sábado, 3 de novembro de 2012

Corretor de imóveis deve criar relação de confiança com cliente


28/10/2012 - 06h30 
LUÍSA ALCADE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

trabalho de um corretor pode evitar aborrecimento e andanças infrutíferas. Ciente do que o cliente busca, este profissional pode funcionar como um filtro, desde que consiga estabelecer uma relação de confiança.
Segundo Paola Alambert, diretora de marketing da Abyara, essa relação de cooperação é muito importante. O profissional deve ser transparente e informar as reais condições do imóvel e as características da área.
Conforme o artigo 723 do Código Civil, "o corretor deve, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência".
O cliente, por sua vez, deve ser claro em relação ao que pode pagar e às suas necessidades. "Ele deve especificar o que precisa em termos de tamanho, localização, características do imóvel e prazo para mudança, separando o que é o ideal e também o que é imprescindível", diz Alambert.
DO BAIRRO
Para facilitar a busca, o diretor-geral de vendas da Coelho da Fonseca, Fernando Sita, aconselha procurar uma imobiliária no bairro onde se quer morar. "Quer ir para os Jardins? Procure uma nos Jardins", exemplifica. Na avaliação de Sita, as chances de o corretor da região ter uma visão ampla das vantagens e dos problemas da área é maior, além de direcionar o preço do imóvel a um valor real de mercado.
Gerente comercial da Coelho da Fonseca, Ana Paula Kaneyuki, 38, diz que a primeira impressão tem de ser de confiança. "Isso faz com que eu me torne parceira do meu cliente", diz ela, que trabalha com imóveis de alto padrão. "Se o cliente não confia, ele não informa o nome completo, telefones, onde mora e quanto exatamente tem para investir. Se não houver confiança, eu fico jogando no escuro." Segundo ela, a bagagem cultural e os conhecimentos técnicos ajudam a conquistar os clientes.
Kaneyuki é formada em administração de empresas e economia, especializada em finanças e trabalhou em um grande banco gerenciando patrimônio e grandes fortunas. Com a crise financeira internacional, migrou para a corretagem, que prevê pagamento de 6% a 8% do valor do negócio pelo serviço.
CUIDADOS
É preciso tomar certas precauções em um primeiro contato. Segundo o presidente do Sciesp (Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), Alexandre Tirelli, deve-se sempre pedir as credenciais do profissional.
"Infelizmente muita gente atua no mercado desprovida de habilitação. O corretor tem obrigação de portar a credencial. E a carteira de regularidade profissional não deve ser confundida com o cartão de visitas", diz.
Esse cuidado evita, segundo Tirelli, que a pessoa seja atendida por falsos corretores. "Há casos de pessoas que pediram dinheiro para os clientes a título de sinal. Quando a pessoa percebe que foi enganada, ela não sabe nem o nome correto do falsário. Assim, nenhuma entidade pode tomar providências."
Tirelli alerta, ainda, para empresas que usam um único nome de guerra para seus corretores. "Estamos tomando medidas para combater isso. É para lesar o cliente e configura má-fé. Se não há nada para esconder, por que o corretor não pode dar o nome verdadeiro? Como reclamar seus direitos de quem nem se sabe o nome?", questiona o presidente do Sciesp.

Corretor de imóvel se especializa e inova; conheça tarefas e deveres


28/10/2012 - 06h30 
LUÍSA ALCADE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Depois de muito bater perna, você finalmente consegue comprar o imóvel dos sonhos. Nessa maratona, não percebeu que nos fundos do prédio há uma escola e, com ela, o barulho das crianças. Não reparou na clínica veterinária, fonte de latidos e uivos. Pior: não foi informado de que ali há uma feira livre, e agora tem de acordar antes das 6h para conseguir tirar o carro da garagem.
O corretor que intermediou o negócio e não o alertou sobre essas questões pode sofrer um processo de indenização por perdas e danos. A omissão desse tipo de informação configura afronta ao código de ética da categoria.
"Ele não pode alegar que não sabia, pois tem de se inteirar de todos os detalhes do negócio, desde ventilação, luminosidade, localização, até a vizinhança", diz José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).
Apesar do aumento no número de corretores --são 124 mil em São Paulo, 10 mil a mais por ano desde 2007--, as queixas têm diminuído devido à qualificação profissional, segundo Viana Neto.
O mercado cresceu, atraiu gente de outras áreas e se renovou. Marcelo Barreto, 29, é "house hunter", um tipo de corretor particular que trabalha a partir de demandas específicas do cliente. "Quem busca um imóvel hoje tem muita informação e exige mais do corretor", diz.
Carolina Daffara/Editoria de Arte

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ferramenta permite ao consumidor fazer tour virtual por imóveis que ele deseja comprar


Projeto foi desenvolvido por empreendedor após uma visita aos Estados Unidos


 Uma ferramenta criada por dois programadores e um comerciante promete facilitar ainda mais a busca por imóveis na internet. O produto, chamado de DigitalTour, permite que imobiliárias e corretores criem tours virtuais dos empreendimentos a serem vendidos.

Por meio da ferramenta, as imobiliárias e corretores colocam fotos dos imóveis, informações sobre o bairro, informações sobre as condições de financiamento do empreendimento e até dados sobre a localização de escolas próximas. Apesar da visualização dos ambientes não ser algo inovador, a diferença do DigitalTour está no fato de que as próprias empresas podem criar o tour virtual a um custo mais baixo.

Segundo um dos criadores do produto, Gilberto da Silva, algumas empresas chegavam a cobrar em torno de R$ 400 para fazer o tour virtual enquanto sua ferramenta pode ser adquirida com desembolsos a partir de R$ 9,90 por mês.

O empreendedor também garante que o processo de construção de um tour virtual pelas imobiliárias e corretores é muito simples. Com as fotos já prontas, é possível finalizar o processo em 15 minutos. Além disso, por meio do Google Maps e do Google Street View, os profissionais podem colocar a localização do imóvel. Um banco de dados do Ministério da Educação também está disponível no programa e permite ao usuário incluir a informação das escolas mais próximas. Ao finalizar o processo, um link é gerado para que as empresas possam postar em seus sites e redes sociais.

Atualmente, 600 imobiliárias e corretores testam o DigitalTour. O produto está no mercado há cinco meses e demorou mais de um ano para ficar pronto. O investimento para sua criação ficou em torno de R$ 50 mil. " A receptividade tem sido excelente", diz Gilberto. 

As empresas interessadas em adquirir o serviço ainda recebem um relatório em tempo real com informações sobre número de visitas diárias, semanais e mensais ao tour, além da origem dos acesso por cidade, estado e fonte. 

Quem ganha com a ferramenta também é o consumidor que tem acesso a uma série de informações sobre o empreendimento. "O nosso programa possibilita a visita virtual a uma dezena de imóveis e uma economia de tempo", explica Gilberto.
Origem 
Toda a concepção do projeto surgiu após uma viagem que o empreendedor fez para visitar a família nos Estados Unidos há cerca de 4 anos. Na época, o filho estava procurando uma casa e a proprietária do imóvel cedeu um CD com o tour virtual do empreendimento. A mídia inspirou a ideia. "Fiz uma pesquisa de mercado e vi que tinha um nicho muito grande para este tipo de negócio", completa. 

Sobre o futuro, Gilberto espera criar novas características dentro do programa e ter um escritório próprio para que a equipe possa se dedicar em tempo integral ao produto. Atualmente todo o gerenciamento do DigitalTour é feito de casa pelos três sócios.