domingo, 15 de setembro de 2013
Rigor na vistoria de apartamento novo evita desgaste e gasto futuro
15/09/2013 - 01h30 | DANIEL VASQUES
DE SÃO PAULO
Ao fazer a vistoria do imóvel, é fácil se deixar levar pela emoção. É a hora de entrar pela primeira vez em um ambiente muito esperado que só era conhecido no papel ou durante a visita do apartamento modelo decorado.
Cliente tem 90 dias de garantia para reclamar de falhas no imóvel
Só que é preciso manter a calma, ficar muito atento e não esquecer que a função da vistoria é checar se o imóvel apresenta problemas.
Caso existam, o futuro morador deverá solicitar os reparos à construtora, que o chamará para uma nova vistoria, até os defeitos serem corrigidos.
A analista de contas, Maria Luiza Gonçalves, 53, conta que há cerca de um mês fez a vistoria do apartamento que comprou em Diadema (Grande São Paulo). Segundo ela, havia problemas no botão de uma descarga, na pintura de paredes e no trinco da porta.
Além disso, no dia da visita, faltava água no edifício, o que a impediu de testar o escoamento dos ralos e checar vazamentos. Agora aguarda uma nova vistoria, marcada para o próximo dia 21.
De acordo com a GMK, incorporadora responsável pela obra, a inspeção a que Gonçalves se refere foi apenas uma pré-vistoria, com o objetivo de antecipar a identificação de qualquer problema antes da vistoria de fato.
Para se preparar para a vistoria do imóvel que comprou, construído pela Brookfield, a engenheira química Carolina Grieco, pesquisou na internet sobre o assunto, assistiu a vídeos de orientação e, com seu noivo, os pais e um marceneiro, partiu para a ação.
Avener Prado/Folhapress
Carolina Grieco e Henrique Azevedo Bruno preparam arsenal para a vistoria da casa nova
Carolina Grieco e o noivo, Henrique Azevedo Bruno, preparam arsenal para a vistoria da casa nova
O resultado foi que a visita, prevista para durar até uma hora, levou quatro. Entre os problemas, um azulejo trincado, uma janela que não fechava, um interruptor com defeito e a varanda mal pintada. Grieco diz estar satisfeita com o desfecho, já que tudo foi resolvido na hora.
"Estava com a emoção aflorada. Por isso, é importante levar mais pessoas, para manter o foco", diz.
Segundo Fabio Diogo, diretor da incorporadora, uma auditoria técnica independente é contratada para vistoriar as unidades, mas "podem acontecer casos em que não conformidades sejam percebidas somente na vistoria final, com a presença do proprietário".
O advogado de direito imobiliário Marcelo Tapai diz que, se o imóvel apresentar problema, o cliente deverá solicitar que ele seja anotado no termo de vistoria, refutando promessa verbal da empresa.
Outras recomendações de especialistas são tirar fotos ou filmar os itens com defeito e levar uma trena para medir os cômodos e a garagem.
Ana Carolina Bernardes, diretora-jurídica da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), afirma que pode haver uma diferença de no máximo 5% no tamanho do imóvel. Se ultrapassar esse percentual, deverá haver algum tipo de compensação ao morador.
O empresário Ely Andrade, 54, conta que verificou falhas na pintura e no alinhamento do granito e gesso na primeira vistoria. Ao todo, foram três, sem solução. "Gastei em torno de R$ 1.500 para resolver. Você jogava a iluminação no imóvel e as imperfeições apareciam."
Editoria de Arte/Folhapress
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Preço atual facilita compra de casa própria
VIVIAM NUNES
DE SÃO PAULO
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Sinais de queda de preço de imóveis já prontos na capital paulista têm dado alento a quem há alguns anos pretende comprar uma moradia em São Paulo e não consegue por causa dos valores.
De 2012 a 2013, considerando os cinco primeiros meses de cada ano, os preços caíram até 5% na maioria das regiões da cidade, de acordo com o Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis).
A desvalorização está longe de reverter a alta recente no mercado, considerando que os valores subiram até 99%, de 2009 a 2012, também segundo o Creci -mas já é um alívio para quem tenta definir qual é o melhor momento para comprar.
Cenário favorece negociação de aluguéis
Para economistas e consultores ouvidos pela Folha, embora a queda de 2013 seja pontual, é, sim, favorável ao consumidor, que tem mais margem para negociar.
"Nos últimos anos, os preços dos imóveis usados subiram muito mais do que os novos, e, agora, ocorre uma correção", diz Celso Amaral, diretor corporativo do Geoimovel, empresa de informações imobiliárias.
NO RITMO DA INFLAÇÃO
"Daqui para a frente, os valores devem subir no ritmo da inflação", acrescenta.
Para Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site comparador de empréstimos, o aumento do preços dos imóveis em geral deve ficar agora entre 10% e 15% ao ano, em média.
Assim, para quem pretende trocar o aluguel pelo financiamento, o momento pode ser oportuno, acrescenta o educador financeiro Mauro Calil. "O aluguel é uma despesa que não se reverte na formação de patrimônio, ao contrário da parcela do financiamento", diz.
"O cuidado que deve ser tomado na hora da compra é negociar o maior desconto possível e comparar o custo dos empréstimos em pelo menos dois bancos, além daquele em que se tem conta", complementa Calil.
APOSTA
Embora pague aluguel hoje por um imóvel de cem metros quadrados nos Jardins, o advogado Fernando Costa, 34, não pretende, pelo menos por enquanto, trocar a despesa pelo financiamento.
Costa tem outra estratégia: deixar o dinheiro que tem atualmente (cerca de R$ 200 mil) em uma aplicação como o Tesouro Direto para aumentar o valor da entrada.
O advogado aposta em queda dos preços dos imóveis na região nos próximos quatro anos, apesar da previsão de economistas de alta ao menos no ritmo da inflação.
A simulação ao lado mostra que, para o plano de Costa ser vantajoso, o imóvel que ele deseja comprar no bairro -que hoje custa R$ 1 milhão- não pode ter reajuste nos próximos quatro anos.
Se subir 5% ao ano nesse período, menos que as previsões de mercado, o valor total gasto na compra será maior do que seria se o aluguel fosse substituído agora pelo financiamento imobiliário.
SEGUNDO IMÓVEL
Já para quem já tem um imóvel e está procurando outro para investir -seja para revender ou alugar-, pode valer mais a pena esperar por oportunidades melhores do que comprar agora.
"Os imóveis ainda estão com preços altos e assim fica mais difícil ter um retorno financeiro que compense o investimento", diz Valter Police, planejador financeiro.
"Para investir, é preciso, antes da compra, pesquisar bem o perfil do imóvel desejado e se há demanda suficiente na região por aquele bem -como inquilinos e compradores em potencial."http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1335432-preco-atual-facilita-compra-de-casa-propria.shtml
Fonte:
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Nova regra puxará preço dos imóveis
As novas regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para imóveis residenciais entram em vigor amanhã. Elas darão mais conforto e segurança aos proprietários e moradores. Entre os benefícios, a redução de barulhos vindos do lado de fora e dos vizinhos - especialmente no caso dos apartamentos - e a entrega de um manual de manutenção da estrutura. Por outro lado, os custos extras das construtoras devem aumentar o preço dos imóveis.
A ABNT NBR 15575, nome oficial da norma, foi discutida durante mais de cinco anos e está dividida em seis partes com diversas regras e orientações. Todos os imóveis habitacionais protocolados nas prefeituras a partir de amanhã devem segui-las. Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Eduardo Moura, a maioria das construtoras não terá dificuldade de se adaptar, uma vez que muitas empresas já aplicavam boa parte das técnicas indicadas.
Em relação ao impacto nos preços, ele explica que vai variar não apenas de acordo com a empresa, mas também em relação ao tipo de empreendimento e ao local onde ele será feito, uma vez que as condições do solo e até climáticas são fatores a serem levados em conta. Moura esclarece que, por isso, não há uma estimativa de média de aumento de preços. No entanto, nos mercados do Sudeste, há construtoras avaliando o acréscimo no preço final entre 3% e 7%.
Uma das exigências prevê a entrega de um manual de manutenção ao proprietário. No documento, estarão orientações sobre serviços e materiais necessários para a durabililidade e o bom funcionamento do imóvel. Contudo, os demais benefícios só poderão ser sentidos pelo consumidor com o uso da residência, já que as mudanças ficarão "ocultas", fazendo parte da estrutura do prédio.
A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Maria Inês Dolci, orienta que proprietários e moradores lembrem-se sempre das novas normas quando problemas estruturais surgirem. Para ela, embora apenas imóveis a serem protocolados a partir de amanhã sejam obrigados a estar de acordo com as regras, elas podem servir de base também para reclamações de quem já tem um imóvel. "O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor já determina que os produtos sigam as normas técnicas vigentes", explica Maria Inês.
Fonte:http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=54498&recalcul=oui
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