eles consultam advogados e demoram mais tempo para fechar o negócio."
De qualquer forma, Vega já identificou três perfis de compradores brasileiros em Miami. O primeiro grupo é formado por investidores que adquirem o imóvel para alugar. O segundo grupo é de jovens executivos solteiros, que procuram apartamentos com um único quarto e que oferecem serviços.
O último grupo reúne famílias que já frequentam Miami, possuem um imóvel lá e querem comprar outro melhor. Ele observa que, normalmente, quando um brasileiro adquire um imóvel em Miami, aparecem outros brasileiros, amigos ou parentes,querendo comprar imóveis. A preferência é pela compra de um imóvel no mesmo bairro e, se possível, no mesmo prédio no qual os parentes e amigos já têm uma propriedade.
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domingo, 1 de abril de 2012
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Russos compram imóveis na Espanha
Os russos participam de modo bem atuante do mercado imobiliário espanhol, e já ocupam o segundo lugar entre os compradores de casas e apartamentos na Espanha, perdendo somente para os cidadãos da Alemanha. A estatística foi revelada na quarta-feira, 8, pela secretária de Estado para Assuntos Imobiliários e Urbanos do governo espanhol, Beatriz Corredor, em visita a Moscou.
“No ano passado as compras de imóveis residenciais aumentaram 20%. Atualmente, com a queda dos preços, este é um ótimo momento para investimentos desse tipo. Os russos compram muitas casas e apartamentos em balneários espanhóis. Apesar de não haver nenhum tipo de isenção de impostos para estrangeiros donos de imóvel na Espanha, o comprador tem a vantagem de poder contar com vistos de um a cinco anos no país, que pode adquirir em meros três dias”, acenou a secretária do governo, concluindo que dali para a emissão de um visto permanente é só mais uma passo.
“No ano passado as compras de imóveis residenciais aumentaram 20%. Atualmente, com a queda dos preços, este é um ótimo momento para investimentos desse tipo. Os russos compram muitas casas e apartamentos em balneários espanhóis. Apesar de não haver nenhum tipo de isenção de impostos para estrangeiros donos de imóvel na Espanha, o comprador tem a vantagem de poder contar com vistos de um a cinco anos no país, que pode adquirir em meros três dias”, acenou a secretária do governo, concluindo que dali para a emissão de um visto permanente é só mais uma passo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Governo aprova processo de despejo em três meses e fora dos tribunais
O Conselho de Ministros aprovou hoje um pacote de medidas para incentivar a reabilitação urbana e o mercado de arrendamento.
Os processos de despejo em caso de incumprimento dos inquilinos – nomeadamente o não pagamento das rendas por um período de três meses – vão passar a ter um novo procedimento, que permitirá que tudo fique concluído em três meses em vez dos actuais 18 meses que demora em média uma acção de despejo nos tribunais.
Tal como o Negócios hoje noticiou, este procedimento de despejo, vai correr fora dos tribunais, sob a responsabilidade de conservadores, advogados, agentes de execução, notários ou solicitadores.
O processo incluirá cinco passos, sendo que, se o inquilino se recusar a sair, vai ser possível pedir a intervenção de um juiz que terá de tomar uma decisão em cinco dias.
Depois de ter o aval do Juiz, a entidade encarregue do despejo poderá forçar a entrada na casa e mudar a fechadura, ficando o inquilino com 15 dias para retirar os seus bens.
O Governo garante que serão acauteladas situações de “fragilidade social”.
As novas medidas foram aprovadas em Conselho de Ministros e fazem parte de um pacote que visa “incentivar a reabilitação urbana para promover a competitividade e o emprego, através da dinamização dos sectores económicos ligados a estas actividades”, anunciou o Governo em comunicado.
O objectivo é “dinamizar o mercado do arrendamento e colocar mais imóveis disponíveis para serem arrendados”, pelo que “são reforçados os mecanismos para assegurar que os proprietários têm meios à sua disposição para reagir perante o incumprimento do contrato”.
Os diplomas em causa foram aprovados na generalidade e vão agora ser submetidos a consultas junto das entidades interessadas, nomeadamente proprietários e inquilinos.
Fonte Jornal de Notícias Portugal
Os processos de despejo em caso de incumprimento dos inquilinos – nomeadamente o não pagamento das rendas por um período de três meses – vão passar a ter um novo procedimento, que permitirá que tudo fique concluído em três meses em vez dos actuais 18 meses que demora em média uma acção de despejo nos tribunais.
Tal como o Negócios hoje noticiou, este procedimento de despejo, vai correr fora dos tribunais, sob a responsabilidade de conservadores, advogados, agentes de execução, notários ou solicitadores.
O processo incluirá cinco passos, sendo que, se o inquilino se recusar a sair, vai ser possível pedir a intervenção de um juiz que terá de tomar uma decisão em cinco dias.
Depois de ter o aval do Juiz, a entidade encarregue do despejo poderá forçar a entrada na casa e mudar a fechadura, ficando o inquilino com 15 dias para retirar os seus bens.
O Governo garante que serão acauteladas situações de “fragilidade social”.
As novas medidas foram aprovadas em Conselho de Ministros e fazem parte de um pacote que visa “incentivar a reabilitação urbana para promover a competitividade e o emprego, através da dinamização dos sectores económicos ligados a estas actividades”, anunciou o Governo em comunicado.
O objectivo é “dinamizar o mercado do arrendamento e colocar mais imóveis disponíveis para serem arrendados”, pelo que “são reforçados os mecanismos para assegurar que os proprietários têm meios à sua disposição para reagir perante o incumprimento do contrato”.
Os diplomas em causa foram aprovados na generalidade e vão agora ser submetidos a consultas junto das entidades interessadas, nomeadamente proprietários e inquilinos.
Fonte Jornal de Notícias Portugal
sábado, 19 de março de 2011
Brasileiros investem em imóveis de luxo em Miami
Ramo imobiliário e da decoração estão se beneficiando da entrada de brasileiros endinheirados no mercado americano
The Miami Herald | 18/03/2011 05:45
A corretora brasileira Fabiana Pimenta (à esquerda) com a funcionária pública Maria Helena Abreu: demanda por imóveis em Miami
A corretora brasileira Fabiana Pimenta, da imobiliária Fortune International, está sentada em um sofá de couro branco do apartamento modelo do Jade Ocean, com sua ampla vista para o mar e decoração Fendi, esperando para iniciar mais uma visita do empreendimento de Sunny Isles Beach.
Fabiana, que se mudou para a Flórida para frequentar uma faculdade americana, agora respira um pouco mais aliviada. Em janeiro deste ano, ela e sua equipe – que inclui o irmão que mora em São Paulo – venderam 15 apartamentos de alto padrão no sul da Flórida, todos eles para brasileiros.
Foto: The Miami Herald Ampliar
A corretora de imóveis Fabiana Pimenta
Leia mais:
O samba do sul da Flórida
Ela diz que as unidades de 640 metros quadrados, com três dormitórios e vista para o mar e para a cidade, são as preferidas dos compradores brasileiros. Há sete meses Fabiana vendeu por US$ 4 milhões a última cobertura do Jade Ocean, com 1.500 metros quadrados, para um brasileiro.
Uma turma de brasileiros montados na grana está criando uma explosão de vendas nas agências imobiliárias e em outros negócios da região que vão de encontro ao gosto dos milionários. Foram tantas as unidades do Jade Ocean vendidas para brasileiros que o dispositivo touch-screen usado pelos proprietários - para acessar os serviços de concierge, fazer compras no vizinho empório Epicure ou marcar um horário no spa do condomínio - foi traduzido para o português.
Os brasileiros também gostam do pacote de decoração intitulado Casa Fendi, que inclui cama, travesseiros, revestimento de parede em couro crocô, iluminação e móveis elegantes. Este e outros pacotes de decoração podem ser adquiridos pelos compradores, que em poucos meses podem voltar ao condomínio e encontrar o apartamento completamente equipado.
“Quando levo compradores em potencial para conhecer um imóvel, raramente volto sem fechar um negócio”, diz Fabiana, cuja especialidade é o mercado brasileiro. “Quando eles visitam um imóvel, eles compram”, ela complementou.
Um pé no Brasil, outro nos EUA
A funcionária pública brasileira Maria Helena Abreu divide seu tempo entre Belo Horizonte e Brasília, onde trabalha em um órgão público. Recentemente ela retornou a Miami depois de dez anos sem ir à cidade. Ela chegou à procura de um apartamento de dois ou três dormitórios.
Na semana passada, Maria Helena voltou ao Brasil com o marido e a filha – João Batista e Isabel – sem realizar a compra, mas eles estão pensando em adquirir uma unidade do empreendimento Icon Brickell. “Miami é muito parecida com o Rio. A cidade se desenvolveu muito desde a última vez que estive aqui – e para melhor. Ela se transformou em uma cidade que eu adoro. As pessoas são muitos gentis, a cidade é linda, as praias são excelentes e o clima é maravilhoso”, ela explica. Além disso, a funcionária pública diz que tem muitos amigos brasileiros que já compraram apartamentos na cidade.
“Os brasileiros gostam de seguir as tendências dos outros – das pessoas certas, das famílias certas”, disse Edgardo Defortuna, CEO da imobiliária Fortuna International. Os brasileiros são responsáveis por aproximadamente um quarto das vendas atuais da empresa.
Foto: The Miami Herald
A designer de interiores Mirtha Arrarian: "é em São Paulo que está o dinheiro"
Outro ponto que atrai os brasileiros para o sul da Flórida é a sensação de liberdade e segurança que eles sentem ali. Os corretores contam que muitos deles estão acostumados a circular em carros blindados, acompanhados de seguranças, quando estão no Brasil; além disso, eles adoram poder trabalhar na região de Bal Harbour e SoBe sem serem reconhecidos.
Além das praias, do clima e das compras, a designer de interiores Mirtha Arrarian diz que sua clientela gosta de Miami por sua localização estratégica – no meio do caminho entre a América do Sul e o mercado de artes, antiguidades e moda das capitais européias.
De jato para o aniversário
Esses clientes endinheirados viajam em seus jatos particulares simplesmente para comemorar o aniversário. Eles gostam de visitar as feiras náuticas e assistir as partidas de tênis do Sony Ericsson Open. O evento Art Basel é também uma grande atração.
Ela conta que alguns clientes chegam a comprar uma unidade para a família e outra para os filhos ou para os hóspedes. Apresentadores de TV, celebridades e empreendedores fazem parte de sua clientela de alto padrão – grande parte dela, formada por paulistas. “É lá que está o dinheiro”, disse Mirtha, proprietária do escritório de decoração MAS Interior Design.
Ela conta que a maioria de seus clientes brasileiros prefere a região de South Beach, especialmente nas proximidades de South Pointe Dr. – área conhecida com SoBe Riviera – e costumam comprar unidades de 7 a 10 milhões de dólares, em média. Ela conta que um cliente que recentemente adquiriu um apartamento na região está de olho em um terreno vago para construir um anexo com quadra de tênis, departamento de empregados e mais vagas de garagem.
Enquanto conversa, Mirtha olha a vitrine da Ornare, sofisticada loja brasileira de cozinhas, banheiros e armários com filial no Design District de Miami. “Os brasileiros sonham em ter um closet da Ornare. Agora eles querem ter o mesmo closet em Miami”, ela explica, enquanto examina uma coleção de puxadores em couro e chifre de touro e um closet com portas laqueadas.
O brasileiro Claudio Faria, diretor do showroom da Ornare em Miami, diz que a empresa se empenha para cultivar a conexão Brasil-Miami. Durante a Art Basel, a loja de decoração levou 30 arquitetos brasileiros para a cidade. Enquanto demonstra uma torneira de cozinha ultra-moderna, instalada em um balcão de madeira de demolição, ele diz: “Isso é o supra sumo do design brasileiro: o inesperado”.
E ele parece muito animado com a possibilidade de exibir o design brasileiro não somente para seus conterrâneos que estão comprando imóveis em Miami, mas para o mundo todo. “O Brasil é um país extraordinário que se encontra em um momento extraordinário. Pela primeira vez o país tem uma oportunidade real de apresentar ao mundo seu estilo. O mundo agora está de olho na gente”, ele diz.
Foto: Getty Images
Banhistas na costa da Flórida, onde os brasileiros ampliam o consumo
Preços em queda
Os investidores também estão aproveitando a baixa de preços dos imóveis. O empresário brasileiro Ricardo Dunin se mudou para Miami há 20 anos, quando a economia do Brasil atravessava momentos de crise e a insegurança em sua terra natal o afligia. Durante alguns anos, ele conseguiu ganhar um bom dinheiro no mercado imobiliário, mas, com a crise do segmento, ele se viu forçado a mudar de estratégia.
Mesmo que Dunin e seus sócios tenham mais de 20 projetos de construção de imóveis em andamento no Brasil, atualmente ele se concentra na compra e venda de imóveis nos Estados Unidos. “Neste momento, qualquer coisa que você fizer no Brasil dá certo”, ele diz.
Segundo Dunin, os brasileiros que atualmente investem no sul da Flórida estão aproveitando as ofertas da crise. “Nós todos estamos comprando imóveis nos Estados Unidos pelo custo de reposição. São oportunidades únicas de negócios”, ele diz.
No verão passado, ele e seus sócios na empresa Lionheart Capital, sediada em Miami, pagaram US$ 120 milhões por 146 unidades de um antigo condomínio da avenida North Ocean, em Singer Island. Esta foi a maior venda de imóveis em conjunto realizada na Flórida nos últimos cinco anos. O prédio do antigo condomínio foi transformado em um Ritz Carlton Residences. “Nunca houve melhor época para os brasileiros comprarem em Miami. Aproximadamente um ano atrás o mercado brasileiro realmente começou a decolar”, diz Fabiana.
Uma confluência de eventos favoreceu as vendas de imóveis para brasileiros na Flórida. O real ganhou força em relação ao dólar, tornando aquisições em território americano muito mais acessíveis. A economia brasileira está forte, colocando dinheiro extra nos bolsos dos brasileiros, além disso, enquanto os preços de imóveis no Brasil estão nas alturas, no Sul da Flórida eles estão em queda franca.
Para Peter Zalewski, diretor da consultoria imobiliária Condo Vultures, de Miami, existe mais um elemento em questão. “Com a economia a todo vapor, existe uma sensação de otimismo. As pessoas falam que este é o século do Brasil. À medida que o nível de confiança das pessoas aumenta, é totalmente natural que elas pensem em comprar imóveis fora do país”, ele explica.
Fabiana é uma das beneficiárias desse otimismo, mas a moça também trabalha duro. O sol já se pôs quando ela conclui a visita do Jade Ocean. Seu celular vibra e ela olha a mensagem. “Ah, mais uma proposta para amanhã”, ela diz.
Por Mimi Whitefield. Tradução: Claudia Batista Arantes
The Miami Herald | 18/03/2011 05:45
A corretora brasileira Fabiana Pimenta (à esquerda) com a funcionária pública Maria Helena Abreu: demanda por imóveis em Miami
A corretora brasileira Fabiana Pimenta, da imobiliária Fortune International, está sentada em um sofá de couro branco do apartamento modelo do Jade Ocean, com sua ampla vista para o mar e decoração Fendi, esperando para iniciar mais uma visita do empreendimento de Sunny Isles Beach.
Fabiana, que se mudou para a Flórida para frequentar uma faculdade americana, agora respira um pouco mais aliviada. Em janeiro deste ano, ela e sua equipe – que inclui o irmão que mora em São Paulo – venderam 15 apartamentos de alto padrão no sul da Flórida, todos eles para brasileiros.
Foto: The Miami Herald Ampliar
A corretora de imóveis Fabiana Pimenta
Leia mais:
O samba do sul da Flórida
Ela diz que as unidades de 640 metros quadrados, com três dormitórios e vista para o mar e para a cidade, são as preferidas dos compradores brasileiros. Há sete meses Fabiana vendeu por US$ 4 milhões a última cobertura do Jade Ocean, com 1.500 metros quadrados, para um brasileiro.
Uma turma de brasileiros montados na grana está criando uma explosão de vendas nas agências imobiliárias e em outros negócios da região que vão de encontro ao gosto dos milionários. Foram tantas as unidades do Jade Ocean vendidas para brasileiros que o dispositivo touch-screen usado pelos proprietários - para acessar os serviços de concierge, fazer compras no vizinho empório Epicure ou marcar um horário no spa do condomínio - foi traduzido para o português.
Os brasileiros também gostam do pacote de decoração intitulado Casa Fendi, que inclui cama, travesseiros, revestimento de parede em couro crocô, iluminação e móveis elegantes. Este e outros pacotes de decoração podem ser adquiridos pelos compradores, que em poucos meses podem voltar ao condomínio e encontrar o apartamento completamente equipado.
“Quando levo compradores em potencial para conhecer um imóvel, raramente volto sem fechar um negócio”, diz Fabiana, cuja especialidade é o mercado brasileiro. “Quando eles visitam um imóvel, eles compram”, ela complementou.
Um pé no Brasil, outro nos EUA
A funcionária pública brasileira Maria Helena Abreu divide seu tempo entre Belo Horizonte e Brasília, onde trabalha em um órgão público. Recentemente ela retornou a Miami depois de dez anos sem ir à cidade. Ela chegou à procura de um apartamento de dois ou três dormitórios.
Na semana passada, Maria Helena voltou ao Brasil com o marido e a filha – João Batista e Isabel – sem realizar a compra, mas eles estão pensando em adquirir uma unidade do empreendimento Icon Brickell. “Miami é muito parecida com o Rio. A cidade se desenvolveu muito desde a última vez que estive aqui – e para melhor. Ela se transformou em uma cidade que eu adoro. As pessoas são muitos gentis, a cidade é linda, as praias são excelentes e o clima é maravilhoso”, ela explica. Além disso, a funcionária pública diz que tem muitos amigos brasileiros que já compraram apartamentos na cidade.
“Os brasileiros gostam de seguir as tendências dos outros – das pessoas certas, das famílias certas”, disse Edgardo Defortuna, CEO da imobiliária Fortuna International. Os brasileiros são responsáveis por aproximadamente um quarto das vendas atuais da empresa.
Foto: The Miami Herald
A designer de interiores Mirtha Arrarian: "é em São Paulo que está o dinheiro"
Outro ponto que atrai os brasileiros para o sul da Flórida é a sensação de liberdade e segurança que eles sentem ali. Os corretores contam que muitos deles estão acostumados a circular em carros blindados, acompanhados de seguranças, quando estão no Brasil; além disso, eles adoram poder trabalhar na região de Bal Harbour e SoBe sem serem reconhecidos.
Além das praias, do clima e das compras, a designer de interiores Mirtha Arrarian diz que sua clientela gosta de Miami por sua localização estratégica – no meio do caminho entre a América do Sul e o mercado de artes, antiguidades e moda das capitais européias.
De jato para o aniversário
Esses clientes endinheirados viajam em seus jatos particulares simplesmente para comemorar o aniversário. Eles gostam de visitar as feiras náuticas e assistir as partidas de tênis do Sony Ericsson Open. O evento Art Basel é também uma grande atração.
Ela conta que alguns clientes chegam a comprar uma unidade para a família e outra para os filhos ou para os hóspedes. Apresentadores de TV, celebridades e empreendedores fazem parte de sua clientela de alto padrão – grande parte dela, formada por paulistas. “É lá que está o dinheiro”, disse Mirtha, proprietária do escritório de decoração MAS Interior Design.
Ela conta que a maioria de seus clientes brasileiros prefere a região de South Beach, especialmente nas proximidades de South Pointe Dr. – área conhecida com SoBe Riviera – e costumam comprar unidades de 7 a 10 milhões de dólares, em média. Ela conta que um cliente que recentemente adquiriu um apartamento na região está de olho em um terreno vago para construir um anexo com quadra de tênis, departamento de empregados e mais vagas de garagem.
Enquanto conversa, Mirtha olha a vitrine da Ornare, sofisticada loja brasileira de cozinhas, banheiros e armários com filial no Design District de Miami. “Os brasileiros sonham em ter um closet da Ornare. Agora eles querem ter o mesmo closet em Miami”, ela explica, enquanto examina uma coleção de puxadores em couro e chifre de touro e um closet com portas laqueadas.
O brasileiro Claudio Faria, diretor do showroom da Ornare em Miami, diz que a empresa se empenha para cultivar a conexão Brasil-Miami. Durante a Art Basel, a loja de decoração levou 30 arquitetos brasileiros para a cidade. Enquanto demonstra uma torneira de cozinha ultra-moderna, instalada em um balcão de madeira de demolição, ele diz: “Isso é o supra sumo do design brasileiro: o inesperado”.
E ele parece muito animado com a possibilidade de exibir o design brasileiro não somente para seus conterrâneos que estão comprando imóveis em Miami, mas para o mundo todo. “O Brasil é um país extraordinário que se encontra em um momento extraordinário. Pela primeira vez o país tem uma oportunidade real de apresentar ao mundo seu estilo. O mundo agora está de olho na gente”, ele diz.
Foto: Getty Images
Banhistas na costa da Flórida, onde os brasileiros ampliam o consumo
Preços em queda
Os investidores também estão aproveitando a baixa de preços dos imóveis. O empresário brasileiro Ricardo Dunin se mudou para Miami há 20 anos, quando a economia do Brasil atravessava momentos de crise e a insegurança em sua terra natal o afligia. Durante alguns anos, ele conseguiu ganhar um bom dinheiro no mercado imobiliário, mas, com a crise do segmento, ele se viu forçado a mudar de estratégia.
Mesmo que Dunin e seus sócios tenham mais de 20 projetos de construção de imóveis em andamento no Brasil, atualmente ele se concentra na compra e venda de imóveis nos Estados Unidos. “Neste momento, qualquer coisa que você fizer no Brasil dá certo”, ele diz.
Segundo Dunin, os brasileiros que atualmente investem no sul da Flórida estão aproveitando as ofertas da crise. “Nós todos estamos comprando imóveis nos Estados Unidos pelo custo de reposição. São oportunidades únicas de negócios”, ele diz.
No verão passado, ele e seus sócios na empresa Lionheart Capital, sediada em Miami, pagaram US$ 120 milhões por 146 unidades de um antigo condomínio da avenida North Ocean, em Singer Island. Esta foi a maior venda de imóveis em conjunto realizada na Flórida nos últimos cinco anos. O prédio do antigo condomínio foi transformado em um Ritz Carlton Residences. “Nunca houve melhor época para os brasileiros comprarem em Miami. Aproximadamente um ano atrás o mercado brasileiro realmente começou a decolar”, diz Fabiana.
Uma confluência de eventos favoreceu as vendas de imóveis para brasileiros na Flórida. O real ganhou força em relação ao dólar, tornando aquisições em território americano muito mais acessíveis. A economia brasileira está forte, colocando dinheiro extra nos bolsos dos brasileiros, além disso, enquanto os preços de imóveis no Brasil estão nas alturas, no Sul da Flórida eles estão em queda franca.
Para Peter Zalewski, diretor da consultoria imobiliária Condo Vultures, de Miami, existe mais um elemento em questão. “Com a economia a todo vapor, existe uma sensação de otimismo. As pessoas falam que este é o século do Brasil. À medida que o nível de confiança das pessoas aumenta, é totalmente natural que elas pensem em comprar imóveis fora do país”, ele explica.
Fabiana é uma das beneficiárias desse otimismo, mas a moça também trabalha duro. O sol já se pôs quando ela conclui a visita do Jade Ocean. Seu celular vibra e ela olha a mensagem. “Ah, mais uma proposta para amanhã”, ela diz.
Por Mimi Whitefield. Tradução: Claudia Batista Arantes
quinta-feira, 10 de março de 2011
China investirá US$ 200 bilhões para frear preços de imóveis
Governo anunciou que construirá 10 milhões de casas de baixo custo para contornar especulação e evitar possível bolha
09 de março de 2011 | 10h 46
Compartilhar O governo da China anunciou que vai investir cerca de US$ 200 bilhões na construção ou renovação de 10 milhões de casas populares, para contrabalançar o forte aumento de preços no mercado imobiliário do país.
Em janeiro, o preço de novas casas subiu em relação a um ano atrás em 68 de 70 cidades chinesas acompanhadas pelo governo. A preocupação é que o ritmo da inflação incentive a especulação imobiliária e vice-versa, levando a uma bolha no mercado.
As casas subiram em janeiro a um ritmo anual de 6,8% em Pequim - onde o metro quadrado pode chegar a US$ 3 mil - e 1,5% em Xangai.
Mas cidades menores viram aumentos mais acentuados: em Haikou, no sul do país, a elevação foi de 21,6% e em Yueyang e Ganzhou, no centro, os percentuais chegaram a 14,2% e 12,3%, respectivamente.
Analistas esperam que a entrada de novas casas no mercado tenha impacto, já que o número de residências anunciadas nesta quarta-feira pelo governo chinês - 10 milhões - representa mais da metade do número de unidades construídas no ano passado.
Esse total inclui quatro milhões de residências de baixa qualidade que devem ser renovadas.
"Queremos que o atual fornecimento limitado de imóveis seja direcionado para os consumidores que mais precisam de casa própria. Esta é a razão básica por que impusemos medidas regulatórias no mercado", disse o vice-ministro de Habitação do governo chinês, Qi Ji.
"Se os preços dos imóveis não puderem ser estabilizados, se a meta das habitações de baixo custo não for atingida, e se o desenvolvimento social e a estabilidade forem afetados, as autoridades competentes serão investigadas convocadas a fim de assumir sua responsabilidade."
O anúncio desta quarta-feira é parte do compromisso de governo de levantar 36 milhões de residências de baixo custo nos próximos cinco anos, assumido no âmbito do seu plano quinquenal 2011-2015, que está sendo debatido pelo Congresso anual do Partido Comunista chinês.
O correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, disse que os preços dos imóveis têm subido tanto na China que "está ficando mais e mais difícil para as famílias comprar mesmo que seja um pequeno apartamento".
Segundo o repórter, o governo chinês tem respondido a esse fenômeno com medidas para tentar conter a especulação e desincentivar a compra e venda de imóveis secundários.
Empresas de construção já expressaram sua preocupação com o impacto das novas casas em seus lucros.
BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
09 de março de 2011 | 10h 46
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Em janeiro, o preço de novas casas subiu em relação a um ano atrás em 68 de 70 cidades chinesas acompanhadas pelo governo. A preocupação é que o ritmo da inflação incentive a especulação imobiliária e vice-versa, levando a uma bolha no mercado.
As casas subiram em janeiro a um ritmo anual de 6,8% em Pequim - onde o metro quadrado pode chegar a US$ 3 mil - e 1,5% em Xangai.
Mas cidades menores viram aumentos mais acentuados: em Haikou, no sul do país, a elevação foi de 21,6% e em Yueyang e Ganzhou, no centro, os percentuais chegaram a 14,2% e 12,3%, respectivamente.
Analistas esperam que a entrada de novas casas no mercado tenha impacto, já que o número de residências anunciadas nesta quarta-feira pelo governo chinês - 10 milhões - representa mais da metade do número de unidades construídas no ano passado.
Esse total inclui quatro milhões de residências de baixa qualidade que devem ser renovadas.
"Queremos que o atual fornecimento limitado de imóveis seja direcionado para os consumidores que mais precisam de casa própria. Esta é a razão básica por que impusemos medidas regulatórias no mercado", disse o vice-ministro de Habitação do governo chinês, Qi Ji.
"Se os preços dos imóveis não puderem ser estabilizados, se a meta das habitações de baixo custo não for atingida, e se o desenvolvimento social e a estabilidade forem afetados, as autoridades competentes serão investigadas convocadas a fim de assumir sua responsabilidade."
O anúncio desta quarta-feira é parte do compromisso de governo de levantar 36 milhões de residências de baixo custo nos próximos cinco anos, assumido no âmbito do seu plano quinquenal 2011-2015, que está sendo debatido pelo Congresso anual do Partido Comunista chinês.
O correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, disse que os preços dos imóveis têm subido tanto na China que "está ficando mais e mais difícil para as famílias comprar mesmo que seja um pequeno apartamento".
Segundo o repórter, o governo chinês tem respondido a esse fenômeno com medidas para tentar conter a especulação e desincentivar a compra e venda de imóveis secundários.
Empresas de construção já expressaram sua preocupação com o impacto das novas casas em seus lucros.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Pedidos de hipotecas avançam 15,5% nos EUA
Valor Online
Comentários
Share SÃO PAULO - As solicitações de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos cresceram 15,5% na semana encerrada em 4 de março, com ajuste sazonal, após um recuo de 6,5% nos sete dias anteriores.
Na base sem ajuste, os pedidos de hipotecas aumentaram 16,1% em relação ao levantamento anterior, informa a Mortgage Bankers Association (MBA), entidade que representa a indústria americana de financiamento imobiliário.
O índice de refinanciamento de empréstimos imobiliários acelerou 17,2% no período e atingiu seu maior nível desde a semana finalizada em 14 de janeiro deste ano.
Os pedidos de compra de imóveis avançaram 12,5% em relação à prévia anterior, com ajuste sazonal, atingindo a segunda melhor marca do ano, segundo a MBA. Sem o ajuste, os pedidos aumentaram 14,3% no período e ficaram 14,3% abaixo do registrado na semana equivalente de 2010.
"Na base ajustada, a atividade de pedidos de compra é a mais alta desde maio do ano passado", destacou o vice-presidente de Pesquisa e Economia da MBA, Michael Fratantoni. Segundo ele, o mercado de trabalho está começando a melhorar, abrindo caminho para uma recuperação do setor imobiliário. "Além disso, as taxas de juros hipotecários permaneceram abaixo de 5% pela segunda semana consecutiva, mantendo a acessibilidade para os compradores e levando a um aumento dos pedidos de refinanciamento", acrescentou.
A participação do refinanciamento na atividade de hipotecas avançou para 65,5% em relação à fatia de 64,9% registrada no levantamento anterior.
(Daniela Braun | Valor)
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Share SÃO PAULO - As solicitações de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos cresceram 15,5% na semana encerrada em 4 de março, com ajuste sazonal, após um recuo de 6,5% nos sete dias anteriores.
Na base sem ajuste, os pedidos de hipotecas aumentaram 16,1% em relação ao levantamento anterior, informa a Mortgage Bankers Association (MBA), entidade que representa a indústria americana de financiamento imobiliário.
O índice de refinanciamento de empréstimos imobiliários acelerou 17,2% no período e atingiu seu maior nível desde a semana finalizada em 14 de janeiro deste ano.
Os pedidos de compra de imóveis avançaram 12,5% em relação à prévia anterior, com ajuste sazonal, atingindo a segunda melhor marca do ano, segundo a MBA. Sem o ajuste, os pedidos aumentaram 14,3% no período e ficaram 14,3% abaixo do registrado na semana equivalente de 2010.
"Na base ajustada, a atividade de pedidos de compra é a mais alta desde maio do ano passado", destacou o vice-presidente de Pesquisa e Economia da MBA, Michael Fratantoni. Segundo ele, o mercado de trabalho está começando a melhorar, abrindo caminho para uma recuperação do setor imobiliário. "Além disso, as taxas de juros hipotecários permaneceram abaixo de 5% pela segunda semana consecutiva, mantendo a acessibilidade para os compradores e levando a um aumento dos pedidos de refinanciamento", acrescentou.
A participação do refinanciamento na atividade de hipotecas avançou para 65,5% em relação à fatia de 64,9% registrada no levantamento anterior.
(Daniela Braun | Valor)
domingo, 6 de março de 2011
Alta na venda de propriedades em Miami aquece mercado imobiliário
Presse
imprimir MIAMI, 21 Jan 2011 (AFP) -A venda de imóveis em condomínios de Miami teve um aumento de 43% em 2010, com uma forte demanda atraída pelos baixos preços, dados que "incentivam" uma pronta melhora do mercado imobiliário local castigado pela crise hipotecária, informaram nesta sexta-feira fontes do setor.
Os preços dos condomínios em Miami caíram, em 2010, 18% a mais em comparação aos preços de 2009, segundo a Associação de Imobiliárias de Miami.
Essa diminuição nos valores levou as vendas fechadas no último ano a totalizarem 9.778 condomínios, 43% a mais do que no ano anterior (6.854).
"Os dados de vendas de dezembro e de todo o ano de 2010 são muito encorajadores", disse Jack Levine, presidente da Associação de Corretores de Miami.
"O aumento das vendas mostra a existência da demanda por propriedades locais e reflete uma significativa melhora em comparação com os anos anteriores", comentou.
Apenas em dezembro, foram vendidas em Miami 985 propriedades, 29% a mais em relação ao mesmo período de 2009, com 766 operações.
Comparando as vendas de 2010 com as registradas em 2008, em plena crise imobiliária e, por isso, com pouquíssimas transações, a taxa de aumento chega a 114%, de acordo com a entidade.
Analistas imobiliários destacam que, apesar destes dados encorajadores, a grande quantidade de imóveis que entram no mercado continuará jogando os preços lá embaixo em 2011.
Cerca de cinco mil propriedades, incluindo casas, condomínios e imóveis comerciais, caem nas mãos dos bancos por hipotecas não pagas na região de Miami e arredores todos os meses, segundo o site especializado Condovultures Realty, que tem atualmente uma base de dados com 236 mil unidades embargadas no sul da Flórida.
jco/cw/mvv
imprimir MIAMI, 21 Jan 2011 (AFP) -A venda de imóveis em condomínios de Miami teve um aumento de 43% em 2010, com uma forte demanda atraída pelos baixos preços, dados que "incentivam" uma pronta melhora do mercado imobiliário local castigado pela crise hipotecária, informaram nesta sexta-feira fontes do setor.
Os preços dos condomínios em Miami caíram, em 2010, 18% a mais em comparação aos preços de 2009, segundo a Associação de Imobiliárias de Miami.
Essa diminuição nos valores levou as vendas fechadas no último ano a totalizarem 9.778 condomínios, 43% a mais do que no ano anterior (6.854).
"Os dados de vendas de dezembro e de todo o ano de 2010 são muito encorajadores", disse Jack Levine, presidente da Associação de Corretores de Miami.
"O aumento das vendas mostra a existência da demanda por propriedades locais e reflete uma significativa melhora em comparação com os anos anteriores", comentou.
Apenas em dezembro, foram vendidas em Miami 985 propriedades, 29% a mais em relação ao mesmo período de 2009, com 766 operações.
Comparando as vendas de 2010 com as registradas em 2008, em plena crise imobiliária e, por isso, com pouquíssimas transações, a taxa de aumento chega a 114%, de acordo com a entidade.
Analistas imobiliários destacam que, apesar destes dados encorajadores, a grande quantidade de imóveis que entram no mercado continuará jogando os preços lá embaixo em 2011.
Cerca de cinco mil propriedades, incluindo casas, condomínios e imóveis comerciais, caem nas mãos dos bancos por hipotecas não pagas na região de Miami e arredores todos os meses, segundo o site especializado Condovultures Realty, que tem atualmente uma base de dados com 236 mil unidades embargadas no sul da Flórida.
jco/cw/mvv
terça-feira, 1 de março de 2011
Preços dos imóveis nos EUA continuam a cair em dezembro
Nas 20 maiores cidades do país, os preços diminuíram 2,4% ante dezembro de 2009
22 de fevereiro de 2011 | 11h 25
Danielle Chaves, da Agência Estado
NOVA YORK - Os preços dos imóveis nos EUA continuaram caindo em dezembro do ano passado, segundo pesquisa da S&P/Case-Shiller. Nas 20 maiores cidades do país, os preços dos imóveis diminuíram 2,4% em comparação com dezembro de 2009, acima das estimativas dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que eram de queda de 2,0%.
Nas 10 maiores cidades dos EUA, os preços dos imóveis recuaram 1,2% em dezembro do ano passado, também em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em relação a novembro, os preços declinaram 1,0% nas 20 maiores cidades e 0,9% nas 10 maiores cidades.
A queda foi disseminada por todo o país, com San Diego e Washington D.C. sendo as únicas cidades pesquisadas onde os preços aumentaram em dezembro ante dezembro de 2010. As altas foram de 1,7% e 4,1%, respectivamente.
A pesquisa informou também que no quarto trimestre de 2010, o índice nacional de preços das moradias caiu 4,1% em relação ao mesmo período de 2009 e cedeu 3,9% em relação ao terceiro trimestre. As informações são da Dow Jones.
22 de fevereiro de 2011 | 11h 25
Danielle Chaves, da Agência Estado
NOVA YORK - Os preços dos imóveis nos EUA continuaram caindo em dezembro do ano passado, segundo pesquisa da S&P/Case-Shiller. Nas 20 maiores cidades do país, os preços dos imóveis diminuíram 2,4% em comparação com dezembro de 2009, acima das estimativas dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que eram de queda de 2,0%.
Nas 10 maiores cidades dos EUA, os preços dos imóveis recuaram 1,2% em dezembro do ano passado, também em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em relação a novembro, os preços declinaram 1,0% nas 20 maiores cidades e 0,9% nas 10 maiores cidades.
A queda foi disseminada por todo o país, com San Diego e Washington D.C. sendo as únicas cidades pesquisadas onde os preços aumentaram em dezembro ante dezembro de 2010. As altas foram de 1,7% e 4,1%, respectivamente.
A pesquisa informou também que no quarto trimestre de 2010, o índice nacional de preços das moradias caiu 4,1% em relação ao mesmo período de 2009 e cedeu 3,9% em relação ao terceiro trimestre. As informações são da Dow Jones.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Na Irlanda, megaleilão expõe falência do mercado imobiliário
17/11/2010 - 08:57 | Renata Giraldi/ Agência Brasil | Brasília
Irlanda recusa ajuda financeira e mercados caem frente à instabilidade na zona do euro
Reunidos nessa terça-feira (16/11) em Bruxelas, os representantes dos 16 países que compõem a zona do euro analisaram os riscos de crises econômicas atingindo a Irlanda e Portugal, em um primeiro momento, seguidos pela Itália e a Espanha. O FMI (Fundo Monetário Internacional) enviará uma equipe nos próximos dias para examinar especificamente o caso irlandês. A instabilidade na zona do euro afetou os mercados mundiais, que registraram perdas.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem o dia em baixa de 1,67%. O dólar comercial subiu 0,93%, a R$ 1,740 - maior valor desde setembro. A Bolsa de Nova York também teve queda: o Índice Dow Jones registrou baixa de 1,59%, enquanto a Nasdaq caiu 1,75%. As bolsas da Europa tiveram resultados ainda piores: Londres fechou em baixa de 2,38%, enquanto Paris teve queda de 2,63%.
Em comunicado expedido ontem, o FMI informou que representantes do órgão participarão de conversas com integrantes da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu no esforço de “determinar a melhor maneira para fornecer a ajuda necessária para combater riscos.
Inicialmente, porém,o governo irlandês rejeitou a ajuda financeira. O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, afirmou que seu governo não havia pedido ajuda financeira. Segundo ele, a economia irlandesa é sustentável pelo menos até o próximo ano. No entanto, especialistas afirmam que a instabilidade no mercado financeiro pode colocar o país sob pressão.
Em discurso realizado pouco antes do encontro, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que a União Europeia enfrenta uma “crise de sobrevivência” devido aos déficits na zona do euro.
No começo do ano, a Grécia recorreu à ajuda internacional para conter a crise econômica que afetou o país. Observadores do Conselho Europeu analisam com atenção as situações em Portugal, na Itália e Espanha. Para eles, há ameaças de instabilidade nesses países.
Irlanda recusa ajuda financeira e mercados caem frente à instabilidade na zona do euro
Reunidos nessa terça-feira (16/11) em Bruxelas, os representantes dos 16 países que compõem a zona do euro analisaram os riscos de crises econômicas atingindo a Irlanda e Portugal, em um primeiro momento, seguidos pela Itália e a Espanha. O FMI (Fundo Monetário Internacional) enviará uma equipe nos próximos dias para examinar especificamente o caso irlandês. A instabilidade na zona do euro afetou os mercados mundiais, que registraram perdas.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem o dia em baixa de 1,67%. O dólar comercial subiu 0,93%, a R$ 1,740 - maior valor desde setembro. A Bolsa de Nova York também teve queda: o Índice Dow Jones registrou baixa de 1,59%, enquanto a Nasdaq caiu 1,75%. As bolsas da Europa tiveram resultados ainda piores: Londres fechou em baixa de 2,38%, enquanto Paris teve queda de 2,63%.
Em comunicado expedido ontem, o FMI informou que representantes do órgão participarão de conversas com integrantes da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu no esforço de “determinar a melhor maneira para fornecer a ajuda necessária para combater riscos.
Inicialmente, porém,o governo irlandês rejeitou a ajuda financeira. O primeiro-ministro da Irlanda, Brian Cowen, afirmou que seu governo não havia pedido ajuda financeira. Segundo ele, a economia irlandesa é sustentável pelo menos até o próximo ano. No entanto, especialistas afirmam que a instabilidade no mercado financeiro pode colocar o país sob pressão.
Em discurso realizado pouco antes do encontro, o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que a União Europeia enfrenta uma “crise de sobrevivência” devido aos déficits na zona do euro.
No começo do ano, a Grécia recorreu à ajuda internacional para conter a crise econômica que afetou o país. Observadores do Conselho Europeu analisam com atenção as situações em Portugal, na Itália e Espanha. Para eles, há ameaças de instabilidade nesses países.
China permite a cidades aumentar impostos de imóveis
Com medo de bolha imobiliária que ameaça economia, governo lança mão de medidas para reduzir aumento nos preços da habitação
The New York Times | 31/01/2011 08:04
A+ A-
Compartilhar: O governo da China lançou, na quarta-feira da semana passada, várias medidas destinadas a reduzir o aumento nos preços da habitação e impedir uma bolha imobiliária que ameaça a sua economia.
O Conselho de Estado ordenou que as cidades melhorem o gerenciamento dos estoques de terras, aumentem as taxas de imposto sobre a venda de apartamentos ou casas mantidas há menos de cinco anos e defina metas de controle dos preços para novas moradias. O governo também disse que vai aumentar o valor da entrada para os compradores de segundas residências de 50% para 60%.
As medidas foram divulgadas no website do conselho, depois de uma reunião liderada pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao, o principal planejador econômico do país.
O anúncio representa a mais recente tentativa de Pequim de ganhar algum controle sobre uma das questões mais controversas da nação: o acesso à moradia e a perspectiva de que o aumento nos preços dos imóveis poderia pôr em risco o crescimento econômico do país.
Foto: Getty Images
Cidades como Xangai consideram imposto sobre a propriedade que seria destinado a ajudar especuladores (foto de arquivo)
No seu comunicado, o governo disse que as suas políticas já estão em funcionamento e que os preços das propriedades estão sob controle desde abril passado. Mas os desafios continuam, em um mercado que o governo diz estar sendo conduzido por especuladores.
Imposto sobre propriedade
Várias grandes cidades chinesas, incluindo Xangai e Chongqing, estão considerando experimentar com um imposto sobre a propriedade que seria destinado a ajudar os especuladores e reduzir a dependência da venda de terrenos para renda.
Durante grande parte dos últimos seis anos, os preços da habitação subiram rapidamente nas cidades costeiras da China, ou mesmo nas províncias do interior, conforme o país embarcava em uma grande urbanização. Em Xangai, por exemplo, alguns apartamentos estão sendo vendidos pelo equivalente a US$ 10 milhões.
O aumento constante nos preços da habitação criou uma disputa pela compra de terras entre as construtoras. Muitos dos novos bilionários da China são donos de construtoras. Mas mesmo as empresas estatais estão abocanhando grandes extensões de terras, como investimentos especulativos ou para construir arranha-céus de luxo.
Pequim está cada vez mais preocupada com as construtoras, geralmente assistidas pelos governos locais, que ilegalmente confiscam terras, e com a ansiedade crescente entre o público sobre a escassez de moradias a preços acessíveis. Pequim também teme que seus principais bancos estatais possam estar em risco se o mercado imobiliário entrar em colapso.
Acesso
O governo anunciou planos para construir habitações mais acessíveis nas grandes cidades, mas só teve sucesso em impedir o aumento de preços. Os controles do governo pareciam, apenas temporariamente, desacelerar o aumento dos preços da habitação nos últimos seis anos. E então, depois de um tempo, eles começam a subir novamente.
Muitos compradores acreditam que o governo não vai agir com firmeza no mercado porque os governos locais dependem da venda de terras para uma parcela significativa dos seus rendimentos, por isso têm um forte incentivo para manter os preços elevados.
No ano passado, segundo o governo, a venda de terras em todo o país subiu 70%, chegando a mais de US$ 400 bilhões. Em seu anúncio na quarta-feira, o governo prometeu que iria criar uma “mecanismo” de prestação de contas para regular e controlar o mercado imobiliário.
*Por David Barboza
The New York Times | 31/01/2011 08:04
A+ A-
Compartilhar: O governo da China lançou, na quarta-feira da semana passada, várias medidas destinadas a reduzir o aumento nos preços da habitação e impedir uma bolha imobiliária que ameaça a sua economia.
O Conselho de Estado ordenou que as cidades melhorem o gerenciamento dos estoques de terras, aumentem as taxas de imposto sobre a venda de apartamentos ou casas mantidas há menos de cinco anos e defina metas de controle dos preços para novas moradias. O governo também disse que vai aumentar o valor da entrada para os compradores de segundas residências de 50% para 60%.
As medidas foram divulgadas no website do conselho, depois de uma reunião liderada pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao, o principal planejador econômico do país.
O anúncio representa a mais recente tentativa de Pequim de ganhar algum controle sobre uma das questões mais controversas da nação: o acesso à moradia e a perspectiva de que o aumento nos preços dos imóveis poderia pôr em risco o crescimento econômico do país.
Foto: Getty Images
Cidades como Xangai consideram imposto sobre a propriedade que seria destinado a ajudar especuladores (foto de arquivo)
No seu comunicado, o governo disse que as suas políticas já estão em funcionamento e que os preços das propriedades estão sob controle desde abril passado. Mas os desafios continuam, em um mercado que o governo diz estar sendo conduzido por especuladores.
Imposto sobre propriedade
Várias grandes cidades chinesas, incluindo Xangai e Chongqing, estão considerando experimentar com um imposto sobre a propriedade que seria destinado a ajudar os especuladores e reduzir a dependência da venda de terrenos para renda.
Durante grande parte dos últimos seis anos, os preços da habitação subiram rapidamente nas cidades costeiras da China, ou mesmo nas províncias do interior, conforme o país embarcava em uma grande urbanização. Em Xangai, por exemplo, alguns apartamentos estão sendo vendidos pelo equivalente a US$ 10 milhões.
O aumento constante nos preços da habitação criou uma disputa pela compra de terras entre as construtoras. Muitos dos novos bilionários da China são donos de construtoras. Mas mesmo as empresas estatais estão abocanhando grandes extensões de terras, como investimentos especulativos ou para construir arranha-céus de luxo.
Pequim está cada vez mais preocupada com as construtoras, geralmente assistidas pelos governos locais, que ilegalmente confiscam terras, e com a ansiedade crescente entre o público sobre a escassez de moradias a preços acessíveis. Pequim também teme que seus principais bancos estatais possam estar em risco se o mercado imobiliário entrar em colapso.
Acesso
O governo anunciou planos para construir habitações mais acessíveis nas grandes cidades, mas só teve sucesso em impedir o aumento de preços. Os controles do governo pareciam, apenas temporariamente, desacelerar o aumento dos preços da habitação nos últimos seis anos. E então, depois de um tempo, eles começam a subir novamente.
Muitos compradores acreditam que o governo não vai agir com firmeza no mercado porque os governos locais dependem da venda de terras para uma parcela significativa dos seus rendimentos, por isso têm um forte incentivo para manter os preços elevados.
No ano passado, segundo o governo, a venda de terras em todo o país subiu 70%, chegando a mais de US$ 400 bilhões. Em seu anúncio na quarta-feira, o governo prometeu que iria criar uma “mecanismo” de prestação de contas para regular e controlar o mercado imobiliário.
*Por David Barboza
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Corte no passivo de Lisboa depende do imobiliário
62% do valor a abater ao passivo provém das receitas da venda de imóveis. Rede de saneamento garante a outra "fatia de leão".
O plano da Câmara de Lisboa para redução do seu passivo está muito dependente do mercado imobiliário que, em período de crise e de contracção do crédito, deverá estar mais condicionado.
A autarquia prevê amortizar 353 milhões de euros do seu passivo no próximo ano. Essa redução vai depender, principalmente, das receitas provenientes do fundo imobiliário, que deverá ser constituído ainda este ano e no qual a autarquia deverá ter uma participação de 25%. O montante que está previsto amealhar com o fundo imobiliário representa 62% do total - 218 milhões de euros. Porém, esta receita merece reservas da oposição, dada a actual situação económica.
O plano da Câmara de Lisboa para redução do seu passivo está muito dependente do mercado imobiliário que, em período de crise e de contracção do crédito, deverá estar mais condicionado.
A autarquia prevê amortizar 353 milhões de euros do seu passivo no próximo ano. Essa redução vai depender, principalmente, das receitas provenientes do fundo imobiliário, que deverá ser constituído ainda este ano e no qual a autarquia deverá ter uma participação de 25%. O montante que está previsto amealhar com o fundo imobiliário representa 62% do total - 218 milhões de euros. Porém, esta receita merece reservas da oposição, dada a actual situação económica.
Risco espanhol
A Espanha é a porta de entrada para uma contaminação da crise europeia na América Latina. No México, 37% de todos os ativos financeiros estão nas mãos de bancos espanhóis. No Brasil, 10%. Nos próximos dois anos o governo espanhol terá US$ 341 bilhões em dívida para rolar. Isso representa 25% do PIB espanhol. Agora, até as empresas do país estão tendo que pagar mais caro para rolar as dívidas.
A desconfiança com as contas da Espanha tem feito com que o custo para a rolagem da dívida fique mais caro e, desta forma, o governo está entrando numa espiral negativa. Esta semana, esse custo bateu recorde desde a criação da Zona do Euro: chegou a 5,34% para títulos espanhóis de 10 anos, 3,11% a mais que os juros da dívida alemã. Ontem, caiu quando o Banco Central Europeu afirmou que iria continuar financiando a dívida dos países problemáticos. A crise se agrava porque a dívida do setor privado, que chega a 140% do PIB, também começou a ficar mais cara.
O PIB da Espanha representa 12% da Zona do Euro e chega a US$ 1,45 trilhão, pouco menor que o PIB brasileiro. Para se ter uma ideia do que isso significa, o PIB da Irlanda é de US$ 0,2 trilhão. Juntos, Portugal, Irlanda e Grécia somam US$ 0,75 trilhão. Daí, percebe-se o potencial de estrago de uma crise espanhola. O Fundo de socorro da Zona do Euro, de 750 bilhões, pode não ter fôlego para socorrer a Espanha.
— A Espanha preocupa e precisa ser acompanhada constantemente com lente de aumento porque é lá que está o grande risco para o mundo. A situação não é fácil — afirmou o economista Alexandre Póvoa, da Modal Asset.
Assim como Estados Unidos, Irlanda e Inglaterra, a crise espanhola tem origem no mercado imobiliário. A maior parte dos empregos criados no país nos anos 2000 teve vínculo com o setor de habitação. Em 2007, enquanto o investimento em construção da Zona do Euro somava 6% do PIB, na Espanha, a taxa chegava a 9%. Isso mostra por que o estouro da bolha em 2008 teve impacto tão grande no mercado de trabalho. O desemprego disparou de 8%, em 2007, para acima de 20%, este ano. É o maior da Zona do Euro e torna a recuperação mais difícil porque tira poder de compra das famílias. Também expõe os bancos a riscos de atrasos ou calotes.
O estouro da bolha e os prejuízos bancários levaram o governo a socorrer o sistema financeiro. As contas públicas se deterioraram rapidamente. Se em 2007 elas registraram superávit de 1,9%; em 2009 marcaram déficit de 11,2% do PIB. A dívida, que era de 36,1% do PIB em 2007, deve chegar a 69,4% em 2012, segundo projeção do governo.
Num mundo globalizado em que tudo se mistura, a Espanha corre riscos também por causa de Portugal. Os bancos espanhóis têm US$ 100 bilhões de títulos da dívida do governo de Portugal, de ativos de empresas portuguesas ou imóveis comerciais no país. E Portugal tem US$ 40 bilhões de dívida para rolar apenas no primeiro quadrimestre de 2011. Isso aumenta os riscos para os espanhóis. Ontem, a S&P colocou sob avaliação negativa o rating de Portugal.
Em relatório, o banco francês BNP Paribas disse que a “Espanha é a chave para a América Latina”. Ou seja, se a crise chegar aos espanhóis, terá também impacto na região, mas o risco maior é do México porque 37% dos ativos bancários do país estão nas mãos de bancos espanhóis. No Brasil, a taxa é bem menor: 10%. Mas, segundo o Paribas, o risco no Brasil é menor porque 50% do mercado de crédito do país estão nas mãos de bancos públicos. É ironia que o mercado aponte o gigantismo do setor público no mercado brasileiro — sempre criticado — como um fator de segurança.
— O risco para o México é muito maior porque o país tem relações muito mais fortes com a economia espanhola do que o Brasil. O nosso problema seria dificuldade para o financiamento do déficit em conta corrente, que está crescente. Podemos ter menos Investimento Estrangeiro Direto e menos fluxo externo como um todo — explicou a economista Monica de Bolle, da Galanto consultoria.
Monica esclarece que os grandes bancos espanhóis privados estão bem e que os problemas estão concentrados nos bancos públicos:
— Os grandes bancos da Espanha estão bem. Entre eles, o Santander, que tem forte presença no Brasil. Inclusive a operação do Santander no Brasil é tão boa que a filial manda dinheiro para a matriz. O problema está nas chamadas cajas de ahorros, que são bancos de províncias. Muitos já quebraram e há um fundo do governo para socorrê-los — afirmou.
José Augusto de Castro, da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), vê impacto na balança comercial porque uma crise na Espanha afetaria toda a Zona do Euro:
— A Europa é grande compradora de commodities e destino de 21% de nossas exportações. Como a receita para a redução do déficit fiscal é corte de gastos, haverá menos crescimento e menos demanda por commodities. Além disso, um agravamento da crise, chegando a uma economia sólida como a espanhola, levará investidores a buscar ativos seguros e fugir do mercado de commodities. Isso terá reflexo nos preços.
O Departamento de Estudos Econômicos do Bradesco escreveu que o temor sobre os países da Zona do Euro não sairá do radar tão cedo. A preocupação também é com o financiamento do nosso déficit em conta corrente.
“Torna-se imperativo encontrar uma nova fonte de financiamento para o crescimento brasileiro”, disse.
É preciso sempre estar preparado para o pior, porque em caso de crise a reputação de um país vai de um extremo ao outro em curto espaço de tempo. A Irlanda demorou 15 anos para colocar as contas em ordem e apenas três anos para bagunçá-las novamente.
A desconfiança com as contas da Espanha tem feito com que o custo para a rolagem da dívida fique mais caro e, desta forma, o governo está entrando numa espiral negativa. Esta semana, esse custo bateu recorde desde a criação da Zona do Euro: chegou a 5,34% para títulos espanhóis de 10 anos, 3,11% a mais que os juros da dívida alemã. Ontem, caiu quando o Banco Central Europeu afirmou que iria continuar financiando a dívida dos países problemáticos. A crise se agrava porque a dívida do setor privado, que chega a 140% do PIB, também começou a ficar mais cara.
O PIB da Espanha representa 12% da Zona do Euro e chega a US$ 1,45 trilhão, pouco menor que o PIB brasileiro. Para se ter uma ideia do que isso significa, o PIB da Irlanda é de US$ 0,2 trilhão. Juntos, Portugal, Irlanda e Grécia somam US$ 0,75 trilhão. Daí, percebe-se o potencial de estrago de uma crise espanhola. O Fundo de socorro da Zona do Euro, de 750 bilhões, pode não ter fôlego para socorrer a Espanha.
— A Espanha preocupa e precisa ser acompanhada constantemente com lente de aumento porque é lá que está o grande risco para o mundo. A situação não é fácil — afirmou o economista Alexandre Póvoa, da Modal Asset.
Assim como Estados Unidos, Irlanda e Inglaterra, a crise espanhola tem origem no mercado imobiliário. A maior parte dos empregos criados no país nos anos 2000 teve vínculo com o setor de habitação. Em 2007, enquanto o investimento em construção da Zona do Euro somava 6% do PIB, na Espanha, a taxa chegava a 9%. Isso mostra por que o estouro da bolha em 2008 teve impacto tão grande no mercado de trabalho. O desemprego disparou de 8%, em 2007, para acima de 20%, este ano. É o maior da Zona do Euro e torna a recuperação mais difícil porque tira poder de compra das famílias. Também expõe os bancos a riscos de atrasos ou calotes.
O estouro da bolha e os prejuízos bancários levaram o governo a socorrer o sistema financeiro. As contas públicas se deterioraram rapidamente. Se em 2007 elas registraram superávit de 1,9%; em 2009 marcaram déficit de 11,2% do PIB. A dívida, que era de 36,1% do PIB em 2007, deve chegar a 69,4% em 2012, segundo projeção do governo.
Num mundo globalizado em que tudo se mistura, a Espanha corre riscos também por causa de Portugal. Os bancos espanhóis têm US$ 100 bilhões de títulos da dívida do governo de Portugal, de ativos de empresas portuguesas ou imóveis comerciais no país. E Portugal tem US$ 40 bilhões de dívida para rolar apenas no primeiro quadrimestre de 2011. Isso aumenta os riscos para os espanhóis. Ontem, a S&P colocou sob avaliação negativa o rating de Portugal.
Em relatório, o banco francês BNP Paribas disse que a “Espanha é a chave para a América Latina”. Ou seja, se a crise chegar aos espanhóis, terá também impacto na região, mas o risco maior é do México porque 37% dos ativos bancários do país estão nas mãos de bancos espanhóis. No Brasil, a taxa é bem menor: 10%. Mas, segundo o Paribas, o risco no Brasil é menor porque 50% do mercado de crédito do país estão nas mãos de bancos públicos. É ironia que o mercado aponte o gigantismo do setor público no mercado brasileiro — sempre criticado — como um fator de segurança.
— O risco para o México é muito maior porque o país tem relações muito mais fortes com a economia espanhola do que o Brasil. O nosso problema seria dificuldade para o financiamento do déficit em conta corrente, que está crescente. Podemos ter menos Investimento Estrangeiro Direto e menos fluxo externo como um todo — explicou a economista Monica de Bolle, da Galanto consultoria.
Monica esclarece que os grandes bancos espanhóis privados estão bem e que os problemas estão concentrados nos bancos públicos:
— Os grandes bancos da Espanha estão bem. Entre eles, o Santander, que tem forte presença no Brasil. Inclusive a operação do Santander no Brasil é tão boa que a filial manda dinheiro para a matriz. O problema está nas chamadas cajas de ahorros, que são bancos de províncias. Muitos já quebraram e há um fundo do governo para socorrê-los — afirmou.
José Augusto de Castro, da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), vê impacto na balança comercial porque uma crise na Espanha afetaria toda a Zona do Euro:
— A Europa é grande compradora de commodities e destino de 21% de nossas exportações. Como a receita para a redução do déficit fiscal é corte de gastos, haverá menos crescimento e menos demanda por commodities. Além disso, um agravamento da crise, chegando a uma economia sólida como a espanhola, levará investidores a buscar ativos seguros e fugir do mercado de commodities. Isso terá reflexo nos preços.
O Departamento de Estudos Econômicos do Bradesco escreveu que o temor sobre os países da Zona do Euro não sairá do radar tão cedo. A preocupação também é com o financiamento do nosso déficit em conta corrente.
“Torna-se imperativo encontrar uma nova fonte de financiamento para o crescimento brasileiro”, disse.
É preciso sempre estar preparado para o pior, porque em caso de crise a reputação de um país vai de um extremo ao outro em curto espaço de tempo. A Irlanda demorou 15 anos para colocar as contas em ordem e apenas três anos para bagunçá-las novamente.
domingo, 21 de novembro de 2010
Hong Kong adota medidas contra especulação imobiliária
DANIELLE CHAVES - Agencia Estado
HONG KONG - O secretário financeiro de Hong Kong, John Tsang, anunciou mais medidas para limitar a especulação no mercado imobiliário do país, incluindo um limite menor para hipotecas e impostos adicionais para propriedades que são vendidas dentro de dois anos após a compra. "Nós vamos anunciar mais medidas se necessário", disse Tsang.
Um imposto adicional de 15% será aplicado às vendas de imóveis dentro de seis meses após a compra, enquanto uma tarifa de 10% será imposta às vendas feitas entre 6 e 12 meses após a compra. Outros 5% serão cobrados nas vendas entre 12 e 24 meses após a compra.
A Autoridade Monetária de Hong Kong informou que pediu que os bancos reduzam o teto para hipotecas de residências com valor acima de 12 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 1,54 milhão) para 50% do valor do imóvel, de 60% anteriormente. Para imóveis com valor entre 8 milhões e 12 milhões de dólares de Hong Kong, as hipotecas serão limitadas a 60% do valor, em vez de 70%. O limite para hipotecas de imóveis com valor abaixo de 8 milhões de dólares de Hong Kong permanecerá em 70%.
O plano surge após o governo anunciar em outubro algumas medidas para esfriar o mercado imobiliário e o Fundo Monetário Internacional (FMI) pedir que o governo de Hong Kong tome mais atitudes sobre o mercado imobiliário, caso a inflação dos ativos continue. As informações são da Dow Jones.
HONG KONG - O secretário financeiro de Hong Kong, John Tsang, anunciou mais medidas para limitar a especulação no mercado imobiliário do país, incluindo um limite menor para hipotecas e impostos adicionais para propriedades que são vendidas dentro de dois anos após a compra. "Nós vamos anunciar mais medidas se necessário", disse Tsang.
Um imposto adicional de 15% será aplicado às vendas de imóveis dentro de seis meses após a compra, enquanto uma tarifa de 10% será imposta às vendas feitas entre 6 e 12 meses após a compra. Outros 5% serão cobrados nas vendas entre 12 e 24 meses após a compra.
A Autoridade Monetária de Hong Kong informou que pediu que os bancos reduzam o teto para hipotecas de residências com valor acima de 12 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 1,54 milhão) para 50% do valor do imóvel, de 60% anteriormente. Para imóveis com valor entre 8 milhões e 12 milhões de dólares de Hong Kong, as hipotecas serão limitadas a 60% do valor, em vez de 70%. O limite para hipotecas de imóveis com valor abaixo de 8 milhões de dólares de Hong Kong permanecerá em 70%.
O plano surge após o governo anunciar em outubro algumas medidas para esfriar o mercado imobiliário e o Fundo Monetário Internacional (FMI) pedir que o governo de Hong Kong tome mais atitudes sobre o mercado imobiliário, caso a inflação dos ativos continue. As informações são da Dow Jones.
domingo, 7 de novembro de 2010
Mercado Imobiliário em Outubro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010Mercado Imobiliário em Outubro de 2010
O mercado imobiliário na grande Toronto registrou uma queda percentual no mês de outubro de 2010 comparado com o mesmo período de 2009. Entretanto a venda acumulada de janeiro a outubro está acima 1% comparado ao mesmo período de 2009. Se analizarmos o que aconteceu em 2009, quando as vendas se escontravam baixas no início do ano e só reagindo depois de abril, devido aos fatores econômicos que afetou o mercado em geral. Já em 2010 tivemos um mercado ativo no inverno e primavera devido aos juros baixos e a antecipação de compra por parte dos compradores que já se encontravam qualificados. Os dois fatores que alavancaram as vendas nos primeiros 6 mêses do ano de 2010 foram os juros baixos e a expectativa da entrada do HST em vigor em julho em Ontário, o que aumentou os custos de aquisição do imóvel ( inspeção, transferência de título, custo de seguro, honorários de advogados, e todos os serviços envolvidos na mudança aos quais o HST é aplicável) .
A composição na venda de imóveis varia dependendo da região, entretano condomínio representou 42% do imóveis negociados na cidade de Toronto. Já nas cidades vizinhas casas baixas representou 90% do que foi vendido.
O preço médio de imóvel em outubro na região da grande Toronto foi de $ 443,729 sendo que a média acumulada nos nove meses do ano foi de $ 430,802.
Entretando julgar que de norte a sul leste a oeste os imóveis custam nesta faixa é um erro.
O preço médio mais acessível nas diversas regiões de GTA são:
Na região leste está em Oshawa cuja média é de 233,038.
Na região oeste o preço mais a chamada W18 entre Brampton, Mississauga e Etobicoke cujo preço médio foi de $240,200.
Na região central a área designada de C8( localizada entre Lake Ontario, DVP, Yonge e Bloor) teve uma média de $390,668.
Na região norte, N24 -região da cidade de Brock entre Durhan 23 e regional 2 registrou média de $ 211, 499.
Entretanto dos 6681 casas comercializadas na GTA em outubro a distribuição por faixa de valor é a seguinte:
4,28% - entre $750,000 a $1.000,00
4,21 % acima de $1.000,000
27,35% entre $300,000 a $400,000
16% entre $400,00 a $500,000
16,99% entre $500,000 a $750,000
31,17% abaixo de $300,000
44,17% dos condomínios comercializados estão entre a faixa de $ 250,000 a $400,000.
Posted by MARDEN BASTOS (Real Estate Sales Representative) at Sábado, Novembro 06, 2010
Labels: Compra-e-Venda-de-Imóvel-no-Canadá, Economia, Financiando Seu Imóvel No Canadá
O mercado imobiliário na grande Toronto registrou uma queda percentual no mês de outubro de 2010 comparado com o mesmo período de 2009. Entretanto a venda acumulada de janeiro a outubro está acima 1% comparado ao mesmo período de 2009. Se analizarmos o que aconteceu em 2009, quando as vendas se escontravam baixas no início do ano e só reagindo depois de abril, devido aos fatores econômicos que afetou o mercado em geral. Já em 2010 tivemos um mercado ativo no inverno e primavera devido aos juros baixos e a antecipação de compra por parte dos compradores que já se encontravam qualificados. Os dois fatores que alavancaram as vendas nos primeiros 6 mêses do ano de 2010 foram os juros baixos e a expectativa da entrada do HST em vigor em julho em Ontário, o que aumentou os custos de aquisição do imóvel ( inspeção, transferência de título, custo de seguro, honorários de advogados, e todos os serviços envolvidos na mudança aos quais o HST é aplicável) .
A composição na venda de imóveis varia dependendo da região, entretano condomínio representou 42% do imóveis negociados na cidade de Toronto. Já nas cidades vizinhas casas baixas representou 90% do que foi vendido.
O preço médio de imóvel em outubro na região da grande Toronto foi de $ 443,729 sendo que a média acumulada nos nove meses do ano foi de $ 430,802.
Entretando julgar que de norte a sul leste a oeste os imóveis custam nesta faixa é um erro.
O preço médio mais acessível nas diversas regiões de GTA são:
Na região leste está em Oshawa cuja média é de 233,038.
Na região oeste o preço mais a chamada W18 entre Brampton, Mississauga e Etobicoke cujo preço médio foi de $240,200.
Na região central a área designada de C8( localizada entre Lake Ontario, DVP, Yonge e Bloor) teve uma média de $390,668.
Na região norte, N24 -região da cidade de Brock entre Durhan 23 e regional 2 registrou média de $ 211, 499.
Entretanto dos 6681 casas comercializadas na GTA em outubro a distribuição por faixa de valor é a seguinte:
4,28% - entre $750,000 a $1.000,00
4,21 % acima de $1.000,000
27,35% entre $300,000 a $400,000
16% entre $400,00 a $500,000
16,99% entre $500,000 a $750,000
31,17% abaixo de $300,000
44,17% dos condomínios comercializados estão entre a faixa de $ 250,000 a $400,000.
Posted by MARDEN BASTOS (Real Estate Sales Representative) at Sábado, Novembro 06, 2010
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Maior incorporadora chinesa duplica receitas em outubro apesar de políticas rígidas
A China Vanke, maior incorporadora da China em termos de valor de mercado, anunciou hoje que suas receitas de venda mais que duplicaram em outubro em termos interanuais, apesar de o governo lançar a segunda rodada de medidas rigorosas de controle ao setor imobiliário.
Em um relatório apresentado à Bolsa de Valores de Shenzhen, a incorporadora revelou que suas receitas em todo o país somaram 15,51 bilhões de yuans (US$ 2,31 bilhões) em outubro, vendendo 1,31 milhão de metros quadrados de residências, um aumento anual de 115%.
Durante os primeiros dez meses do ano, a incorporadora, com sede em Shenzhen, negociou 7,32 milhões de metros quadrados em total, faturando 86,9 bilhões de yuans (US$ 12,94 bilhões).
A China adotou desde abril uma série de medidas para reter o mercado imobiliário, entre elas o aumento de exigências para pagamento inicial e a realização de testes de estresse em bancos em caso de notável queda em preços de residências.
Em setembro, o governo chinês lançou a segunda rodada de medidas para esfriar os crescentes preços de imóveis. As medidas incluem a proibição a empréstimos bancários para a compra de terceira moradia e a aceleração da reforma experimental do imposto imobiliário.
Preços de imóveis em 70 grandes e médias cidades chinesas incrementaram-se 9,1% em termos interanuais em setembro. A taxa de crescimento foi 0,5 ponto percentual menor que a de agosto.
Por Agência Xinhua
Em um relatório apresentado à Bolsa de Valores de Shenzhen, a incorporadora revelou que suas receitas em todo o país somaram 15,51 bilhões de yuans (US$ 2,31 bilhões) em outubro, vendendo 1,31 milhão de metros quadrados de residências, um aumento anual de 115%.
Durante os primeiros dez meses do ano, a incorporadora, com sede em Shenzhen, negociou 7,32 milhões de metros quadrados em total, faturando 86,9 bilhões de yuans (US$ 12,94 bilhões).
A China adotou desde abril uma série de medidas para reter o mercado imobiliário, entre elas o aumento de exigências para pagamento inicial e a realização de testes de estresse em bancos em caso de notável queda em preços de residências.
Em setembro, o governo chinês lançou a segunda rodada de medidas para esfriar os crescentes preços de imóveis. As medidas incluem a proibição a empréstimos bancários para a compra de terceira moradia e a aceleração da reforma experimental do imposto imobiliário.
Preços de imóveis em 70 grandes e médias cidades chinesas incrementaram-se 9,1% em termos interanuais em setembro. A taxa de crescimento foi 0,5 ponto percentual menor que a de agosto.
Por Agência Xinhua
Vendas pendentes de imóveis nos EUA caem 1,8% em setembro
Téo Takar | Valor, com agências internacionais
SÃO PAULO - As vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos recuaram 1,8% em setembro na comparação com agosto de acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveis do país (NAR, na sigla em inglês).
O dado se contrapõe à alta revisada de 4,4% registrada no mês anterior, em comparação a julho. Na comparação com setembro de 2009, a queda chegou a 25%. O indicador caiu para 80,9 em setembro, contra uma leitura revisada de 82,4 em agosto.
Uma venda é listada como pendente quando o contrato foi assinado, mas a transação não foi fechada. Geralmente, uma venda é finalizada dentro de um mês ou dois meses após a assinatura do contrato. O indicador serve como um termômetro do comportamento futuro do mercado imobiliário americano.
O economista-chefe da NAR, Lawrence Yun, afirmou que a moratória na execução de hipotecas pode estar causando alguma perturbação no mercado imobiliário. Ele lembrou que o crédito limitado e a baixa avaliação dos imóveis “continuam limitando o mercado”.
SÃO PAULO - As vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos recuaram 1,8% em setembro na comparação com agosto de acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveis do país (NAR, na sigla em inglês).
O dado se contrapõe à alta revisada de 4,4% registrada no mês anterior, em comparação a julho. Na comparação com setembro de 2009, a queda chegou a 25%. O indicador caiu para 80,9 em setembro, contra uma leitura revisada de 82,4 em agosto.
Uma venda é listada como pendente quando o contrato foi assinado, mas a transação não foi fechada. Geralmente, uma venda é finalizada dentro de um mês ou dois meses após a assinatura do contrato. O indicador serve como um termômetro do comportamento futuro do mercado imobiliário americano.
O economista-chefe da NAR, Lawrence Yun, afirmou que a moratória na execução de hipotecas pode estar causando alguma perturbação no mercado imobiliário. Ele lembrou que o crédito limitado e a baixa avaliação dos imóveis “continuam limitando o mercado”.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Compra de casa fortalece vínculo com o país
O Estado de S.Paulo
A demanda dos imigrantes brasileiros por melhor qualidade de vida no Japão fez expandir o mercado de imobiliárias e construtoras de olho no potencial de compra dos estrangeiros. Os próprios imigrantes criaram empresas com o propósito de atender aos conterrâneos.
João Batista Roberto Júnior, 49 anos, mora no Japão desde 97 e justamente no auge da crise, dois anos atrás, passou a intermediar negócios entre construtoras e imigrantes brasileiros nas regiões de Mie, Shiga e Gifu. Em um ano, a imobiliária dele formalizou cerca de 30 contratos para construção de imóveis novos e venda de casas usadas a clientes brasileiros.
"O mercado imobiliário voltado aos imigrantes brasileiros está aquecido, porque quem tinha de voltar ao Brasil já se foi, e quem ficou é porque realmente sabe o que quer, pretende morar aqui bem mais tempo", observa. Segundo ele, mudou o perfil dos brasileiros que buscam o crédito imobiliário: antes, os consumidores queriam imóveis mais espaçosos, com acabamento de primeira, e não se importavam em assumir dívida de até R$ 700 mil para quitar em 35 anos.
Atualmente, segundo João Roberto, a procura é por casas de no máximo R$ 300 mil. Ele observa que, ao realizar os trâmites junto aos bancos e construtoras, procura orientar as famílias sobre o tamanho da responsabilidade que é assumir uma dívida por décadas.
O japonês Hiroshi Nakagawa, 61 anos, também trabalha no setor imobiliário voltado ao mercado estrangeiro na cidade de Kani, Estado de Gifu, e revela menos otimismo quando se trata de venda de imóveis. "Mesmo os brasileiros radicados no Japão, que chamamos de imigrantes, ainda estão receosos sobre como vai ficar a situação econômica do país e, por isso, preferem continuar pagando aluguel a comprar casa própria", afirma.
Dono da imobiliária Meigui, Project, Hiroshi Nakagawa revela que nos últimos anos vendeu cerca de 80 casas a brasileiros apenas nas regiões de Aichi e Gifu. E garante que não tem registro de nenhum caso de devolução de imóvel.
A demanda dos imigrantes brasileiros por melhor qualidade de vida no Japão fez expandir o mercado de imobiliárias e construtoras de olho no potencial de compra dos estrangeiros. Os próprios imigrantes criaram empresas com o propósito de atender aos conterrâneos.
João Batista Roberto Júnior, 49 anos, mora no Japão desde 97 e justamente no auge da crise, dois anos atrás, passou a intermediar negócios entre construtoras e imigrantes brasileiros nas regiões de Mie, Shiga e Gifu. Em um ano, a imobiliária dele formalizou cerca de 30 contratos para construção de imóveis novos e venda de casas usadas a clientes brasileiros.
"O mercado imobiliário voltado aos imigrantes brasileiros está aquecido, porque quem tinha de voltar ao Brasil já se foi, e quem ficou é porque realmente sabe o que quer, pretende morar aqui bem mais tempo", observa. Segundo ele, mudou o perfil dos brasileiros que buscam o crédito imobiliário: antes, os consumidores queriam imóveis mais espaçosos, com acabamento de primeira, e não se importavam em assumir dívida de até R$ 700 mil para quitar em 35 anos.
Atualmente, segundo João Roberto, a procura é por casas de no máximo R$ 300 mil. Ele observa que, ao realizar os trâmites junto aos bancos e construtoras, procura orientar as famílias sobre o tamanho da responsabilidade que é assumir uma dívida por décadas.
O japonês Hiroshi Nakagawa, 61 anos, também trabalha no setor imobiliário voltado ao mercado estrangeiro na cidade de Kani, Estado de Gifu, e revela menos otimismo quando se trata de venda de imóveis. "Mesmo os brasileiros radicados no Japão, que chamamos de imigrantes, ainda estão receosos sobre como vai ficar a situação econômica do país e, por isso, preferem continuar pagando aluguel a comprar casa própria", afirma.
Dono da imobiliária Meigui, Project, Hiroshi Nakagawa revela que nos últimos anos vendeu cerca de 80 casas a brasileiros apenas nas regiões de Aichi e Gifu. E garante que não tem registro de nenhum caso de devolução de imóvel.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Preços dos imóveis na China tem o primeiro aumento desde maio
Danielle Chaves, da Agência Estado
XANGAI - Os preços e as vendas dos imóveis na China se recuperaram em setembro, depois de um período de quatro meses de fraqueza provocada por medidas do governo. Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira destacaram as contínuas dificuldades que o governo chinês está enfrentando para estabilizar o fortalecimento do mercado imobiliário do país.
O índice nacional de preços dos imóveis da China, que engloba 70 grandes e médias cidades, subiu 0,5% em setembro ante agosto, de acordo com o Birô Nacional de Estatísticas, marcando o primeiro aumento em termos mensais desde maio. Em comparação com setembro do ano passado, o índice aumentou 9,1%, em seguida ao ganho de 8,3% de agosto.
As vendas de imóveis nacionais medidas pela área do terreno subiu 16,6% em setembro ante setembro de 2009, depois da queda anual de 10,1% em agosto. Esse foi o primeiro aumento desde abril, quando houve crescimento de 27%.
O retorno do sentimento altista para o mercado em setembro foi aparentemente o estímulo para outra rodada de aperto nas políticas do governo anunciadas no fim daquele mês. As novas medidas se somaram às anunciadas em abril, que haviam tido pouco sucesso em limitar a especulação e tornar as moradias mais baratas.
Analistas esperam que os movimentos mais recentes do governo ajudem a esfriar as atividades do mercado imobiliário chinês nos próximos meses, mas muitos acreditam que os preços vão permanecer estáveis ou cair apenas levemente, já que os motores fundamentais do boom imobiliário da China não foram muito afetados.
O governo chinês reagiu no fim de setembro ao ordenar que os bancos interrompessem os empréstimos para compra da terceira moradia e de moradias subsequentes e ao elevar as exigências de pagamentos iniciais para todas as compras de casas a no mínimo 30% do valor total, de cerca de 20% anteriormente. As medidas anunciadas em abril incluíram a elevação a 30% do pagamento inicial para compra de casas com mais de 90 metros quadrados. As informações são da Dow Jones.
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XANGAI - Os preços e as vendas dos imóveis na China se recuperaram em setembro, depois de um período de quatro meses de fraqueza provocada por medidas do governo. Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira destacaram as contínuas dificuldades que o governo chinês está enfrentando para estabilizar o fortalecimento do mercado imobiliário do país.
O índice nacional de preços dos imóveis da China, que engloba 70 grandes e médias cidades, subiu 0,5% em setembro ante agosto, de acordo com o Birô Nacional de Estatísticas, marcando o primeiro aumento em termos mensais desde maio. Em comparação com setembro do ano passado, o índice aumentou 9,1%, em seguida ao ganho de 8,3% de agosto.
As vendas de imóveis nacionais medidas pela área do terreno subiu 16,6% em setembro ante setembro de 2009, depois da queda anual de 10,1% em agosto. Esse foi o primeiro aumento desde abril, quando houve crescimento de 27%.
O retorno do sentimento altista para o mercado em setembro foi aparentemente o estímulo para outra rodada de aperto nas políticas do governo anunciadas no fim daquele mês. As novas medidas se somaram às anunciadas em abril, que haviam tido pouco sucesso em limitar a especulação e tornar as moradias mais baratas.
Analistas esperam que os movimentos mais recentes do governo ajudem a esfriar as atividades do mercado imobiliário chinês nos próximos meses, mas muitos acreditam que os preços vão permanecer estáveis ou cair apenas levemente, já que os motores fundamentais do boom imobiliário da China não foram muito afetados.
O governo chinês reagiu no fim de setembro ao ordenar que os bancos interrompessem os empréstimos para compra da terceira moradia e de moradias subsequentes e ao elevar as exigências de pagamentos iniciais para todas as compras de casas a no mínimo 30% do valor total, de cerca de 20% anteriormente. As medidas anunciadas em abril incluíram a elevação a 30% do pagamento inicial para compra de casas com mais de 90 metros quadrados. As informações são da Dow Jones.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Colapso no setor imobiliário congela construções em Dubai
The New York Times
(Sam Robinson / ThinkStock)
Dubai condensou décadas de desenvolvimento imobiliário nos últimos 15 anos. Mas o quadro jurídico para resolver disputas de propriedade, bem como a natureza dos contratos propriamente ditos, ainda são tão incompletos quanto muitos edifícios
Em uma noite abafada de junho de 2007, mais de cem pessoas acamparam na sede da Emaar, uma prestigiada incorporadora de imóveis em Dubai, para garantir que conseguiriam um cobiçado lugar em um novo e reluzente arranha-céu ,cuja inauguração estava prevista para este ano perto do Burj Khalifa, o maior edifício do mundo.
Hoje, a construção do imóvel projetado pelo arquiteto nova-iorquino Frank Williams, que morreu em fevereiro, está como inúmeras outras em Dubai: paralisada. O prédio tem pouco mais do que as fundações. Seu valor caiu mais de 40% desde 2008, depois do colapso da bolha imobiliária da cidade.
"A situação de Dubai é realmente um desastre", disse Silvia Turrin, uma corretora que comprou a propriedade no Boulevard 29, e tem sido incapaz de recuperar o investimento. "Não é como nos países ocidentais. É muito difícil sair daqui se há um problema. E nunca vamos conseguir nosso dinheiro de volta. Estamos sem alternativa para lidar com esse rombo."
Durante o auge do seu boom imobiliário, a procura por imóveis em Dubai transformou-se em uma corrida do ouro. Foram atraídos até mesmo líderes empresariais e políticos do Afeganistão, que investiram os depósitos do Banco de Cabul, um dos maiores do país. O banco esteve próximo de quebrar em setembro – e muitos dos problemas se devem a esses investimentos.
Na ocasião, muitos se perguntaram se havia um aparato jurídico para a resolução de eventuais litígios. Agora, quando o brilho se foi, investidores, analistas imobiliários e especialistas em legislação afirmam que muitos compradores encontram dificuldades para sair do mercado.
Apesar do atraso da construção, a Emaar ainda mantém o pagamento inicial de até 80% do necessário para assegurar um apartamento. E as obscuras leis de propriedade de Dubai tornaram praticamente impossível que esses compradores deixem o empreendimento, assim como os juros acumulados de seus financiamentos.
A Emaar reconheceu que o Boulevard 29 está ainda "em construção", mas afirmou que mantém as normas de transparência e que tomou "várias medidas pró-ativas para fazer frente às preocupações dos investidores".
A empresa disse que essas medidas incluem a possibilidade de adquirir outras propriedades já concluídas. Os investidores, porém, dizem que os imóveis oferecidos, em alguns casos, são menores, menos atraentes e mais caros do que os que concordaram em comprar.
A Emaar não é o único incorporador com tais problemas. Dezenas de outros edifícios ao redor de Dubai estão bem atrasados com o cronograma de entrega ou ainda nem foram iniciados. Compradores de apartamentos que fizeram adiantamentos para a construção do imóvel não sabem o que está acontecendo com seu dinheiro. Empréstimos bancários em imóveis não concluídos não podem ser devolvidos, e os financiadores tem de pagar maiores taxas de juros.
"As regras do jogo são definitivamente cinzentas aqui", disse um investidor que comprou várias propriedades em Dubai e insistiu em se manter no anonimato em razão de delicadas negociações com incorporadores e reguladores. A maioria dos incorporadores tem impedido a formação de associações de proprietários que poderiam assumir o controle das finanças da construção e garantir a transparência da gestão das taxas de condomínio, que muitos proprietários dizem ser usada por incorporadores para aumentar suas receitas.
Dubai condensou décadas de desenvolvimento imobiliário nos últimos 15 anos. Mas o quadro jurídico para resolver disputas de propriedade, bem como a natureza dos contratos propriamente ditos, ainda são tão incompletos quanto muitos edifícios, disseram analistas.
"Dubai evoluiu rapidamente em pouco tempo, disse Graham Coutts, encarregado dos serviços de gestão do Oriente Médio da Jones Lang LaSalle, uma empresa global de serviços imobiliários. "O sistema jurídico tem de evoluir junto."
As preocupações com a resolução de litígios são crescentes, assim como a luta de incorporadores para encontrar investidores nacionais e estrangeiros para o que se tornou um dos maiores excedentes de imóveis do mundo. O número de imóveis comerciais desocupados, em especial, continuam aumentando.
Embora 70% dos imóveis vazios há três anos tenham sido ocupados, a construção de imóveis, desde então, ultrapassou em muito o número de compradores, e mais do que duplicou a oferta, disse Timothy Trask, da Standard & Poors em Dubai.
Dubai não é o primeiro local onde ambições crescentes ultrapassaram a realidade. Xangai, Cingapura e Hong Kong também passaram por isso. Mas essas cidades foram capazes de cortar o excedente imobiliário reduzindo as construções até voltarem a ter demanda.
As construções continuam em Dubai, apesar de potenciais compradores empresariais mostrarem pouco interesse em construções como o Dubai Silicon Oasis ou o Jumeirah Lake Towers, um complexo de mais de 85 edifícios nas franjas do deserto. A Jones Lang LaSalle propôs recentemente que alguns edifícios deveriam ser simplesmente fechados nos próximos cinco anos, até o retorno dos compradores.
(Sam Robinson / ThinkStock)
Dubai condensou décadas de desenvolvimento imobiliário nos últimos 15 anos. Mas o quadro jurídico para resolver disputas de propriedade, bem como a natureza dos contratos propriamente ditos, ainda são tão incompletos quanto muitos edifícios
Em uma noite abafada de junho de 2007, mais de cem pessoas acamparam na sede da Emaar, uma prestigiada incorporadora de imóveis em Dubai, para garantir que conseguiriam um cobiçado lugar em um novo e reluzente arranha-céu ,cuja inauguração estava prevista para este ano perto do Burj Khalifa, o maior edifício do mundo.
Hoje, a construção do imóvel projetado pelo arquiteto nova-iorquino Frank Williams, que morreu em fevereiro, está como inúmeras outras em Dubai: paralisada. O prédio tem pouco mais do que as fundações. Seu valor caiu mais de 40% desde 2008, depois do colapso da bolha imobiliária da cidade.
"A situação de Dubai é realmente um desastre", disse Silvia Turrin, uma corretora que comprou a propriedade no Boulevard 29, e tem sido incapaz de recuperar o investimento. "Não é como nos países ocidentais. É muito difícil sair daqui se há um problema. E nunca vamos conseguir nosso dinheiro de volta. Estamos sem alternativa para lidar com esse rombo."
Durante o auge do seu boom imobiliário, a procura por imóveis em Dubai transformou-se em uma corrida do ouro. Foram atraídos até mesmo líderes empresariais e políticos do Afeganistão, que investiram os depósitos do Banco de Cabul, um dos maiores do país. O banco esteve próximo de quebrar em setembro – e muitos dos problemas se devem a esses investimentos.
Na ocasião, muitos se perguntaram se havia um aparato jurídico para a resolução de eventuais litígios. Agora, quando o brilho se foi, investidores, analistas imobiliários e especialistas em legislação afirmam que muitos compradores encontram dificuldades para sair do mercado.
Apesar do atraso da construção, a Emaar ainda mantém o pagamento inicial de até 80% do necessário para assegurar um apartamento. E as obscuras leis de propriedade de Dubai tornaram praticamente impossível que esses compradores deixem o empreendimento, assim como os juros acumulados de seus financiamentos.
A Emaar reconheceu que o Boulevard 29 está ainda "em construção", mas afirmou que mantém as normas de transparência e que tomou "várias medidas pró-ativas para fazer frente às preocupações dos investidores".
A empresa disse que essas medidas incluem a possibilidade de adquirir outras propriedades já concluídas. Os investidores, porém, dizem que os imóveis oferecidos, em alguns casos, são menores, menos atraentes e mais caros do que os que concordaram em comprar.
A Emaar não é o único incorporador com tais problemas. Dezenas de outros edifícios ao redor de Dubai estão bem atrasados com o cronograma de entrega ou ainda nem foram iniciados. Compradores de apartamentos que fizeram adiantamentos para a construção do imóvel não sabem o que está acontecendo com seu dinheiro. Empréstimos bancários em imóveis não concluídos não podem ser devolvidos, e os financiadores tem de pagar maiores taxas de juros.
"As regras do jogo são definitivamente cinzentas aqui", disse um investidor que comprou várias propriedades em Dubai e insistiu em se manter no anonimato em razão de delicadas negociações com incorporadores e reguladores. A maioria dos incorporadores tem impedido a formação de associações de proprietários que poderiam assumir o controle das finanças da construção e garantir a transparência da gestão das taxas de condomínio, que muitos proprietários dizem ser usada por incorporadores para aumentar suas receitas.
Dubai condensou décadas de desenvolvimento imobiliário nos últimos 15 anos. Mas o quadro jurídico para resolver disputas de propriedade, bem como a natureza dos contratos propriamente ditos, ainda são tão incompletos quanto muitos edifícios, disseram analistas.
"Dubai evoluiu rapidamente em pouco tempo, disse Graham Coutts, encarregado dos serviços de gestão do Oriente Médio da Jones Lang LaSalle, uma empresa global de serviços imobiliários. "O sistema jurídico tem de evoluir junto."
As preocupações com a resolução de litígios são crescentes, assim como a luta de incorporadores para encontrar investidores nacionais e estrangeiros para o que se tornou um dos maiores excedentes de imóveis do mundo. O número de imóveis comerciais desocupados, em especial, continuam aumentando.
Embora 70% dos imóveis vazios há três anos tenham sido ocupados, a construção de imóveis, desde então, ultrapassou em muito o número de compradores, e mais do que duplicou a oferta, disse Timothy Trask, da Standard & Poors em Dubai.
Dubai não é o primeiro local onde ambições crescentes ultrapassaram a realidade. Xangai, Cingapura e Hong Kong também passaram por isso. Mas essas cidades foram capazes de cortar o excedente imobiliário reduzindo as construções até voltarem a ter demanda.
As construções continuam em Dubai, apesar de potenciais compradores empresariais mostrarem pouco interesse em construções como o Dubai Silicon Oasis ou o Jumeirah Lake Towers, um complexo de mais de 85 edifícios nas franjas do deserto. A Jones Lang LaSalle propôs recentemente que alguns edifícios deveriam ser simplesmente fechados nos próximos cinco anos, até o retorno dos compradores.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Estrangeiros não temem mercado imobiliário.
O mercado de imóveis de Miami está passando por uma onda de aquecimento que pode dar aos menos informados a impressão da chegada de um outro boom imobiliário. A reportagem da Associated Press cita como exemplo o prédio de apartamentos Viceroy, onde foram vendidas de janeiro até agora 262 unidades de um total de 372 que estavam à venda.
Na verdade, o que está acontecendo é que compradores estrangeiros descobriram que os preços estão uma galinha morta se comparados aos de lançamento. Em 2007, os apartamentos foram colocados à venda por $670 mil e hoje estão sendo vendidos por $319 mil. Como o Viceroy, dezenas de prédios fantasmas em Miami estão na mesma situação.
Acontece que quase 90 por cento desses compradores são estrangeiros que pagam à vista. São investidores individuais da Argentina, Canadá, Colômbia, França, Israel, Itália, Noruega e Venezuela, muitos deles trocando o mercado de ações pelo debilitado mercado de imóveis americano. A idéia desses investidores é alugar os imóveis e esperar uma valorização quando a crise passar.
Tomara que estejam certos e não quebrem a cara como milhões de americanos quebraram.
Postado por Eliakim Araujo às 6:25 AM 1 comentários Links para esta postagem
Na verdade, o que está acontecendo é que compradores estrangeiros descobriram que os preços estão uma galinha morta se comparados aos de lançamento. Em 2007, os apartamentos foram colocados à venda por $670 mil e hoje estão sendo vendidos por $319 mil. Como o Viceroy, dezenas de prédios fantasmas em Miami estão na mesma situação.
Acontece que quase 90 por cento desses compradores são estrangeiros que pagam à vista. São investidores individuais da Argentina, Canadá, Colômbia, França, Israel, Itália, Noruega e Venezuela, muitos deles trocando o mercado de ações pelo debilitado mercado de imóveis americano. A idéia desses investidores é alugar os imóveis e esperar uma valorização quando a crise passar.
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