domingo, 30 de janeiro de 2011

PDG unifica marcas e lança nova estratégia de comunicação

Em 2010, após estudo profundo de branding realizado pela Ana Couto Branding & Design, a PDG, maior incorporadora das Américas em valor de mercado, decidiu unificar as marcas das empresas do grupo. A partir de fevereiro de 2011, a CHL, Goldfarb, Agre e LN passam a responder como PDG, com discurso unificado, que tem como objetivo aumentar a visibilidade nacional, expandir o contato com os diferentes públicos de interesse e consolidar a empresa como a primeira opção do mercado de construção civil para compra e investimento em imóveis. A mudança será gradual, começando pelas campanhas publicitárias de produtos e pelo novo portal.

Todas as operações serão preservadas e comandadas pelo CEO, Zeca Grabowsky. Para ele, a empresa terá uma “imagem” única e otimizará os investimentos em campanhas publicitárias, que agora terão a mesma identidade e proporcionarão maior reconhecimento da marca.

— A comunicação será mais eficiente e a PDG se firmará em todo o território nacional, potencializando seus resultados. Daremos a correta percepção de tamanho da companhia. Somos todos PDG. Todas as campanhas publicitárias seguirão uma única linha de comunicação, diferente dos anúncios de lançamentos já existentes — ressalta Zeca.

O novo logotipo tem como base o quadrado, forma que mostra por meio das linhas retas, a racionalidade, essencial na hora de fechar um negócio. Para dar vida à imagem, três cores foram inseridas: roxo, cinza e amarelo, que serão usadas de acordo com perfil de cada empreendimento. O estudo criou usos diferenciados e mensagens específicas para os diversos públicos. Para anúncios do segmento AA, o cinza e o branco devem prevalecer. No segmento AB, o roxo, o branco e o cinza serão predominantes, com fotos que mostram sofisticação e elegância. Para a classe C, as cores escolhidas são o roxo e o amarelo, com imagens que reforçam a alegria.

A PDG nasceu em 2003 como uma área de investimentos no ramo imobiliário dentro do banco Pactual. Em 2006, tornou-se uma unidade de negócio independente. Com a abertura de capital em janeiro de 2007, a empresa iniciou o crescimento rumo ao topo do mercado: adquiriu a Goldfarb, focada no segmento econômico; a CHL, líder do Rio de Janeiro; em 2010, a AGRE, com capilaridade expressiva e forte presença em São Paulo, Norte e Nordeste; e, também em 2010, a LN, com quem já atuava em parceria no Paraná e Santa Catarina. Com sua expertise financeira e a aquisição dessas unidades de negócios estratégicas, que tem mais de 40 anos de experiência no mercado, a PDG tornou-se a maior incorporadora das Américas em valor de mercado e está presente em mais de 100 cidades, onde entregou cerca de 65 mil unidades. A empresa representa solidez e segurança em sua gestão e prevê, para 2011, guidance de lançamentos entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões. Hoje, atua em todos os segmentos, do alto luxo ao econômico.

A PDG Sul – PR/SC/RS

Na região Sul do País, a PDG atua no mercado imobiliário no segmento A, A/B e C com empreendimentos em Porto Alegre, Alvorada, Canoas, Novo Hamburgo e Caxias do Sul no Rio Grande do Sul; São José e Joinville em Santa Catarina e ainda Londrina e Curitiba no Paraná. A PDG soma 17 obras em andamento totalizando 787.393,79m² m2 em construção que dão forma a 5.375 unidades de imóveis.

Construção terá crescimento menor de vendas em 2011

Valor Econômico, 28/jan


Depois de multiplicarem por mais de cinco seus negócios desde 2006, é possível prever que as incorporadoras imobiliárias vão desacelerar o ritmo de alta dos lançamentos e vendas em 2011. Apesar disso, também é fácil garantir que elas ainda estão longe de botar o pé no freio.

PDG, Cyrela, MRV, Rossi, Brookfield, Even, CCDI e Inpar, que já divulgaram prévias operacionais do quarto trimestre, informaram lançamentos totais de R$ 27,6 bilhões em 2010, o que representa crescimento de 55% sobre 2009. Na comparação com 2006, quando as empresas foram para a bolsa e passaram a divulgar balanços, houve expansão de 456%. Naquele ano, os lançamentos somaram apenas R$ 4,9 bilhões. O aumento médio anual desde 2006 foi de 53%.

Em termos de vendas, o valor contratado por essas companhias atingiu R$ 25,8 bilhões no ano passado, total 47% maior na comparação com 2009 e 662% superior aos R$ 3,4 bilhões de 2006. A média anual de crescimento foi de 66% no período.

A continuidade do crescimento do mercado em 2011, segundo Rubens Menin, presidente da MRV, está calcada em três fundamentos básicos: aumento da renda do brasileiro, crédito imobiliário ainda muito baixo como proporção do PIB e forte demanda. "Toda a indústria vai crescer. Quando a economia está estável, a indústria acompanha", diz.

Ao falar da procura, Menin cita estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que estima que, por ano, 1,5 milhão de novas famílias formadas querem comprar imóveis, enquanto os lançamentos anuais equivalem a pouco mais de um terço disso. Isso sem falar na demanda reprimida, já que durante mais de 20 anos a oferta de financiamento para casa própria foi restrita.

Menin informou que a projeção de vendas da MRV deve ser divulgada em breve. Sem revelar números antecipadamente, e depois do crescimento de 33% verificado no ano passado, para R$ 3,75 bilhões, o executivo sinalizou apenas que o mercado não conseguirá manter a velocidade de crescimento dos últimos anos.

Para o primeiro trimestre, a companhia já informou que o ritmo de lançamentos ficará perto de R$ 2 bilhões, número próximo do total de R$ 1,85 bilhão dos últimos três meses de 2010.

No caso da Cyrela, que já apresentou as projeções para 2011, nota-se que o intervalo de crescimento para os lançamentos fica entre 10% e 20% sobre 2010, enquanto no ano passado a expansão foi de 33% (considerando a parcela da companhia). Em termos de vendas, a faixa de crescimento esperada é maior, de 22% a 35%, especialmente porque 60% dos lançamentos do ano passado foram feitos no quarto trimestre, o que ampliou o estoque.

Segundo o diretor financeiro da Cyrela, Luis Largman, a concentração de lançamentos nos últimos três meses não foi planejada e decorreu principalmente de atrasos em autorizações na capital paulista. "Atrasou um pouquinho, mas já está tudo resolvido", afirmou ele, ressaltando o bom volume de vendas alcançado no quarto trimestre, quando a empresa vendeu 55% do total lançado no período.

Ao comentar a desaceleração prevista nos lançamentos neste ano, Largman não quis dizer se isso é uma tendência. "Quanto maior a base, na margem você cresce um pouco menos. Mas o número da projeção divulgada é o que melhor reflete a foto da companhia para o futuro. Não dá para saber se será sempre assim", disse o executivo.

Ao anunciar a meta de crescimento de lançamentos de 10% a 20% para 2011, depois de ter elevado esse volume em 152% em 2010, o diretor superintendente da CCDI, Francisco Sciarotta Neto, ressaltou que a base de comparação cresceu muito e não dá para ter o mesmo nível agora. A prioridade neste ano, segundo ele, será a melhora de margens.

Esse ganho, entretanto, não deve ser garantido por aumentos de preços, como ocorreu nos últimos anos. De acordo com Largman, da Cyrela, nos segmentos de classe média alta e luxo, o preço do metro quadrado deve apenas acompanhar a inflação, embora haja espaço para altas maiores nos apartamentos voltados para classe média e popular.

Já Rubens Menin, da MRV, prevê que os imóveis para baixa renda vão apenas acompanhar a inflação. "Esse segmento é mais limitado por renda. Os preços sobem naturalmente com o custo da construção. Não gostaria que explodisse (como em outras faixas)", afirma o executivo, destacando ainda que os terrenos têm peso pequeno no custo total.

Para sustentar as margens acima da média do mercado, diz ele, a companhia está expandindo o número médio de unidades por empreendimento, com elevação das cerca de 300 atuais para um intervalo de 400 a 500.

Brasileiro vai passar a trocar mais de casa, diz presidente da Gafisa

G1, Darlan Alvarenga, 27/jan


Executivo diz que não há bolha e que preços de imóveis não vão cair.

Wilson Amaral diz que crescimento do setor em 2011 será o dobro do PIB.

"Não há bolha. O mercado da construção civil ainda está nos primórdios do desenvolvimento. O brasileiro compra imóvel para ele mesmo morar ou para o filho, não tem nada de especulação". A afirmação é de Wilson Amaral, presidente da Gafisa, maior construtora do país no segmento residencial e dona das marcas Tenda e Alphaville.

Na avaliação do executivo, o mercado imobiliário seguirá aquecido nos próximos anos, com preços em alta e taxas de crescimento superiores ao do PIB. "Não vai cair o preço", diz. "A necessidade de novas casas que no Brasil é de cerca de 1,5 milhão por ano. Temos uma demanda tão grande que, se o PIB crescer 4 ou 4,5% em 2011, vamos crescer pelo menos o dobro".

Segundo o presidente da Gafisa, com o crescimento da renda, desemprego baixo, inflação controlada e maior oferta de crédito, o brasileiro passará a comprar mais imóveis e a trocar mais vezes de residência. "Nos países desenvolvidos, as famílias mudam de residência até sete vezes em média ao longo da vida. No Brasil, a média não chega a duas casas. Mas isso vai mudar. É uma tendência clara", afirma.

Amaral destaca que lançamentos imobiliários para a média e baixa renda, sem obrigatoriedade de valor de entrada, eram raros até poucos anos atrás. "Financiar um apartamento novo em 30 anos, pagando R$ 450 por mês, isso não existia. A pessoa casava, entrava numa casinha e morria na casinha", diz.

Como em outros setores da economia, o segmento que mais cresce é o de média e baixa renda. Na Gafisa, a marca Tenda, voltada para empreendimentos de até R$ 200 mil, já responde por 36% do volume financeiro dos lançamentos da empresa. Dos 212 projetos em desenvolvimento do grupo, 100 são Tenda, 70 da marca Gafisa e 42 da Alphaville. Em cinco anos, a previsão é que a marca Tenda represente 50% dos negócios.

Os números consolidados de 2010 da Gafisa, que possui ações na Bovespa, só serão públicos em março. Pelos cálculos de Amaral, o total de vendas foi 22% maior que o registrado e 2009. Já no volume financeiro dos empreendimentos lançados, a estimativa é que o total em 2010 atinja R$ 4,6 bilhões, o que representará um crescimento é de 92%.

Perfil do novo comprador

A estratégia da Gafisa é atuar em todos os segmentos. Mesmo porque o cliente de hoje de um apartamento popular, de dois dormitórios e área entre 40 e 50 metros quadrados, pode se tornar amanhã o cliente de um imóvel de médio ou alto padrão.

Segundo Amaral, o cliente do novo mercado imobiliário costuma ter entre 25 e 30 anos, ganha entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil e que está na progressão da carreira. "Daqui a 5, 6 anos, essa pessoa vai estar ganhando mais, a família estará maior e chance dela comprar outra casa será muito grande", diz. "À medida que a nova classe C for sendo incorporada, essa progressão será natural", afirma o executivo de 57 anos, que reside atualmente na sua sexta residência.

Nas modalidades oferecidas atualmente pelas construtoras, o valor pago entre o lançamento e a entrega das chaves costuma ficar entre 25% e 30% do valor do imóvel, o que facilita bastante na hora de obter um financiamento. "Se a prestação coube no primeiro mês, a tendência é quitar o financiamento em menos de 30 anos, porque o valor mensal sempre cai", afirma Amaral. Na Gafisa, o tempo médio entre o lançamento do imóvel e a inauguração é entre 2 anos e 2 anos e meio. Nos empreendimentos da marca Tenda, o prazo é menor, entre 12 e 18 meses.

Prédios sem tijolos para 'Minha Casa Minha Vida'

A Gafisa aposta no sucesso do programa "Minha Casa, Minha Vida" para alavancar as vendas no segmento de média e baixa renda. A construtora não revela o número de unidades contratadas dentro do programa, mas diz que o maior volume de entregas ocorrerá a partir desse ano. "Ninguém consegue entregar uma casa em um ano", afirma Amaral. "As empresas se mobilizaram, compraram os terrenos, aprovaram os projetos na Caixa, fizeram os lançamentos, venderam e agora estão entregando", diz Amaral.

A garantia e estímulos federais para esse modelo de moradia (a fase 2 do "Minha Casa, Minha Vida" prevê mais 2 milhões de residências) levou a Gafisa a implantar até uma nova tecnologia de construção de unidades padronizadas, com moldes de alumínio no lugar da alvenaria estrutural.

"São prédios sem tijolos", explica Amaral. "É um processo muito mais rápido e mais limpo. O acabamento das paredes é quase perfeito, não precisa fazer massa. Dá para fazer um prédio desse tipo em quatro, cinco meses".

No primeiro empreendimento com o uso desta tecnologia, em Cotia, a construtora ergueu 128 prédios de quatro pavimentos numa área de 450 mil m². A partir de seis modelos básicos de forma, a construtora dispõe atualmente de 30 tipos de plantas padronizadas e adaptáveis à legislação de cada cidade.

Embora o crédito seja crescente, o setor da construção civil já alerta para a necessidade de novos fundos para o financiamento imobiliário, que já está próximo a 4% do PIB. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), projeta que o financiamento imobiliário poderá chegar a 11% do PIB em 2014

"O país não vai conseguir desenvolver esse mercado só com os recursos da caderneta de poupança", afirma Amaral. "Com a estabilização econômica, o Brasil já está permitindo a criação de novos produtos como a securitização".

Nos últimos 10 anos, aumentou o tamanho da varanda e diminuiu o tamanho da sala"

Tendências em alta

Segundo o presidente da Gafisa, a construção de condomínios com vários prédios e em áreas um pouco mais afastadas do centro das capitais é uma tendência em alta no mercado brasileiro. "Com mais torres, você costuma ter uma área de lazer maior e o condomínio costuma ser mais barato", explica.

Amaral admite, porém, que a carência de terrenos tem contribuído para o aumento do número de lançamentos fora das capitais. "O prédio mais antigo vai estar mais bem localizado, não tem jeito", diz. Segundo ele, o custo do terreno no preço total de um lançamento representa entre 5% e 10% na marca Tenda e entre 15% e 20% na marca Gafisa. "Já numa área nobre de São Paulo, por exemplo, esse custo pode representar 50%", afirma.

Segundo o executivo, é na infra-estrutura do condomínio e no desenho da planta do imóvel que os novos lançamentos costumam vencer a disputa pela preferência do comprador. "Hoje, a distribuição dos ambientes é muito mais inteligente. Já os antigos nem sempre há mais de uma vaga da garagem e varanda", compara. "Nos últimos 10 anos, aumentou o tamanho da varanda e diminuiu o tamanho da sala. Essa tendência vai perdurar, pois a varanda gourmet é o sonho de consumo de qualquer um".