sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Queda no preço do aluguel é estratégia para manter inquilinos.

Crise econômica que o Brasil enfrenta tem afetado o mercado imobiliário.
Se houver acordo na mudança de preços, deve estar no contrato.

Placas de aluga-se estão espalhadas pela capital (Foto: Palloma Pires/G1)
A crise econômica que o Brasil enfrenta tem afetado também o mercado imobiliário. Segundo Guido Cussiol Neto, diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) de Sorocaba, muitos proprietários de imóveis para locação têm abonado o reajuste anual no preço do aluguel para manter os inquilinos no imóvel. Abaixar o preço do aluguel também tem sido uma opção.
"Hoje, a economia está travada. Muita gente que morava de aluguel está perdendo o emprego e voltando a morar na casa dos pais e isso provoca uma refração muito grande no mercado imobiliário", afirma Neto.
Neto explica que o reajuste inflacionário no aluguel é corrigido pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). "O problema do IGP-M é que ele corrige apenas a inflação e ela não reflete a realidade do mercado imobiliário, que está tendo oferta maior que demanda. Isso acaba gerando conflitos".Os imóveis comerciais também estão com os preços de aluguel em queda. Segundo pesquisa do FipeZap, divulgada no fim do mês passado, em julho houve queda de 0,39% no preço médio do aluguel de imóveis comerciais, em comparação com o mês anterior.
Por isso, o profissional explica que as imobiliárias costumam aconselhar que o dono do imóvel tenha um bom relacionamento com o inquilino. "Se o inquilino sai do imóvel, é difícil achar outro. E uma nova locação é uma surpresa. Por isso, se o atual inquilino paga em dia e conserva o imóvel, o dono deve cultivá-lo, mesmo que isso signifique que ele deva abaixar o preço do aluguel. Mas, se houver acordo na mudança de preços, isso deve estar transcrito no contrato", destaca.
Fonte: G1 mercado imobiliário.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lançamentos de imóveis sobem no ano, mas vendas ainda têm queda.

No acumulado até julho, lançamentos cresceram 13,8%, segundo Abrainc.
Já as vendas caíram 13% na comparação com o ano anterior.



O número de lançamentos no mercado imobiliário cresceu nos últimos meses, mas o setor continua pressionado pela queda das vendas, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
O número de unidades lançadas em julho foi de 2.345, o que representa uma alta de 92,5% na comparação com o mesmo período de 2015. No acumulado no ano, os lançamentos somaram 33.975 unidades, número 13,8% superior ao observado nos primeiros 7 meses de 2015.
As vendas, entretanto, recuaram 7,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até julho de 2016, as vendas somaram 57.798 unidades, o que corresponde a uma queda de 13% na comparação anual.
“Na medida em que a economia voltar a crescer, o setor deve se recuperar”, avalia o vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura.
No fim de julho, o mercado nacional disponibilizava 116.368 unidades para compra, segundo a Abrainc. A associação estima que a oferta seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 15 meses, mantido o atual ritmo de vendas de cerca de 8 mil unidades por mês.
Os Indicadores são elaborados a partir de informações de 20 das 35 associadas da Abrainc que atuam em todo o país.
Fonte: G1 Economia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Preços de imóveis atingem menor patamar dos últimos anos.

Saiba se é uma boa hora para comprar ou vender. O excesso de ofertas de imóveis é um dos resultados da profunda crise econômica que o país esteve mergulhado desde o ano passado. Basta qualquer pessoa passar por condomínios, prédios e casas, e observar a quantidade de placas de imobiliárias anunciando seus produtos. Porém, há sempre uma camada da sociedade que consegue tirar proveito de momentos de instabilidade e fechar bons negócios. O professor de economia de MBA executivo do Insper Otto Nogami lembra que as construtoras passaram a explorar esse nicho de mercado, que representa grupos de renda elevada e com dinheiro para fechar negócios. “O mercado se movimenta nesse extrato de renda mais alto que está à margem da crise. Aparentemente, os preços de imóveis de luxo estão mais justos e estão se mantendo em um patamar, mesmo que a queda dos valores ainda não seja substancial”, diz o economista. Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, diz que os imóveis que estão disponíveis hoje começaram a ser construídos há pelo menos três anos, quando o mercado estava com uma demanda muito alta. “O preço do metro quadrado está em seu menor patamar comparado aos últimos quatro anos. Acredito que alcançamos o valor mais baixo de um imóvel em São Paulo”, diz Prando. É hora de comprar um imóvel? Segundo o vice-presidente do Secovi, o mercado tende a crescer e a se recuperar. As empresas reduziram os números de lançamentos, quase em 50%, e mudanças na lei de zoneamento resultou em um custo adicional nos terrenos urbanos. “Essas unidades de antigos projetos vão acabar e os projetos novos já virão com preços corrigidos”, explica. Nogami diz que tudo ainda depende do cenário, mas a economia dá sinais de inversão. “O preço não deve cair mais e a própria construtora diante desse possível crescimento deve postergar a venda. Para quem tem dinheiro, é uma boa hora de investir, pois tem poder de negociação e consegue uma boa compra”, explica. Prando acredita que o segundo semestre é o momento certo para comprar um imóvel, pois, mesmo inseguras, as pessoas reconhecem que ouve uma parada no mercado imobiliário. “Quando a taxa de juro começar a cair, teremos uma avalanche de dinheiro indo para a compra de imóveis, que deve gerar a redução de ofertas em 2017”, diz o vice-presidente da Secovi. Impeachment e momento político do país O governo provisório tirou um pouco do aspecto depressivo das pessoas e elas se aventuram mais e começam a perder o medo de consumir. O professor do Insper diz que a população já se sente um pouco mais segura para gastar e voltar a pensar em um financiamento. “Eu acredito que o cenário tende a se firmar na medida em que o governo provisório fique”, avalia Nogami. Flávio Prando diz que a permanência do presidente em exercício, Michel Temer, no governo dará mais tranquilidade aos empresários para que eles voltem a investir. “O impeachment tira da frente o fantasma do retorno da presidente Dilma. Isso resulta no retorno na confiança e é muito favorável para o mercado imobiliário”, finaliza. Fonte:Globo.com