terça-feira, 27 de setembro de 2016

Corretores podem cobrar taxa sem a venda do imóvel concretizada?

Olá caros leitores.
Segue uma matéria de grande interesse para proprietários, compradores, imobiliárias e corretores de imóveis.
Veja na reportagem abaixo importantes esclarecimentos que vão lhe ajudar na condução de uma negociação de imóvel.

Um imóvel em São Paulo gerou uma disputa judicial envolvendo a imobiliária Lotus, o proprietário do apartamento e um potencial comprador. O interessado chegou a pagar uma entrada, mas a transação não foi fechada por causa de informações errôneas fornecidas durante o processo de apresentação do imóvel que inviabilizaram o negócio. Após realizar a aproximação entre as partes, a imobiliária cobrou uma taxa de corretagem de R$ 100 mil, mas a justiça determinou que esse valor não deve ser pago.
Você sabia que a taxa de corretagem pode ser paga sem a venda do imóvel? Foto: Pixabay

Fátima Lemos, assistente de direção do Procon-SP, afirma que o dever da imobiliária não é apenas pavimentar o contato entre as partes. “Em regra, a comissão de corretagem não deve ser cobrada por mera aproximação entre vendedor e comprador, pois muitas vezes houve somente uma mediação inicial entre as partes, sem efetiva intermediação”.
O diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, Marlus Riani, esclarece que a taxa só pode ser cobrada quando as condições são de conhecimento do comprador. “É muito importante que o consumidor receba com clareza as informações sobre a forma de remuneração para não ser surpreendido com valor posteriormente. No caso específico, como a prestação de serviço não foi efetivada pela imobiliária, a remuneração não é devida.”
Pode parecer óbvio, mas não é. Existem situações em que os corretores de imóveis devem receber honorários mesmo sem o sucesso da negociação entre comprador e proprietário, como esclarece o advogado Vinícius Zwarg: “O corretor não necessariamente ganha pela efetivação do negócio. A imobiliária pode até cobrar por uma aproximação e por uma eventual desistência”.
Não basta apenas apresentar os interessados, no entanto. É preciso que haja um resultado desse trabalho para que a cobrança seja válida. “Uma aproximação pautada em um contrato assinado, num compromisso inicial que é feito, uma entrada ou sinal, com um corretor de imóveis registrado devidamente no Creci”, afirma Zwarg. Sob essas condições, a taxa de corretagem deve ser paga mesmo que o negócio não seja concluído por desistência.
Fátima alerta que é fundamental analisar as condições dos contratos em cada situação para determinar quando o negócio frustrado deve render comissão para os corretores. “É comum que as partes verifiquem, logo após um contato inicial, a conveniência do negócio e optem não realizá-lo. Muitas vezes, não se concretiza não por arrependimento, mas por impossibilidade de realização do contrato, por problemas que independem da vontade do comprador e do vendedor”.
Recentemente o Superior Tribunal de Justiça determinou que a compra de imóveis na planta também deve render taxa para o corretor que realizou o negócio. Quem explica é a especialista em direito imobiliário Ilka Oliveira: “É possível a cobrança da comissão de corretagem do consumidor por unidades imobiliárias comercializadas em stand de vendas, desde que previsto expressamente nas Promessas de Compra e Venda”. Ela ressalta que a taxa de assessoria técnico-imobiliária, conhecida como Sati, foi considerada abusiva no entendimento do STJ, uma vez que já é obrigação do fornecedor prestar informações claras, adequadas e precisas acerca dos seus produtos, sem cobrar por isso.
Fonte: jornal O estado de São Paulo.
Matéria :  André Cáceres  
O conteúdo da reportagem reforça a importância da claridade das informações em uma negociação imobiliária. A transparência deve imperar em todas as partes que participam em um processo de negociação.
Existe um ditado popular que um o bom negócio é quando todas as partes saem com sentimento de alegria ao final de uma negociação.
Um dos fatores fundamentais para isto chama-se informação.
Até breve!   

sábado, 24 de setembro de 2016

STJ reconhece cláusula contratual de comissão de corretagem na venda de imóveis.

No entanto, a cobrança da taxa de Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária (Sati) foi considerada abusiva.



Casas no bairro da Liberdade, em São Paulo (Foto: Monica Kaneko)

A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em julgamento que a cláusula contratual de comissão de corretagem na venda de imóveis é regular. Havia vários questionamentos quanto à legalidade da cobrança pelas empreiteiras e pedidos de devolução dos pagamentos. Empreiteiras, corretores e imobiliárias estimam que decisão contrária do STJ geraria a obrigação da devolução de R$ 19 bilhões aos consumidores, incluindo ressarcimentos, juros e correção monetária. A cobrança, no entanto, ficou condicionada ao esclarecimento dos compradores. De acordo com o presidente da Associação Brasiliense dos Advogados do Mercado Imobiliário (Abrami-DF), Cláudio Sampaio, a decisão traz previsibilidade e ajudará no fortalecimento do setor.
A cobrança do Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária (Sati), no entanto, foi considerada abusiva. Esse é um valor cobrado pelas empreiteiras para remunerar advogados incumbidos de elaborar contratos. 
Fonte: revista Epoca

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Preço de imóvel pago com FGTS pode subir

Setor imobiliário negocia com representantes do Banco Central para que valor máximo passe de R$ 750 mil para R$ 1 milhão ainda este ano


A proposta de aumentar o limite do valor dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 750 mil para R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão ganhou força nos últimos meses com a crise que estagnou o mercado imobiliário. A questão está sendo negociada por bancos e por empresários do segmento com representantes do Banco Central. A expectativa do setor é que as mudanças ocorram ainda em 2016.
A proposta sugere que o patamar de R$ 1 milhão seja válido como teto para negócios em que o mutuário utiliza recursos do FGTS como entrada no momento da compra ou na composição da linha de financiamento. Já o limite de R$ 1,5 milhão valeria para os casos sem recursos do FGTS.
A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil para R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais Estados, o teto foi para R$ 650 mil.
“O valor do SFH, hoje, está completamente defasado”, argumenta o presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, Rodrigo Luna. “Não houve uma grande resistência do Banco Central contra a proposta. Há uma boa chance de efetivar isso ainda nesse ano”, comentou o representante de uma associação nacional do ramo imobiliário que preferiu não se identificar.
Os líderes empresariais defendem o aumento do limite para que mais consumidores possam comprar imóveis no âmbito do SFH. Nesse sistema, o crédito imobiliário é regulamentado e conta com taxas de juros abaixo das praticadas no livre mercado. Os bancos têm de destinar, no mínimo, 65% do saldo da caderneta para o crédito imobiliário. Desse total, 80% têm de ser destinados a imóveis na linha do SFH, e o restante para operações com taxas de mercado.
No entanto, há escassez de recursos da caderneta para os financiamentos. Entre janeiro e agosto de 2016, os saques da poupança superaram as captações em R$ 48 bilhões. Já em 2015, esse saldo ficou negativo em R$ 53,6 bilhões.
A saída de recursos está ligada à elevação da taxa básica de juros, que torna mais atrativo o retorno de outras aplicações financeiras em comparação com a caderneta. Outro ponto é que a inflação alta e o desemprego têm levado muitas famílias a sacar suas reservas para pagar despesas ordinárias.
Por conta disso, os recursos do FGTS ganharam importância para o crédito imobiliário. Por lei, esse dinheiro só pode ser direcionado para imóveis enquadrados no SFH. A Caixa Econômica Federal, detentora de uma participação de dois terços do mercado de crédito imobiliário, projeta destinar R$ 90 bilhões para financiamentos ao setor em 2016. Desse montante, R$ 23 bilhões terão recursos oriundos da caderneta e R$ 67 bilhões, do fundo. Com isso, esse será o terceiro ano consecutivo em que o FGTS será a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário no País. A Caixa não comentou o assunto.

Queda no preço do aluguel é estratégia para manter inquilinos.

Crise econômica que o Brasil enfrenta tem afetado o mercado imobiliário.
Se houver acordo na mudança de preços, deve estar no contrato.

Placas de aluga-se estão espalhadas pela capital (Foto: Palloma Pires/G1)
A crise econômica que o Brasil enfrenta tem afetado também o mercado imobiliário. Segundo Guido Cussiol Neto, diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) de Sorocaba, muitos proprietários de imóveis para locação têm abonado o reajuste anual no preço do aluguel para manter os inquilinos no imóvel. Abaixar o preço do aluguel também tem sido uma opção.
"Hoje, a economia está travada. Muita gente que morava de aluguel está perdendo o emprego e voltando a morar na casa dos pais e isso provoca uma refração muito grande no mercado imobiliário", afirma Neto.
Neto explica que o reajuste inflacionário no aluguel é corrigido pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). "O problema do IGP-M é que ele corrige apenas a inflação e ela não reflete a realidade do mercado imobiliário, que está tendo oferta maior que demanda. Isso acaba gerando conflitos".Os imóveis comerciais também estão com os preços de aluguel em queda. Segundo pesquisa do FipeZap, divulgada no fim do mês passado, em julho houve queda de 0,39% no preço médio do aluguel de imóveis comerciais, em comparação com o mês anterior.
Por isso, o profissional explica que as imobiliárias costumam aconselhar que o dono do imóvel tenha um bom relacionamento com o inquilino. "Se o inquilino sai do imóvel, é difícil achar outro. E uma nova locação é uma surpresa. Por isso, se o atual inquilino paga em dia e conserva o imóvel, o dono deve cultivá-lo, mesmo que isso signifique que ele deva abaixar o preço do aluguel. Mas, se houver acordo na mudança de preços, isso deve estar transcrito no contrato", destaca.
Fonte: G1 mercado imobiliário.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Lançamentos de imóveis sobem no ano, mas vendas ainda têm queda.

No acumulado até julho, lançamentos cresceram 13,8%, segundo Abrainc.
Já as vendas caíram 13% na comparação com o ano anterior.



O número de lançamentos no mercado imobiliário cresceu nos últimos meses, mas o setor continua pressionado pela queda das vendas, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
O número de unidades lançadas em julho foi de 2.345, o que representa uma alta de 92,5% na comparação com o mesmo período de 2015. No acumulado no ano, os lançamentos somaram 33.975 unidades, número 13,8% superior ao observado nos primeiros 7 meses de 2015.
As vendas, entretanto, recuaram 7,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até julho de 2016, as vendas somaram 57.798 unidades, o que corresponde a uma queda de 13% na comparação anual.
“Na medida em que a economia voltar a crescer, o setor deve se recuperar”, avalia o vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura.
No fim de julho, o mercado nacional disponibilizava 116.368 unidades para compra, segundo a Abrainc. A associação estima que a oferta seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 15 meses, mantido o atual ritmo de vendas de cerca de 8 mil unidades por mês.
Os Indicadores são elaborados a partir de informações de 20 das 35 associadas da Abrainc que atuam em todo o país.
Fonte: G1 Economia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Preços de imóveis atingem menor patamar dos últimos anos.

Saiba se é uma boa hora para comprar ou vender. O excesso de ofertas de imóveis é um dos resultados da profunda crise econômica que o país esteve mergulhado desde o ano passado. Basta qualquer pessoa passar por condomínios, prédios e casas, e observar a quantidade de placas de imobiliárias anunciando seus produtos. Porém, há sempre uma camada da sociedade que consegue tirar proveito de momentos de instabilidade e fechar bons negócios. O professor de economia de MBA executivo do Insper Otto Nogami lembra que as construtoras passaram a explorar esse nicho de mercado, que representa grupos de renda elevada e com dinheiro para fechar negócios. “O mercado se movimenta nesse extrato de renda mais alto que está à margem da crise. Aparentemente, os preços de imóveis de luxo estão mais justos e estão se mantendo em um patamar, mesmo que a queda dos valores ainda não seja substancial”, diz o economista. Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, diz que os imóveis que estão disponíveis hoje começaram a ser construídos há pelo menos três anos, quando o mercado estava com uma demanda muito alta. “O preço do metro quadrado está em seu menor patamar comparado aos últimos quatro anos. Acredito que alcançamos o valor mais baixo de um imóvel em São Paulo”, diz Prando. É hora de comprar um imóvel? Segundo o vice-presidente do Secovi, o mercado tende a crescer e a se recuperar. As empresas reduziram os números de lançamentos, quase em 50%, e mudanças na lei de zoneamento resultou em um custo adicional nos terrenos urbanos. “Essas unidades de antigos projetos vão acabar e os projetos novos já virão com preços corrigidos”, explica. Nogami diz que tudo ainda depende do cenário, mas a economia dá sinais de inversão. “O preço não deve cair mais e a própria construtora diante desse possível crescimento deve postergar a venda. Para quem tem dinheiro, é uma boa hora de investir, pois tem poder de negociação e consegue uma boa compra”, explica. Prando acredita que o segundo semestre é o momento certo para comprar um imóvel, pois, mesmo inseguras, as pessoas reconhecem que ouve uma parada no mercado imobiliário. “Quando a taxa de juro começar a cair, teremos uma avalanche de dinheiro indo para a compra de imóveis, que deve gerar a redução de ofertas em 2017”, diz o vice-presidente da Secovi. Impeachment e momento político do país O governo provisório tirou um pouco do aspecto depressivo das pessoas e elas se aventuram mais e começam a perder o medo de consumir. O professor do Insper diz que a população já se sente um pouco mais segura para gastar e voltar a pensar em um financiamento. “Eu acredito que o cenário tende a se firmar na medida em que o governo provisório fique”, avalia Nogami. Flávio Prando diz que a permanência do presidente em exercício, Michel Temer, no governo dará mais tranquilidade aos empresários para que eles voltem a investir. “O impeachment tira da frente o fantasma do retorno da presidente Dilma. Isso resulta no retorno na confiança e é muito favorável para o mercado imobiliário”, finaliza. Fonte:Globo.com

domingo, 27 de julho de 2014

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2014/07/1491464-com-vendas-caindo-e-estoques-em-alta-veja-estrategias-para-fechar-bom-negocio.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.

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domingo, 2 de março de 2014

Saiba como deixar seu imóvel usado mais atraente para a venda

02/03/2014 - 01h30 | MARIANA DESIDÉRIO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Quando um vendedor profissional oferece um produto, faz de tudo para valorizá-lo. Com o seu imóvel não pode ser diferente. As providências a tomar vão desde uma pequena reforma até aquela boa limpeza na casa, passando por dicas rápidas de como fazer as fotos para o anúncio. Uma dúvida comum dos proprietários é saber se o local deve ser reformado antes de negociá-lo. Vale a pena trocar os azulejos ou colocar um piso mais bonito? Roseli Hernandes, diretora de imóveis usados do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), recomenda que se consulte um corretor da região, para verificar se a obra vale a pena financeiramente, e se o proprietário terá retorno pelo investimento. José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), aconselha a dar um desconto e evitar obras elaboradas. "Abrir negociação de preço é a melhor coisa. O dinheiro é sempre o maior atrativo na transação." Ainda que algumas obras não sejam vantajosas, não há desculpa para apresentar um imóvel em mau estado. A falta de cuidados retarda a venda (leia mais abaixo). "O pior erro é a casa estar abandonada", diz Wanderley Revert, dono da Revert Realce Imobiliário, empresa especializada em preparar imóveis para vender. Segundo Hernandes, é importante que o local esteja pronto para uso. "A parte elétrica tem que funcionar. Na parte hidráulica, é importante que se consiga usar o chuveiro e dar a descarga, por exemplo", diz.
Resolver rachaduras, vazamentos e manchas de mofo são outros cuidados básicos. Resolvida a parte estrutural, é hora de olhar para a aparência do imóvel. Neste caso, alguns pequenos detalhes podem ajudar, sem mexer muito no bolso. É importante, por exemplo, que o piso esteja em bom estado (um polimento pode resolver) e as paredes, pintadas. Cores claras são a melhor pedida, mas ter uma parede colorida pode causar boa impressão, afirma Revert. "Uma casa toda branca parece uma bolha, não tem emoção. Uma casa colorida fica mais excitante. Então, é bom ter uma parede com uma cor forte e alegre", diz. Além de demandar pequenas obras e pintura, um imóvel à venda deve estar sempre limpo e em ordem, especialmente se o proprietário ainda vive no local. Outra dica é reduzir o impacto dos itens de decoração, como porta-retratos e bibelôs das estantes, e de uso pessoal. "Tem que despersonalizar a casa, deixá-la mais genérica. O comprador precisa se imaginar morando ali também", diz Revert. O horário da visita também deve ser uma preocupação. "É bom agendar em horários com pouca gente em casa. Nunca na hora das refeições, quando o possível comprador vai sentir cheiro de comida", afirma Viana Neto.
Fonte da matéria: http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2014/03/1419526-saiba-como-deixar-seu-imovel-usado-mais-atraente-para-a-venda.shtml

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mercado de lançamentos imobiliários em São Paulo tem pior janeiro desde 2009.

USTAVO COLTRI A cautela dominou o mercado de lançamentos na região metropolitana de São Paulo no início deste ano. Sob o impacto da enxurrada de empreendimentos novos apresentados aos consumidores nos estandes no último trimestre de 2013 e das incertezas dos próximos meses no País, o tradicionalmente tímido mês de janeiro foi, em 2014, ainda mais discreto. De acordo com dados coletados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), 413 unidades na planta foram colocadas à venda na capital paulista durante o mês, o que representa queda de 37,42% em relação ao mesmo período de 2013. Esse também é o mais baixo número verificado pelo levantamento em cinco anos e o terceiro pior resultado da última década, à frente somente de 2006 e de 2009. Considerando a quantidade de empreendimentos, a cidade recebeu 12 projetos em janeiro, seis a menos do que o apurado no mesmo mês do ano passado. O desempenho supera, no entanto, 2012, quando dez condomínios foram colocados à venda – o ano foi considerado pelo mercado como de ajustes ao avassalador desempenho de 2011. Naquele ano, aliás, 21 residenciais foram lançados. Ainda é cedo para se deduzir qualquer rumo para o mercado imobiliário neste ano, de acordo com representantes do setor, mas os números já colocam pimenta no rol de indefinições que permeavam as previsões sobre 2014. “É difícil saber como será a feição deste ano. Temos muitas situações atípicas: primeiro o carnaval em março, depois Copa do Mundo de futebol, depois as eleições”, ressalta o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes. Somam-se a esse cenário, dois outros fatores que podem interferir na curva da oferta, de acordo com ele. O Plano Diretor da cidade ainda está em discussão na Câmara Municipal, deixando em aberto as regras para o desenvolvimento dos projetos imobiliários. o que prejudica as estratégias de investimento das incorporadoras. Por outro lado, o desempenho econômico é motivo de atenção dos empresários. “Eu diria que talvez o pessimismo esteja maior do que deveria, e esse é o risco. Mas temos bons indicadores, como emprego e crédito.” Na quinta-feira, Bernardes reuniu-se com executivos de grandes empresas para discutir os rumos do setor. “O tom do encontro foi realista”, diz o representante. De qualquer forma, Bernardes acredita em recuperação dos lançamentos depois do carnaval. Muitos incorporadores estariam se movimentando para colocar projetos no mercado. “Em abril, acredito que teremos um resultado acumulado parecido com 2013.” Padrão. Janeiro costuma ser um mês fraco para o mercado imobiliário de lançamentos para dar vazão aos produtos já colocados em comercialização. Neste ano, essa condição pode ter se acentuado, na opinião do professor do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Ricardo Rocha Leal, pelo grande volume de novos empreendimentos do último trimestre. Cerca de 12 mil unidades na planta foram postas no mercado no período, enquanto as vendas de imóveis novos atingiram por volta de 7 mil residenciais. “Antes de lançar o produto, temos de esquentá-lo com divulgação. Para vender em janeiro, é preciso fazer isso em dezembro. E, em dezembro, as empresas querem comercializar o que já foi lançado. Por isso, pouco se lança no primeiro mês do ano”, explica o especialista. A dinâmica do mercado financeiro também incentivaria a antecipação de lançamentos, na medida em que os grandes incorporadores com capital aberto em bolsa de valores têm metas a cumprir para os investidores. “Eles fazem de tudo para alcançar os objetivos no próprio ano fiscal. E isso faz com que janeiro tenha um número pequeno de represamento.” Rocha Leal ainda aguarda a divulgação de resultados das companhias para saber o nível dos estoques de imóveis, que regulam a quantidade de novos edifícios e as promoções para o escoamento dos produtos em obras. “Em número de lançamentos, parece que talvez tenhamos uma pequena redução na comparação anual. E as vendas serão semelhantes a 2013”. O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, que a atuação das empresas se dará fundamentalmente para garantir um ajustes de preços do metro quadrado de área útil na cidade, pressionado para cima pelo aumento das unidades menores – em janeiro, ele foi de R$ 9.360. “Deve haver a estabilização, com talvez uma tendência de queda.” Com relação aos resultados de janeiro, ele prefere relativizar os indícios. Pompéia lembra que 2013 foi um ano com resultados inflados em função da dificuldade de aprovações de projetos em 2012. Os números do ano passado não seriam, portanto, um reflexo perfeito da realidade do mercado. Por outro lado, o período de férias e o excesso de gastos no período de festas de fim de ano desestimulariam a demanda nos primeiros meses do ano. “Historicamente, a produção costuma ser baixa em janeiro, com uma ou outra exceção, como 2007 (ano do primeiro boom imobiliário).” Fonte:http://blogs.estadao.com.br/radar-imobiliario/lancamentos-imobiliarios-em-sao-paulo-tem-pior-janeiro-desde-2009/

Projetos de metrô e trem impulsionam lançamentos de imóveis na Grande SP

23/02/2014 - 01h30 | DANIEL VASQUES DE SÃO PAULO Com o alto preço dos imóveis em São Paulo, as cidades da região metropolitana procuram ganhar terreno. A estratégia é oferecer unidades mais baratas em um cenário de perspectiva de melhorias na infraestrutura – sobretudo de acesso facilitado à capital.
Raquel Cunha/Folhapress Vista de São Bernardo do Campo, cidade que concentra grande volume de lançamentos São Bernardo do Campo concentra muitos lançamentos Segundo o Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), depois de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André oferecem o maior número de oportunidades. As três cidades juntas responderam por metade das unidades lançadas nos 38 municípios da região no ano passado–sem considerar a capital paulista. Com apartamentos que vão do perfil econômico ao alto padrão, o valor do metro quadrado nesses três municípios se situa, em média, em torno de R$ 5.000 –contra R$ 8.700 na capital. "Essas cidades tiveram valorização, mas não tanto quanto ocorreu em São Paulo. Ainda há espaço para se valorizarem", afirma Belmiro Quintaes, diretor da imobiliária Lopes. ATRATIVOS O preço mais baixo dos imóveis nas cidades da Grande São Paulo, aliado à perspectiva de melhorias em transporte e ao acesso mais fácil à capital paulista, é o principal apelo dos lançamentos na região. Com a expectativa de resolver ou atenuar um importante gargalo, que é a falta de metrô, os projetos tornaram-se chamariz de vendas no ABC e em Guarulhos. As regiões atraem compradores que buscam uma moradia ou um investimento. Considerando os lançamentos em Santo André e São Bernardo do Campo, por exemplo, houve alta de 32% no número de unidades lançadas em 2013 na comparação com 2012, segundo a Acigabc (associação de construtoras e imobiliárias). Para a região, está prevista a linha de monotrilho 18-bronze, a ser operada pelo Metrô, com 13 estações e interligando os municípios de São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo. As obras devem ser concluídas em 2018, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.
Em Santo André, os lançamentos de padrão mais elevado ficam no bairro Jardim, com opções de apartamentos com mais de 150 m². O Parque Celso Daniel, um shopping e a movimentada rua das Figueiras, com muitos bares, são atrativos. Como não há muitos terrenos disponíveis no Jardim, o bairro Campestre, ao lado, desponta com unidades menores e preço mais em conta. Já em São Bernardo do Campo, a região central é a que mais atrai lançamentos, justamente por onde passará uma estação do monotrilho. Com o avanço das incorporadoras na região, o estoque subiu. ESTOQUE "O estoque está em cerca de 4.000 unidades na região. O número é um pouco alto, já que o normal é de 2.500 a 3.000", afirma Milton Bigucci, presidente da Acigabc e da construtora MBiGucci. Em Guarulhos, os locais mais desejados são Vila Augusta, onde fica o parque Parque Fracalanza, a região do Bosque Maia e a Vila Rosália. As unidades acabam servindo moradores da cidade ou das zonas leste e norte de São Paulo, vizinhas a Guarulhos. O gerente Pedro Luiz do Nascimento, 29, mudou da Vila Maria (zona norte de São Paulo) para a região central de Guarulhos e afirma ter feito ótimo negócio. Ele diz encontrar boas opções de lazer próximo da nova casa, como um parque e um shopping. Segundo ele, pelo preço que pagou pelo apartamento de 105 m² em Guarulhos conseguiria um de pouco mais de 60 m² na Vila Maria. Como no ABC, os investimentos em transporte pesam. A linha 2-verde deve chegar à região da rodovia Presidente Dutra e uma linha de trem deverá ligar o aeroporto à capital. Também há projeto para a linha 19-celeste ligar a zona sul de São Paulo à cidade. Fonte:http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2014/02/1416165-guarulhos-sao-bernardo-do-campo-e-santo-andre-concentram-lancamentos.shtml

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Após boom, preços de imóveis ainda sobem nos principais mercados do país

DANIEL VASQUES CLARA ROMAN DE SÃO PAULO Logo depois do boom de lançamentos do mercado imobiliário -que teve o pico em 2010 e 2011- e a disparada dos preços, começaram os questionamentos sobre até onde iria essa subida. Mesmo com uma revisão de estratégias por construtoras e incorporadoras que começou em 2012 e prosseguiu em 2013, os preços continuam a subir acima da inflação. Na capital paulista, houve até aceleração na alta, com o crescimento de 21,6% no acumulado até novembro sobre um acréscimo de 10,8% em 2012, segundo pesquisa da empresa de informações imobiliárias Geoimovel. No entanto, o novo Plano Diretor, que deverá entrar em vigor em 2014, gera incertezas. O projeto prevê estímulos à construção de empreendimentos em eixos bem servidos por transporte público, o que, em tese, tornará essas áreas mais baratas, e as distantes, mais caras. "Prever ainda é sinônimo de adivinhar, e o Plano Diretor a gente já viu e discutiu, mas só vai saber lá na frente [depois de aprovado] seu efeito nos preços", diz Eduardo Zaidan, vice-presidente do SindusCon-SP (sindicato das construtoras). Para Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (sindicado do mercado imobiliário), só há queda em casos pontuais. "Ninguém produz para vender com prejuízo." Assim como em São Paulo, os preços subiram mais em 2013 do que em 2012 em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. No Rio e no Recife, os imóveis também ficaram mais caros, mas com alta inferior à do ano anterior. TERRENOS Na avaliação de Sérgio Freire, presidente da imobiliária Brasil Brokers, a dificuldade de achar terrenos é um dos fatores que podem manter esse ritmo acima da inflação no próximo ano. Já em Brasília, houve uma forte queda de 35,5% (veja texto nesta página) e, em Salvador, os preços tiveram uma leve redução, de 2,9%. Segundo Murilo da Rocha Correia, diretor da Lopes Bahia, existe um número alto de empreendimentos em fase de entrega gerando estoque acima da demanda em alguns bairros. Isso aconteceu porque grandes empresas de capital aberto tinham metas de lançamento que tentaram atingir "de qualquer modo", segundo Celso Amaral, diretor da Geoimovel. Como consequência da oferta maior que a procura, há incorporadoras anunciando promoções agressivas. DESEQUILÍBRIOS Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos de construção civil da FGV (Fundação Getulio Vargas), não há risco de bolha de uma forma sistêmica, mas há alguns mercados com desequilíbrios de oferta e procura. A visão é compartilhada por João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. "Houve em alguns locais um exagero por parte das empresas, que foram construindo sem enxergar a demanda que viria adiante", diz. Um estudo feito pelo seu núcleo indica que Salvador tem estoque de unidades que representa 2,7 vezes a demanda. No segmento de imóveis comerciais, ressalta, a perspectiva é de queda. Na capital paulista, o aluguel de escritórios corporativos recuou 10% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, segundo pesquisa da consultoria Colliers International com espaços de mais de 100 m² e alugados, em geral, por grandes empresas. Nesse intervalo, a área total disponível para locação quase quadruplicou. A partir de 2012, aponta a consultoria, o mercado saiu de um período de expansão para superoferta, o que levou à redução de preços. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1391785-apos-o-boom-precos-de-imoveis-ainda-sobem-nos-principais-mercados-do-pais.shtml

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

IPTU de imóvel com alta valorização terá reajuste por 3 anos

GIBA BERGAMIM JR. DE SÃO PAULO A Prefeitura de São Paulo admite que donos de imóveis com alta valorização terão aumentos seguidos do IPTU nos próximos três anos. Segundo a gestão Fernando Haddad (PT), será uma maneira de compensar a trava de aumento (o reajuste máximo) fixada em 30% para imóveis residenciais e 45% para não residenciais (comércio e indústria) -índices que a Câmara quer reduzir. Com isso, um imóvel com valorização de 90%, por exemplo, teria 30% de reajuste em 2014 e o mesmo aumento em 2015 e 2016, mantendo-se o limite máximo. A trava foi criada para evitar reajustes excessivos devido à alta valorização imobiliária desde 2009, quando foi feita a última atualização da Planta Genérica de Valores (PGV). Cálculos mostram, porém, que três em cada quatro contribuintes terão reajuste acima de 20% e até 45% -valor três vezes maior do que a inflação anual, de cerca de 6%. O aumento médio será de 24%. A proposta de reajuste de IPTU enviada pelo prefeito à Câmara diz que as atualizações da PGV acontecerão a cada quatro anos e não a cada dois, como hoje. A cobrança do resíduo acima do teto em anos posteriores também aconteceu na gestão Gilberto Kassab (PSD). Após a repercussão negativa do aumento do imposto, a base aliada de Haddad na Câmara negocia uma redução dessas travas para 20% e 35%, respectivamente. O prefeito deve recuar e aceitar a mudança. Também negocia ampliar a isenção para aposentados. Hoje, são isentos aqueles que ganham até três salários mínimos que tenham um imóvel só. Os parlamentares pedem a extensão do benefício para os que ganham até cinco salários mínimos. Ontem, a prefeita em exercício, Nádia Campeão (PC do B), disse que a redução terá que ser estudada para que se avalie seu impacto no Orçamento da cidade. "Os compromissos que nós temos com a cidade são fundamentais: transporte público, moradia, saúde, educação. São muitas as exigências da cidade e não se pode discutir só o bônus, é preciso discutir o ônus." NA PERIFERIA O vereador José Police Neto (PSD) disse que o aumento atingirá bairros da periferia. "Sapopemba [zona leste] teve valorização de 104% e os moradores terão que pagar resíduos nos anos posteriores." Entre as regiões que devem ter os maiores aumentos de IPTU estão Perdizes, Campo Belo, Vila Leopoldina, Jardim Paulista, Vila Mariana e Lapa. A prefeitura diz que 33% dos contribuintes serão isentos e 8% terão redução do imposto. Link da matéria:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1358430-iptu-de-imovel-com-alta-valorizacao-tera-reajuste-por-3-anos.shtml

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Crédito imobiliário passa a ser principal linha para pessoa física

Em agosto, valor total do crédito imobiliário ultrapassou crédito pessoal. Na proporção do PIB, porém, valor de 7,8% é baixo frente a outros países. Alexandro Martello Do G1, em Brasília O crédito concedido pelos bancos para a compra da casa própria passou a ser, em agosto deste ano, a principal modalidade de financiamento para as pessoas físicas, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (27). No mês passado, o volume total do crédito imobiliário em mercado (estoque) atingiu a marca de R$ 314,8 bilhões, ultrapassando, pela primeira vez na história, o crédito pessoal (para consumo, o que inclui também o crédito com desconto em folha de pagamento) - que somou R$ 311,5 bilhões. "De fato, o crédito imobiliário é a principal modalide do crédito para pessoa física do país. Ultrapassou crédito pessoal, que abrange consignado e não consignado. O crédito imobiliário tem aspectos sociais positivos, dado o déficit habitacional existente no país e o fato de que as famílias estão constituindo patrimônio e saindo do aluguel", avaliou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC. Embora tenha registrado desaceleração nos últimos anos, o crédito imobiliário, ainda segundo informações da autoridade monetária, continua crescendo bem acima das demais modalidades para pessoas físicas. Em 12 meses até agosto, avançou 35%, contra a expansão de 15% do crédito pessoal no mesmo período. No passdo, porém, os financiamentos imobiliários para pessoas físicas chegaram a crescer 59% em 12 meses. "Isso [crédito imobiliário] tende gradualmente a mostrar alguma acomodação. Já cresceu 49% ao ano. Agora está em 35%. Na proporção do PIB, está em 7,8% em agosto. O padrão internacional é significativamente mais alto. Países desenvolvidos, por exemplo, no geral tem um crédito imobilárioa acima de 50% do PIB", observou Maciel, do Banco Central. Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/credito-imobiliario-passa-ser-principal-linha-para-pessoa-fisica.html

Preço de imóveis pode subir e é preciso ter cautela, dizem analistas

Governo subiu valor do imóvel financiado pelo FGTS para R$ 750 mil. Medida deve aquecer procura por imóveis, dizem representantes do setor. Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo A decisão do governo de elevar o valor do teto de imóveis que podem ser financiados com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve aquecer a procura por residências, o que pode fazer com que o preço do metro quadrado volte a subir num ritmo maior, segundo analistas ouvidos pelo G1. O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta segunda-feira (30) elevar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o teto em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Para os demais estados, o limite de financiamento será elevado para até R$ 650 mil. “O mercado tem mantido um aquecimento razoável, mas menor do que antes. Então [o aumento de preços] é um risco, porque agora vai aumentar a procura”, avalia Ana Carolina Gomes, diretora jurídica da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências. “Temos que aguardar e ver qual será a reação do mercado, mas não vejo horizonte para uma queda de preços”, completa. Recomendações para o consumidor A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, destaca que o mercado imobiliário vinha numa tendência de queda estabilização e até queda de preços. “O consumidor deve ter muito cuidado porque pode ocorrer uma tendência de aumento de preço”, afirma. Segundo ela, a principal recomendação neste momento é cautela. “Se o mercado perceber que o consumidor está cauteloso e barganhando, pode ser que os preços se mantenham”, acrescenta. Ana Carolina também recomenda cuidado e que os consumidores procurem fazer uma compra consciente. "Adquirir um imóvel deste montante [acima de R$ 500 mil] a longo prazo exige muita cautela. Da mesma maneira que essa medida facilitou a compra, pode também comprometer uma fatia maior da renda. Então é preciso continuar pesquisando muito e tentar sempre uma redução e um preço que caiba no bolso", avalia. O diretor da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia, avaliou como positiva a elevação do teto para R$ 750 mil. “Sempre que se amplia a faixa é bom para o mercado, porque atinge um público maior e aumenta a procura”, afirma. “Os preços eventualmente podem subir, mas eu diria que o impacto na valorização dos imóveis será muito pequeno, porque apenas uma fatia do mercado foi atingida e que estava fora e agora vai poder entrar”, completa. Realidade de mercado Para o advogado William Santos Ferreira, coordenador da pós-graduação da PUC de Direito Imobiliário, a elevação do teto é "positiva" e vem a viabilizar o que já era, segundo ele, uma realidade do mercado. "Em algumas capitais, as pessoas não conseguem mais comprar imóveis com o teto de R$ 500 mil, até mesmo quem procura unidades com 2 dormitórios. O que é uma contradição, pois o uso do FGTS pressupõe uma finalidade de uso familiar", diz o especialista. "Não dá para só trabalhar com a perspectiva de retração dos preços, pois o recuo não daria na dimensão que permitisse aquisições para quem hoje está fora do mercado em razão do teto de R$ 500 mil", completa. Ele acredita que a medida irá ajudar a movimentar o mercado novamente, elevando a procura. Quanto aos preços, o advogado avalia que uma possível alta é um efeito a ser considerado, mas considera que a medida é positiva por permitir a inclusão de mais consumidores no mercado de crédito imobiliário. "Uma coisa é ter opção de adquirir ou não um imóvel acima de R$ 500 mil com o FGTS. Outra, é não poder escolher", afrima. Ferreira também recomenda que aqueles que estão procurando imóveis não se precipitem. "O importante é avaliar as várias oportunidades e usar o poder de barganha. Os que estão com imóveis sem vender também não podem de uma hora para outra querer subir de imediato os preços", diz. Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/preco-de-imoveis-pode-subir-e-e-preciso-ter-cautela-dizem-analistas.html

Governo eleva para R$ 750 mil teto para comprar imóvel com FGTS

Limite vai subir de R$ 500 mil para R$ 750 mil em SP, RJ, MG e DF. Para os demais estados, limite passou para até R$ 650 mil. Alexandro Martello Do G1, em Brasília O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar nesta segunda-feira (30) o valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como o valor da casa própria que poder ser financiada dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – modalidade de crédito que conta com juros mais baratos. O valor do imóvel subirá de R$ 500 mil para até R$ 750 mil para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal a partir desta terça-feira (1). Nas cidades desses estados, segundo o BC, os preços dos imóveis, assim como os custos, são maiores. Para os demais estados, o limite será elevado para até R$ 650 mil. "O limite de R$ 500 mil estava vigente desde 2009. De lá para cá, a gente teve inflação. O IGP-M, por exemplo, subiu 27,84% e o IPC da Fipe avançou 23,72%. O setor de construção civil está pedindo isso há mais de dois anos, e as instituições financeiras também. Estavam falando que imóveis não se conseguem mais financiar com recursos da poupança", afirmou o chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC, Julio Carneiro. Segundo apurou o G1, o objetivo do governo com a medida é estimular a economia. Valor do financiamento Segundo as novas regras, para imóveis financiados dentro das regras do SFH, o limite do financiamento não poderá ser superior a 80% do valor de avaliação do imóvel. Para financiamentos que prevejam a utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC), esse percentual poderá atingir 90% do valor de avaliação, informou o Banco Central. Pelas regras anteriores, segundo o Banco Central, o limite de financiamento era de 90% do valor de avaliação do imóvel tanto para a tabela Price quanto para o SAC. Com as mudanças, somente o SAC continuará com este limite. No caso da tabela Price, o limite cairá para 80%. O chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC explicou que nos financiamentos efetuados por meio do SAC, as prestações começam maiores e depois vão caindo, enquanto que na tabela Price as prestações têm valor fixo. Por isso, disse ele, a amortização é mais rápida pelo sistema SAC. Taxas de juros De acordo com Julio Carneiro, da autoridade monetária, atualmente as taxas de mercado para imóveis acima de R$ 500 mil estão em cerca de 10% ao ano. "No SFH, tem gente fazendo [financiamentos] a 8% a 9% ao ano", declarou Carneiro, acrescentando que, por isso, ele não acredita que a medida vá gerar um "boom" no mercado imobiliário. A decisão do CMN deve aquecer a procura por residências, o que pode fazer com que o preço do metro quadrado volte a subir num ritmo maior, segundo analistas ouvidos pelo G1. Último reajuste A última vez que o limite de imóvel que pode ser financiado dentro das regras do SFH subiu foi em abril de 2009, ou seja, há mais de quatro anos. Naquele momento, o valor subiu de R$ 350 mil para até R$ 500 mil. No final do ano passado, o presidente em exercício do Conselho Curador do FGTS, o assessor especial do Ministério do Trabalho Luiz Fernando Emediato, já tinha afirmado que não via problema em um aumento no valor do imóvel a ser financiado dentro das regras do SFH de R$ 500 mil para R$ 750 mil. Na ocasião, entretanto, ele explicou que a decisão caberia ao CMN. Fonte:http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/09/governo-eleva-para-r-750-mil-teto-para-comprar-imovel-com-fgts.html

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A importância do laudo de avaliação na hora de comprar ou vender imóveis

O laudo de avaliação de imóveis realizado por profissionais da área de engenharia de avaliações tem a consistência e precisão fundamentadas em técnicas e isentas de envolvimentos emocionais e interesses pessoais. O valor de mercado baseado somente em critérios técnicos muitas vezes mostra diferenças surpreendentes em relação ao valor de venda baseado somente em interesses financeiros. A diferença pode chegar a mais de 50% para mais ou para menos. O laudo de avaliação difere muito da avaliação de imóveis para fins de compra e venda realizada entre pessoas físicas - onde a determinante do preço é a lei da oferta e da procura. O trabalho de engenharia consiste em determinar o valor de mercado com a utilização de técnicas baseadas nas normas NBR 14653. Muitas vezes, a diferença entre as duas avaliações pode chegar a 50% (para mais ou para menos) devido a aplicação de técnicas isentas de interesses comerciais e fatores emocionais. É este laudo que determina o valor de mercado ao passo que a avaliação de imóveis residenciais busca obter o preço de venda. A diferença está em determinar preço ou valor. O preço depende da situação do negócio, dos interesses pessoais, comerciais e sentimentais envolvidas no processo. O preço não é único, pode ter vários preços e variações de curto prazo. Basta pesquisar imobiliárias para entender o conceito. O valor de mercado num determinado momento é único e independente dos interesses das partes envolvidas. O valor final é obtido pela aplicação da estatística, ou seja, procura encontrar um intervalo de valores em que possa situar o valor de mercado do imóvel. Os procedimentos utilizados para determinar o valor de mercado de imóveis são: Pesquisa de mercado: ponto de partida é a pesquisa de mercado para obter uma amostragem dos valores dos imóveis na região considerando a semelhança de característica dos imóveis. As amostras muito fora do padrão médio são descartadas para não distorcer o resultado final. Homogeneização dos valores: é a técnica utilizada para uniformizar as diferenças de valores pesquisados, considerando as diferenças dos fatores de homogeneização entre o imóvel a ser valorado em relação aos imóveis da amostra da pesquisa. Análise estatística: análise estatística dos valores pesquisados para determinar os prováveis ou melhores intervalos de valores. O que dá qualidade ao valor atribuído ao imóvel é a aplicação de técnicas de análise baseadas nos fatores de homogeneização conforme o tipo de imóvel, sem a interferência de fatores sentimentais, comerciais ou financeiros dos interessados. Vamos tomar como exemplo uma situação real quando avaliamos um terreno com um pequeno galpão construído. O objetivo do estudo era solucionar um impasse entre os sócios de uma empresa. O que estava em questionamento era o valor do terreno e não da construção, por se tratar de uma obra antiga com pouco valor comercial devido ao material e engenharia empregada fora dos padrões atuais. - Terreno de aproximadamente 22.000 m2, área urbana da Grande São Paulo. - Preço de venda do imóvel avaliado por uma das partes: R$ 3.000.000,00 - Preço médio obtido através da pesquisa de mercado dos terrenos nas proximidades: R$128,00 m2; - Preço do imóvel pelo valor médio do m2: 22.000 m2 x 128,00 = R$2.816.000. - Maior preço pesquisado do terreno nas proximidades: R$160,00 m2. Foi descartado da amostra por se tratar de um terreno com pequena construção para fins residenciais. - Preço do imóvel pelo maior preço m2 pesquisado: 22.000 m2 x R$160,00= R$3.520.000,00 - Valor de mercado apresentado no laudo de avaliação: R$2.100,000 a R$2.300.000,00 Basicamente quando se avalia terreno, avalia-se o que pode ser construído e para que negócio podem ser utilizadas as edificações. Portanto são considerados alguns fatores mais significativos, tais como: Fator oferta: foi realizada uma adequação acima em relação a amostra devida a pouca oferta de terrenos com estas dimensões e características na região. Fator localização: adequação acima baseado na diferença de melhor posição do imóvel em relação a amostra devido ao endereço do imóvel avaliando servir para fins comerciais e industriais. Fator topografia: adequação abaixo - após um cuidadoso exame do terreno foi constatado a possibilidade de alagamento, o que inviabilizaria a construção de piso abaixo do nível da rua, ou seja, impossibilidade de construção de garagens. Dependendo do empreendimento teria que pensar em um piso elevado, para evitar possíveis perdas de estoques. Fator frente x fundos: não teve variação, mas seria aplicado a terrenos com pouca profundidade, formato não retangular ou quadrada com pontas pouco aproveitáveis para construções. Fator padrão construtivo: desconsiderado em função do galpão ter pouco valor comercial. Serve para adequar as diferenças de nível construtivo dos imóveis. No fim, os dois fatores que mais influenciaram foram: localização e topografia. Provavelmente se não tivesse sido detectado anormalidade no fator topografia este imóvel seria avaliado bem próximo aos R$3.000.000,00, preço de venda sugerido por um dos sócios. Mesmo considerando o melhor valor de mercado do laudo (R$2.300.000,00, nota-se uma diferença de 30% entre o preço e valor avaliado). Se considerarmos o maior preço do m2 pesquisado a diferença sobe para 53%. Conforme demonstrado o laudo de avaliação do valor de mercado determinado por profissionais da área de engenharia de avaliações tem a consistência e precisão fundamentadas em técnicas e isentas de envolvimentos emocionais e interesses econômicos. Desta forma, pode-se afirmar com certeza de que aquele valor é único naquele momento, dando a segurança necessária para a tomada das decisões. Fonte:http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/a-importancia-do-laudo-de-avaliacao-na-hora-de-comprar-ou-vender-imoveis/73312/

domingo, 15 de setembro de 2013

Rigor na vistoria de apartamento novo evita desgaste e gasto futuro

15/09/2013 - 01h30 | DANIEL VASQUES DE SÃO PAULO Ao fazer a vistoria do imóvel, é fácil se deixar levar pela emoção. É a hora de entrar pela primeira vez em um ambiente muito esperado que só era conhecido no papel ou durante a visita do apartamento modelo decorado. Cliente tem 90 dias de garantia para reclamar de falhas no imóvel Só que é preciso manter a calma, ficar muito atento e não esquecer que a função da vistoria é checar se o imóvel apresenta problemas. Caso existam, o futuro morador deverá solicitar os reparos à construtora, que o chamará para uma nova vistoria, até os defeitos serem corrigidos. A analista de contas, Maria Luiza Gonçalves, 53, conta que há cerca de um mês fez a vistoria do apartamento que comprou em Diadema (Grande São Paulo). Segundo ela, havia problemas no botão de uma descarga, na pintura de paredes e no trinco da porta. Além disso, no dia da visita, faltava água no edifício, o que a impediu de testar o escoamento dos ralos e checar vazamentos. Agora aguarda uma nova vistoria, marcada para o próximo dia 21. De acordo com a GMK, incorporadora responsável pela obra, a inspeção a que Gonçalves se refere foi apenas uma pré-vistoria, com o objetivo de antecipar a identificação de qualquer problema antes da vistoria de fato. Para se preparar para a vistoria do imóvel que comprou, construído pela Brookfield, a engenheira química Carolina Grieco, pesquisou na internet sobre o assunto, assistiu a vídeos de orientação e, com seu noivo, os pais e um marceneiro, partiu para a ação. Avener Prado/Folhapress Carolina Grieco e Henrique Azevedo Bruno preparam arsenal para a vistoria da casa nova Carolina Grieco e o noivo, Henrique Azevedo Bruno, preparam arsenal para a vistoria da casa nova O resultado foi que a visita, prevista para durar até uma hora, levou quatro. Entre os problemas, um azulejo trincado, uma janela que não fechava, um interruptor com defeito e a varanda mal pintada. Grieco diz estar satisfeita com o desfecho, já que tudo foi resolvido na hora. "Estava com a emoção aflorada. Por isso, é importante levar mais pessoas, para manter o foco", diz. Segundo Fabio Diogo, diretor da incorporadora, uma auditoria técnica independente é contratada para vistoriar as unidades, mas "podem acontecer casos em que não conformidades sejam percebidas somente na vistoria final, com a presença do proprietário". O advogado de direito imobiliário Marcelo Tapai diz que, se o imóvel apresentar problema, o cliente deverá solicitar que ele seja anotado no termo de vistoria, refutando promessa verbal da empresa. Outras recomendações de especialistas são tirar fotos ou filmar os itens com defeito e levar uma trena para medir os cômodos e a garagem. Ana Carolina Bernardes, diretora-jurídica da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), afirma que pode haver uma diferença de no máximo 5% no tamanho do imóvel. Se ultrapassar esse percentual, deverá haver algum tipo de compensação ao morador. O empresário Ely Andrade, 54, conta que verificou falhas na pintura e no alinhamento do granito e gesso na primeira vistoria. Ao todo, foram três, sem solução. "Gastei em torno de R$ 1.500 para resolver. Você jogava a iluminação no imóvel e as imperfeições apareciam." Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Preço atual facilita compra de casa própria

VIVIAM NUNES DE SÃO PAULO Ouvir o texto Sinais de queda de preço de imóveis já prontos na capital paulista têm dado alento a quem há alguns anos pretende comprar uma moradia em São Paulo e não consegue por causa dos valores. De 2012 a 2013, considerando os cinco primeiros meses de cada ano, os preços caíram até 5% na maioria das regiões da cidade, de acordo com o Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis). A desvalorização está longe de reverter a alta recente no mercado, considerando que os valores subiram até 99%, de 2009 a 2012, também segundo o Creci -mas já é um alívio para quem tenta definir qual é o melhor momento para comprar. Cenário favorece negociação de aluguéis Para economistas e consultores ouvidos pela Folha, embora a queda de 2013 seja pontual, é, sim, favorável ao consumidor, que tem mais margem para negociar. "Nos últimos anos, os preços dos imóveis usados subiram muito mais do que os novos, e, agora, ocorre uma correção", diz Celso Amaral, diretor corporativo do Geoimovel, empresa de informações imobiliárias. NO RITMO DA INFLAÇÃO "Daqui para a frente, os valores devem subir no ritmo da inflação", acrescenta. Para Marcelo Prata, presidente do Canal do Crédito, site comparador de empréstimos, o aumento do preços dos imóveis em geral deve ficar agora entre 10% e 15% ao ano, em média. Assim, para quem pretende trocar o aluguel pelo financiamento, o momento pode ser oportuno, acrescenta o educador financeiro Mauro Calil. "O aluguel é uma despesa que não se reverte na formação de patrimônio, ao contrário da parcela do financiamento", diz. "O cuidado que deve ser tomado na hora da compra é negociar o maior desconto possível e comparar o custo dos empréstimos em pelo menos dois bancos, além daquele em que se tem conta", complementa Calil. APOSTA Embora pague aluguel hoje por um imóvel de cem metros quadrados nos Jardins, o advogado Fernando Costa, 34, não pretende, pelo menos por enquanto, trocar a despesa pelo financiamento. Costa tem outra estratégia: deixar o dinheiro que tem atualmente (cerca de R$ 200 mil) em uma aplicação como o Tesouro Direto para aumentar o valor da entrada. O advogado aposta em queda dos preços dos imóveis na região nos próximos quatro anos, apesar da previsão de economistas de alta ao menos no ritmo da inflação. A simulação ao lado mostra que, para o plano de Costa ser vantajoso, o imóvel que ele deseja comprar no bairro -que hoje custa R$ 1 milhão- não pode ter reajuste nos próximos quatro anos. Se subir 5% ao ano nesse período, menos que as previsões de mercado, o valor total gasto na compra será maior do que seria se o aluguel fosse substituído agora pelo financiamento imobiliário. SEGUNDO IMÓVEL Já para quem já tem um imóvel e está procurando outro para investir -seja para revender ou alugar-, pode valer mais a pena esperar por oportunidades melhores do que comprar agora. "Os imóveis ainda estão com preços altos e assim fica mais difícil ter um retorno financeiro que compense o investimento", diz Valter Police, planejador financeiro. "Para investir, é preciso, antes da compra, pesquisar bem o perfil do imóvel desejado e se há demanda suficiente na região por aquele bem -como inquilinos e compradores em potencial."http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1335432-preco-atual-facilita-compra-de-casa-propria.shtml Fonte:

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nova regra puxará preço dos imóveis

As novas regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para imóveis residenciais entram em vigor amanhã. Elas darão mais conforto e segurança aos proprietários e moradores. Entre os benefícios, a redução de barulhos vindos do lado de fora e dos vizinhos - especialmente no caso dos apartamentos - e a entrega de um manual de manutenção da estrutura. Por outro lado, os custos extras das construtoras devem aumentar o preço dos imóveis. A ABNT NBR 15575, nome oficial da norma, foi discutida durante mais de cinco anos e está dividida em seis partes com diversas regras e orientações. Todos os imóveis habitacionais protocolados nas prefeituras a partir de amanhã devem segui-las. Para o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), Eduardo Moura, a maioria das construtoras não terá dificuldade de se adaptar, uma vez que muitas empresas já aplicavam boa parte das técnicas indicadas. Em relação ao impacto nos preços, ele explica que vai variar não apenas de acordo com a empresa, mas também em relação ao tipo de empreendimento e ao local onde ele será feito, uma vez que as condições do solo e até climáticas são fatores a serem levados em conta. Moura esclarece que, por isso, não há uma estimativa de média de aumento de preços. No entanto, nos mercados do Sudeste, há construtoras avaliando o acréscimo no preço final entre 3% e 7%. Uma das exigências prevê a entrega de um manual de manutenção ao proprietário. No documento, estarão orientações sobre serviços e materiais necessários para a durabililidade e o bom funcionamento do imóvel. Contudo, os demais benefícios só poderão ser sentidos pelo consumidor com o uso da residência, já que as mudanças ficarão "ocultas", fazendo parte da estrutura do prédio. A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste), Maria Inês Dolci, orienta que proprietários e moradores lembrem-se sempre das novas normas quando problemas estruturais surgirem. Para ela, embora apenas imóveis a serem protocolados a partir de amanhã sejam obrigados a estar de acordo com as regras, elas podem servir de base também para reclamações de quem já tem um imóvel. "O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor já determina que os produtos sigam as normas técnicas vigentes", explica Maria Inês. Fonte:http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=54498&recalcul=oui